Lojas Liberadas pra Meninas Plus Size!

Então, é claro que depois do babadaaaço de ontem – que, por sinal, foi complementado pelos comentários da Bia e da Mia corroborando o que a Mari disse, uma lista de lojas que sabidamente produzem peças acima de 44 começou a rolar nos comentários.

Então vou passar a limpo:

 

Renner, Leader – Tem peças até o 52, se não me engano. Nem sempre as modelagens favorecem, mas que tem, tem.

C&A – Taí, a C&A é estranha. Não tem seção maior, mas não tenho maiores problemas em comprar lá, a não ser jeans. Não importa a linha, os tamanhos da C&A geralmente são minúsculos em jeans! Os 46 de lá não passam da minha (enorme) bunda. Mas em outras roupas, eu não tenho maiores problemas. Calças, camisetas, blusas, vestidos… 44 e 46 são normais e tem muita coisa bacana.

De C&A dos pés a cabeça: calça sarouel de malha G (R$ 70), regata Maria Bonita para C&A GG (mas tá enorme, me arrependi de comprar GG, R$ 49,90), sandália nude (R$ 79)

Mercatto – Taí, eu tiro o chapéu pra Mercatto. Eles têm tamanhos justíssimos, o P é P, o M é M e o G é G. Os preços são ótimos e as roupas são lindinhas. O único problema é a qualidade, que deixa a desejar… Peças da Mercatto sempre descosturam, vestidos às vezes têm um caimento péssimo, embora no manequim estejam lindas. Eu fico de olho sempre no busto, pq as costuras de vestidos e blusas de lá geralmente ficam horríveis no peito!

Enjoy – Eu AMO a Enjoy… Principalmente maxi dresses. Meus vestidões da Enjoy são um arraso. Calças, no entando, never… Se bem que não cheguei a provar nada boyfriend ou sarouel de lá, desde que eu desencanei e passei a usar essas peças, caibo em muito mais coisas, hahahahaha!

X-Site – No Natal mesmo, ganhei uma saia de lá, que tá ENORME, e duas camisetas. A dica quem deixou foi a Flávia.

Twins – Essa loja é aqui de Niterói, tem na Gavião Peixoto e vive em feiras e bazares por aqui. Ela é bem barata, faz peças de malha. Tem peças de todos os tamanhos a preços mega acessíveis, MAAAS… Tem que garimpar. As “estilistas” de lá têm um PÉSSIMO gosto para estampas!

Wiggly – Mesmo caso da Twins, fica na Gavião tb.

Cori – Essa foi dica da Aline, a loja é de SP e eu não conheço!

Strike – Também não conheço, foi dia da Bia e tem coisas tamanho 50!

Malharia Mena – Tb dica da Bia, parece que é no centro do Rio!

Shoulder – Também desconheço, dica da Aline! É em Sp.

Opção – Essa é uma loja que eu acho que regrediu. Impressionante. Antes eu sei que eles faziam até o 48, agora acho que se “fashionizaram” e ficou td muito curto, muito pequeno… Uma pena. Mas Aline disse que ainda acha coisa 46 lá!

E as lojas onde não somos bemvindas:

Farm – Eu quase choro pra falar isso, porque eu acho as roupas de lá FANTÁSTICAS. As estampas alucinantes, tudo lindo, lindo… E minúsculo.

Cavendish – É outra loja que até as meninas magras vestem G.

Siberian – Eu não conheço a marca, mas me parece que é famosa e também segue a filosofia thin only.

E vamos aumentando essa lista! Podem postar dicas de lojas que trabalham com numeração grande e que não trabalham, a gente faz um guia! Adorei!

Vale lembrar que lojas que trabalham com GG já são um avanço e devem ser compartilhadas, néah?

Beijos, fui!

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Os Classe-Média

Classe média. Dizem que o governo Lula acabou com a classe média, mas eu discordo veementemente. Acabou porra nenhuma; ele pode ter empobrecido a classe média, ele pode ter dificultado a vida da classe média, mas acabar, não. Muito pelo contrário.

A classe média, que antes tinha como “meta” subir pra classe A, agora, já que tem que pagar tanto empréstimo que não dá pra subir pra lugar nenhum que não seja sala de gerente de banco pra renegociar dívida, se conformou com o lugar que ocupa e está mais média que nunca.

Média. Medíocre. No meio. Mediana.

Totalmente diferente da classe pobre, que consome e, mais importante, ASPIRA a coisas de classe baixa – fazendo aqui um adendo: a nomeclatura carolkaliliana divide as classes em rica (alta), média, e pobre (baixa) sem a menor preocupação de quantos salários cada classe ganha, e os motivos você verá mais adiante.

É que os economistas não sabem, mas pertencer a (à?) essa ou àquela classe é uma coisa que pouco tem a ver com a conta bancária; é uma coisa de alma.

O pobre que é pobre de aaaaalma, tem aquela pobreza incrustaaaada no fundo do meio do olho do âmago, e não tem dinheiro que encubra isso. Enquanto ganha salário mínimo, compra parcelado nas Casas Bahia aqueles armários de compensado Itapoã imitando marfim, ou então aquele Bartira mogno vermelho; e o MELHOR celular do momento. Daí, suponha que ele seja promovido pra um cargo de chefia, ou melhor, suponha que ele ganhe na megasena; o que que o pobre de alma faz? Ahn? Vai procurar alguma coisa com design exclusivo? Madeira maciça? Que nada, ele somente muda de um simples compensado “agromerado”… pra MDF … ou então para MÓVEIS TUBULARES, aquelas camas leeendas de ferro esmaltado, vinho com dourado… preto com dourado… branco com dourado… pq a verdade é que pobre lasca dourado em qualquer lugar.

Quando era pobre, comprava roupa nos mercadões da vida, imitação de Nike, Puma, Asics, qualquer marca que tenha um logo enormemente estampado bem às vistas. Quando mto, lojas de departamento, mas sempre fazendo questão do detalhe da marca berrante.

A gente vê que essas lojas grandes de departamento, por exemplo, têm a manhã de conquistar o pobre. Os preços delas são caros pros bolsos mais humildes, mas elas possuem a vantagem do “parcelamento-em-oito-vezes-fixas-com-a-primeira-só-pra-agosto”. E isso é um apelo pro pobre.

Só que o pobre, coitado, entraria e olharia, olharia… E não encontraria nada que lhe agradasse, se não fossseeeeeee… A LINHA RENNER/LEADER/C&A PARA POBRES.

É a camisa social com um drgão tribal enorme silkado em branco.

É a camiseta perfeitamente lisa e discreta, não fosse um numerozinho, tipo “89” (não me perguntem o motivo, não sei coeh a onda de estampar números aleatórios em roupas) estampado EM VELUDO no peito.

É o top com zilhões de pedrinhas de strass, onde se le “EU SOU SEXY”, “SEXY PRINCESS”, “VERY SEXY”, ou mesmo “THE BOOK IS ON THE SEXY TABLE”, que não faz o menor sentido, mas também não faz a menor diferença pra quem não fala inglês.

É a calça de brim/moletom strech de cintura ultra baixa com cinco mil e oitocentos pedregulhos de strass na bunda, nas pernas, na barra…

E não importa o quanto ganhe nem onde compra: é sempre o que ele vai levar. Essas peças. Esse é o pobre de alma.

Da mesma forma, o rico de alma também tem seus vícios. Se tiver R$ 50 pra fazer uma compra da semana pra família inteira – suponhemos que quebrou a bolsa de NY -, esta compra será:

Macarrão “de grife” internacional, a uns 10 reais o pacote;

– Molho de tomate UNCLE BENS ou equivalentes internacionais, a 6 reais o vidrinho;

– Um pedaço de parmesão para ralar, a 40 reais o kg;

– Pacotinho de Kani

– Coca Zero

– Pedacinho de Gorgonzola

Pão oitenta grãos + linhaça + passas + aveia + quinoa da marca mais cara, a uns 7 reais o pct de meio kg.

E por aí vai.

Levar Pomarola + queijo ralado de pacotinho + macarrão Di Renata? No way, babe.

E vc pode ver, nada tem a ver com o salário em si, mas com o espírito da pessoa. É coisa de alma MESMOOO. O rico de alma simplesmente GOSTA de coisas assim. Muito de vez em quando, numa viagem ou numa emergência, acaba experimentando umas coisinhas mais baratas e depois sai dizendo pros amigos MARAVILHADO sobre a super dica que ele encontrou: “Nossa, vc já comeu mortadela?? É sensacional!”, tipo Tranchesis da vida.

E daí tem OS CLASSE MÉDIA. E o texto todo foi, na verdade, só pra falar dessa classe social, a que EU pertenço mais do que financeiramente; a que eu pertenço de aaaaaalma.

Eu sou tão classe média, mas tão classe média, que eu compro sempre os produtos DO MEIO. Nem o mais caro, nem o mais barato. Seeeempre os do meio.

Nem filet mignon e nem acém, chã.

Nem macarrão importado e nem o mais vagabal, fico com o “estilo caseiro” de uns 4 reais; faz muito bem o papel.

Nem Becel e nem aquelas margarinas que nunca ouvi falar, tipo “Mila”; eu fico com a Qually.

Sou tão classe média que meus sonhos de consumo para casa estão todos na Tok & Stock. Hauohauouoauha! Nem Casas Bahia e nem peças assinadas por alguma bicha internacionalmente famosa. Tok & Stock é só o que eu preciso.

Sou tão classe média que ODEIO caviar! Hahahauahuaho! Detessssssto Prosecco! Hauohauhauouoa! Se bem que essa coisa de Prosecco (Prossecco?) já virou lugar comum de pobre… Eu fico com champagne doce e camarão, se for pra “ser chique”… hahahahaouahuoa!

Tão classe média que pinto cabelo em casa – mas com a tinta mais cara. Haohaouhauouaoho!

Os classe-média têm discernimento o suficiente pra NUNCA comprar OOOOO melhor celular (salvo quem trabalhe com algo que precise de determinados recursos), pq sabem que OOOOOO melhor celular daqui a dois meses vai estar uns 600 reais mais barato e não vai ser mais OOOOO melhor celular; então está sempre com um mediano. Classe média.

Classe-médias nunca têm medo de experimentar marcas novas – mas têm um certo receio quanto às MAAAAIS baratas. Por exemplo, leite. Classe-media não toma mais só Parmalat ou só Leite Moça faz teeeempo. Mas tb não compramos um leite chamado, sei lá, “Sarita”. Na dúvida, a gente leva Elegê, GLória… Itambé… haohaouauohuahuahuo!

E tantos exemplos que agora eu não lembro. Huhuhu.

E viva os Classe-Média!