Dia bom. ¬¬

Sabe aqueles dias em que nada dá certo? Você acorda com alguma dor, briga com o marido, queima comida, derrama café na roupa, a filha impossível, mil coisas pra fazer, chove, tudo engarrafado, vc lembra, no meio do trânsito, que não colocou gasolina no carro, dá vontade de ir ao banheiro, vc fica quarenta minutos morrendo de dor de barriga até conseguir se livrar do engarrafamento, chega no trabalho e descobre que ligaram da loja que seu cheque voltou E QUE SEU CHEFE ATENDEU… Sabem?

Então, não aconteceu nada disso comigo hoje.

AHAOUAOUHAUOHOAHOHAUHAUHAO.

Portanto, é um dia bom.

Minha filha, de três aninhos, afogou uma boneca na privada, jogou bolo de cenoura pela sala toda, está borrifando a televisão com meu spray de água pra regar meu cactus (cacto?), que, por sinal, morreu de sede; roubou minha necessaire de maquiagem e pincelou a perna toda com corretivo – o que não me faz a menor diferença, pq é raríssimo eu usar maquiagem; o problema é que agora ela está parecendo um portador de vitiligo e esta merda é a prova d´água -, acordei às 5 da manhã com ela gritando MAMÃE em si bemol (não sei o que é bemol, mas achei lindo de escrever); estou EXAUSTA e tenho treino hoje, mas meus braços vão se “desatarrachar” do corpo a qualquer momento.

Dia bom!

Pra deixar tudo mais dramático, tô ouvindo isso:

E vou adicionar mais uma foto de rosto, pra desespero de meu querido leitor (a) “B”.

nARCISA2 007Versão sem dreads. Fazer o que se eu mando melhor de rosto que de corpo, gente? Postar foto do meu culote, sei lá?

Hahouahaouauohauohao!

Bjocas!

Pensamentos Noturnos

AHahoauhaouah! Vão achar que se trata de sexo.

Que nada.

Dormindo desde as oito, deu duas e acordei… Vai sair algo que preste? C acha, honey?

“Tá. Quando der duas e meia eu durmo.”

“Fome da poooorra! #fatpridefeelings”

(ao abrir a geladeira pra comer alguma coisa)

“Caralho, tenho que tirar esse feijão daí. Ele está criando raízes.”

“Duzentos gramas de queijo branco são absolutamente diferentes de duzentos gramas de queijo prato fatiado. O branco rende MUITO menos.”

(lembrando de uma panela de pressão fechada com um estrogonofe que fiz há uns VINTE DIAS, que não tive coragem de abrir pra lavar e escondi lá no banheiro de empregada)

“Puta merda! A panela… Ela, sim, deve ter criado raízes e estar enorme e frondosa como um bouganville”

“Ish! Duas e meia! Tá. Qdo der tês em ponto eu durmo.”

“Bouganville é bem nominho de condomínio em Pendotiba, Itaipu… Ou de prédio novo no Jardim Icaraí.”

“Ih. @leojaime vai “jantar”

“Ish! Três e onze! Quando der três e meia eu durmo.”

“Que será que aconteceu com aquelas lésbicas do T.A.T.U.?”

“Ih! Três e meia! Vou. Pq às quatro Isabela acorda.”

Palavrão pra Caramelo

(Tô NECESSITANDO saber o que diabos é RSS e como se usa esta por….caria.)

By the way, vocês vão ver uma TENTATIVA minha de falar menos palavrão. Eu chego a achar isso meio ridículo, acho que palavrões fazem parte do meu serrrr e que só não explodi de estress até hoje por causa deles. Tem um texto de não sei quem que fala muito bem sobre isso, um dia eu encontro e posto aqui – dia que não será hoje, porque tô sem saco, sem tempo e sem vontade nenhuma. Hahuhaohauhua.

Ah, voltando. Vou TENTAR parar de falar palavrão por um motivo simples. Minha filha de dois anos e meio me mandou a puta que pariu semana passada, e agora, toda vez que está fustrada ou com raiva fala CARALHO.

Lógico que só numa emergência dessas é que eu poderia pensar em parar de falar palavrão.

Aqui em casa, na linguagem falada (já que ela AINDA não lê) eu já troquei CARALHOS por CARAMELOS, CARAMBOLAS e CARACAS. Caracas pooooode.

Tá sendo MOOOOITO difíciiiil parar de falar meus tão amados caralhinhos… Mas é por um motivo nobre. Esses dias no colégio dela eu ouvi duas menininhas de uns cinco aninhos conversando, uma mandando a outra à merda… E não gostei. Não quero que minha pequena fique igual, só não sei COMO vou fazer isso.

Lembro de quando eu era pequena… Minha mãe falava palavrão pra caramelo, e eu olhava e achava LINDO. O_O. Mas não repetia NENHUUUUM. Achava tudo da minha mãe lindo, até uns nove anos: os palavrões, o cigarro na mão, as roupas meio ripongas… Hahoauuoahuhauh! Mas não falava nem BUNDA. Falava bumbum, e ainda repreendia quem falasse BUNDA na minha frente.

Eu era uma criancinha estranha, mesmo.

Me lembro que aos nove anos falei BUNDA pela primeira vez e me senti libertada. Desde aí, sai de baixo, nunca mais deixei de falar merda.

E não lembro o que minha fazia pra eu não falar palavrão… Ela não me batia e raramente brigava comigo, mas ainda assim deu certo, seja lá o que fosse…

Não  me arrisco nem a perguntar o que ela fez pra surtir esse efeito. Pais e mães nunca lembram de nada de errado que eles fizeram e ela vai dizer que NUUUUNCA FALOU PALAVÃO NA MINHA FRENTE… E eu nao tô podendooooo! Houauhauohuahuha!