A Primeira Cena de Sexo a Gente Nunca Esquece.

Enquanto o Twitter sofria uma crise de identidade hacker hoje de tarde, se achando thechunchk.com; eu estava no Blog do Cróvis e achei isso:

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Esse livro, saibam agora, não é novo… E sim, ele foi a primeira cena de sexo que eu vi na minha vida. Um tanto quanto traumatizante, não?

Lembro que devia ser o livro-polêmica de 1988, 89… Talvez até antes.

Só sei que uma vizinha minha, lá nos cafundós de Jacuecangacity, era psicóloga metida, naqueles tempos, a modernosa; e tinha um quartinho cheio de brinquedos e livros infantis. Tipo, minha memória não me deixa lembrar com clareza, mas ou ela era pedófila, ou era psicóloga infantil. A lógica me faz crer que não era a primeira opção, visto que ela era amiga da minha mãe, e que eu estava naquele quartinho cheio de cubos de madeira,material dourado, livros coloridos e uma mesa de escritório com conhecimento da minha mãe, enquanto ela conversava na cozinha com a tal amiga.

Depois de brincar com os trenzinhos, os cubos, as peças de encaixar, os Legos e tudo o mais, a serzinha de então 8 pra 9 anos, decidiu ler. A última opção na sala de brinquedos.

Sentei no chão, peguei ESTE livro e abri.

Me lembro como se fosse hoje do susto que tomei. O mundo inteiro parou, e foi a primeira vez na vida que senti aquele misto de empolgação, medo, susto e  repugnância de uma vez só… mais ou menos o mesmo que a gente sente na primeira vez em que pega no… “membro”… haohaouhoa… de um cara e vê  aquela coisa feia, esquisita, totalmente alheia e sabe, SENTE, no fundo do coração, que aquele estranho objeto vai, infelizmente, fazer parte de nossas vidas para sempre…

Na primeira página, achei bonitinho, me lembro. Parecia com todos os outros livros que eu já tinha lido ali. Até virar a página e ver que o casal estava, de repente, pelado, e que ele tinha um boneco Gonzo pendurado no lugar da perereca.

E que o Gonzo tinha vida própria. Se transformava num “gancho-para-casacos-molhados” animado e, muito deliberadamente, entrava na coisa da mulher pra fazer algo que eu hoje reconheceria como o “bundalelê do carangueijinho”, em termos de ilustração do quão nonsense aquilo me pareceu.

Mais à frente, o cara deitava a mulher e, na figura seguinte, o “piupiu” – ôoo mente inocente – do cara, não feliz de já estar naquele lugar, enche um balão de festa na barriga dela.

A bizzarrice só ia aumentando: é DESSE balão de festa que nascem OS BEBÊS! Que viagem, cara! Os dois peladões, e um bebê dentro do balão rosa!

Quando eu achava que não podia ficar pior, descubro que a criança passaria pelo mesmo buraco que entrou. Fiquei estupefata, e nessa hora eu larguei o livro e olhei pra frente, pro nada, sabem?

Pensei um segundo comigo e processei: “Será que eu saí de lá assim?”,  me cheirei e comecei a sentir náuseas.

Nesse momento, minha mãe abriu a porta do quarto, pra me buscar, mepegando com a boca na butija. O sorriso no rosto dela desapareceu por completo qdo perguntei se ela sabia que o papai tinha posto o piru na perereca dela, e ela olhou pras minhas mãos e viu o tal livro.

Ela olhou de relance para a amiga, que fez cara de “paciência” – pq essa amiga era filha da puta, mesmo; não era a primeira vez que uma “coincidência” dessas acontecia na minha educação -, entrou no quarto e me arrancou de lá.

Eu não entendi nada,e tb não me lembro de mto papo sobre aquilo. Só sei que passei ANOS apavorada com a possibilidade do Reginaldo Rossi meter o bilau na minha margarida – haouahaoua – e ABOMINO homem com um pequeno MAPA DO BRASIL encaracolado no meio do peito. Puta merda.

Enfim.

Uma coisa interessante é que não tenho a menor idéia se o livro era em português ou alemão, mas entendi TUDO. Houaahuouao!

Gente, perdoem, os milhões de erros! Postei com Isabela no colo querendo ver “Iaiaô” no Youtube! Depois reviso direito!

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