A Velhinha Erótica

Antes do post de hj, não resisti e tive que postar:

dado-dolabella-casando

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH

Meo Deooooos… A foto eu peguei do Kibeloco… HAHAHAHAHAHAHAHHA!

A Legenda que tava lá era: “Fala sério! Não tá com cara de quem depositou o milhão na poupança?”

A princípio, confesso, não entendi.

Podem me chamar de “loraburra”, o que for. Só não pode me chamar de ruiva.

Anyway. Depois de um árduo trabalho de Tico e Teco por uns cinqüenta minutos… Eis que começo a gargalhar do nada. HAHAHHAOAUHOUAHOHAUO!

Entendi!!! HAHAHOAUAHOHAUOHAUOHAHU!

Ai, ai… Muito boa, a foto e a legenda…

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Agora sim, o Post.

Uma coisa que esqueci de contar ontem.

Fiz aula de girocópt, ops, de hidroginástica ontem, de novo. Pq antes de ontem eu não nadei, lembram?, então eu entro numas de pagar com sofrimento e tal. Me redime. Tipo aquele lance de “Anjos e Demônios”, das auto-chibatadas. Só que eu não me auto-flagelo daquela maneira. Eu tenho maneiras mais originais de me auto-punir: comendo como louca e depois me pesando. E, a julgar pelo meu peso, minha auto-punição vai de bem a melhor. Hahaouhaouhha!

Então, esse lance de usar esporte pra se redimir é uma nova na minha vida. Pq eu nunca consegui fazer isso por mais de um dia, mas agora estou fechando o primeiro mês de natação, já! E só não fui DUAS vezes, e nas duas foi por motivo de força maior, que foi filha dodói. Um marco na minha vida, essa natação.

Mas então, voltando.

Bruno tirou meu coro naquela porra de hidroginástica. Nego pensa que é mole, mas vai afundar aquelas paradas de isopor, amigo! É IMPOSSÍVEL! E eu não tô falando de afundar um isopor de cerveja cheio de gelo na piscina pra lavar não, meu filho; tô falando de uns pesinhos leves como a Cinthya Howllet fora d´água e pesados como Karla Fabiana dentro d´água. Quase um parto mexer com aquilo.

Anyway.

Terminei a aula, só fomos duas velhinhas, um velhinho e eu – pq ontem tava chovendo horrores e só foi o pessoal mais radical, baby . As velhinhas e eu nos encaminhamos ao vestiário.

Vale dizer que nos dias ensolarados umas trinta velhinhas comparecem felizes. E que, depois do término, no vestiário, elas tiram os maiôs e viseiras e toucas e tal e ficam conversando peladas, entre toalhas, cremes e calçolas pra todos os lados, exibindo e comentando marcas de biquini, de cesárea, de cirurgias, assim, como se tivessem 15 anos. Se vestindo devagar, entre um papo e outro. Umas pedindo ajuda às outras, pq, vc sabe, a flexibilidade já não é mais a mesma depois dos 50…

Não me sinto muito confortável ali. Confesso. Ver tanta velhinha de topless soa pouco natural pra mim. E eu trato de escapar e esperar do lado de fora até que elas tenham saído.

Pois bem, mas ontem, como dia especial de chuva e com poucos alunos, eu pensei que estaria a salvo.

Entrei e uns minutinhos depois entrou uma das senhoras.

Ela deve ter seus sessenta e poucos. E não está NADA conservada, por assim dizer. Só pra vcs terem noção da situação.

Estava lá eu, pegando minhas coisas, quando me dei conta que não havia levado sutiã e calcinha. O dia estava bem frio, e eu me peguei comentando em voz alta:

“- Aaaaaaai, putz, não trouxe sutiã! E agora? Maiô molhado…”

E a velhinha do meu lado direito, prestando mó atenção.

“- … Mó frio… Só se eu tirar o maiô. Mas aí fica difícil, pq não trouxe sutiã… Ah, não, sem calcinha e de calça eu até iria, mas sem sutiã não rola.”

Eu juro, tava mais PENSANDO ALTO, mesmo.

Por isso levei um susto tão enorme (mas tão enorme, que deixei cair todo o conteúdo da minha mini necessaire: OBês e etc.) quando a velhinha me respondeu:

“- Ahhh, já eu, prefiro o contrário! Não uso sutiã quase nunca, mas sem calcinha não vivo!”

O_O

Como asseeeem?

“- Olha, saí de casa sem sutiã. Só trouxe esse pq aqui no vestiário eu fico sem graça na hora de me vestir, as meninas sempre me olham torto quando não visto sutiã.”

Gente, eu tremia igual vara verde. Pedi a todos os santos, inclusive o @santoEvandro, praquela mulher parar de falar naquele exato instante. Tava vendo a hora em que ela ia me contar sobre a vida sexual dela e do marido, e isso é algo pra que a gente não tá preparado, né? Haja visto:

e você vai entender que é algo que nossos cérebros jovens não estão preparados pra alcançar. Argh. Não, não.

Voltando pra historinha. Rezei bastante. Mas não foi suficiente. Deus deve ter colocado na chamada em espera, pq deu tempo de ela me mostrar os seios… “Olha, eu quase não tenho! Pra que sutiã?”. Meu Djízâs. Eu quase podia ouvir o “Fur Elise” tocando ao fundo.

Mas consegui escapar e nada mais que isso aconteceu.

A propósito, ela realmente tinha peito pequeno… Mas na idade dela, não importa se vc tem peito enorme, pequeno ou não tem peito; vc TEM que usar sutiã.

Saí do vestiário ligeiramente torpe. Alguma coisa como a imagem daquele sutiã da Madonna, de metal pontiagudo, vestido na velhinha rondava minha mente.

E fui dar um presente pro Bruno, que estava orientando uma aluna.

“- Bruno. Tenho um segredo pra te contar. Sabe aquela sua aluna moreninha, baixinha, que tava do meu lado ainda agora na hidroginástica? Hum?”

“- Sei. Que que tem?”

“- Ela não usa sutiã.”

HAHAHAHAHAHAHAAHHAAH

Presentaço, não?

Acabei com a paz de um homem por no mínimo uns 15 dias! Hahahahaha!

Se vcs vissem a cara do Bruno…

Eu sei que ele JAMAIS vai esquecer isso, enquanto viver, e enquanto der aulas pra essa senhora tão… Erótica.

* Anônimo, retirei, viu? Fez sentido seu comentário, eu nem me liguei: a parada era MUITO velha,  eram milhares de papéis de bala, visa electron e por aí vai…  De antes da gravidez, pra ser mais exata, que foi a última vez que usei a necessaire em questão. Até pq eu preciso de fôlego pra nadar, brother!

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Pérola de Natal

Acabei de achar isso no meu e-mail. Era pra estar aqui, e deve estar em algum lugar deste blog, mas não achei já postado, então aí vai.

Foi meu cartão de natal por e-mail em 2007. Haouuoauhauoaua! E, acreditem, eu RE-recebi o MEU próprio texto, como se fosse assinadopor ARNALDO JABOR. Posso com isso?

Natal… Ah, o Natal! Época de paz, alegria… Época de ver gente que há muito tempo a gente não via!

Vem parente de tudo que é lado, ou vamos nós. Mala, cuia, papagaio… Das duas uma: ou fica a família inteira encalhada no aeroporto, sem previsão de vôo, ou nos engarrafamentos nas estradas, rezando pra todos os santos pra algum ambulante passar com um biscoito “GLOBO” e uma água mineral “Mil”, pra tentar saciar a fome das crianças berrando no banco de trás… Pelo menos até a próxima parada de beira de estrada, quando todo mundo ameaça fazer xixi nas calças e daí não tem pra onde correr.

Chegar na casa dos “parente” e tirar as tralhas do carro… Gelar a cerveja IMEDIATAMENTE, senão ninguém agüenta a gritaria das crianças, as observações da tia velha – “Nossa, mas como você engordou!” – , as celulites daquela prima que insiste em desfilar de shortinho e top, a despeito dos voluptuosos 120 quilos; e os assuntos – meu Deooooos, sempre os mesmoooos! – do primo PORRRRRE. Que, pra variar, já estava de porre quando você chegou. E só deve ficar sóbrio de novo depois do Carnaval.

Desce os sacos do Carrefour – era onde tinha o Chester mais barato! – da mala. A estrada tava tão quente que o termômetro no peito do bicho pulou. Tá lá, estufadão. O lado otimista se manifesta: “Que bom, menos tempo de forno”. Os fios de ovos viraram barras de gemas, porque derreteram e se solidificaram quinze vezes no caminho, naquele pára e anda, pára e anda. As Cocas tão PELANDO, em ponto de bala: se jogar um Mentos dentro, a explosão será vista de Marte. As nozes, os damascos, as castanhas portuguesas… Toda aquela fortuna, tudo meio cozido. Não dá pra evitar o pensamento terrível de que, com aquele dinheiro, dava pra passar o mês INTEIRO… e vai tudo embora, no máximo, até o reveillon. Pra isso inventaram o 13°. Pra isso e pro maldito amigo oculto, e suas vertentes: “CD oculto”, “Vale-Presente oculto”, “DVDoculto”…

O 13° foi mais da metade pra pagar as dívidas do cartão acumuladas durante o ano todo só para, logo depois, a gente ter que estourar o crédito de novo comprando quilos e quilos de pernil, peru, presunto, fios de ovos… e o bacalhau. Maldito peixe fedorento.

Na ânsia de gastar menos, a gente compra aquele mais meia-boca e se fode pra retirar, de dois quilos, uns 500 gramas de carne sem espinha e pele nojenta… Pra, desses 500 gramas, tirar uns 200 só de sal. Senão a tiazona hipertensa pode ter um ataque durante a ceia.

As mãos fedem até o carnaval.

Se passar um palito de dente embaixo da unha, sai o bolinho já frito, até.

Beleza. Mistura os 300 gramas restantes com batata, cebola e azeite e vamos nós. Passar pra próxima, porque véspera de Natal é o inferno pras mulheres da casa. É o dia INTEIRO presa na cozinha, suando que nem uma porca parindo cinco filhotinhos à luz do meio dia, cheirando a defumado, a ovo, a óleo, a bacalhau, a peru e vinho… Enquanto os homens estão bebendo, gritando com algum jogo de futebol na sala, ou vendo Domingo Legal e falando da bunda das assistentes do Gugu, ou jogando buraco, ou cantando “dingoubéu” pra lá de etilicamente, e as crianças se matando numa piscina Tony montada no quintal, entrando de tempos em tempos na cozinha pra roubar alguma coisa.

A próxima é a desgraçada da rabanada. Uma melequeira de pão molhado – quer coisa mais nojenta??? -, ovo, açúcar e canela na pia tooooda. E não adianta limpar, o cheiro de ovo não vai sair!!! Óleo pingando por tudo que é lado… Ai, ai. Depois ainda tem a farofa, a mousse de maracujá, os pavês da vida, aquele presunto bolinha – que sempre acaba com os cravos da índia queimados, nas tentativas de imitar as propagandas -, o salpicão…Quando dá umas 9 da noite, com tudo quase pronto, percebemos que esquecemos o arroz. Típico.

Arroz prontinho, saímos nós, fêmeas, que nem pinto no lixo, da cozinha… ACABADAS… Nem as chinesas da espelunca de pastel no centro da cidade saem tão acabadas no fim do expediente, affff.

Saímos, ingênuas, pobrezinhas; crentes que poderemos tomar nosso merecido banho.

Que nada, meus amores.

Se a água não tiver faltado, tem uma fila de uns oito na frente.

Quando chega a sua vez, tem um baita pentelhão no SEU sabonete. Sabe Deus como eles conseguiram achar o SEU sabonete na SUA necessaire. Mas acharam.

O chão do box, podre. Areia, cabelos de mil etnias… Calcinhas das mais diversas, dos mais diversos tamanhos, penduradas pelo banheiro todo, que nem bandeirinhas de São João. Cuecas e biquinis também, claro.

Pentear os cabelos? Isso não te pertence mais!!! A escova tem uma massaroca tão grande de todos os fios da parentada que nem desliza.

E a pasta de dentes agora é uma linda utopia.

Se você der MUITO azar, a sua toalha vai estar podre de molhada…

Sai do banheiro JÁ SUANDO… E TENTA fazer uma escova pra domar a juba, né.

O dono da casa grita, entre as vozes dos atores da novela das 9, pra você desligar o secador senão a luz vai cair.

E você sai do quarto com metade da cabeça alisada e a outra mais cacheada que nunca.

Dependendo do grau de intimidade, recorre aos vizinhos pra uns minutinhos de secador, pelo menos pra secar a franja. Se não der, improvisa um rabão de cavalo e emplastra com gel e laquê de qualquer jeito, que a essas alturas não faz diferença, mesmo.

Às 11 da noite, tá todo mundo arrumado como se fosse pra um casamento.

Estranhamente, vai ficar todo mundo dentro de casa. HOAHUAHOUAUA.

As tias peruas pensam que tão abafando com o saltão prateado pra desfilar no corredor e os quilos e quilos de maquiagem na cara, em plenos quatrocentos graus do verão brasileiro.

A prima hippie já manchou o saião branco com vinho, sem querer.

O tiozão bêbado já tá um gambá caindo pelos cantos, jurando que ama todo mundo.

Os avós se emocionam, a família tá grande.

As crianças já tão caindo pelas beiradas de sono, mas resistem, em nome dos presentes.

Os primos de terceiro grau adolescentes que nem se conheciam tão lá, no quartinho de empregada, se pegando de jeito e mandando torpedos pros amigos, pra avisar da aventura sinistra…

…Enquanto você é o único que percebe que aquela tia-avó meio desparafusada dá arrotos homéricos a cada gole de refrigerante e umas levantadinhas de lado meio assim, “pufffff”, pra liberar uns gases…

Perto da meia-noite, todo mundo se prepara pra ceia.

Um Cd da Simone no som.

“Então é Nataaaaaaaaal… A festa cristãaaaaaaaaaaaaa…”

O espírito natalino vai chegando, meio que nem pomba-gira, mas vem que vem.

A tia gorda já nem parece tão gorda assim. Ou parece, mas você realmente quer acreditar, naquele momento, que o vestido branco é que a desfavorece.

As peruas, da maneira delas, tentam ser simpáticas, e elogiam qualquer coisa que você estiver vestindo, só pra ser simática.

O tiozão bêbado começa a recitar poemas e contar causos, vestido de papai Noel.

Na hora de cantar o amigo oculto, todo mundo é “uma pessoa linda, maravilhosa, por dentro e por fora”. Ô espíritozinho natalino porreta, sô!

Todos felizes, comem, rezam, se divertem… Tomam as zilhares de Cidras Cereser do freezer… E passam, enfim, uma noite agradável.

No dia seguinte, geral vai estar com diarréia, azia, gastrointerite… Ressaca… Mas aí já são outros quinhentos.

O importante é que, na noite de Natal, mesmo sem que ninguém – ou quase ninguém – lembrasse, demos ao aniversariante o presente que ele mais queria: passamos uma noite agradável, felizes, em paz. Do jeito que Jesus deve ter imaginado láaaa nos antigamentes, quando Ele decidiu que nós merecíamos continuar por aqui. =]

Feliz Natal pra todos!

Carol Kalil”

Os Classe-Média

Classe média. Dizem que o governo Lula acabou com a classe média, mas eu discordo veementemente. Acabou porra nenhuma; ele pode ter empobrecido a classe média, ele pode ter dificultado a vida da classe média, mas acabar, não. Muito pelo contrário.

A classe média, que antes tinha como “meta” subir pra classe A, agora, já que tem que pagar tanto empréstimo que não dá pra subir pra lugar nenhum que não seja sala de gerente de banco pra renegociar dívida, se conformou com o lugar que ocupa e está mais média que nunca.

Média. Medíocre. No meio. Mediana.

Totalmente diferente da classe pobre, que consome e, mais importante, ASPIRA a coisas de classe baixa – fazendo aqui um adendo: a nomeclatura carolkaliliana divide as classes em rica (alta), média, e pobre (baixa) sem a menor preocupação de quantos salários cada classe ganha, e os motivos você verá mais adiante.

É que os economistas não sabem, mas pertencer a (à?) essa ou àquela classe é uma coisa que pouco tem a ver com a conta bancária; é uma coisa de alma.

O pobre que é pobre de aaaaalma, tem aquela pobreza incrustaaaada no fundo do meio do olho do âmago, e não tem dinheiro que encubra isso. Enquanto ganha salário mínimo, compra parcelado nas Casas Bahia aqueles armários de compensado Itapoã imitando marfim, ou então aquele Bartira mogno vermelho; e o MELHOR celular do momento. Daí, suponha que ele seja promovido pra um cargo de chefia, ou melhor, suponha que ele ganhe na megasena; o que que o pobre de alma faz? Ahn? Vai procurar alguma coisa com design exclusivo? Madeira maciça? Que nada, ele somente muda de um simples compensado “agromerado”… pra MDF … ou então para MÓVEIS TUBULARES, aquelas camas leeendas de ferro esmaltado, vinho com dourado… preto com dourado… branco com dourado… pq a verdade é que pobre lasca dourado em qualquer lugar.

Quando era pobre, comprava roupa nos mercadões da vida, imitação de Nike, Puma, Asics, qualquer marca que tenha um logo enormemente estampado bem às vistas. Quando mto, lojas de departamento, mas sempre fazendo questão do detalhe da marca berrante.

A gente vê que essas lojas grandes de departamento, por exemplo, têm a manhã de conquistar o pobre. Os preços delas são caros pros bolsos mais humildes, mas elas possuem a vantagem do “parcelamento-em-oito-vezes-fixas-com-a-primeira-só-pra-agosto”. E isso é um apelo pro pobre.

Só que o pobre, coitado, entraria e olharia, olharia… E não encontraria nada que lhe agradasse, se não fossseeeeeee… A LINHA RENNER/LEADER/C&A PARA POBRES.

É a camisa social com um drgão tribal enorme silkado em branco.

É a camiseta perfeitamente lisa e discreta, não fosse um numerozinho, tipo “89” (não me perguntem o motivo, não sei coeh a onda de estampar números aleatórios em roupas) estampado EM VELUDO no peito.

É o top com zilhões de pedrinhas de strass, onde se le “EU SOU SEXY”, “SEXY PRINCESS”, “VERY SEXY”, ou mesmo “THE BOOK IS ON THE SEXY TABLE”, que não faz o menor sentido, mas também não faz a menor diferença pra quem não fala inglês.

É a calça de brim/moletom strech de cintura ultra baixa com cinco mil e oitocentos pedregulhos de strass na bunda, nas pernas, na barra…

E não importa o quanto ganhe nem onde compra: é sempre o que ele vai levar. Essas peças. Esse é o pobre de alma.

Da mesma forma, o rico de alma também tem seus vícios. Se tiver R$ 50 pra fazer uma compra da semana pra família inteira – suponhemos que quebrou a bolsa de NY -, esta compra será:

Macarrão “de grife” internacional, a uns 10 reais o pacote;

– Molho de tomate UNCLE BENS ou equivalentes internacionais, a 6 reais o vidrinho;

– Um pedaço de parmesão para ralar, a 40 reais o kg;

– Pacotinho de Kani

– Coca Zero

– Pedacinho de Gorgonzola

Pão oitenta grãos + linhaça + passas + aveia + quinoa da marca mais cara, a uns 7 reais o pct de meio kg.

E por aí vai.

Levar Pomarola + queijo ralado de pacotinho + macarrão Di Renata? No way, babe.

E vc pode ver, nada tem a ver com o salário em si, mas com o espírito da pessoa. É coisa de alma MESMOOO. O rico de alma simplesmente GOSTA de coisas assim. Muito de vez em quando, numa viagem ou numa emergência, acaba experimentando umas coisinhas mais baratas e depois sai dizendo pros amigos MARAVILHADO sobre a super dica que ele encontrou: “Nossa, vc já comeu mortadela?? É sensacional!”, tipo Tranchesis da vida.

E daí tem OS CLASSE MÉDIA. E o texto todo foi, na verdade, só pra falar dessa classe social, a que EU pertenço mais do que financeiramente; a que eu pertenço de aaaaaalma.

Eu sou tão classe média, mas tão classe média, que eu compro sempre os produtos DO MEIO. Nem o mais caro, nem o mais barato. Seeeempre os do meio.

Nem filet mignon e nem acém, chã.

Nem macarrão importado e nem o mais vagabal, fico com o “estilo caseiro” de uns 4 reais; faz muito bem o papel.

Nem Becel e nem aquelas margarinas que nunca ouvi falar, tipo “Mila”; eu fico com a Qually.

Sou tão classe média que meus sonhos de consumo para casa estão todos na Tok & Stock. Hauohauouoauha! Nem Casas Bahia e nem peças assinadas por alguma bicha internacionalmente famosa. Tok & Stock é só o que eu preciso.

Sou tão classe média que ODEIO caviar! Hahahauahuaho! Detessssssto Prosecco! Hauohauhauouoa! Se bem que essa coisa de Prosecco (Prossecco?) já virou lugar comum de pobre… Eu fico com champagne doce e camarão, se for pra “ser chique”… hahahahaouahuoa!

Tão classe média que pinto cabelo em casa – mas com a tinta mais cara. Haohaouhauouaoho!

Os classe-média têm discernimento o suficiente pra NUNCA comprar OOOOO melhor celular (salvo quem trabalhe com algo que precise de determinados recursos), pq sabem que OOOOOO melhor celular daqui a dois meses vai estar uns 600 reais mais barato e não vai ser mais OOOOO melhor celular; então está sempre com um mediano. Classe média.

Classe-médias nunca têm medo de experimentar marcas novas – mas têm um certo receio quanto às MAAAAIS baratas. Por exemplo, leite. Classe-media não toma mais só Parmalat ou só Leite Moça faz teeeempo. Mas tb não compramos um leite chamado, sei lá, “Sarita”. Na dúvida, a gente leva Elegê, GLória… Itambé… haohaouauohuahuahuo!

E tantos exemplos que agora eu não lembro. Huhuhu.

E viva os Classe-Média!