A Velhinha Erótica

Antes do post de hj, não resisti e tive que postar:

dado-dolabella-casando

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH

Meo Deooooos… A foto eu peguei do Kibeloco… HAHAHAHAHAHAHAHHA!

A Legenda que tava lá era: “Fala sério! Não tá com cara de quem depositou o milhão na poupança?”

A princípio, confesso, não entendi.

Podem me chamar de “loraburra”, o que for. Só não pode me chamar de ruiva.

Anyway. Depois de um árduo trabalho de Tico e Teco por uns cinqüenta minutos… Eis que começo a gargalhar do nada. HAHAHHAOAUHOUAHOHAUO!

Entendi!!! HAHAHOAUAHOHAUOHAUOHAHU!

Ai, ai… Muito boa, a foto e a legenda…

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Agora sim, o Post.

Uma coisa que esqueci de contar ontem.

Fiz aula de girocópt, ops, de hidroginástica ontem, de novo. Pq antes de ontem eu não nadei, lembram?, então eu entro numas de pagar com sofrimento e tal. Me redime. Tipo aquele lance de “Anjos e Demônios”, das auto-chibatadas. Só que eu não me auto-flagelo daquela maneira. Eu tenho maneiras mais originais de me auto-punir: comendo como louca e depois me pesando. E, a julgar pelo meu peso, minha auto-punição vai de bem a melhor. Hahaouhaouhha!

Então, esse lance de usar esporte pra se redimir é uma nova na minha vida. Pq eu nunca consegui fazer isso por mais de um dia, mas agora estou fechando o primeiro mês de natação, já! E só não fui DUAS vezes, e nas duas foi por motivo de força maior, que foi filha dodói. Um marco na minha vida, essa natação.

Mas então, voltando.

Bruno tirou meu coro naquela porra de hidroginástica. Nego pensa que é mole, mas vai afundar aquelas paradas de isopor, amigo! É IMPOSSÍVEL! E eu não tô falando de afundar um isopor de cerveja cheio de gelo na piscina pra lavar não, meu filho; tô falando de uns pesinhos leves como a Cinthya Howllet fora d´água e pesados como Karla Fabiana dentro d´água. Quase um parto mexer com aquilo.

Anyway.

Terminei a aula, só fomos duas velhinhas, um velhinho e eu – pq ontem tava chovendo horrores e só foi o pessoal mais radical, baby . As velhinhas e eu nos encaminhamos ao vestiário.

Vale dizer que nos dias ensolarados umas trinta velhinhas comparecem felizes. E que, depois do término, no vestiário, elas tiram os maiôs e viseiras e toucas e tal e ficam conversando peladas, entre toalhas, cremes e calçolas pra todos os lados, exibindo e comentando marcas de biquini, de cesárea, de cirurgias, assim, como se tivessem 15 anos. Se vestindo devagar, entre um papo e outro. Umas pedindo ajuda às outras, pq, vc sabe, a flexibilidade já não é mais a mesma depois dos 50…

Não me sinto muito confortável ali. Confesso. Ver tanta velhinha de topless soa pouco natural pra mim. E eu trato de escapar e esperar do lado de fora até que elas tenham saído.

Pois bem, mas ontem, como dia especial de chuva e com poucos alunos, eu pensei que estaria a salvo.

Entrei e uns minutinhos depois entrou uma das senhoras.

Ela deve ter seus sessenta e poucos. E não está NADA conservada, por assim dizer. Só pra vcs terem noção da situação.

Estava lá eu, pegando minhas coisas, quando me dei conta que não havia levado sutiã e calcinha. O dia estava bem frio, e eu me peguei comentando em voz alta:

“- Aaaaaaai, putz, não trouxe sutiã! E agora? Maiô molhado…”

E a velhinha do meu lado direito, prestando mó atenção.

“- … Mó frio… Só se eu tirar o maiô. Mas aí fica difícil, pq não trouxe sutiã… Ah, não, sem calcinha e de calça eu até iria, mas sem sutiã não rola.”

Eu juro, tava mais PENSANDO ALTO, mesmo.

Por isso levei um susto tão enorme (mas tão enorme, que deixei cair todo o conteúdo da minha mini necessaire: OBês e etc.) quando a velhinha me respondeu:

“- Ahhh, já eu, prefiro o contrário! Não uso sutiã quase nunca, mas sem calcinha não vivo!”

O_O

Como asseeeem?

“- Olha, saí de casa sem sutiã. Só trouxe esse pq aqui no vestiário eu fico sem graça na hora de me vestir, as meninas sempre me olham torto quando não visto sutiã.”

Gente, eu tremia igual vara verde. Pedi a todos os santos, inclusive o @santoEvandro, praquela mulher parar de falar naquele exato instante. Tava vendo a hora em que ela ia me contar sobre a vida sexual dela e do marido, e isso é algo pra que a gente não tá preparado, né? Haja visto:

e você vai entender que é algo que nossos cérebros jovens não estão preparados pra alcançar. Argh. Não, não.

Voltando pra historinha. Rezei bastante. Mas não foi suficiente. Deus deve ter colocado na chamada em espera, pq deu tempo de ela me mostrar os seios… “Olha, eu quase não tenho! Pra que sutiã?”. Meu Djízâs. Eu quase podia ouvir o “Fur Elise” tocando ao fundo.

Mas consegui escapar e nada mais que isso aconteceu.

A propósito, ela realmente tinha peito pequeno… Mas na idade dela, não importa se vc tem peito enorme, pequeno ou não tem peito; vc TEM que usar sutiã.

Saí do vestiário ligeiramente torpe. Alguma coisa como a imagem daquele sutiã da Madonna, de metal pontiagudo, vestido na velhinha rondava minha mente.

E fui dar um presente pro Bruno, que estava orientando uma aluna.

“- Bruno. Tenho um segredo pra te contar. Sabe aquela sua aluna moreninha, baixinha, que tava do meu lado ainda agora na hidroginástica? Hum?”

“- Sei. Que que tem?”

“- Ela não usa sutiã.”

HAHAHAHAHAHAHAAHHAAH

Presentaço, não?

Acabei com a paz de um homem por no mínimo uns 15 dias! Hahahahaha!

Se vcs vissem a cara do Bruno…

Eu sei que ele JAMAIS vai esquecer isso, enquanto viver, e enquanto der aulas pra essa senhora tão… Erótica.

* Anônimo, retirei, viu? Fez sentido seu comentário, eu nem me liguei: a parada era MUITO velha,  eram milhares de papéis de bala, visa electron e por aí vai…  De antes da gravidez, pra ser mais exata, que foi a última vez que usei a necessaire em questão. Até pq eu preciso de fôlego pra nadar, brother!

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Querido Diário;

Ontem foi um dia interessante. Parece que alguém poderoso lá em cima acordou e pensou: “Hoje eu vou sacanear essa menina! Hahaha! Hoje ela me paga por ter que salvá-la tantas e tantas vezes de carros, penhascos, assaltantes, malucos… Hahahaha! Vamos começar!”

E aí começou.

Eu estava com sono de manhã, querido Diário; isso é normal. Eu vesti Isabela, arrumei a mochila dela, coloquei meu maiô (é uma derrota falar MAIÔ, né?) de treino, arrumei minha bolsa pra natação, coloquei um chinelo, chamei Isabela, peguei as chaves, apaguei as luzes, peguei minha bolsa e saí.

Quando apertei o botão do elevador, notei que minha filhinha, de três anos, olhava pra mim com uma expressão estranha. Me deu uma mescla de ternura e compaixão, quase derreti ali!

Agachei e perguntei, toda amorosa:

“- Que foi, meu amor?! Por que vc está olhando assim pra mamãe?”

E ela me respondeu:

“- Mamãe… Gucê vai de maiô na rúuuuuua???”

Olhei pra mim mesma e sim, eu estava de maiô. Maiô, bolsa e havaianas. GRAZADEUS eu estava com minha filha, pq, se fosse sem ela, eu só teria percebido o erro ao passar pelo porteiro. Deus é mais. Deus é dez. Deus deve ter dado umas boas gargalhadas.

Entrei, me vesti e saímos de novo.

Deixei a cria na salinha dela e segui para a natação.

Aqueci, pulei que nem uma corna perneta, alonguei mais que o ET do Panamá, estiquei os braços pra trás, pra cima, pros lados… Agachei e estiquei as pernas, mudei de posição, alonguei, alonguei…

Tomei uma chuveirada, caí na piscina, nadei, nadei, nadei, nadei… Cheguei na Nicarágua nadando, se for contar a “kilometragem” da coisa. Nadei mais que refugiado cubano chegando em Miami, imaginando o Jon Secada e a Glória Stefan e todos aqueles conterrâneos que se deram bem.

Daí, querido Diário, como eu faltei segunda-feira, eu decidi, assim, do nada, emendar na aula de hidroginástica dos velhinhos, pra dar uma turbinada no exercício. Pq merda pouca é bobagem.

Vc já fez hidroginástica, querido Diário? Não, né? Claro, vc não passa de um caderno de papel.

Tem uns exercícios bizarros, Q.D…. BIZAAAAAAAARROS…

Se imagine deitado flutuando apoiado num espaguete preso nos seus sovacos, fazendo movimentos de abre e fecha com as pernas retas, para as laterais. Imaginou? Pois saiba, Q.D., que na prática é muito mais difícil do que nessa imagenzinha mental furreca que vc fez da cena.  Não sei como os velhinhos fazem isso e ficam no lugar. Pq, quando eu fui tentar, o resultado foi que eu parecia um girocóptero desgovernado pronto pra atacar sexualmente qualquer velhinho que entrasse na minha frente. Eu não consegui fazer UM exercício parada; eu flutuei desgovernada em TODOS.

E eu terminei a aula, querido Diário. E saí da piscina, e alonguei horrores.

E cheguei no vestiário cheio de velhinhas pós-hidroginástica. E tirei a toalha que me envolvia. E abaixei pra pegar minha bolsa. E ouvi de duas velhinhas, ao mesmo tempo:

“Meu amoooor, seu maiô está descosturado!!”

Porque velhinha nunca fala “furado”. Furo, pra elas, é algo diferente de “descosturado”. Pra mim, é tudo a mesma coisa.

Na prática, quando eu olhei minha bunda no espelho, eu vi que meu maiô estava era com um baita rombo no MEIO da bunda. Dando uma visão perfeita do meu rego pra quem quisesse ver. Imagina quem viu enquanto eu bancava o girocóptero, huh?

Oh, céus. Não sei se terei coragem de voltar lá.

Voltei pra casa, tuitei, cumpri com minhas obrigações de leiê: varri, lavei, arrumei (tudo meia boca, mas ninguém pode dizer que não fiz) e, pra finalizar, fui jogar o lixo na lixeira do corredor.

De calça jeans dobrada até o joelho, sutiã e saco cheio de lixo na mão eu estava; abri a porta, dei de cara com a vizinha centenária bipolar e evangélica que passa criolina na minha porta todo santo sábado, sabe Deus porque; dei olá; ela desceu os olhos pras minhas peitcholas; eu me liguei que tava sem camisa e, da mesma maneira que abri a porta, fechei. Na mesma posição. Sem nem piscar um olho.

Linda, a terceira bola fora do dia.

Aí desci, fui na farmácia  e, me expliquem, POR QUE DIABOS os atendentes ainda olham FEIO toda vez que vc vai pagar uma caixinha de OB SUPER? Caralho, é de sacanagem???? Não é possível que em pleno 2009 nego ainda olhe uma caixinha de absorvente interno com cara de “ih, essa é arrombada!”! Porra! Que merda!

(E alguém me explica o motivo de eu SEMPRE explicar, enquanto passo o cartão, que “hehe, é que meu fluxo é muito intenso…”??????

Realmente. Eu sou daquelas que explica as coisas tentando melhorar as situações. Besta, eu, pq é mais que sabido que pisar na merda, só espalha.)

Mas meu Djízâs, alguém explica pros balconistas de farmácia que o tamanho do OB não tem NADA a ver com o tamanho da piriquita, mas sim com a capacidade de absorção??? Não que eu esteja ligando pro que pensam do tamanho da minha periguete junior, afinal, hehe, baby, tem umas coisas que não tem nem o que dizer, claro; mas me incomoda profundamente a ignorância dos caras. Porra. De repente faz todo o sentido do mundo a Carol Gretchen fazer o “Fiz Pornô mas Sou Virgem”ou algo assim – tem gente que REALMENTE tem uns fios trocados lá dentro da caixola e inverte umas informações vitais, cara. Sério. As mesmas pessoas que acreditam que OB define tamanho de xereca, certamente concordam com a idéia de que uma menina que já fez sexo anal em frente às câmeras continua virgem, contanto que nenhum pênis tenha penetrado a vagina. Ou um OB Super.

Depois disso, estava sentada no pátio da escola, esperando a hora de pegar minha filha. Sem lente e sem óculos. Sou míope como uma porta, by the way.

Eis que me chega um professor beeeem jovem, lá de longe, e começa a apontar e a dizer que conhece meu irmão, que me conhece desde pequena e blablablá… E eu respondendo, amarradíssima; convencida de que ele devia ser algum amigo de infância que eu só não reconhecera pq estava longe e eu não estava enxergando… Até me dar conta que ele estava falando com a menina da frente. O que fazia muito mais sentido, claro. Era muito mais normal ele conhecer desde pequena uma menina de 12 do que uma mulher de 27; afinal, se o cara tinha 23 era muito.

Morri de vergonha o resto da tarde, peguei minha filha, vim pra casa e cavei um buraco nos travesseiros pra enfiar minha cara.

Ai, querido Diário! Que dia vergonhosamente deplorável!

Tomara que amanhã seja melhor.

Um beijo.

Carol.

15 Motivos para Toda Mulher ter um Melhor Amigo Gay

Uma das coisas mais divertidas que qualquer mulher pode fazer é ter uma amigo – de preferência, um melhor amigo – gay. Pode ser só “homo”, do tipo que só quebra o pescoço entre amigos; pode ser enrustido, do tipo que ainda não saiu do armário nem pra ele mesmo – mas todo mundo já percebeu; pode ser do tipo bicholeta-eta-eta, que é bicha, totalmente mona, nem aí pra nada; pode ser traveco; enfim, um amigo que goste de outros amigos.

Eu, como boa representante da espécie “mulher-extrovertida-loira-boca-suja” que sou, já tive amigos de todos os tipos citados acima. E um, em especial, meu melhor amigo, que é tudo acima ao mesmo tempo. Hahhahaha. Menos traveca. Quer dizer, entre 4 paredes, não sei. Mas fora, o Di faz o estilo gay executivo, adooooro.

E foi com ele que eu aprendi todas essas coisas abaixo, e foi morrendo de saudades e pensando desesperadamente nele que eu resolvi escrever um manualzeenho sobre o quanto ter um melhor amigo gay é vantajoso e maravilhoso para qualquer mulher que se preze!

1 – Já dizia minha vó: um amigo gay não vai dar em cima de vc. E vc não precisa ser uma mulher linda e maravilhosa pra sofrer com problemáticos amigos heterossexuais; basta que eles estejam carentes e vc de calcinha. Gays vêm automaticamente isentos deste problema. Desfile da calcinha, tome banho, mostre os peitos, se depile, faça O QUE QUISER, meu amor – ele não vai demonstrar NENHUMA reação fisiológica, se é que vc me entende. E o único feedback que ele pode demonstrar por te ver pelada é uma ligeira cara de repulsa e asco acompanhada de algum comentário do gênero: “Argh, como tem alguém no mundo que gosta dessa… Dessa… Lasanha viva???”, se referindo a sua genitália. É a paz no mundo.

2 – Ele também não vai dar em cima do seu namorado. Bem, pode ser até que dê, pq amigos gays têm um certo instinto protetor quanto às melhores amigas, e costumam, SIM, testar os namoradeenhos das protegidas… Mas isso não será um problema se o cara for hetero mesmo. O cara vai te contar. E o amigo tb. “Ele deu em cima de mim!”, “Eu dei em cima dele, ele não reagiu. Aprovado.” Se só o amigo contar e o cara não disser nada… Sai fora que essa faca corta pros dois lados. E o amigo vai contar assim: “Amor… Sai fora desse cara, vai. Ele não é pra vc. Furada na certa. E põe furo nisso.”

3 – Amigas bibas estão para nós, mulheres, assim como melhores amigos héteros, homens, estão um pro outro. Eles vão a jogos de futebol; nós e as bibas vamos a salões de beleza. Eles dão notas para mulheres gostosas que passam na rua; nós e as bibas damos notas para homens que passam em qualquer lugar. Eles falam de carros e fórmula 1, nós falamos de cabelo, maquiagem, Alinne Moraes, Bruno Gagliasso…

4 – Amigos gays são as únicAs amigAs que vão ouvir Michael Bublé com você, tomando Champagne e comendo morangos, rodopiando pela casa e NUNCA, mas NUNQUINHA, vão te chamar de brega por isso. Amigos héteros, namorados e maridos, nunca farão uma coisa dessas. Amigas mulheres dificilmente farão e, se fizerem, vai ser de má vontade.

5 – Nenhuma outra classe de amigo é capaz de combinar com você um personagem pra sair. “Hoje eu sou Rory Gilmore e vc é a Beyoncé, tá?”

6 – Só amigas bibas sabem de cór e salteado falas de seriados de TV.

7 – Amigas bibas não só te ligam pra avisar de promoções como, na sua impossibilidade de comparecer, se metem em plena Arezzo pra disputar a tapa com uma loira aguada a ultima sandália caramelo que vc tanto queria e que está com 70% de desconto…e te dão de presente!

8 – Não adianta: só gays sabem apreciar um bom jogo de xícaras ou canequinhas fashion e servir um maravilhoso café com um toque de amêndoas torradas em plena segunda ás 18h30 da tarde, só pra vocês dois se sentirem chiques em casa.

9 – Com quem mais seria possível tomar drinques como Alexander se até as amigas mulheres acham que isso é coisa de bicha?

10 – Com eles você pode brincar de cena de filme. Coisa que vc tenta fazer desde os onze anos com suas amigas, mas elas não curtem mais…

11 – Se você estiver gorda, eles vão dizer. Se a roupa não estiver combinando, eles vão dizer. Se o cabelo estiver feio, eles vão dizer. Acontece que se as respostas pra todas essas coisas forem “SIM, você está gorda, com a roupa feia e o cabelo horrível”, eles SABEM o que fazer. Leia-se: sabem que roupas vão te deixar mais magra e ressaltar os peitos da melhor maneira e sabem arrumar cabelo como ninguém.

12 – N-I-N-G-U-É-M é melhor pareceiro no UNIVERSO pra brincar de Mímica que um amigo bicha. Ninguém. O nome do filme pode ser “Hellraiser, Renascido do Inferno”, que ele VAI te passar de alguma maneira. E com um toque teatral que nem Ney Matogrosso é capaz de dar!

13 – Você só poderá cantar e dançar Britney Spears em frente ao espelho se for com um amigo bicha.

14 – Amigos gays acham o máximo ir pra cozinha com vc fazer uma receita complicadérrima de salada de endívias selvagens com rúcula do agreste, tomate cereja e queijo de cabra velha acompanhada de um arroz arbóreo ao molho de funghi tunghi minghi e carne de égua do deserto grelhada com paetês e alcaparras, e de sobremesa tiramissu de café javanês e chocolate belga… passar um dia inteiro na cozinha pra fazer isso, colocar uma mesa MARAVILHOSA com a baixela de prata e a louça da Lituânia… Só pra colocar a primeira garfada da salada na boca e praticamente vomitar no prato, deixar tudo de lado e ir pro sofá da sala comer o tiramissu direto da travessa vendo Friends. NÃO TEM PREÇO.

15 – E, pra terminar: só um amigo gay, e NINGUÉM mais no mundo, consegue te fazer rir como uma hiena em situações SURREAIS como, sei lá, TPM + término de namoro + demissão do emprego + oito kg a mais + morte de parente. JURO.

Aaaaaaaai, Diego Bacellaaaaaaar! Que saudaaaaaaaaaaaaade!!!!

Quem Sou Eu?

Tem alguém curioso pra saber alguma coisa sobre mim? hahahaouhahua!

Qualquer coisa, perfume, shampoo, sabonete, o que eu acho do Sarney…

.. Sei lá!

Eu tô totalmente sem inspiração pra escrever, façam perguntas! Aí as idéias surgem!

E, antes que o @pesanervos venha dizer que isso são #subcelebfeelings, HOAUHUHAOUAOUHAOU, eu já aviso: NÃO SÃO NÃAAOOO! São #preguiçadepensarfeelings, tá?

Vai que alguém, perguntando, me dá uma idéia?


hjvouassim29maio 064

E, visitantes fantasmas, comentem, porra! Hahahah!

——–

Opa, primeira pergunta:


Priscila Diz:
16/09/2009 às 12:03 PM e

Olá ! Pq vc fala tanto palavrão? Gostei dos teus textos, mas esse excesso de palavrões é um terror!

Respondendo: Priscila, eu sou assim. Eu falo muito palavrão, hahahaha! Acho terapêutico e não vejo nada demais; pra ser honesta, acho que em determinadas situações os palavrões podem conferir um tom cômico ao texto, e gosto disso! Quando eu não “posso” falar palavrão, eu seguro a onda… Mas como aqui eu não tenho compromisso de formatação de personagem com ninguém, posso falar à vontade, e aproveito! Hahahaouhaua! Não sei o motivo desse estigma dos palavrões, coitados… Os acho tão úteis…

Tem coisas que só palavrões expressam. Dizer “Ai, droga! Puxa vida!” e dizer “Caralhos alados cravejados de diamantes, que merda!” são duas coisas totalmente diferentes, não são? Hahoauah! O lance é que eu quase sempre estou mais pros caralhos alados, mesmo! Haouhoahoah!

(saindo, volto depois do treino!)

“(…) estão inflando meu ego com ar…”

Hoje tive dois comentariozinhos extra especiais. De alguma “Andrea Vergueiro” e de algum ou alguma “B”.

Posso falar? Acho muito engraçado e muito legal qdo isso começa a acontecer! Eu não sei o que as pessoas que comentam coisas desse gênero pensam quando o fazem, mas massageia o ego que é uma beleza.

Pq, tipo, se eu não gosto de uma pessoa ou se não acho que valha a pena, a ÚLTIMA coisa que vou fazer é entrar na página de fulana pra deixar recadinhos com o conteúdo tão rico como: “Você é uma pevertida imunda e ainda se diz jornalista?”

HAHAHOAHUAOHOAHUOHAUOHAUO!

Acho o máximo! Gente, de que outra maneira eu poderia me sentir senão FABULOSA? Incomodar é bom, é indicativo de boa audiência, de polêmica e de popularidade.

De coração, obrigada!

Agora para o outro comentário… Deixa eu colar:

“pra vc esta escrevendo td isso vc deve ser uma puta baranga. mal posta fotos ded vc e qdo posta saum pequenas. nunca de corpo. impossivel ser mulhe bonita.”

Olha, querida (o)… Foi um pouco trash ler seu comentário, pq vc tem um pequeno problema de comer os erres e tira o sentido de algumas coisas. Mas, tirando isso, vou te responder o melhor que eu puder.

Que diferença faz, pra você ou pra qualquer outra pessoa, o quão bonita eu sou ou deixo de ser? É realmente relevante, isso? Eu escrevo. E ponto. Mas, pra matar a curiosidade que deve estar reinando no fundo do seu fiofó, vou te falar de mim.

Não sou nem a mais bonita, nem feia. Acho, pelo menos. Bem, acho que meu marido deve me achar a mais bonita, de alguma maneira. Hahaouahao.

Tô acima do peso, e sempre estive; mas quando estou bem, ainda que acima do peso, sou taxada mais de gostosa do que de gorda. Mas, you know, tudo depende do seu ponto de vista.

Aqui do meu, eu tô me lixando. Qdo tô bem, tô bem, e é isso que me interessa.

De resto…

Todo santo ano eu juro pra mim mesma que o próximo verão vai ser melhor: eu vou estar mais magra, mais loura, mais bronzeada, mais ativa, malhando e com os dentes mais brancos; com os pentelhos milimetricamente depilados em uma única fileirinha no meio da rebimboca (Quaaaanta impureeeeza, hein, Andrea? Hahaouh!), que é pra não aparecer em biquini nenhum, com o corpo escultural e os peitos novos em folha, turbinados e empinados. Minhas pernas estarão impecavelmente depiladas, sem sobra de pêlo algum, minhas unhas todas feitas, os pés macios como marshmallows, a marca de biquini espetacular.
A visão que eu tenho de mim mesma na minha cabeça quando me imagino no verão do próximo ano é o corpo da Karina Bacchi, pra ilustrar, com a minha carinha grudada lá em cima. Ha-ha-ha.
Todo santo ano, o verão chega e eu estou gorda, branca, celulítica, cheia de olheias, cheia de barriga e com um guarda-roupa pppooooooobre que dói.
Tá bom, não é CHEEEEIA de barriga e tal, tem gente muito pior… mas é fato que eu poderia estar mil vezes melhor.
Não fosse a minha dificuldade incrível em controlar uma das melhores coisas da vida – comida.
Well, cada um com seus pobRema.
Não devia nem me preocupar, mas vou colocar uma “fotinho” pra matar sua curiosidade, tá? Infelizmente, não é de hoje, pq minhas duas máquinas quebraram… Mas antes das máquinas morrerem de vez, tinha jeito de tirar foto… Ruim, mas tinha. Acho que é do final de julho.
Eu BEM gorda:
hjvouassim7junho 037

Agora sim, B, fale o que quiser. Caprichei no meu próprio tamanho – podia colocar uma mais magra e melhor, certo? -, só pra ver o recado lindo que vc será capaz de criar tendo material. Desce o verbo, lindão (ou lindona), que eu quero ver!

Matei a curiosidade? Que bom.

Beijinhos pra vc e pra Andréia!

E pros meus outros queridos leitores tambéeeeeeeeeeeeem, lóooooooooooogico!!!

Pensamentos Noturnos

AHahoauhaouah! Vão achar que se trata de sexo.

Que nada.

Dormindo desde as oito, deu duas e acordei… Vai sair algo que preste? C acha, honey?

“Tá. Quando der duas e meia eu durmo.”

“Fome da poooorra! #fatpridefeelings”

(ao abrir a geladeira pra comer alguma coisa)

“Caralho, tenho que tirar esse feijão daí. Ele está criando raízes.”

“Duzentos gramas de queijo branco são absolutamente diferentes de duzentos gramas de queijo prato fatiado. O branco rende MUITO menos.”

(lembrando de uma panela de pressão fechada com um estrogonofe que fiz há uns VINTE DIAS, que não tive coragem de abrir pra lavar e escondi lá no banheiro de empregada)

“Puta merda! A panela… Ela, sim, deve ter criado raízes e estar enorme e frondosa como um bouganville”

“Ish! Duas e meia! Tá. Qdo der tês em ponto eu durmo.”

“Bouganville é bem nominho de condomínio em Pendotiba, Itaipu… Ou de prédio novo no Jardim Icaraí.”

“Ih. @leojaime vai “jantar”

“Ish! Três e onze! Quando der três e meia eu durmo.”

“Que será que aconteceu com aquelas lésbicas do T.A.T.U.?”

“Ih! Três e meia! Vou. Pq às quatro Isabela acorda.”

Os Classe-Média

Classe média. Dizem que o governo Lula acabou com a classe média, mas eu discordo veementemente. Acabou porra nenhuma; ele pode ter empobrecido a classe média, ele pode ter dificultado a vida da classe média, mas acabar, não. Muito pelo contrário.

A classe média, que antes tinha como “meta” subir pra classe A, agora, já que tem que pagar tanto empréstimo que não dá pra subir pra lugar nenhum que não seja sala de gerente de banco pra renegociar dívida, se conformou com o lugar que ocupa e está mais média que nunca.

Média. Medíocre. No meio. Mediana.

Totalmente diferente da classe pobre, que consome e, mais importante, ASPIRA a coisas de classe baixa – fazendo aqui um adendo: a nomeclatura carolkaliliana divide as classes em rica (alta), média, e pobre (baixa) sem a menor preocupação de quantos salários cada classe ganha, e os motivos você verá mais adiante.

É que os economistas não sabem, mas pertencer a (à?) essa ou àquela classe é uma coisa que pouco tem a ver com a conta bancária; é uma coisa de alma.

O pobre que é pobre de aaaaalma, tem aquela pobreza incrustaaaada no fundo do meio do olho do âmago, e não tem dinheiro que encubra isso. Enquanto ganha salário mínimo, compra parcelado nas Casas Bahia aqueles armários de compensado Itapoã imitando marfim, ou então aquele Bartira mogno vermelho; e o MELHOR celular do momento. Daí, suponha que ele seja promovido pra um cargo de chefia, ou melhor, suponha que ele ganhe na megasena; o que que o pobre de alma faz? Ahn? Vai procurar alguma coisa com design exclusivo? Madeira maciça? Que nada, ele somente muda de um simples compensado “agromerado”… pra MDF … ou então para MÓVEIS TUBULARES, aquelas camas leeendas de ferro esmaltado, vinho com dourado… preto com dourado… branco com dourado… pq a verdade é que pobre lasca dourado em qualquer lugar.

Quando era pobre, comprava roupa nos mercadões da vida, imitação de Nike, Puma, Asics, qualquer marca que tenha um logo enormemente estampado bem às vistas. Quando mto, lojas de departamento, mas sempre fazendo questão do detalhe da marca berrante.

A gente vê que essas lojas grandes de departamento, por exemplo, têm a manhã de conquistar o pobre. Os preços delas são caros pros bolsos mais humildes, mas elas possuem a vantagem do “parcelamento-em-oito-vezes-fixas-com-a-primeira-só-pra-agosto”. E isso é um apelo pro pobre.

Só que o pobre, coitado, entraria e olharia, olharia… E não encontraria nada que lhe agradasse, se não fossseeeeeee… A LINHA RENNER/LEADER/C&A PARA POBRES.

É a camisa social com um drgão tribal enorme silkado em branco.

É a camiseta perfeitamente lisa e discreta, não fosse um numerozinho, tipo “89” (não me perguntem o motivo, não sei coeh a onda de estampar números aleatórios em roupas) estampado EM VELUDO no peito.

É o top com zilhões de pedrinhas de strass, onde se le “EU SOU SEXY”, “SEXY PRINCESS”, “VERY SEXY”, ou mesmo “THE BOOK IS ON THE SEXY TABLE”, que não faz o menor sentido, mas também não faz a menor diferença pra quem não fala inglês.

É a calça de brim/moletom strech de cintura ultra baixa com cinco mil e oitocentos pedregulhos de strass na bunda, nas pernas, na barra…

E não importa o quanto ganhe nem onde compra: é sempre o que ele vai levar. Essas peças. Esse é o pobre de alma.

Da mesma forma, o rico de alma também tem seus vícios. Se tiver R$ 50 pra fazer uma compra da semana pra família inteira – suponhemos que quebrou a bolsa de NY -, esta compra será:

Macarrão “de grife” internacional, a uns 10 reais o pacote;

– Molho de tomate UNCLE BENS ou equivalentes internacionais, a 6 reais o vidrinho;

– Um pedaço de parmesão para ralar, a 40 reais o kg;

– Pacotinho de Kani

– Coca Zero

– Pedacinho de Gorgonzola

Pão oitenta grãos + linhaça + passas + aveia + quinoa da marca mais cara, a uns 7 reais o pct de meio kg.

E por aí vai.

Levar Pomarola + queijo ralado de pacotinho + macarrão Di Renata? No way, babe.

E vc pode ver, nada tem a ver com o salário em si, mas com o espírito da pessoa. É coisa de alma MESMOOO. O rico de alma simplesmente GOSTA de coisas assim. Muito de vez em quando, numa viagem ou numa emergência, acaba experimentando umas coisinhas mais baratas e depois sai dizendo pros amigos MARAVILHADO sobre a super dica que ele encontrou: “Nossa, vc já comeu mortadela?? É sensacional!”, tipo Tranchesis da vida.

E daí tem OS CLASSE MÉDIA. E o texto todo foi, na verdade, só pra falar dessa classe social, a que EU pertenço mais do que financeiramente; a que eu pertenço de aaaaaalma.

Eu sou tão classe média, mas tão classe média, que eu compro sempre os produtos DO MEIO. Nem o mais caro, nem o mais barato. Seeeempre os do meio.

Nem filet mignon e nem acém, chã.

Nem macarrão importado e nem o mais vagabal, fico com o “estilo caseiro” de uns 4 reais; faz muito bem o papel.

Nem Becel e nem aquelas margarinas que nunca ouvi falar, tipo “Mila”; eu fico com a Qually.

Sou tão classe média que meus sonhos de consumo para casa estão todos na Tok & Stock. Hauohauouoauha! Nem Casas Bahia e nem peças assinadas por alguma bicha internacionalmente famosa. Tok & Stock é só o que eu preciso.

Sou tão classe média que ODEIO caviar! Hahahauahuaho! Detessssssto Prosecco! Hauohauhauouoa! Se bem que essa coisa de Prosecco (Prossecco?) já virou lugar comum de pobre… Eu fico com champagne doce e camarão, se for pra “ser chique”… hahahahaouahuoa!

Tão classe média que pinto cabelo em casa – mas com a tinta mais cara. Haohaouhauouaoho!

Os classe-média têm discernimento o suficiente pra NUNCA comprar OOOOO melhor celular (salvo quem trabalhe com algo que precise de determinados recursos), pq sabem que OOOOOO melhor celular daqui a dois meses vai estar uns 600 reais mais barato e não vai ser mais OOOOO melhor celular; então está sempre com um mediano. Classe média.

Classe-médias nunca têm medo de experimentar marcas novas – mas têm um certo receio quanto às MAAAAIS baratas. Por exemplo, leite. Classe-media não toma mais só Parmalat ou só Leite Moça faz teeeempo. Mas tb não compramos um leite chamado, sei lá, “Sarita”. Na dúvida, a gente leva Elegê, GLória… Itambé… haohaouauohuahuahuo!

E tantos exemplos que agora eu não lembro. Huhuhu.

E viva os Classe-Média!

Da série “Conselhos Sobre Coisas que Acontecem”

E não tem muito como escapar. Então, aqui vai um pequeno manual pra você aprender a lidar com essas coisas pós modernas que acontecem com todo mundo: você, eu, a Cláudia Leitte…

1 – Vc foi pra um mega evento e a pilha da câmera fotográfica acabou logo na primeira foto. Mas você não se preocupa tanto pq todos os amigos estão com máquinas tb. E vc sai em várias fotos. Váaaarias. Vc verifica, nas máquinas, após cada clique, e constata que algumas ficaram bem legais.

Mas qual não é a surpresa qdo, ao abrir o Orkut no dia seguinte, você vê que logo aquela exata foto em que você saiu lindo como um golfinho asmático fazendo hang-loose foi tb a ÚNICA que sua amiga, dona da máquina, resolveu postar no álbum aberto dela? EHBATATA. E pode ver, a foto tá com 18 comentários do tipo “fulana (dona da máquina), c tá linda!”

Sua amiga, por ser “a dona da bola” – tal e qual aquele mini-ditador (todo mundo teve um amigo assim na infância) que encerrava o jogo quando bem queria, simplesmente pq a bola era dele -, pôde decidir, assim, brincando de Deus, qual foto ia pra berlinda.E geralmente, nesse momento, a foto escolhida é uma em que ela saiu ótima e vc, um cocô. Muito lógico.

Ou então a outra variável do ocorrido.

Que é quando vc saiu bem na foto, a amiga ( ou o amigo) nem tanto, mas, como era a única imagem em que o Bono Vox, a Ivete ou mesmo o Praga saiu junto de vcs, tinha que ser essa, mesmo, no maior estilo “não-tem-tu-vai-tu-mesmo”. A indivídua dona do cartão de memória, pra melhorar o próprio lado, lasca um contraste e um brilho no Photoshop de maneira que suavize (suavise??) a proeminência nasal avantajada dela e dê uma chapada nas espinhas, sem ligar pro fato de que você, com aquele brilho todo, SOME.

Não, não tô falando que você é ofuscada pela beleza da sujeita, não, tô falando que você SOME, mesmo: você é tão branca que todos os seus traços desaparecem, sobrando um ser de luz muito semelhante a um ET do filme Cocoon. Só falta voar.

Ou então você é muito morena e o contraste junto com o brilho te dão cor e textura de Cream-Cracker com hepatite, enquanto a dona da foto está lá, linda e esvoaçante com a Galadriel.

E milhões de outras variáveis deste mesmo problema: a foto de vc com uma verdadeira pochete adiposa na cintura e a indivídua se espremendo toda e magérrima como uma tábua; foto sua com um olho fechado e boca abrindo pra falar, e indivídua posando linda…

Isso acontece por causa de uma velha máxima da comunicação social:

“QUEM DETÉM A INFORMAÇÃO, DETÉM O PODER”

Como você não tinha máquina e a outra pessoa sim, vc não tem nada contra, nenhum trunfo na manga e se fode. Só pode aceitar calado. Pode até pedir que te enviem as outras fotos, mas invariavelmente em todas você vai estar com o tal aspecto de Cream-Cracker com hepatite, pq já foram devidamente filtradas e adaptadas ao tom de pele do manda-chuva.

Portanto, o conselho que eu tenho pra te dar é: TIRE FOTOS. Sempre. Se acabou a pilha da máquina, TIRA COM O CELULAR, meu filho! Tira com o celular dos outros, tira com o cu, whatever – vc PRECISA de uma prova pra chantagear! Porque aí, quando aparecer a tal fotinha ilustrando o Orkut da querida, vc mete tb a sua fotinha de celular, sem nenhum caprichoe totalmente adaptada pra vc!

A pessoa, desesperada, vai pedir pra tirar. E vc,radiante, vai poder dizer: “Tiro essa se vc tirar a que tá no seu álbum”. E as duas vão tirar e viver felizes prasempre… Sem nenhum registro da noite fatídica, como se ela jamais tivesse acontecido.

Agora, a única saída, única MESMOOO, se a coisa já aconteceu e vc NÃO TEM o que fazer… É um semi-golpe baixo.

Entre no álbum, se veja e comente uma das variáveis abaixo:

“Meu Deus! Q q aconteceu com a foto? Cheia de efeitos! hahahaha”

“Ai, cara, ficou lindo o seu nariz! Vc usou pincel de clonagem ou aquele band-aidinho do Photoshop? Me ensina?”

“Nossa! Adorei o filtro amarelo que vc usou! Sumiram todas as suas espinhas!”

“Cara, vc AHASOU no PhSh! Só conserta ali que ficou um esfumaçadinho aparecendo na banhinha embaixo do seu braço esquerdo!”

E por aí vai.

E tenho dito.

Bjoscomentem!

Carol

O Curioso Caso da Xuxa no Twitter

Está na coluna do Mauricio Stycer e na boca de geral por aí a desastrada aventura de Xuxa pelo Twitter.

Opiniões das mais diversas pronunciadas aos quatro ventos, também vou dar a minha. Vai que pega um sudoeste e se dá bem.

Não sou contra e nem a favor da Xuxa. Muito pelo contrário – hahahauohaua! Pra mim, ela, no Twitter ou fora dele, não fede e nem cheira. Verdade que muitas vezes eu tenho vontade de me estrangular enquanto sou obrigada a ouvir XSPB duas mil vezes seguidas, pois tenho uma filha de três anos; mas, fora isso, nada a declarar.

Aí a criatura entra no Twitter e começa a digitar em caixa alta. E todo mundo começa a fazer piada e explicar que ela está gritando e tal.

Digitar em caixa alta ME incomoda. Muito. E deve incomodar a uma porrada de gente, tb.

Pois então, se ME incomoda, eu que a deixe de seguir, né?  Pq ela tem todo o direito de escrever “na caixa que quiser”, #vamoscombinar. Haouoauha!

Então aí mora a primeira coisa que eu não entendi na história: pq diabos nego caiu de pau em cima da caixa alta da mulher? Deixa a “pobre” escrever do JEITINHO DELA, caralho… Mesmo que ele, na verdade, não tenha nada de INHO.

A coisa seguiu com uma enxurrada de erros ortográficos que a “Rainha” cometeu. Gente. Erros de português ME incomodam. Muito. Mas, de novo, até aí, um simples clique no unfollow e resolvida a situação.

Lógico que na prática a coisa não foi bem assim, e neguim, mais uma vez, caiu de ponta pé em cima da “pobre”. Inclusive algumas celebs e personalidades “zombeteiras” que, aliás,  NÃO estão com a bola do português em dia tão cheia quanto pensam, mas blz…

Daí pergunto eu: a Xuxa assinou algum contrato, em algum lugar, em que tenha se comprometido com a língua culta? Alguma vez, na carreira dela, ela teve, em algum momento, algum cargo de professora ou algo que o valha? Não, né. “Ah, pq ela ensina crianças, tinha que se comprometer e não pode se expor com barbarismos assim…”…Uff… Menos, gente, menos. Tenho uma filha e o que eu MENOS espero é que a Xuxa a ensine a ler e escrever, pelamordeDeus. E mais, outros mil artistas erram até MAIS do que ela e estão aí, tuitando adoidado e nego ama.

Ninguém está falando que a Xuxa deva ser amada, da mesma forma que ela pode digitar em caixa alta o quanto quiser, a gente pode odiá-la o quanto quiser, tb… mas, se odiamos, pra que seguir?

É fato que exageraram. Muito. Isso pq eu não esmiucei e não fui atrás do que falaram pra ela no Twitter… Mas a gente sabe que coisas lindas não devem ter sido. Até pq, no Twitter, vc corre mto mais riscos de ser percebido e levar um RT com uma piada baixa do que “pagando pau” pra musa dos baixinhos.

Da mesma forma, a Sasha foi escrever alguma coisa e saiu “sena”.

Nessa, eu dou um RT @christianpior – A menina tem 11 anos, gente. Menos.

Mas já era tarde, e imagino quanta merda não foi mandada pra Xuxa. Que acabou metendo os pés pelas mãos, mandando o lance da “Minha filha foi alfabetizada em inglês” e o que quer que seja, que não faz o menor sentido, foi desnecessário e ainda saiu de arrogante na parada; disse que ninguém merece falar com ela e com o anjo dela e foi-se.

Agora, acabei de ler isso: http://307.to/bCM

“A famosa apresentadora de programas infantis Xuxa, nascida Maria da Graça Meneghel, entrou com um processo hoje dia 26 de agosto contra o serviço de rede social Twitter. O motivo, segundo ela, foi a ocasião de ofensa moral, difamação e ameaça verbal contra ela e sua filha, Sasha Meneghel.

Em nota oficial vinda da assessoria de imprensa de Xuxa, foi divulgado que uma das propostas imediatas é “retirar todo o conteúdo e referêcias ofensivas e difamatórias contra Xuxa e Sasha, e o congelamento do serviço no Brasil até então”.

O incidente tomou forma desde o dia 3 de agosto, dia em que a apresentadora lançou seu perfil na rede social Twitter; Xuxa colocou mensagens sobre temas pessoais ao longo do tempo, esses postos com gramática pobre. Ao ser notificada pelos seguidores de seus erros ortográficos, a apresentadora seguia se justificando, porém cometendo novas gafes. O ocorrido culminou quando Xuxa deixou que sua filha Sasha fizesse uma postagem no serviço; nela, Sasha descreveu que estaria para filmar uma “sena” com uma cobra. Nisso surgiu uma enxurrada de comentários maldosos que questionavam a habilidade linguística e intelectual das duas.

Ao ser contatada pela reportagem do jornal GloboNews, Xuxa foi breve: “Não permitirei que mexam com a honra de minha filha. Ou essa coisa nojenta, esse Twitter acaba, ou meus advogados vão proibir essa barbaridade.”

Não será a primeira vez que um recurso da internet é censurado no Brasil; a última ocasião foi quando o portal de vídeos Youtube foi banido da rede por uma ação judicial movida pela também apresentadora Daniela Cicarelli, por um vídeo indevido filmado dela colocando em prática cenas de sexo na praia.

César Dutra Maia, advogado principal da causa contra o Twitter, diz: “Iremos até o final para punir os responsáveis pela afronta e difamação, mesmo que isso signifique punir individualmente os criminosos através do rastreamento de seus usuários.””

E eu não apurei e nem chequei a veracidade, mas me parece absolutamente nonsense. * de fato, tudo o que aparece no site é brincadeira. Menos mal.

Pq, diferente do caso da Cicarelli, em que ela foi filmada sem saber, eo filme foi postado no Youtube sem autorização, no Twitter a própria pessoa é quem abre a conta e escreve o que quiser.

E daí, o recado vai pra Xuxa:

Realmente, o Twitter é um canal novo e dá um feedback instantâneo e tão potente que ela, provavelmente, não estava pronta pra receber. Como ninguém, mas NINGUÉM mesmo, consegue agradar a gregos e troianos, não sei exatamente em que momento ela pensou que seria recebida somente por um mar de rosas. Era muito óbvio que viriam pedras tb.

A pergunta que fica é:  se não estava disposta a ouvir, se não gostou do que estava lendo, se não tinha cacife pra segurar a batata, então POR QUE:

a) Não configurou a conta somente para usuários permitidos;

b) Colocou a Sasha pra escrever (serviços como Twitter, Orkut e Facebook são, em sua maioria, para maiores de 18);

c) Não fechou logo a porra da conta?

Eu Vi Uma Folhinha na Careca do Vovô

Hoje acordei saudosa.

Há algum tempo (na época que eu escrevi esta história esse tempo era presente, mas várias formatações do meu HD e do site onde eu postava minhas merdas me fizeram perder um acervo enorme. Reescrevendo, o tempo vira um pretérito pra lá de saudoso!), eu estagiava no centro do Rio, em um jornal que já teve seus tempos áureos. Morando em Niterói, saía daqui às 7 da matina, passava em uma birosca perto do ponto e comprava um italiano* e uma latinha de refrigerante ou chá gelado – dependia do jantar de “ontem” -, e subia no ônibus com o salgado ainda fresquinho. Sentava naqueles bancões altos, os últimos antes do trocador, abria o pacotinho e saboreava aquele salgado maravilhoso, iguaria pé-sujo sem igual. Depois, bebericava o líquido da latinha atéeeee… Até acabar.

Enquanto o ônibus estava vazio, ia bem no meião do banco. À medida em que enchia, ia bundeando pro lado do corredor (devido ao tamanho da circunferência das minhas ANCAS, odeio ficar presa na janela dos ônibus, aviões e afins: a sensação de esfregar o fiofó na cara do pobre coitado vizinho é deprimente demais).

Invariavelmente, o ônibus enchia demais, assim como as ruas, e eu demorava aproximadamente duas horas pra chegar ao jornal. Não vou dizer que isso não poderia ser evitado, poderia sim, era só eu ir de barca: em menos de uma hora, já estaria lá.

Só que eu adoraaava ir de ônibus! Aquele ritual de comprar italiano e latinha e depois aquela sonolência, aquele solzinho da manhã e o ventinho gelado no rosto me embebedavam e eu ia, durante todo o caminho, pensando na vida, meio dormindo, meio acordada…

No primeiro trecho – quando tinha engarrafamento demais e o ônibus não podia deslizar tranquilo pra amortecer meus sentidos -, até a ponte, eu ia pensando. No segundo, da ponte em diante, eu era embalada pela velocidade e o vento e dormia meus 40 minutos mais preciosos de cada dia.

Nesse dia não ia ser diferente. Estava ainda no primeiro trecho. Pensava, pra ser exata, no motivo que levava os fabricantes de absorventes a ainda fabricarem absorventes sem abas, já que nem uma indivídua que conheço os compra. Elaborei mil hipóteses, pesquisei mentalmente os preços, lembrei de algumas coisas que precisava comprar. Iria seguir minha amada salve-salve rotina diária, em poucos minutos o vagar dos pensamentos me fariam dormir.

Masssss, na Alameda (um trecho que sempre engarrafa e sempre entram milhares de pessoas nos ônibus), entrou uma porrada de gente. Entre essas gentes, um senhor careca. Careca daqueles que o cocoruto reluz, e só tem um bambolêzim de cabelos circundando o topo da nuca e acima das orelhas, tal e qual aquela coroinha de folhas que os gregos (eram os gregos?) usavam.

Eu nem teria reparado nesses detalhes todos, mas ele se sentou bem na minha frente. E, como sabemos, nossos olhos são scanners, capturam e analisam toda e qualquer imagem. Se estiver tudo certo, eles liberam o movimento pra onde você quiser olhar, mas, se NÃO estiver tudo certo, fodeu, os dois bichinhos se trancam na direção do erro e, puta merda, nem toda a educação do mundo consegue destravá-los! Tenta tirar os olhos de uma pessoa de peruca, ou com a calça furada, ou com batom no dente, ou com mó remelão e vê se consegue!

Então, meus olhos estavam prestes a liberar o careca do processo, chegaram até a dar uma destravadinha e olhar pro outro lado, mas voltaram. Identificaram algo.

No meio daquela careca lisiiiinha e mais brilhante que uma bola de boliche, aquele aeroporto de mosquito perfeito, assim, como quem não quer nada… Jazia uma folhinha. Uma folhinha. Tá pra existir coisa mais inocente do que uma folhinha daquele tamanho. Pequenina e verde. Bem verde. Bem pequenina.

Bom, certamente alguns vão pensar:”Tá, mas e daí?”

E eu vou responder: experimente VOCÊ ficar confinado num ônibus por mais de uma hora na frente de um careca com uma folha no meio da cabeça.

Te digo de antemão: maluco, NÃO DÁ. O cérebro fica em constante desequilíbrio, processando o tempo todo que algo está errado. Vira uma TORTURAAAAAAA.

A folhinha adqüire rapidamente voz de desenho animado. Formiga Atômica total. E berra: “NANANÁAAANAAA, VOCÊ NÃO ME PEGAAAAA!”, e te tortura, e te tortura, e que tortura. Não acaba nunca.

Pronto. Minha rotininha alterada. Cacete. Não consegui pensar mais, com aquela folhinha desgraçada me testando. Não consegui dormir, coma aquela folhinha me gritando. Pra falar a verdade, meus olhos não saíram da folhinha nem um segundo.

E o careca passava a mão pra lá, passava a mão pra cá, tipo “penteando os cabelos”, em TOOOODOS os lugares da careca, menos na folhinha. E a cada vez eu gritava por dentro:”MAIS PRA DIREEEEEEEEEEITA!!!! MAIS PRA DIREEEEEEEEEEEITA!!! A FOLHINHA TÁ MAIS PRA DIREEEEEEEITA!!!”

Ele, é claro, não ouvia.

Quando chegamos ao centro do Rio, eu já tava suando frio de nervoso. Minhas mãos tremiam, minha boca seca, a latinha amassada como se fosse um copo descartável. Minha perna balançava sozinha e acho que o ônibus inteiro percebia que eu tava morrendo ali. A maldita folha sobreviveu a TODOS os ventos, a TODAS as “penteadas de cabelo”, a TODOS os sovacos e barrigas de gente em pé roçando na cabeça do careca. A TODAS as minhas preces e gritos de desespero, a TODOS os meus olhares telepáticos; eu REALMENTE tentei fazer aquela porra de folha flutuar.

Na Leopoldina eu me liguei que já tava chegando perto do meu ponto, que eu precisava relaxar, “só mais cinco minutinhos”.

Quando cheguei no retão que precedia o meu ponto de descida, fui acometida de um alívio quase físico, a felicidade de imaginar que eu ia descer e nunca mais ia olhar aquela folha dos infernos na minha frente. Levantei, meio bamba de emoção, e fiquei lá, em pé, um braço pra cima segurando na barra, encostada na “paredinha” na frente do trocador, esperando o ônibus parar, ao lado da minha poltrona.

Qual não foi a minha surpresa quando o careca levantou também.

Com quinhentos milhões de pontos de ônibus, o homem foi descer ali. Tinha que levantar ali. Tinha que ter alguma coisa pra fazer ali perto. CARALHOOOOOOOO, merda pouca é bobagem. O careca estava ali, de pé na MINHA FRENTE. Uma respiração mais forte minha e eu embaçava o carecão.

Juro que nunca me concentrei tanto em toda a minha vida. Aqueles poucos momentos conseguiram a proeza de serem piores do que toooooda a viagem desde Nikiti. Estava ali, a menos de um metro de mim, aquela folha de uma figa.

Respirei fundo quando o ônibus foi parando, fechei os olhos e pretendia contar até dez pra, quando fosse abrir os olhos de novo, não ver aquela careca com aquela folha quenga ali. Mas logo abri, né, porque iriam me linchar se eu ficasse mais um segundo parada, tinha gente presa lá atrás.

No momento em que abri os olhos de novo, aconteceu.

Do nada, eu juro que foi do nada, involuntariamente, minha mão levantou e deu mó tapão na careca do velhinho. O_O . Eu tenho certeza que a intenção era só tirar a folha, mas foi um tapa tão forte que fez “PAF”. O velhinho, no mínimo assustado, levantou os ombros e afundou a cabeça no pescoço, sabem? Levou a mão à cabeça e foi virando devagarzinho… Até olhar pra mim.

Agora vocês vejam bem. Eu, uma jovem de 1m71 dei um pescoção de fazer dó num velhinho com um terço do meu tamanho e peso, na frente de TODO MUNDO. Num momento desses, o que que você faz? Nega????

Pensando na velocidade de um raio, cheguei a conclusão de que eu podia fazer duas coisas. Ou eu dava um passinho pro lado, fazia cara de desentendida e apontava pra mulher sentada na cadeirfa mais próxima dizendo: “Foi ela, foi ela!”… Ou eu fazia o que eu fiz.

Na hora em que o velhinho parou os olhos em mim, a cara A-P-A-V-O-R-A-D-A, uma expressão de medo, confusão e raiva, tudo junto, eu, muito calmamente, como se nada tivesse acontecido, com a cara mais séria e plácida do mundo, sem tirar o outro braço da barra de ferro, disse:

“- Tinha uma folha na sua careca.”

E, diante da falta total de expressão no rosto do velho (e me borrando de medo de alguém me bater), emendei:

“- Com licença.”

Passei, desci e fui embora.

Fala sério, o que você faria no meu lugar???

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