Quem Batizou os Bairros Paulistanos? Paulistas? Whatever.

Eu estive em SP umas seis vezes na vida. Não, minto, oito. Enfim. Não tenho a menor noção espacial (o que não é exclusividade de SP, eu não tenho noção espacial nem do meu próprio apartamento), não sei onde ficam as coisas, não sei as distâncias, não sei nada. Só sei que tudo é muito longe, demora MUITO pra chegar, e os paulistanos não tão nem aí, consideram pertinho um, sei lá, shopping a uma hora e meia de casa. Puta que la benga. Minhas amigas de SP inventaram de se encontrar num tal shopping e minha anfitriã-xará me solta: “É bem ali, é só descer a Paulista”.

Acontece que a Paulista não terminava nunca.

E carioca começa a se coçar, né.

“-  A gente vai descer a Paulista até o inferno???”

Na volta, engarrafamentinho de umas duas horas, FORA O PERCURSO, mas tudo beleza, tranquiléte… Da próxima vez eu sei que não devo esperar pra fazer xixi em casa.

Anyway. A outra coisa que eu sei sobre São Paulo é que os nomes de bairros são uma interrogação enorme nesta cabeça que voz escreve.

E foi naquele dia, voltando daquele shopps, com Bianca Paradela e Carol Lages, que eu comecei a desenvolver o pensamento sobre o qual escreverei hj.

Como boa carioca (moradora de Niterói; não liguem se eu misturar Icaraí com Ipanema como se fossem a três metros um do outro), estou acostumada a uns nomes indígenas da melhor qualidade. COPACABANA. IPANEMA. ICARAÍ. ITACOATIARA. PENDOTIBA. PIRATININGA. GUA-NA-BA-RA. PAQUETÁ. Algumas palavrinhas francesas emboladas, imagino, tipo LEBLON; alguns nomes de santo, SANTA ROSA, SANTA TERESA; alguns substantivos adjetivados, RIO COMPRIDO, PEDRA BONITA, RIO BONITO… E já estou saindo do eixo Grande-Rio, paremos por aqui.

Eu não sei, eu cresci aqui neste estado, mas acho os nomes dos bairros cariocas a coisa mais linda do mundo. Tirando alguns nomes angrenses, que pecam pelo excesso, como JACUECANGA, que algum desinformado pode facilmente achar que é o nome de uma cidade cenográfica global – hoje em dia pode ser da Record, tb – ao lado de Tubiacanga. Mas,voltando aos nomes, são lindos. Copacabana. Acho Copacabana o ó do mundo, mas o nome.. Ah, o nome… Não poderia ser nome de outra coisa senão de uma praia, certo?

Imagino que, na cabeça de quem não conheça o Rio, esta cidade seja um calçadão eterno, com todos os bairros dispostos em seqüência, numa bossa-nova suave, com o Toni Ramos passando por ali peludão, cheio de protetor solar, parecendo uma esponja ensaboada; a Carolina Dieckmann correndo em direção a você com os cabelos louros-raízes-escuras esvoaçantes e aquele eterno sorriso edwirgiano nos lábios; Tico Santa-Cruz sentado no Arpoador tocando um violão com o Marcelo D2, Falcão e o Paulinho Vilhena de Robert, todos fumando maconha, só chegar e pedir um dois; Dado Dolabella espancando a camareira da Luana em alguma banca de jornal cercana; Luana, por sua vez, discutindo com Caetano e gritando “SEU BANANA DE PIJAMA!”; todos os demais artistas globais passeando por ali, com sacolas de compras, marcas de biquini, barriga de tanquinho – menos o Leo Jaime, a dele é, segundo o próprio, barriga de lavadora de 11kg -, e uma redoma invisível de vidro ao redor de cada um, pra evitar as balas perdidas, que fazem uma teia semelhante aqueles circuitos de alarme que a gente vê nos filmes, vários feixes de luz vermelha emaranhados… Só que aqui, são balas. De Fuzil.

Pois é.

Num contraste absoluto a este cenário tomjobiniano, está a São Paulo que eu imagino.

O ponto de partida é o terminal do Tietê. Que, na minha cabeça, é ao lado de Congonhas, e só não foi atingido pelo avião da Tam por obra e graça do divino Espírito Santo. Saindo dele, na SP da minha cabeça, vc vê uma rua enorme e zilhões de prédios, tudo meio cinza. Essa rua, do lado do Terminal do Tietê, só poderia ser a Marginal, e tem um rio enorme e imundo dentro dela, com várias paradas em diques de concreto, onde cantores de rap se enfiam e exploram, pra sair no mundo subterrâneo e fazer pixações e letras e, em total inclusão social com os mendigos e fumadores de crack que moram lá, fazer churrasco de rato. No melhor estilo Tartarugas Ninja. O Mestre Splinter no espeto.

Em algum ponto, começam os bairros. E começa, na cidade 3D que minha mente montou, pela Liberdade. Não é um bairro chinês? Japonês, sei lá, não é asiático? Então, começa dentro do Tietê, com uns olhinhos-puxados em jangadas, empurrando com um bambu grande pra lá e pra cá, com aquelas blusas de gola em pé e queles chapéus de palha meio cônicos, bem baixinhos… Acho que estou imaginando o Vietnã, mas blz.

Em seguida, o Bexiga. Pq tem um cheiro fortíssimo de urina. Então tem que ser perto do Tietê.

O Bexiga, na minha cabeça (eu tenho que ficar batendo nessa tecla, pra entenderem que esta é minha imaginação, e eu SEI que não é a realidade, tá?), é um bairro horrorooouso, tipo a Lapa carioca, cheio de construções antigas, céu cinza, mijo e restaurantes italianos nojentos onde todos cantam Fígaro e sopram bolas de encher.

Em seguida, vem o Itaim Bibi. Que, pra mim, é um bairro onde só existem lojas de sapatos infantis.

O Itaim Bibi é seguido pela Vila Mascote, que, como o nome diz, só tem Pet-Shops, e onde um sistema de rádio interno toca incessantemente Pet-Shop-Boys. E, por ser o lugar em que minha amiga Roberta Luz mora, meus neurônios posicionaram imediatamente a Estação da Luz, do Metro, na seqüência. Supondo que Luz é um bairro, nele existe um Poupatempo e oito padarias, e lá é sempre escuro (só estive lá uma vez, às 4 da manhã, pra tirar carteira de identidade no PoUpatempo, HAOUAUOAUUHA!).

Depois da Luz vem a Sé, que é um lugar onde o Sampa Crew fica ensaiando o dia todo, onde existe uma peixaria enorme, não me pergunte o motivo, e muitas crianças de rua.”Salve crianças da Praça da Sé”.

Depois da Sé, o Butantã, cheio de cobras por todos os lados, tipo “O Dia Depois de Amanhã”, que não tinha cobras, mas um monte de bichos em NY; assim eu vejo o Butantã, várias cobras soltas pela selva de pedras. Ah, e tb vários butijões de gás espalhados pela rua.

Depois vem a Vila Curuçá, que é cheia de índios, que caçam as cobras que fogem do Butantã.

Depois vem o Ibirapuera, que é cheio de ocas, índios, e paulistas engravatados andando de bicicletas entre enormes estátuas e chafarizes num gramado perfeitamente verde. Engraçado é que eu tb vejo mulheres grávida caminhando, e crianças… mas todos de gravata.

Aí, em seguida, vem Pirituba, que é entre Peruíbe e Ubatuba, ou seja, é uma praia enourrrrrrme, no meio da cidade. Cheia de manos. E minas. E cobras e gravatas.

Depois começa a parte comestível.

Vem a Mooca, que é um lugar onde vc é recebido por um outdoor enorme com uma vaca malhada ilustrada dizendo “Sorria! Você está na Moooooooca!”; e onde existem enormes fábricas de leite condensado. E várias cafeterias vendendo mocaccino. É tipo uma Fantástica Fábrica de Chocolate. Só que é a Mooca.

E em seguida vem o Tremembé, que tem enormes fábricas de biscoitos doces, de leite em pó e de pé-de-moleque. Não, não sei o motivo. Só sei que os biscoitos são vendidos nos cafés da Mooca.E aquele biscoito de leite do pacote amarelo vem de lá.

Depis, lá longe, vem Aricanduva, que é um lugar com um presídio e vários formigueiros gigantes; depois a Freguesia do Ó, ó que é longe pra caralho, cheia de italianos por todos os lados, pizzas e macarrões pendurados nos fios dos postes; Ermelino Matarazzo, um bairro chique, onde as dondocas fizeram uma praia artificial pra parecer com Ipanema e colocam bossa nova pra tocar o tempo todo, e fazem festas regadas a Champagne e cocaína o tempo todo, dia e noite, e é onde fica a Daslu, by the way; Santana, que é uma praça enorme onde vários guitarristas ficam fazendo solos o dia inteiro, com um prédio gigante com uma fachada inteira em que um amplificador enorme foi desenhado; Pinheiros, um bairro natalino e cheio de pisca-piscas; Vila Prudente, em que um posto de saúde enorme distribui toneladas de camisinhas pro bairro vizinho, PERUS; depois vem a Penha, que é, na verdade, uma grande agência de trabalho com zilhares de empregadas domésticas esperando vaga e, por fim, lá longe, onde a vista não alcança, Jabaquara.

Jabaquara é longe pra cacete, mas é vista de qualquer ponto de SP.

E ainda tem vários que eu não lembrei.

Gente, quem batizou os bairros aí?

Isso tudo só me faz chegar a uma conclusão: SP não tinha nenhum índio. Os italianos mijões mataram todos. Os poucos índios que sobraram, foram morar em Jabaquara e na Vila Curuçá, fazem cobra e jabá com gerimum todo dia.

Brother, minha cabeça funciona tipo The Sims, cês perceberam? HAUHAUHAUHAUOUHA!

Desde pequena eu tenho essa coisa de associar nomes a imagens.

Depois conto mais.

Bjosfui!

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Apareceu a Margarida

STA TERESA 015

Mornings pra todos.

Não sei exatamente o motivo, mas ontem eu tive 18 visitas aqui! Hahahhahaoahuoha! Não comentei com ninguém, não postei em lugar nenhum… 18 visitas!

Pergunta que não quer calar: COMO???

Caralho, COMO 18 pessoas estiveram aqui ontem???

Se manifestem, please! Pq entram 5,10, 12, eu mal atualizo, mas NINGUÉM, tirando o Jefferson – que nunca mais voltou, haouauhuha – comenta. Que impressionante.

Bom, o motivo de estar deixando tudo às moscas nesse mundo internético de meu Deus é a Gripe A.

Não, não tive a Gripe A.

Só que a escola da minha filha não voltou e eu não consigo nem PEIDAR direito. Que dirá atualizar um blog e fazer o vídeo que tô devendo pro desafio.

Então, hoje essa postagem será pra prenunciar 3 links novos, que vou tentar colocar nessa geringonça; um desafio por vir e um PROJETÍSSIMOOOO sendo feito. Tô muito feliz.

Ah!!!! E minha descoberta em como usar estar merdas de tags.

É que é o seguinte, eu sempre faço umas tagzinhas humiiildes, com palavras-chave do post em questão… E, claro, não sou achada por ninguém, pq ninguém está de bobeira no Google procurando CAROL KALIL, course.

Então inovei.

Como na internet nada se cria, tudo se copia; vi por aí e copiei. Usei todas as palavras que me vieram à cabeça, inclusive a palavra SEXO. Sexo dá buscas no Google. Sexo dá buscas na Avenida Atlântica, não vai dar no Google? Sexo dá busca até na puta que pariu.

Então postei variações sexuais, gripe suína, oitavo CQC, Renan Calheiros, enfim, tudo o que eu sei que tá gerando buscas, HAOUOUAUOUOAUOAO!

Nem procurem, não tem nada com esses temas aqui.

Mas eu peguei vc, huh?

Às minhas amigas, que por ventura entrarem aqui, fiquem sabendo que vou precisar de todas as amigas que forem MÃES em breve.

=P

Agora vou tentar melhorar esta porra de blog.

Beijíssimos.