A Velhinha Erótica

Antes do post de hj, não resisti e tive que postar:

dado-dolabella-casando

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH

Meo Deooooos… A foto eu peguei do Kibeloco… HAHAHAHAHAHAHAHHA!

A Legenda que tava lá era: “Fala sério! Não tá com cara de quem depositou o milhão na poupança?”

A princípio, confesso, não entendi.

Podem me chamar de “loraburra”, o que for. Só não pode me chamar de ruiva.

Anyway. Depois de um árduo trabalho de Tico e Teco por uns cinqüenta minutos… Eis que começo a gargalhar do nada. HAHAHHAOAUHOUAHOHAUO!

Entendi!!! HAHAHOAUAHOHAUOHAUOHAHU!

Ai, ai… Muito boa, a foto e a legenda…

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Agora sim, o Post.

Uma coisa que esqueci de contar ontem.

Fiz aula de girocópt, ops, de hidroginástica ontem, de novo. Pq antes de ontem eu não nadei, lembram?, então eu entro numas de pagar com sofrimento e tal. Me redime. Tipo aquele lance de “Anjos e Demônios”, das auto-chibatadas. Só que eu não me auto-flagelo daquela maneira. Eu tenho maneiras mais originais de me auto-punir: comendo como louca e depois me pesando. E, a julgar pelo meu peso, minha auto-punição vai de bem a melhor. Hahaouhaouhha!

Então, esse lance de usar esporte pra se redimir é uma nova na minha vida. Pq eu nunca consegui fazer isso por mais de um dia, mas agora estou fechando o primeiro mês de natação, já! E só não fui DUAS vezes, e nas duas foi por motivo de força maior, que foi filha dodói. Um marco na minha vida, essa natação.

Mas então, voltando.

Bruno tirou meu coro naquela porra de hidroginástica. Nego pensa que é mole, mas vai afundar aquelas paradas de isopor, amigo! É IMPOSSÍVEL! E eu não tô falando de afundar um isopor de cerveja cheio de gelo na piscina pra lavar não, meu filho; tô falando de uns pesinhos leves como a Cinthya Howllet fora d´água e pesados como Karla Fabiana dentro d´água. Quase um parto mexer com aquilo.

Anyway.

Terminei a aula, só fomos duas velhinhas, um velhinho e eu – pq ontem tava chovendo horrores e só foi o pessoal mais radical, baby . As velhinhas e eu nos encaminhamos ao vestiário.

Vale dizer que nos dias ensolarados umas trinta velhinhas comparecem felizes. E que, depois do término, no vestiário, elas tiram os maiôs e viseiras e toucas e tal e ficam conversando peladas, entre toalhas, cremes e calçolas pra todos os lados, exibindo e comentando marcas de biquini, de cesárea, de cirurgias, assim, como se tivessem 15 anos. Se vestindo devagar, entre um papo e outro. Umas pedindo ajuda às outras, pq, vc sabe, a flexibilidade já não é mais a mesma depois dos 50…

Não me sinto muito confortável ali. Confesso. Ver tanta velhinha de topless soa pouco natural pra mim. E eu trato de escapar e esperar do lado de fora até que elas tenham saído.

Pois bem, mas ontem, como dia especial de chuva e com poucos alunos, eu pensei que estaria a salvo.

Entrei e uns minutinhos depois entrou uma das senhoras.

Ela deve ter seus sessenta e poucos. E não está NADA conservada, por assim dizer. Só pra vcs terem noção da situação.

Estava lá eu, pegando minhas coisas, quando me dei conta que não havia levado sutiã e calcinha. O dia estava bem frio, e eu me peguei comentando em voz alta:

“- Aaaaaaai, putz, não trouxe sutiã! E agora? Maiô molhado…”

E a velhinha do meu lado direito, prestando mó atenção.

“- … Mó frio… Só se eu tirar o maiô. Mas aí fica difícil, pq não trouxe sutiã… Ah, não, sem calcinha e de calça eu até iria, mas sem sutiã não rola.”

Eu juro, tava mais PENSANDO ALTO, mesmo.

Por isso levei um susto tão enorme (mas tão enorme, que deixei cair todo o conteúdo da minha mini necessaire: OBês e etc.) quando a velhinha me respondeu:

“- Ahhh, já eu, prefiro o contrário! Não uso sutiã quase nunca, mas sem calcinha não vivo!”

O_O

Como asseeeem?

“- Olha, saí de casa sem sutiã. Só trouxe esse pq aqui no vestiário eu fico sem graça na hora de me vestir, as meninas sempre me olham torto quando não visto sutiã.”

Gente, eu tremia igual vara verde. Pedi a todos os santos, inclusive o @santoEvandro, praquela mulher parar de falar naquele exato instante. Tava vendo a hora em que ela ia me contar sobre a vida sexual dela e do marido, e isso é algo pra que a gente não tá preparado, né? Haja visto:

e você vai entender que é algo que nossos cérebros jovens não estão preparados pra alcançar. Argh. Não, não.

Voltando pra historinha. Rezei bastante. Mas não foi suficiente. Deus deve ter colocado na chamada em espera, pq deu tempo de ela me mostrar os seios… “Olha, eu quase não tenho! Pra que sutiã?”. Meu Djízâs. Eu quase podia ouvir o “Fur Elise” tocando ao fundo.

Mas consegui escapar e nada mais que isso aconteceu.

A propósito, ela realmente tinha peito pequeno… Mas na idade dela, não importa se vc tem peito enorme, pequeno ou não tem peito; vc TEM que usar sutiã.

Saí do vestiário ligeiramente torpe. Alguma coisa como a imagem daquele sutiã da Madonna, de metal pontiagudo, vestido na velhinha rondava minha mente.

E fui dar um presente pro Bruno, que estava orientando uma aluna.

“- Bruno. Tenho um segredo pra te contar. Sabe aquela sua aluna moreninha, baixinha, que tava do meu lado ainda agora na hidroginástica? Hum?”

“- Sei. Que que tem?”

“- Ela não usa sutiã.”

HAHAHAHAHAHAHAAHHAAH

Presentaço, não?

Acabei com a paz de um homem por no mínimo uns 15 dias! Hahahahaha!

Se vcs vissem a cara do Bruno…

Eu sei que ele JAMAIS vai esquecer isso, enquanto viver, e enquanto der aulas pra essa senhora tão… Erótica.

* Anônimo, retirei, viu? Fez sentido seu comentário, eu nem me liguei: a parada era MUITO velha,  eram milhares de papéis de bala, visa electron e por aí vai…  De antes da gravidez, pra ser mais exata, que foi a última vez que usei a necessaire em questão. Até pq eu preciso de fôlego pra nadar, brother!

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Querido Diário;

Ontem foi um dia interessante. Parece que alguém poderoso lá em cima acordou e pensou: “Hoje eu vou sacanear essa menina! Hahaha! Hoje ela me paga por ter que salvá-la tantas e tantas vezes de carros, penhascos, assaltantes, malucos… Hahahaha! Vamos começar!”

E aí começou.

Eu estava com sono de manhã, querido Diário; isso é normal. Eu vesti Isabela, arrumei a mochila dela, coloquei meu maiô (é uma derrota falar MAIÔ, né?) de treino, arrumei minha bolsa pra natação, coloquei um chinelo, chamei Isabela, peguei as chaves, apaguei as luzes, peguei minha bolsa e saí.

Quando apertei o botão do elevador, notei que minha filhinha, de três anos, olhava pra mim com uma expressão estranha. Me deu uma mescla de ternura e compaixão, quase derreti ali!

Agachei e perguntei, toda amorosa:

“- Que foi, meu amor?! Por que vc está olhando assim pra mamãe?”

E ela me respondeu:

“- Mamãe… Gucê vai de maiô na rúuuuuua???”

Olhei pra mim mesma e sim, eu estava de maiô. Maiô, bolsa e havaianas. GRAZADEUS eu estava com minha filha, pq, se fosse sem ela, eu só teria percebido o erro ao passar pelo porteiro. Deus é mais. Deus é dez. Deus deve ter dado umas boas gargalhadas.

Entrei, me vesti e saímos de novo.

Deixei a cria na salinha dela e segui para a natação.

Aqueci, pulei que nem uma corna perneta, alonguei mais que o ET do Panamá, estiquei os braços pra trás, pra cima, pros lados… Agachei e estiquei as pernas, mudei de posição, alonguei, alonguei…

Tomei uma chuveirada, caí na piscina, nadei, nadei, nadei, nadei… Cheguei na Nicarágua nadando, se for contar a “kilometragem” da coisa. Nadei mais que refugiado cubano chegando em Miami, imaginando o Jon Secada e a Glória Stefan e todos aqueles conterrâneos que se deram bem.

Daí, querido Diário, como eu faltei segunda-feira, eu decidi, assim, do nada, emendar na aula de hidroginástica dos velhinhos, pra dar uma turbinada no exercício. Pq merda pouca é bobagem.

Vc já fez hidroginástica, querido Diário? Não, né? Claro, vc não passa de um caderno de papel.

Tem uns exercícios bizarros, Q.D…. BIZAAAAAAAARROS…

Se imagine deitado flutuando apoiado num espaguete preso nos seus sovacos, fazendo movimentos de abre e fecha com as pernas retas, para as laterais. Imaginou? Pois saiba, Q.D., que na prática é muito mais difícil do que nessa imagenzinha mental furreca que vc fez da cena.  Não sei como os velhinhos fazem isso e ficam no lugar. Pq, quando eu fui tentar, o resultado foi que eu parecia um girocóptero desgovernado pronto pra atacar sexualmente qualquer velhinho que entrasse na minha frente. Eu não consegui fazer UM exercício parada; eu flutuei desgovernada em TODOS.

E eu terminei a aula, querido Diário. E saí da piscina, e alonguei horrores.

E cheguei no vestiário cheio de velhinhas pós-hidroginástica. E tirei a toalha que me envolvia. E abaixei pra pegar minha bolsa. E ouvi de duas velhinhas, ao mesmo tempo:

“Meu amoooor, seu maiô está descosturado!!”

Porque velhinha nunca fala “furado”. Furo, pra elas, é algo diferente de “descosturado”. Pra mim, é tudo a mesma coisa.

Na prática, quando eu olhei minha bunda no espelho, eu vi que meu maiô estava era com um baita rombo no MEIO da bunda. Dando uma visão perfeita do meu rego pra quem quisesse ver. Imagina quem viu enquanto eu bancava o girocóptero, huh?

Oh, céus. Não sei se terei coragem de voltar lá.

Voltei pra casa, tuitei, cumpri com minhas obrigações de leiê: varri, lavei, arrumei (tudo meia boca, mas ninguém pode dizer que não fiz) e, pra finalizar, fui jogar o lixo na lixeira do corredor.

De calça jeans dobrada até o joelho, sutiã e saco cheio de lixo na mão eu estava; abri a porta, dei de cara com a vizinha centenária bipolar e evangélica que passa criolina na minha porta todo santo sábado, sabe Deus porque; dei olá; ela desceu os olhos pras minhas peitcholas; eu me liguei que tava sem camisa e, da mesma maneira que abri a porta, fechei. Na mesma posição. Sem nem piscar um olho.

Linda, a terceira bola fora do dia.

Aí desci, fui na farmácia  e, me expliquem, POR QUE DIABOS os atendentes ainda olham FEIO toda vez que vc vai pagar uma caixinha de OB SUPER? Caralho, é de sacanagem???? Não é possível que em pleno 2009 nego ainda olhe uma caixinha de absorvente interno com cara de “ih, essa é arrombada!”! Porra! Que merda!

(E alguém me explica o motivo de eu SEMPRE explicar, enquanto passo o cartão, que “hehe, é que meu fluxo é muito intenso…”??????

Realmente. Eu sou daquelas que explica as coisas tentando melhorar as situações. Besta, eu, pq é mais que sabido que pisar na merda, só espalha.)

Mas meu Djízâs, alguém explica pros balconistas de farmácia que o tamanho do OB não tem NADA a ver com o tamanho da piriquita, mas sim com a capacidade de absorção??? Não que eu esteja ligando pro que pensam do tamanho da minha periguete junior, afinal, hehe, baby, tem umas coisas que não tem nem o que dizer, claro; mas me incomoda profundamente a ignorância dos caras. Porra. De repente faz todo o sentido do mundo a Carol Gretchen fazer o “Fiz Pornô mas Sou Virgem”ou algo assim – tem gente que REALMENTE tem uns fios trocados lá dentro da caixola e inverte umas informações vitais, cara. Sério. As mesmas pessoas que acreditam que OB define tamanho de xereca, certamente concordam com a idéia de que uma menina que já fez sexo anal em frente às câmeras continua virgem, contanto que nenhum pênis tenha penetrado a vagina. Ou um OB Super.

Depois disso, estava sentada no pátio da escola, esperando a hora de pegar minha filha. Sem lente e sem óculos. Sou míope como uma porta, by the way.

Eis que me chega um professor beeeem jovem, lá de longe, e começa a apontar e a dizer que conhece meu irmão, que me conhece desde pequena e blablablá… E eu respondendo, amarradíssima; convencida de que ele devia ser algum amigo de infância que eu só não reconhecera pq estava longe e eu não estava enxergando… Até me dar conta que ele estava falando com a menina da frente. O que fazia muito mais sentido, claro. Era muito mais normal ele conhecer desde pequena uma menina de 12 do que uma mulher de 27; afinal, se o cara tinha 23 era muito.

Morri de vergonha o resto da tarde, peguei minha filha, vim pra casa e cavei um buraco nos travesseiros pra enfiar minha cara.

Ai, querido Diário! Que dia vergonhosamente deplorável!

Tomara que amanhã seja melhor.

Um beijo.

Carol.

15 Motivos para Toda Mulher ter um Melhor Amigo Gay

Uma das coisas mais divertidas que qualquer mulher pode fazer é ter uma amigo – de preferência, um melhor amigo – gay. Pode ser só “homo”, do tipo que só quebra o pescoço entre amigos; pode ser enrustido, do tipo que ainda não saiu do armário nem pra ele mesmo – mas todo mundo já percebeu; pode ser do tipo bicholeta-eta-eta, que é bicha, totalmente mona, nem aí pra nada; pode ser traveco; enfim, um amigo que goste de outros amigos.

Eu, como boa representante da espécie “mulher-extrovertida-loira-boca-suja” que sou, já tive amigos de todos os tipos citados acima. E um, em especial, meu melhor amigo, que é tudo acima ao mesmo tempo. Hahhahaha. Menos traveca. Quer dizer, entre 4 paredes, não sei. Mas fora, o Di faz o estilo gay executivo, adooooro.

E foi com ele que eu aprendi todas essas coisas abaixo, e foi morrendo de saudades e pensando desesperadamente nele que eu resolvi escrever um manualzeenho sobre o quanto ter um melhor amigo gay é vantajoso e maravilhoso para qualquer mulher que se preze!

1 – Já dizia minha vó: um amigo gay não vai dar em cima de vc. E vc não precisa ser uma mulher linda e maravilhosa pra sofrer com problemáticos amigos heterossexuais; basta que eles estejam carentes e vc de calcinha. Gays vêm automaticamente isentos deste problema. Desfile da calcinha, tome banho, mostre os peitos, se depile, faça O QUE QUISER, meu amor – ele não vai demonstrar NENHUMA reação fisiológica, se é que vc me entende. E o único feedback que ele pode demonstrar por te ver pelada é uma ligeira cara de repulsa e asco acompanhada de algum comentário do gênero: “Argh, como tem alguém no mundo que gosta dessa… Dessa… Lasanha viva???”, se referindo a sua genitália. É a paz no mundo.

2 – Ele também não vai dar em cima do seu namorado. Bem, pode ser até que dê, pq amigos gays têm um certo instinto protetor quanto às melhores amigas, e costumam, SIM, testar os namoradeenhos das protegidas… Mas isso não será um problema se o cara for hetero mesmo. O cara vai te contar. E o amigo tb. “Ele deu em cima de mim!”, “Eu dei em cima dele, ele não reagiu. Aprovado.” Se só o amigo contar e o cara não disser nada… Sai fora que essa faca corta pros dois lados. E o amigo vai contar assim: “Amor… Sai fora desse cara, vai. Ele não é pra vc. Furada na certa. E põe furo nisso.”

3 – Amigas bibas estão para nós, mulheres, assim como melhores amigos héteros, homens, estão um pro outro. Eles vão a jogos de futebol; nós e as bibas vamos a salões de beleza. Eles dão notas para mulheres gostosas que passam na rua; nós e as bibas damos notas para homens que passam em qualquer lugar. Eles falam de carros e fórmula 1, nós falamos de cabelo, maquiagem, Alinne Moraes, Bruno Gagliasso…

4 – Amigos gays são as únicAs amigAs que vão ouvir Michael Bublé com você, tomando Champagne e comendo morangos, rodopiando pela casa e NUNCA, mas NUNQUINHA, vão te chamar de brega por isso. Amigos héteros, namorados e maridos, nunca farão uma coisa dessas. Amigas mulheres dificilmente farão e, se fizerem, vai ser de má vontade.

5 – Nenhuma outra classe de amigo é capaz de combinar com você um personagem pra sair. “Hoje eu sou Rory Gilmore e vc é a Beyoncé, tá?”

6 – Só amigas bibas sabem de cór e salteado falas de seriados de TV.

7 – Amigas bibas não só te ligam pra avisar de promoções como, na sua impossibilidade de comparecer, se metem em plena Arezzo pra disputar a tapa com uma loira aguada a ultima sandália caramelo que vc tanto queria e que está com 70% de desconto…e te dão de presente!

8 – Não adianta: só gays sabem apreciar um bom jogo de xícaras ou canequinhas fashion e servir um maravilhoso café com um toque de amêndoas torradas em plena segunda ás 18h30 da tarde, só pra vocês dois se sentirem chiques em casa.

9 – Com quem mais seria possível tomar drinques como Alexander se até as amigas mulheres acham que isso é coisa de bicha?

10 – Com eles você pode brincar de cena de filme. Coisa que vc tenta fazer desde os onze anos com suas amigas, mas elas não curtem mais…

11 – Se você estiver gorda, eles vão dizer. Se a roupa não estiver combinando, eles vão dizer. Se o cabelo estiver feio, eles vão dizer. Acontece que se as respostas pra todas essas coisas forem “SIM, você está gorda, com a roupa feia e o cabelo horrível”, eles SABEM o que fazer. Leia-se: sabem que roupas vão te deixar mais magra e ressaltar os peitos da melhor maneira e sabem arrumar cabelo como ninguém.

12 – N-I-N-G-U-É-M é melhor pareceiro no UNIVERSO pra brincar de Mímica que um amigo bicha. Ninguém. O nome do filme pode ser “Hellraiser, Renascido do Inferno”, que ele VAI te passar de alguma maneira. E com um toque teatral que nem Ney Matogrosso é capaz de dar!

13 – Você só poderá cantar e dançar Britney Spears em frente ao espelho se for com um amigo bicha.

14 – Amigos gays acham o máximo ir pra cozinha com vc fazer uma receita complicadérrima de salada de endívias selvagens com rúcula do agreste, tomate cereja e queijo de cabra velha acompanhada de um arroz arbóreo ao molho de funghi tunghi minghi e carne de égua do deserto grelhada com paetês e alcaparras, e de sobremesa tiramissu de café javanês e chocolate belga… passar um dia inteiro na cozinha pra fazer isso, colocar uma mesa MARAVILHOSA com a baixela de prata e a louça da Lituânia… Só pra colocar a primeira garfada da salada na boca e praticamente vomitar no prato, deixar tudo de lado e ir pro sofá da sala comer o tiramissu direto da travessa vendo Friends. NÃO TEM PREÇO.

15 – E, pra terminar: só um amigo gay, e NINGUÉM mais no mundo, consegue te fazer rir como uma hiena em situações SURREAIS como, sei lá, TPM + término de namoro + demissão do emprego + oito kg a mais + morte de parente. JURO.

Aaaaaaaai, Diego Bacellaaaaaaar! Que saudaaaaaaaaaaaaade!!!!

Perguntas Idiotas, Tolerância Zero

Post inspirado no Tweet do Pizzolato:

@rpizzolatoO que a gente responde quando alguem te avista pelos corredores de seu local de trabalho e lança a ‘pergunta”: “Veio mais cedo, hoje??””

Dando origem ao MANUAL DE RESPOSTAS PARA PERGUNTAS IDIOTAS – TOLERÂNCIA ZERO!

Desenvolvido por Carolina Kalil e amigos.

Pergunta: “Veio mais cedo, hoje?”

Resposta: “Não. Vc tá vendo meu espectro. Eu, na verdade, tô sentadinho no alto daquele poste. Olha lá. Eu balançando as perninhas.”

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P.: “Cortou o cabelo?”

R.:”Não. Tirei pra lavar.”

“Não. Os fios encolheram com a água.”

“Não. Foi a cabeça do papai que cresceu.” HAHAHHAAHOAUHOUAUOAH!

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(o cara com o cigarro na mão)

P.: “Vc fuma?”

R.: “Não. Tenho mania de comprar cigarros, acender, deixar um pouco e apagar. Todo dia. Toda hora. Faz um bem danado.”

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(no posto de gasolina, parado ao lado da bomba de GASOLINA)

P.: “Gasolina, dona?”

R.: “Não. Enche o tanque com café, por favor!”

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(de @renatorecife, muito boa!)

P.: “Tá dormindo?”

R.: “Não. Tô de olhos fechados pra economizar a vista.” -> HAHAOHAHAOUHAOHOHAUA

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(na central de trocas de uma loja de departamentos. Com uma calça e uma nota fiscal na mão.)

P.: “O que posso fazer por você?”

R.:” …. Uma massagem. Bem gostosa. Nas minhas costas.”

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(no táxi, chegando ao destino)

P.: “Quer que eu pare aqui?”

R.:” Não, imagina. Continua andando e acelera um pouquinho, que eu adoro saltar de carros em movimento.”

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(no endocrinologista. E eu juro que acontecem coisas assim.)

P.: “Então, qual é o seu problema?”

R.: “Mmm. Eu queria engordar uns 5kg pra arredondar 30 de sobrepeso.”

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(depois de um acidente, em que houve sangue. Só isso. Vc está sangrando.)

P.:”Tá doendo?”

R.:” Não. Adoro fazer esta cara de desespero por nada.”

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P.: “Pintou o cabelo?”

R.: “Não. Eu rezei muito ontem, pedi muito a Deus, e ele mudou de cor sozinho.”

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(dentro de uma loja de roupas infantis, após perguntar por vestidinho tamanho 3)

P.: “É pra criança?”

R.: “Não. É que meu pai é um anão travesti e pediu pra eu comprar pra ele.”

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(a uma pessoa obviamente gripada, espirrando horrores)

P.: “Ihh, tá gripada?”

R.: “Não. Tô com alergia a você.”

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(Essa é do Pizzolato, tb. Pessoa preenchendo formulário de dados: nome, identidade, endereço, cpf…)

P.: “O meu nome eu coloco onde? Aqui onde diz NOME???”

R.: “Não, benzinho. O seu nome você coloca onde está escrito CPF. Na lacuna que diz NOME, vc escreve MICHAEL JACKSON JUNIOR.”

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P.:”Nossa! Como você emagreceu! Tá fazendo dieta, exercício?”

R.: “Não. Tô comendo o dobro de antes e agora só ando de cadeira de rodas. Tô emagrecendo com idéias positivas!”

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P.: “Você veio?!”

R.: “Não, eu não vim. Eu sou uma ilusão da sua mente. Eu sou uma voz na sua cabeça. E você… Bem, cuidado. Você está virando o Tarso.”

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(parado em frente ao elevador)

P.:”Tá esperando o elevador?”

R.: “Não, sou puta e aqui é meu ponto. Cai fora.”

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Mais perguntas e respostas durante o dia!

Dia bom. ¬¬

Sabe aqueles dias em que nada dá certo? Você acorda com alguma dor, briga com o marido, queima comida, derrama café na roupa, a filha impossível, mil coisas pra fazer, chove, tudo engarrafado, vc lembra, no meio do trânsito, que não colocou gasolina no carro, dá vontade de ir ao banheiro, vc fica quarenta minutos morrendo de dor de barriga até conseguir se livrar do engarrafamento, chega no trabalho e descobre que ligaram da loja que seu cheque voltou E QUE SEU CHEFE ATENDEU… Sabem?

Então, não aconteceu nada disso comigo hoje.

AHAOUAOUHAUOHOAHOHAUHAUHAO.

Portanto, é um dia bom.

Minha filha, de três aninhos, afogou uma boneca na privada, jogou bolo de cenoura pela sala toda, está borrifando a televisão com meu spray de água pra regar meu cactus (cacto?), que, por sinal, morreu de sede; roubou minha necessaire de maquiagem e pincelou a perna toda com corretivo – o que não me faz a menor diferença, pq é raríssimo eu usar maquiagem; o problema é que agora ela está parecendo um portador de vitiligo e esta merda é a prova d´água -, acordei às 5 da manhã com ela gritando MAMÃE em si bemol (não sei o que é bemol, mas achei lindo de escrever); estou EXAUSTA e tenho treino hoje, mas meus braços vão se “desatarrachar” do corpo a qualquer momento.

Dia bom!

Pra deixar tudo mais dramático, tô ouvindo isso:

E vou adicionar mais uma foto de rosto, pra desespero de meu querido leitor (a) “B”.

nARCISA2 007Versão sem dreads. Fazer o que se eu mando melhor de rosto que de corpo, gente? Postar foto do meu culote, sei lá?

Hahouahaouauohauohao!

Bjocas!

O Que há Além do Arco-Íris?

@christianpior Quer ganhar 2 ingressos p show da @luizapossi no VIVO RIO, amanha? Escreva p luizapossi@gmail.com falando O Q HÁ ALÉM DO ARCO-ÍRIS PRA VC?”

Ah, gente, viajei na batata aqui. Nem poderia ir a show algum amanhã, mas eu vou dizer o que tem além do arco-íris.

Além do arco-íris existe uma plantação de maconha giganteeeeeesca, permeada por flores de todas as cores. Chocolates brotam das plantas, e pés de pirulito, e o chão é coberto de jujubas. Todos têm os pés limpos, todos são impecavelmente lindos e magros e andam com a leveza dos elfos, as jujubas permanecem intactas.

As mulheres são estonteantemente belas, e todas meio lésbicas, inclusive eu. Lá, over the rainbow. Todas têm os peitos perfeitos, as barrigas perfeitas, as pernas perfeitas, NINGUÉM TEM CELULITE! Cabelões até a cintura, sem necessidade de escova agressiva/marroquina/chocolate/, sem necessidade de porra nenhuma! Ninguém tem cecê e nem pêlos no sovaco. As virilhas são lindas, lisas, e sem pentelhos encravados ou bolinhas.

Estrias não existem lá.

E todas as mulheres andam de túnica transparente, gostosérrimas, cheias de flores nos cabelos, bronzeadas… Tipo uma mistura de filme pornô com Senhor dos Anéis – sugestivo, huh? – e capa de romance de banca, saca? Aqueles que sempre começam com a “Mariann vivia numa cidadezinha encrustrada no vale das Lobas Brancas, na parte central da Grécia/Itália/Ilha da Madeira, banhada pelo mar calcário de um azul turquesa. Os cabelos, lisos e castanhos claros, com leves reflexos do sol, esvoaçavam e acariciavam seu rosto. Ela era dona de uma pousada que pertencera a seus avós, que haviam morrido há três anos, e tocava os negócios, virgem e imaculada. Até chegar James, divorciado, sarado, gostoso; com uma bolada querendo abrir um restaurante na cidade. Eles se estranham, se odeiam, no final se amam, se comem, a Mariann descobre o orgasmo e o restaurante de James é um sucesso pra sempre”. Assim. Over the rainbow.

Os homens são todos como James. Paus enormes, do tamanho de pacotes de Bono Chocolate, bundas deliciosas, bronze perfeito e por aí vai. Sacos escrotais com smiles desenhados – pq isso não tem como ficar bonito.

Todos andam de sunga branca, calça capri bege e bata branca aberta até o peito. E todos comem todas toda hora. Na grama de jujuba. Numa suruba eterna e consentida.

Pois é. Além do Arco-Íris existe uma casa de Swing.

Pensamentos Noturnos

AHahoauhaouah! Vão achar que se trata de sexo.

Que nada.

Dormindo desde as oito, deu duas e acordei… Vai sair algo que preste? C acha, honey?

“Tá. Quando der duas e meia eu durmo.”

“Fome da poooorra! #fatpridefeelings”

(ao abrir a geladeira pra comer alguma coisa)

“Caralho, tenho que tirar esse feijão daí. Ele está criando raízes.”

“Duzentos gramas de queijo branco são absolutamente diferentes de duzentos gramas de queijo prato fatiado. O branco rende MUITO menos.”

(lembrando de uma panela de pressão fechada com um estrogonofe que fiz há uns VINTE DIAS, que não tive coragem de abrir pra lavar e escondi lá no banheiro de empregada)

“Puta merda! A panela… Ela, sim, deve ter criado raízes e estar enorme e frondosa como um bouganville”

“Ish! Duas e meia! Tá. Qdo der tês em ponto eu durmo.”

“Bouganville é bem nominho de condomínio em Pendotiba, Itaipu… Ou de prédio novo no Jardim Icaraí.”

“Ih. @leojaime vai “jantar”

“Ish! Três e onze! Quando der três e meia eu durmo.”

“Que será que aconteceu com aquelas lésbicas do T.A.T.U.?”

“Ih! Três e meia! Vou. Pq às quatro Isabela acorda.”

Quem Batizou os Bairros Paulistanos? Paulistas? Whatever.

Eu estive em SP umas seis vezes na vida. Não, minto, oito. Enfim. Não tenho a menor noção espacial (o que não é exclusividade de SP, eu não tenho noção espacial nem do meu próprio apartamento), não sei onde ficam as coisas, não sei as distâncias, não sei nada. Só sei que tudo é muito longe, demora MUITO pra chegar, e os paulistanos não tão nem aí, consideram pertinho um, sei lá, shopping a uma hora e meia de casa. Puta que la benga. Minhas amigas de SP inventaram de se encontrar num tal shopping e minha anfitriã-xará me solta: “É bem ali, é só descer a Paulista”.

Acontece que a Paulista não terminava nunca.

E carioca começa a se coçar, né.

“-  A gente vai descer a Paulista até o inferno???”

Na volta, engarrafamentinho de umas duas horas, FORA O PERCURSO, mas tudo beleza, tranquiléte… Da próxima vez eu sei que não devo esperar pra fazer xixi em casa.

Anyway. A outra coisa que eu sei sobre São Paulo é que os nomes de bairros são uma interrogação enorme nesta cabeça que voz escreve.

E foi naquele dia, voltando daquele shopps, com Bianca Paradela e Carol Lages, que eu comecei a desenvolver o pensamento sobre o qual escreverei hj.

Como boa carioca (moradora de Niterói; não liguem se eu misturar Icaraí com Ipanema como se fossem a três metros um do outro), estou acostumada a uns nomes indígenas da melhor qualidade. COPACABANA. IPANEMA. ICARAÍ. ITACOATIARA. PENDOTIBA. PIRATININGA. GUA-NA-BA-RA. PAQUETÁ. Algumas palavrinhas francesas emboladas, imagino, tipo LEBLON; alguns nomes de santo, SANTA ROSA, SANTA TERESA; alguns substantivos adjetivados, RIO COMPRIDO, PEDRA BONITA, RIO BONITO… E já estou saindo do eixo Grande-Rio, paremos por aqui.

Eu não sei, eu cresci aqui neste estado, mas acho os nomes dos bairros cariocas a coisa mais linda do mundo. Tirando alguns nomes angrenses, que pecam pelo excesso, como JACUECANGA, que algum desinformado pode facilmente achar que é o nome de uma cidade cenográfica global – hoje em dia pode ser da Record, tb – ao lado de Tubiacanga. Mas,voltando aos nomes, são lindos. Copacabana. Acho Copacabana o ó do mundo, mas o nome.. Ah, o nome… Não poderia ser nome de outra coisa senão de uma praia, certo?

Imagino que, na cabeça de quem não conheça o Rio, esta cidade seja um calçadão eterno, com todos os bairros dispostos em seqüência, numa bossa-nova suave, com o Toni Ramos passando por ali peludão, cheio de protetor solar, parecendo uma esponja ensaboada; a Carolina Dieckmann correndo em direção a você com os cabelos louros-raízes-escuras esvoaçantes e aquele eterno sorriso edwirgiano nos lábios; Tico Santa-Cruz sentado no Arpoador tocando um violão com o Marcelo D2, Falcão e o Paulinho Vilhena de Robert, todos fumando maconha, só chegar e pedir um dois; Dado Dolabella espancando a camareira da Luana em alguma banca de jornal cercana; Luana, por sua vez, discutindo com Caetano e gritando “SEU BANANA DE PIJAMA!”; todos os demais artistas globais passeando por ali, com sacolas de compras, marcas de biquini, barriga de tanquinho – menos o Leo Jaime, a dele é, segundo o próprio, barriga de lavadora de 11kg -, e uma redoma invisível de vidro ao redor de cada um, pra evitar as balas perdidas, que fazem uma teia semelhante aqueles circuitos de alarme que a gente vê nos filmes, vários feixes de luz vermelha emaranhados… Só que aqui, são balas. De Fuzil.

Pois é.

Num contraste absoluto a este cenário tomjobiniano, está a São Paulo que eu imagino.

O ponto de partida é o terminal do Tietê. Que, na minha cabeça, é ao lado de Congonhas, e só não foi atingido pelo avião da Tam por obra e graça do divino Espírito Santo. Saindo dele, na SP da minha cabeça, vc vê uma rua enorme e zilhões de prédios, tudo meio cinza. Essa rua, do lado do Terminal do Tietê, só poderia ser a Marginal, e tem um rio enorme e imundo dentro dela, com várias paradas em diques de concreto, onde cantores de rap se enfiam e exploram, pra sair no mundo subterrâneo e fazer pixações e letras e, em total inclusão social com os mendigos e fumadores de crack que moram lá, fazer churrasco de rato. No melhor estilo Tartarugas Ninja. O Mestre Splinter no espeto.

Em algum ponto, começam os bairros. E começa, na cidade 3D que minha mente montou, pela Liberdade. Não é um bairro chinês? Japonês, sei lá, não é asiático? Então, começa dentro do Tietê, com uns olhinhos-puxados em jangadas, empurrando com um bambu grande pra lá e pra cá, com aquelas blusas de gola em pé e queles chapéus de palha meio cônicos, bem baixinhos… Acho que estou imaginando o Vietnã, mas blz.

Em seguida, o Bexiga. Pq tem um cheiro fortíssimo de urina. Então tem que ser perto do Tietê.

O Bexiga, na minha cabeça (eu tenho que ficar batendo nessa tecla, pra entenderem que esta é minha imaginação, e eu SEI que não é a realidade, tá?), é um bairro horrorooouso, tipo a Lapa carioca, cheio de construções antigas, céu cinza, mijo e restaurantes italianos nojentos onde todos cantam Fígaro e sopram bolas de encher.

Em seguida, vem o Itaim Bibi. Que, pra mim, é um bairro onde só existem lojas de sapatos infantis.

O Itaim Bibi é seguido pela Vila Mascote, que, como o nome diz, só tem Pet-Shops, e onde um sistema de rádio interno toca incessantemente Pet-Shop-Boys. E, por ser o lugar em que minha amiga Roberta Luz mora, meus neurônios posicionaram imediatamente a Estação da Luz, do Metro, na seqüência. Supondo que Luz é um bairro, nele existe um Poupatempo e oito padarias, e lá é sempre escuro (só estive lá uma vez, às 4 da manhã, pra tirar carteira de identidade no PoUpatempo, HAOUAUOAUUHA!).

Depois da Luz vem a Sé, que é um lugar onde o Sampa Crew fica ensaiando o dia todo, onde existe uma peixaria enorme, não me pergunte o motivo, e muitas crianças de rua.”Salve crianças da Praça da Sé”.

Depois da Sé, o Butantã, cheio de cobras por todos os lados, tipo “O Dia Depois de Amanhã”, que não tinha cobras, mas um monte de bichos em NY; assim eu vejo o Butantã, várias cobras soltas pela selva de pedras. Ah, e tb vários butijões de gás espalhados pela rua.

Depois vem a Vila Curuçá, que é cheia de índios, que caçam as cobras que fogem do Butantã.

Depois vem o Ibirapuera, que é cheio de ocas, índios, e paulistas engravatados andando de bicicletas entre enormes estátuas e chafarizes num gramado perfeitamente verde. Engraçado é que eu tb vejo mulheres grávida caminhando, e crianças… mas todos de gravata.

Aí, em seguida, vem Pirituba, que é entre Peruíbe e Ubatuba, ou seja, é uma praia enourrrrrrme, no meio da cidade. Cheia de manos. E minas. E cobras e gravatas.

Depois começa a parte comestível.

Vem a Mooca, que é um lugar onde vc é recebido por um outdoor enorme com uma vaca malhada ilustrada dizendo “Sorria! Você está na Moooooooca!”; e onde existem enormes fábricas de leite condensado. E várias cafeterias vendendo mocaccino. É tipo uma Fantástica Fábrica de Chocolate. Só que é a Mooca.

E em seguida vem o Tremembé, que tem enormes fábricas de biscoitos doces, de leite em pó e de pé-de-moleque. Não, não sei o motivo. Só sei que os biscoitos são vendidos nos cafés da Mooca.E aquele biscoito de leite do pacote amarelo vem de lá.

Depis, lá longe, vem Aricanduva, que é um lugar com um presídio e vários formigueiros gigantes; depois a Freguesia do Ó, ó que é longe pra caralho, cheia de italianos por todos os lados, pizzas e macarrões pendurados nos fios dos postes; Ermelino Matarazzo, um bairro chique, onde as dondocas fizeram uma praia artificial pra parecer com Ipanema e colocam bossa nova pra tocar o tempo todo, e fazem festas regadas a Champagne e cocaína o tempo todo, dia e noite, e é onde fica a Daslu, by the way; Santana, que é uma praça enorme onde vários guitarristas ficam fazendo solos o dia inteiro, com um prédio gigante com uma fachada inteira em que um amplificador enorme foi desenhado; Pinheiros, um bairro natalino e cheio de pisca-piscas; Vila Prudente, em que um posto de saúde enorme distribui toneladas de camisinhas pro bairro vizinho, PERUS; depois vem a Penha, que é, na verdade, uma grande agência de trabalho com zilhares de empregadas domésticas esperando vaga e, por fim, lá longe, onde a vista não alcança, Jabaquara.

Jabaquara é longe pra cacete, mas é vista de qualquer ponto de SP.

E ainda tem vários que eu não lembrei.

Gente, quem batizou os bairros aí?

Isso tudo só me faz chegar a uma conclusão: SP não tinha nenhum índio. Os italianos mijões mataram todos. Os poucos índios que sobraram, foram morar em Jabaquara e na Vila Curuçá, fazem cobra e jabá com gerimum todo dia.

Brother, minha cabeça funciona tipo The Sims, cês perceberam? HAUHAUHAUHAUOUHA!

Desde pequena eu tenho essa coisa de associar nomes a imagens.

Depois conto mais.

Bjosfui!

Pérola de Natal

Acabei de achar isso no meu e-mail. Era pra estar aqui, e deve estar em algum lugar deste blog, mas não achei já postado, então aí vai.

Foi meu cartão de natal por e-mail em 2007. Haouuoauhauoaua! E, acreditem, eu RE-recebi o MEU próprio texto, como se fosse assinadopor ARNALDO JABOR. Posso com isso?

Natal… Ah, o Natal! Época de paz, alegria… Época de ver gente que há muito tempo a gente não via!

Vem parente de tudo que é lado, ou vamos nós. Mala, cuia, papagaio… Das duas uma: ou fica a família inteira encalhada no aeroporto, sem previsão de vôo, ou nos engarrafamentos nas estradas, rezando pra todos os santos pra algum ambulante passar com um biscoito “GLOBO” e uma água mineral “Mil”, pra tentar saciar a fome das crianças berrando no banco de trás… Pelo menos até a próxima parada de beira de estrada, quando todo mundo ameaça fazer xixi nas calças e daí não tem pra onde correr.

Chegar na casa dos “parente” e tirar as tralhas do carro… Gelar a cerveja IMEDIATAMENTE, senão ninguém agüenta a gritaria das crianças, as observações da tia velha – “Nossa, mas como você engordou!” – , as celulites daquela prima que insiste em desfilar de shortinho e top, a despeito dos voluptuosos 120 quilos; e os assuntos – meu Deooooos, sempre os mesmoooos! – do primo PORRRRRE. Que, pra variar, já estava de porre quando você chegou. E só deve ficar sóbrio de novo depois do Carnaval.

Desce os sacos do Carrefour – era onde tinha o Chester mais barato! – da mala. A estrada tava tão quente que o termômetro no peito do bicho pulou. Tá lá, estufadão. O lado otimista se manifesta: “Que bom, menos tempo de forno”. Os fios de ovos viraram barras de gemas, porque derreteram e se solidificaram quinze vezes no caminho, naquele pára e anda, pára e anda. As Cocas tão PELANDO, em ponto de bala: se jogar um Mentos dentro, a explosão será vista de Marte. As nozes, os damascos, as castanhas portuguesas… Toda aquela fortuna, tudo meio cozido. Não dá pra evitar o pensamento terrível de que, com aquele dinheiro, dava pra passar o mês INTEIRO… e vai tudo embora, no máximo, até o reveillon. Pra isso inventaram o 13°. Pra isso e pro maldito amigo oculto, e suas vertentes: “CD oculto”, “Vale-Presente oculto”, “DVDoculto”…

O 13° foi mais da metade pra pagar as dívidas do cartão acumuladas durante o ano todo só para, logo depois, a gente ter que estourar o crédito de novo comprando quilos e quilos de pernil, peru, presunto, fios de ovos… e o bacalhau. Maldito peixe fedorento.

Na ânsia de gastar menos, a gente compra aquele mais meia-boca e se fode pra retirar, de dois quilos, uns 500 gramas de carne sem espinha e pele nojenta… Pra, desses 500 gramas, tirar uns 200 só de sal. Senão a tiazona hipertensa pode ter um ataque durante a ceia.

As mãos fedem até o carnaval.

Se passar um palito de dente embaixo da unha, sai o bolinho já frito, até.

Beleza. Mistura os 300 gramas restantes com batata, cebola e azeite e vamos nós. Passar pra próxima, porque véspera de Natal é o inferno pras mulheres da casa. É o dia INTEIRO presa na cozinha, suando que nem uma porca parindo cinco filhotinhos à luz do meio dia, cheirando a defumado, a ovo, a óleo, a bacalhau, a peru e vinho… Enquanto os homens estão bebendo, gritando com algum jogo de futebol na sala, ou vendo Domingo Legal e falando da bunda das assistentes do Gugu, ou jogando buraco, ou cantando “dingoubéu” pra lá de etilicamente, e as crianças se matando numa piscina Tony montada no quintal, entrando de tempos em tempos na cozinha pra roubar alguma coisa.

A próxima é a desgraçada da rabanada. Uma melequeira de pão molhado – quer coisa mais nojenta??? -, ovo, açúcar e canela na pia tooooda. E não adianta limpar, o cheiro de ovo não vai sair!!! Óleo pingando por tudo que é lado… Ai, ai. Depois ainda tem a farofa, a mousse de maracujá, os pavês da vida, aquele presunto bolinha – que sempre acaba com os cravos da índia queimados, nas tentativas de imitar as propagandas -, o salpicão…Quando dá umas 9 da noite, com tudo quase pronto, percebemos que esquecemos o arroz. Típico.

Arroz prontinho, saímos nós, fêmeas, que nem pinto no lixo, da cozinha… ACABADAS… Nem as chinesas da espelunca de pastel no centro da cidade saem tão acabadas no fim do expediente, affff.

Saímos, ingênuas, pobrezinhas; crentes que poderemos tomar nosso merecido banho.

Que nada, meus amores.

Se a água não tiver faltado, tem uma fila de uns oito na frente.

Quando chega a sua vez, tem um baita pentelhão no SEU sabonete. Sabe Deus como eles conseguiram achar o SEU sabonete na SUA necessaire. Mas acharam.

O chão do box, podre. Areia, cabelos de mil etnias… Calcinhas das mais diversas, dos mais diversos tamanhos, penduradas pelo banheiro todo, que nem bandeirinhas de São João. Cuecas e biquinis também, claro.

Pentear os cabelos? Isso não te pertence mais!!! A escova tem uma massaroca tão grande de todos os fios da parentada que nem desliza.

E a pasta de dentes agora é uma linda utopia.

Se você der MUITO azar, a sua toalha vai estar podre de molhada…

Sai do banheiro JÁ SUANDO… E TENTA fazer uma escova pra domar a juba, né.

O dono da casa grita, entre as vozes dos atores da novela das 9, pra você desligar o secador senão a luz vai cair.

E você sai do quarto com metade da cabeça alisada e a outra mais cacheada que nunca.

Dependendo do grau de intimidade, recorre aos vizinhos pra uns minutinhos de secador, pelo menos pra secar a franja. Se não der, improvisa um rabão de cavalo e emplastra com gel e laquê de qualquer jeito, que a essas alturas não faz diferença, mesmo.

Às 11 da noite, tá todo mundo arrumado como se fosse pra um casamento.

Estranhamente, vai ficar todo mundo dentro de casa. HOAHUAHOUAUA.

As tias peruas pensam que tão abafando com o saltão prateado pra desfilar no corredor e os quilos e quilos de maquiagem na cara, em plenos quatrocentos graus do verão brasileiro.

A prima hippie já manchou o saião branco com vinho, sem querer.

O tiozão bêbado já tá um gambá caindo pelos cantos, jurando que ama todo mundo.

Os avós se emocionam, a família tá grande.

As crianças já tão caindo pelas beiradas de sono, mas resistem, em nome dos presentes.

Os primos de terceiro grau adolescentes que nem se conheciam tão lá, no quartinho de empregada, se pegando de jeito e mandando torpedos pros amigos, pra avisar da aventura sinistra…

…Enquanto você é o único que percebe que aquela tia-avó meio desparafusada dá arrotos homéricos a cada gole de refrigerante e umas levantadinhas de lado meio assim, “pufffff”, pra liberar uns gases…

Perto da meia-noite, todo mundo se prepara pra ceia.

Um Cd da Simone no som.

“Então é Nataaaaaaaaal… A festa cristãaaaaaaaaaaaaa…”

O espírito natalino vai chegando, meio que nem pomba-gira, mas vem que vem.

A tia gorda já nem parece tão gorda assim. Ou parece, mas você realmente quer acreditar, naquele momento, que o vestido branco é que a desfavorece.

As peruas, da maneira delas, tentam ser simpáticas, e elogiam qualquer coisa que você estiver vestindo, só pra ser simática.

O tiozão bêbado começa a recitar poemas e contar causos, vestido de papai Noel.

Na hora de cantar o amigo oculto, todo mundo é “uma pessoa linda, maravilhosa, por dentro e por fora”. Ô espíritozinho natalino porreta, sô!

Todos felizes, comem, rezam, se divertem… Tomam as zilhares de Cidras Cereser do freezer… E passam, enfim, uma noite agradável.

No dia seguinte, geral vai estar com diarréia, azia, gastrointerite… Ressaca… Mas aí já são outros quinhentos.

O importante é que, na noite de Natal, mesmo sem que ninguém – ou quase ninguém – lembrasse, demos ao aniversariante o presente que ele mais queria: passamos uma noite agradável, felizes, em paz. Do jeito que Jesus deve ter imaginado láaaa nos antigamentes, quando Ele decidiu que nós merecíamos continuar por aqui. =]

Feliz Natal pra todos!

Carol Kalil”

Os Classe-Média

Classe média. Dizem que o governo Lula acabou com a classe média, mas eu discordo veementemente. Acabou porra nenhuma; ele pode ter empobrecido a classe média, ele pode ter dificultado a vida da classe média, mas acabar, não. Muito pelo contrário.

A classe média, que antes tinha como “meta” subir pra classe A, agora, já que tem que pagar tanto empréstimo que não dá pra subir pra lugar nenhum que não seja sala de gerente de banco pra renegociar dívida, se conformou com o lugar que ocupa e está mais média que nunca.

Média. Medíocre. No meio. Mediana.

Totalmente diferente da classe pobre, que consome e, mais importante, ASPIRA a coisas de classe baixa – fazendo aqui um adendo: a nomeclatura carolkaliliana divide as classes em rica (alta), média, e pobre (baixa) sem a menor preocupação de quantos salários cada classe ganha, e os motivos você verá mais adiante.

É que os economistas não sabem, mas pertencer a (à?) essa ou àquela classe é uma coisa que pouco tem a ver com a conta bancária; é uma coisa de alma.

O pobre que é pobre de aaaaalma, tem aquela pobreza incrustaaaada no fundo do meio do olho do âmago, e não tem dinheiro que encubra isso. Enquanto ganha salário mínimo, compra parcelado nas Casas Bahia aqueles armários de compensado Itapoã imitando marfim, ou então aquele Bartira mogno vermelho; e o MELHOR celular do momento. Daí, suponha que ele seja promovido pra um cargo de chefia, ou melhor, suponha que ele ganhe na megasena; o que que o pobre de alma faz? Ahn? Vai procurar alguma coisa com design exclusivo? Madeira maciça? Que nada, ele somente muda de um simples compensado “agromerado”… pra MDF … ou então para MÓVEIS TUBULARES, aquelas camas leeendas de ferro esmaltado, vinho com dourado… preto com dourado… branco com dourado… pq a verdade é que pobre lasca dourado em qualquer lugar.

Quando era pobre, comprava roupa nos mercadões da vida, imitação de Nike, Puma, Asics, qualquer marca que tenha um logo enormemente estampado bem às vistas. Quando mto, lojas de departamento, mas sempre fazendo questão do detalhe da marca berrante.

A gente vê que essas lojas grandes de departamento, por exemplo, têm a manhã de conquistar o pobre. Os preços delas são caros pros bolsos mais humildes, mas elas possuem a vantagem do “parcelamento-em-oito-vezes-fixas-com-a-primeira-só-pra-agosto”. E isso é um apelo pro pobre.

Só que o pobre, coitado, entraria e olharia, olharia… E não encontraria nada que lhe agradasse, se não fossseeeeeee… A LINHA RENNER/LEADER/C&A PARA POBRES.

É a camisa social com um drgão tribal enorme silkado em branco.

É a camiseta perfeitamente lisa e discreta, não fosse um numerozinho, tipo “89” (não me perguntem o motivo, não sei coeh a onda de estampar números aleatórios em roupas) estampado EM VELUDO no peito.

É o top com zilhões de pedrinhas de strass, onde se le “EU SOU SEXY”, “SEXY PRINCESS”, “VERY SEXY”, ou mesmo “THE BOOK IS ON THE SEXY TABLE”, que não faz o menor sentido, mas também não faz a menor diferença pra quem não fala inglês.

É a calça de brim/moletom strech de cintura ultra baixa com cinco mil e oitocentos pedregulhos de strass na bunda, nas pernas, na barra…

E não importa o quanto ganhe nem onde compra: é sempre o que ele vai levar. Essas peças. Esse é o pobre de alma.

Da mesma forma, o rico de alma também tem seus vícios. Se tiver R$ 50 pra fazer uma compra da semana pra família inteira – suponhemos que quebrou a bolsa de NY -, esta compra será:

Macarrão “de grife” internacional, a uns 10 reais o pacote;

– Molho de tomate UNCLE BENS ou equivalentes internacionais, a 6 reais o vidrinho;

– Um pedaço de parmesão para ralar, a 40 reais o kg;

– Pacotinho de Kani

– Coca Zero

– Pedacinho de Gorgonzola

Pão oitenta grãos + linhaça + passas + aveia + quinoa da marca mais cara, a uns 7 reais o pct de meio kg.

E por aí vai.

Levar Pomarola + queijo ralado de pacotinho + macarrão Di Renata? No way, babe.

E vc pode ver, nada tem a ver com o salário em si, mas com o espírito da pessoa. É coisa de alma MESMOOO. O rico de alma simplesmente GOSTA de coisas assim. Muito de vez em quando, numa viagem ou numa emergência, acaba experimentando umas coisinhas mais baratas e depois sai dizendo pros amigos MARAVILHADO sobre a super dica que ele encontrou: “Nossa, vc já comeu mortadela?? É sensacional!”, tipo Tranchesis da vida.

E daí tem OS CLASSE MÉDIA. E o texto todo foi, na verdade, só pra falar dessa classe social, a que EU pertenço mais do que financeiramente; a que eu pertenço de aaaaaalma.

Eu sou tão classe média, mas tão classe média, que eu compro sempre os produtos DO MEIO. Nem o mais caro, nem o mais barato. Seeeempre os do meio.

Nem filet mignon e nem acém, chã.

Nem macarrão importado e nem o mais vagabal, fico com o “estilo caseiro” de uns 4 reais; faz muito bem o papel.

Nem Becel e nem aquelas margarinas que nunca ouvi falar, tipo “Mila”; eu fico com a Qually.

Sou tão classe média que meus sonhos de consumo para casa estão todos na Tok & Stock. Hauohauouoauha! Nem Casas Bahia e nem peças assinadas por alguma bicha internacionalmente famosa. Tok & Stock é só o que eu preciso.

Sou tão classe média que ODEIO caviar! Hahahauahuaho! Detessssssto Prosecco! Hauohauhauouoa! Se bem que essa coisa de Prosecco (Prossecco?) já virou lugar comum de pobre… Eu fico com champagne doce e camarão, se for pra “ser chique”… hahahahaouahuoa!

Tão classe média que pinto cabelo em casa – mas com a tinta mais cara. Haohaouhauouaoho!

Os classe-média têm discernimento o suficiente pra NUNCA comprar OOOOO melhor celular (salvo quem trabalhe com algo que precise de determinados recursos), pq sabem que OOOOOO melhor celular daqui a dois meses vai estar uns 600 reais mais barato e não vai ser mais OOOOO melhor celular; então está sempre com um mediano. Classe média.

Classe-médias nunca têm medo de experimentar marcas novas – mas têm um certo receio quanto às MAAAAIS baratas. Por exemplo, leite. Classe-media não toma mais só Parmalat ou só Leite Moça faz teeeempo. Mas tb não compramos um leite chamado, sei lá, “Sarita”. Na dúvida, a gente leva Elegê, GLória… Itambé… haohaouauohuahuahuo!

E tantos exemplos que agora eu não lembro. Huhuhu.

E viva os Classe-Média!

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