Eu Vi Uma Folhinha na Careca do Vovô

Hoje acordei saudosa.

Há algum tempo (na época que eu escrevi esta história esse tempo era presente, mas várias formatações do meu HD e do site onde eu postava minhas merdas me fizeram perder um acervo enorme. Reescrevendo, o tempo vira um pretérito pra lá de saudoso!), eu estagiava no centro do Rio, em um jornal que já teve seus tempos áureos. Morando em Niterói, saía daqui às 7 da matina, passava em uma birosca perto do ponto e comprava um italiano* e uma latinha de refrigerante ou chá gelado – dependia do jantar de “ontem” -, e subia no ônibus com o salgado ainda fresquinho. Sentava naqueles bancões altos, os últimos antes do trocador, abria o pacotinho e saboreava aquele salgado maravilhoso, iguaria pé-sujo sem igual. Depois, bebericava o líquido da latinha atéeeee… Até acabar.

Enquanto o ônibus estava vazio, ia bem no meião do banco. À medida em que enchia, ia bundeando pro lado do corredor (devido ao tamanho da circunferência das minhas ANCAS, odeio ficar presa na janela dos ônibus, aviões e afins: a sensação de esfregar o fiofó na cara do pobre coitado vizinho é deprimente demais).

Invariavelmente, o ônibus enchia demais, assim como as ruas, e eu demorava aproximadamente duas horas pra chegar ao jornal. Não vou dizer que isso não poderia ser evitado, poderia sim, era só eu ir de barca: em menos de uma hora, já estaria lá.

Só que eu adoraaava ir de ônibus! Aquele ritual de comprar italiano e latinha e depois aquela sonolência, aquele solzinho da manhã e o ventinho gelado no rosto me embebedavam e eu ia, durante todo o caminho, pensando na vida, meio dormindo, meio acordada…

No primeiro trecho – quando tinha engarrafamento demais e o ônibus não podia deslizar tranquilo pra amortecer meus sentidos -, até a ponte, eu ia pensando. No segundo, da ponte em diante, eu era embalada pela velocidade e o vento e dormia meus 40 minutos mais preciosos de cada dia.

Nesse dia não ia ser diferente. Estava ainda no primeiro trecho. Pensava, pra ser exata, no motivo que levava os fabricantes de absorventes a ainda fabricarem absorventes sem abas, já que nem uma indivídua que conheço os compra. Elaborei mil hipóteses, pesquisei mentalmente os preços, lembrei de algumas coisas que precisava comprar. Iria seguir minha amada salve-salve rotina diária, em poucos minutos o vagar dos pensamentos me fariam dormir.

Masssss, na Alameda (um trecho que sempre engarrafa e sempre entram milhares de pessoas nos ônibus), entrou uma porrada de gente. Entre essas gentes, um senhor careca. Careca daqueles que o cocoruto reluz, e só tem um bambolêzim de cabelos circundando o topo da nuca e acima das orelhas, tal e qual aquela coroinha de folhas que os gregos (eram os gregos?) usavam.

Eu nem teria reparado nesses detalhes todos, mas ele se sentou bem na minha frente. E, como sabemos, nossos olhos são scanners, capturam e analisam toda e qualquer imagem. Se estiver tudo certo, eles liberam o movimento pra onde você quiser olhar, mas, se NÃO estiver tudo certo, fodeu, os dois bichinhos se trancam na direção do erro e, puta merda, nem toda a educação do mundo consegue destravá-los! Tenta tirar os olhos de uma pessoa de peruca, ou com a calça furada, ou com batom no dente, ou com mó remelão e vê se consegue!

Então, meus olhos estavam prestes a liberar o careca do processo, chegaram até a dar uma destravadinha e olhar pro outro lado, mas voltaram. Identificaram algo.

No meio daquela careca lisiiiinha e mais brilhante que uma bola de boliche, aquele aeroporto de mosquito perfeito, assim, como quem não quer nada… Jazia uma folhinha. Uma folhinha. Tá pra existir coisa mais inocente do que uma folhinha daquele tamanho. Pequenina e verde. Bem verde. Bem pequenina.

Bom, certamente alguns vão pensar:”Tá, mas e daí?”

E eu vou responder: experimente VOCÊ ficar confinado num ônibus por mais de uma hora na frente de um careca com uma folha no meio da cabeça.

Te digo de antemão: maluco, NÃO DÁ. O cérebro fica em constante desequilíbrio, processando o tempo todo que algo está errado. Vira uma TORTURAAAAAAA.

A folhinha adqüire rapidamente voz de desenho animado. Formiga Atômica total. E berra: “NANANÁAAANAAA, VOCÊ NÃO ME PEGAAAAA!”, e te tortura, e te tortura, e que tortura. Não acaba nunca.

Pronto. Minha rotininha alterada. Cacete. Não consegui pensar mais, com aquela folhinha desgraçada me testando. Não consegui dormir, coma aquela folhinha me gritando. Pra falar a verdade, meus olhos não saíram da folhinha nem um segundo.

E o careca passava a mão pra lá, passava a mão pra cá, tipo “penteando os cabelos”, em TOOOODOS os lugares da careca, menos na folhinha. E a cada vez eu gritava por dentro:”MAIS PRA DIREEEEEEEEEEITA!!!! MAIS PRA DIREEEEEEEEEEEITA!!! A FOLHINHA TÁ MAIS PRA DIREEEEEEEITA!!!”

Ele, é claro, não ouvia.

Quando chegamos ao centro do Rio, eu já tava suando frio de nervoso. Minhas mãos tremiam, minha boca seca, a latinha amassada como se fosse um copo descartável. Minha perna balançava sozinha e acho que o ônibus inteiro percebia que eu tava morrendo ali. A maldita folha sobreviveu a TODOS os ventos, a TODAS as “penteadas de cabelo”, a TODOS os sovacos e barrigas de gente em pé roçando na cabeça do careca. A TODAS as minhas preces e gritos de desespero, a TODOS os meus olhares telepáticos; eu REALMENTE tentei fazer aquela porra de folha flutuar.

Na Leopoldina eu me liguei que já tava chegando perto do meu ponto, que eu precisava relaxar, “só mais cinco minutinhos”.

Quando cheguei no retão que precedia o meu ponto de descida, fui acometida de um alívio quase físico, a felicidade de imaginar que eu ia descer e nunca mais ia olhar aquela folha dos infernos na minha frente. Levantei, meio bamba de emoção, e fiquei lá, em pé, um braço pra cima segurando na barra, encostada na “paredinha” na frente do trocador, esperando o ônibus parar, ao lado da minha poltrona.

Qual não foi a minha surpresa quando o careca levantou também.

Com quinhentos milhões de pontos de ônibus, o homem foi descer ali. Tinha que levantar ali. Tinha que ter alguma coisa pra fazer ali perto. CARALHOOOOOOOO, merda pouca é bobagem. O careca estava ali, de pé na MINHA FRENTE. Uma respiração mais forte minha e eu embaçava o carecão.

Juro que nunca me concentrei tanto em toda a minha vida. Aqueles poucos momentos conseguiram a proeza de serem piores do que toooooda a viagem desde Nikiti. Estava ali, a menos de um metro de mim, aquela folha de uma figa.

Respirei fundo quando o ônibus foi parando, fechei os olhos e pretendia contar até dez pra, quando fosse abrir os olhos de novo, não ver aquela careca com aquela folha quenga ali. Mas logo abri, né, porque iriam me linchar se eu ficasse mais um segundo parada, tinha gente presa lá atrás.

No momento em que abri os olhos de novo, aconteceu.

Do nada, eu juro que foi do nada, involuntariamente, minha mão levantou e deu mó tapão na careca do velhinho. O_O . Eu tenho certeza que a intenção era só tirar a folha, mas foi um tapa tão forte que fez “PAF”. O velhinho, no mínimo assustado, levantou os ombros e afundou a cabeça no pescoço, sabem? Levou a mão à cabeça e foi virando devagarzinho… Até olhar pra mim.

Agora vocês vejam bem. Eu, uma jovem de 1m71 dei um pescoção de fazer dó num velhinho com um terço do meu tamanho e peso, na frente de TODO MUNDO. Num momento desses, o que que você faz? Nega????

Pensando na velocidade de um raio, cheguei a conclusão de que eu podia fazer duas coisas. Ou eu dava um passinho pro lado, fazia cara de desentendida e apontava pra mulher sentada na cadeirfa mais próxima dizendo: “Foi ela, foi ela!”… Ou eu fazia o que eu fiz.

Na hora em que o velhinho parou os olhos em mim, a cara A-P-A-V-O-R-A-D-A, uma expressão de medo, confusão e raiva, tudo junto, eu, muito calmamente, como se nada tivesse acontecido, com a cara mais séria e plácida do mundo, sem tirar o outro braço da barra de ferro, disse:

“- Tinha uma folha na sua careca.”

E, diante da falta total de expressão no rosto do velho (e me borrando de medo de alguém me bater), emendei:

“- Com licença.”

Passei, desci e fui embora.

Fala sério, o que você faria no meu lugar???

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Coisas q não combinam com pobre(porque não entendem,não conseguem usar ou assimilar…)

… Postadas no Twitter por @santoEvandro.

1-Peças de roupa brancas. Ou acessórios brancos.

Réplica minha: O QUÊEEEEEEE?? Discordo totalmenteeeeeee!!! Pobre AMA branco!
(com licença poética)

Os pobre ADOOOOOURA colocar um jeans cRaro, bem azul céu, estonado dos pé até os botão, de gasto; bRusa vermelha com dragões, dizeres IMENSOS pretos, azuis e amarelos e, no pé, o que? Tênis. BRANCOS, enormes, com uma listra verde ou vermelha de cada lado, logotipo, whatever.

Aí fica o jeans por dentro do tênis enorme, a língua do bicho arfando pra fora e se acham lindos.

Já AAAAS pobre… Elas ADOOOOURA um BRIM-STRECH branco. Adoura. Um número menos que elas, não importa o quão disforme sejam. A calça ATOOOOOOCHA as NÁDIGA, é BAIXA que dá pra ver os pentelho rapado ali perto dos imbigo, e transparente o suficiente pra gente ver uma tanguinha mínima, de 2 real, VINHO.

Nos pés, saltão de acrílico enooooourme, tipo um andaime, merrrmo.

Agora, a blusa, depende da pobre.

Se for pobre mais velha, a blusa já pode ser mais comportada.

Se for pobre COCÓTA, não importa o corpo, se tá podendo ou não, é um top. Mínimo, minúsculo e… branco. Que pode revelar um corpo do cacete – que tem umas que, puta que pariu, muita atriz com todos os tratamentos estéticos da humanidade não chegam a ter um corpo ESCULPIDO daqueles, barriga CHAPAAADA e peitos duros que só – ou um corpo escaralhado, uma barriga gêmea do Jaba; estrias que lembram o agreste nordestino e, nos peitos gigantescos, os mamilos enourrrmes e negros como a noiteee – pradoxalmente, emoldurados por pentelhos tão enormes que lembram os raios do sol.

O acessório é, logicamente, uma bolsa plástica de verniz branca. E strass pra todo lado. Assim que tchutchuca vai pra night, santoEvandro!

2-Muitos talheres na mesa…se confundem,trocam a colher de sopa pela sobremesa ,não entendem o talher do peixe…

Essa eu concordo. Mas essa é uma questão que… Eu devo ter alma de pobre, mesmo. Pq fico perdidinha com mais de dois talheres na mesa, gente.

3-champanhe boa… Para eles o legal é a doce(Cidra véia de guerra) Um amigo meu,muito pobre falou que a Moet Chandom tinha gosto de mijo.

Mais uma que é um atestado de pobre – e de gorda. De pobre gorda – , pra mim. Odeio qq coisa que não seja doce. Meu vinho preferido é COUNTRY WINE e custa CINCO REAL. Hahauoauuao! Agora a bomba: MEU MARIDO É CHILENO. Sente o drama.

4-Filme com legenda… Pobre parece drag,ama uma dublagem. E assiste pela milésima vez,na “Grobo” Titanic dublado,Missão Impossível…

Essa eu tb concordo. Mas é cRaro, eles não sabem:

1 – Ler

2 – inglês

Que dirá LER EM PORTUGUÊS enquanto escutam em INGLÊS?

5-Terno e gravata… Começam a suar,a arrumar a gravata toda hora ,a abrir e fechar as pernas,um horror! E a cara de segurança q eles ficam?

Concordo. Mas pra que pobre tem que usar terno e gravata, porra? Só a gravata já dá mais que o salário mensal deles, coitados… E gravata da Renner…

6-Coque! Mulher pobre odeia o clássico coque Elas amam os cabelos selvagens,caindo em cascatas e com muitos efeitos… Pobre odeia o clean.

Ah! Essa eu respondi no twitter, mas aquela bagaça é tão curta que não consigo me expressar.

Nada a ver, cara. Pobre ADORA o clean. Adora tanto que lasca 3kg de Kolene, passa a escova REENTE, prende tão apertado que as sobrancelhas lembram a Elza Soares, passam a escova na juba toda e, aquilo empapado de “creme rinse”,fazem um “cacho” só, que goteja na blusa até o meio-dia. Clean até não poder mais.”

Assim. Bem crín.

7-Musica baixa e de bom gosto no carro. È sempre um funk ordinário,um pagode tristonho,um forró doentio. Nunca um Jazz,um Blues ,uma ópera.

Aaaaah, essa é a que eu mais concordo no mundo! Se bem que tem playboys seguindo essa linha, tb…

Anyway, nem precisava ser ópera, jazz… Mas qq coisa sem ser pagode, funk ou forró “áaaau” já servia…

O problema é que os pobres com mais… Bom gosto… escutam é “Agepê”, “Alcione”… Jesus, me abana.

Ai, tá. Fui!

* Não me levem tão a sério, futuros críticos. Sou pobre tb. Mas sou limpinha.

Blog Transferidooooooooooooooo!!!!

Cês viram, gente??  Consegui colocar o filosofando TODOOO aqui!!!!!!!!!!!!!

Aleluiaaaaaaaaa!!!!!!!!!

Apareceu a Margarida

STA TERESA 015

Mornings pra todos.

Não sei exatamente o motivo, mas ontem eu tive 18 visitas aqui! Hahahhahaoahuoha! Não comentei com ninguém, não postei em lugar nenhum… 18 visitas!

Pergunta que não quer calar: COMO???

Caralho, COMO 18 pessoas estiveram aqui ontem???

Se manifestem, please! Pq entram 5,10, 12, eu mal atualizo, mas NINGUÉM, tirando o Jefferson – que nunca mais voltou, haouauhuha – comenta. Que impressionante.

Bom, o motivo de estar deixando tudo às moscas nesse mundo internético de meu Deus é a Gripe A.

Não, não tive a Gripe A.

Só que a escola da minha filha não voltou e eu não consigo nem PEIDAR direito. Que dirá atualizar um blog e fazer o vídeo que tô devendo pro desafio.

Então, hoje essa postagem será pra prenunciar 3 links novos, que vou tentar colocar nessa geringonça; um desafio por vir e um PROJETÍSSIMOOOO sendo feito. Tô muito feliz.

Ah!!!! E minha descoberta em como usar estar merdas de tags.

É que é o seguinte, eu sempre faço umas tagzinhas humiiildes, com palavras-chave do post em questão… E, claro, não sou achada por ninguém, pq ninguém está de bobeira no Google procurando CAROL KALIL, course.

Então inovei.

Como na internet nada se cria, tudo se copia; vi por aí e copiei. Usei todas as palavras que me vieram à cabeça, inclusive a palavra SEXO. Sexo dá buscas no Google. Sexo dá buscas na Avenida Atlântica, não vai dar no Google? Sexo dá busca até na puta que pariu.

Então postei variações sexuais, gripe suína, oitavo CQC, Renan Calheiros, enfim, tudo o que eu sei que tá gerando buscas, HAOUOUAUOUOAUOAO!

Nem procurem, não tem nada com esses temas aqui.

Mas eu peguei vc, huh?

Às minhas amigas, que por ventura entrarem aqui, fiquem sabendo que vou precisar de todas as amigas que forem MÃES em breve.

=P

Agora vou tentar melhorar esta porra de blog.

Beijíssimos.

O Trágico fim de Nemo, o Beta

Há uns meses eu abri um tópico numa comunidade do Orkut que tenho com minhas amigas.

Vou colar aqui o que escrevi lá:

OFF – Aquário

PelamordeDeus.

Eu sei que meus tópicos começam com textos muito grandes e isso enche o saco… Mas eu preciso sempre explicar o que aconteceu, primeiro, pra depois perguntar… E não consigo exlicar rápido!

Então aí vai.

Deus sabe que eu odeio peixe. Peixe de aquário. Odeio. Tenho horror a esses pobres bichos, presos em aquários do tamanho de caixas de sapato. Eu não tenho certeza… Mas suspeito que tenha algo a ver com o episódio do peixe no chão do meu quarto, quando eu tinha uns 14 anos.

Ah, o peixe no chão do quarto…

Eu havia ganhado um aquário de presente. E eu nunca simpatizei muito com peixes ornamentais, tipo, o presente era de grego desde o princípio. Mas o filho de uma puta que me deu o aquário fez o favor de não dar a TAMPA, que tava quebrada.

Beleza, coloquei o aquário com os peixes ao lado da minha cama. Ô idéia ridícula.

A cada dia que passava eu odiava mais aquela bosta. Sentia o cheiro daquela merda todo santo dia de noite. Vocês já sentiram cheiro de aquário? É horrível. É cheiro de merda de peixe. Argh.

Todos os meus sonhos daquela época foram povoados por fitinhas de sujeira por todos os cantos. Fitinhas boiando. Que, pra quem não sabe, fitinhas boiando em aquário são COCÔ DE PEIXE. Fiquei paranóica com cocô de peixe na água que eu bebia, na comida… Socorro.

Pois bem, seguindo a história, um dos peixes, uma espada laranja, insistia em pular pra fora do aquário. Porque aquela porra não tinha tampa, como eu já contei.

Em uma das vezes eu estava vendo televisão e, de repente, vi um borrão passar pela minha visão periférica.
Saí correndo do quarto como o demônio correria do Padre Marcelo… Pensei que era uma mariposa. Hehehe. NUNCA, jamais na minha vida eu ia imaginar que um PEIXE iria passar voando ao lado do meu rosto DENTRO DO MEU PRÓPRIO QUARTO. Embora eu morasse na frente da praia, nunca ia imaginar isso. Por isso saí correndo, chamei meu irmão e o obriguei ( sob ameaças de arrebentar o videogame dele) a ir lá tirar a “mariposa”.

Ele voltou dizendo que não tinha mariposa nenhuma, que era o peixe que tinha pulado pro chão. Ele pegou o desgraçado e devolveu pro aquário.

Nossa, como eu odiava aquilo… E não me desfazia dele porque quem me deu foi o imbecil do cara que era meu namorado na época. É um imbecil, mesmo. Puta merda, que imbecil.

Pois bem, eu comecei a tentar matar os peixes de fome, pra ver se o puto do namorado tirava aquele viveiro de cagões de fitinhas dali, mas ele sempre dava comida e os peixes nem emagrecer emagreciam, qto mais morrer… Peixe emagrece?

Aí um dia paguei meu irmão pra jogar os peixes numa vala perto de casa.

E tudo resolvido. Nunca mais teria que sequer VER um aquário.

Até a CORAZZI escrever aqui que deu um peixe de presente pra não sei quem.

Ah, Corazzi, sua fdp… Pq vc foi me inspirar, pq????

Isabela tinha um aniversário de um moleque pra ir e eu comprei um peixe. Um Beta, um aquário mínimo, um anticloro e uma comida.

Bem, a primeira tentativa não foi muito legal, pq na verdade eu perdi o primeiro peixe. Não, ele não morreu. Nem pulou do aquário. Eu perdi, PERDI mesmo. Fui escolher os ovos de páscoa nas Americanas e acabei esquecendo a sacola com o peixe em algum lugar, peguei o ônibus e só lembrei no colégio. Perdi o peixe nas Americanas.

Daí comprei outro, e esperei o dia em que o menino fosse ao colégio, pq ele andava faltando muito. Levei a porra do peixe pra entregar na saída.

Só que a vó do menino tinha ido buscá-lo mais cedo.

AAAAAAAAAAAAAAAGH, que ódio.

Voltei com o Beta pra casa, Isabela viu e pediu pra colocar no aquário.

Eu não podia deixar o peixe no saco plástico, oras. Embora eu soubesse, embora eu tivesse absoluta certeza que eu não seria capaz de colocá-lo no aquário sozinha, fui eu, Isabela, o peixe, o aquário (minúsculo) e um banquinho pra cozinha.

O banquinho era pra ela subir e assistir.

Pois bem.

Pensei em furar o saco e deixar o peixe cair no aquário com a água.
Nada feito, tinha mais água no saco do que caberia no aquário, o peixe poderia cair fora e eu JAMAIS encostaria nele pra colocá-lo na água. Peixe de aquário é nojentésimo, parece que tá se decompondo… ARGH. Ai, Deus…

Enfim. A solução que me pareceu melhor foi tirar o bicho dali com alguma coisa.

Olhei meus utensílios de cozinha e peguei o que eu menos gostava (foi minha sogra quem deu, HAOUAOUHAUAU), aquela colher de pegar macarrão, com dentes, sabem?

Coloquei dentro do saco, mirei no peixe e peguei. De repente começo a sentir a colher vibrando.

A porra do peixe entrou num buraco da colher.

Entrou e se debatia e, Deus sabe, me dá um nervoso ABSURDO o bicho se mexendo. ABSURDO. Eu entrei em desespero. Isabela queria ver e eu não deixava, não deixava ela pegar, nem tocar, nem respirar perto do aquário, pq na minha cabelça, não sei pq, era “contaminado” e podia dar doença… Hoauhuoahouauoa… Eu a afastei com um braço e a desci do banco, mandando pra sala, como alguém que não quisesse que a filha visse um assassinato… Tadiiiinha!

Fiquei lá com o puto do peixe.

Não gosto do peixe, mas não sou assassina, então eu não sabia o que fazer pra tirá-lo da porra do buraco, mas tentei.

Peguei uma colher e comecei a mexer na cara dele.

O peixe, BURRO pra cacete, não entendia que eu tava mandando ele ir pra trás. Ficava lá, me olhando e se mexendo pra frente, entrando cada vez mais.

Era óbvio que a parte mais gorda dele não ia passar pelo buraco… mas, já que ele queria, comecei a tentar empurrar a busanfa dele com a colher.
O puto fugia… Conversei, falei, expliquei… E nada.

Liguei pro Pablo e expliquei que o peixe tava preso na colher de macarrão… Pra ele vir pra casa correndo senão o peixe morria…

Ele riu. ¬¬

Chegou três horas depois e assim, como se fosse muito simples, colocou a mão na água e puxou o peixe pra trás.

O bicho perdeu as escamas do alto da cabeça e da barriga, e cortou a nadadeira de baixo.

Mas tá vivo. E tá aqui. E tá fedendo, a merda do aquarinho. E eu mando o Pablo trocar a água todo dia, mas ele não troca, diz que faz mal pro peixe. Eu quero que se foda o peixe, eu só não quero esse cheiro de xereca mal lavada de comida de peixe na minha estante.

A Isabela se apegou ao peixe. . Batizou de Nemo.

Então quero dicas ou pro peixe parar de feder ou pra ele morrer de vez. Não, nem quero que ele morra de vez, ele federia mais.

Quase joguei na privada… Mas lembrei da Marina, HAOUHAUHUAHUOAHUHAUHA… E Isabela nunca mais sairia do vaso se ela visse o peixe nadando lá…”

Sendo a Marina uma dessas amigas, que jogou um peixe no vaso, deu descarga…E um tempo depois abriu o vaso e tava lá o peixe nadando.
Houaouaouhaou!
Pois bem.
No decorrer do tempo deste tópico, que abri em 29 de abril, até hoje, 3 de agosto, Isabela se apegou ao bicho, Pablo tb, e até eu criei uma certa… Cumplicidade com o pobre.

Viveu – em aparente depressão – bem por todo esse tempo, todos os dias eu acordava e ia ver o bicho, que estava deitado no fundo do aquário… E achava que ele estava morto, batia no vidro e ele dava um pinote, eu morria de susto, dava comida, e assim acontecia umas 3 vezes por dia.

Até hoje.

Primeiro deixa eu explicar uma coisinha: sábado retrasado foi aniversário da minha avó, e fiz uma festa aqui em casa pra família. Comprei umas bolas de encher na padaria, mesmo… Um saquinho com 50 bolas sortidas…

Eu nunca tinha visto aquela marca de bolas de encher, e depois que abri o saco foi que entendi o motivo: eram as cores mais feias que já vi na vida, essa marca nunca vai dar certo. Bolas vinho, bolas marrons, bolas pretas… Aff… Perfeitas pra uma festa de vampiros. E vampiros ntigos, que vampiros modernos são totalmente clean, vide os Cullen.
Enfim. Algumas daquelas bolas ficaram murchando aqui pela casa até hoje… Qdo a Vera, aquela que vcs já conhecem, foi passar o aspirador de pó.
Saí com Isabela às 10 da manhã e cheguei ainda agora. Fui direto ver o peixe, pra colocar comida.
Bati no vidro, como sempre faço… E nada do bicho aparecer.
“- Vera, vctirou o nemo do aquário pra limpar?”
“- Não!”
“- Então cadê ele?”
“- Tá aí, oras!”
“- Não, não está…”
Ela veio ver. Realmente não estava.
A tampinha do aquário estava meio de lado, quase a metade dele estava destampada e, salvo umas merdinhas de peixe boiando, tava vazio mesmo.
E dá-lhe a catar o bicho pela estante, naquele ímpeto de salvar uma vida… E tb de não aumentar a população de baratas francesinhas dentro desta casa – ôoooooooo praga! Nada mata essas desgraçadas! Nem DDT!!! – , que se fartariam com um cadáver de peixe atrás da estante.
Nada de achar. Catamos, buscamos, nadaaa.
Até que a Vera começou a refazer os passos dela em voz alta:
“- Será que eu tirei o peixe daí? Eu arrumei a casa, lavei banheiro, passei aspirados, tirei aquelas bolas murchas todas pela sala…”
Êpa.
Uma luzinha vermelha acendeu na minha cabeça.
O Nemo era vinho. Cor de putão, mesmo. E havia bolas dessa mesmíssima cor. Lembrei que, no próprio sábado, tinha uma bola murcha caída perto do aquário e eu mesma pensei que fosse… O Nemo.
Ai, Jesus.
“- Vera… Vc aspirou alguma bola VINHO?”
“- Aspirei, tinha um monte!”
“- Vera.. Dá uma olhadinha no saco do aspirador de pó…”
E foi BATATAAAA…
Nemo lá, mortinho da Silva, aspiradinho, cheiiiiim de poeira e cabelos…
Afffff. Minha empregada aspirou meu Beta.

Programa de EXPANÇÇÇÇÃO da EDUCAÇÃOOOO do MINISTÉRIO DA CULTURAAA

Gente. Minha gente. Olha isso:

Essa foto foi tirada por uma amiga minha, GLAAAAAAAAAAIR, querida, na sexta-feira, dia 17 de Julho na Marginal do Tietê.

ESSE é um CAMINHÃO ESCOLA do MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO.

Fiquei embasbacada até os pentelhos qdo vi, maaaaas, mesmo assim – pasmem -, teve quem não visse nada demais no “errinho”, justificando que há coisas mais urgentes e tal.

Daí eu quis ilustrar pra uma amiga minha, que foi uma das que não viu nada demais.

Vou chamar essa amiga de “Fê”, e a filha dela de “Laura”.

Segue:

” Fê, deixa eu te perguntar.

A Laura está na escola. Daqui a um ou dois (Ou 3? Whatever), provavelmente vai começar a ser alfabetizada.

Aí tem aqueles exercícios de cobrir ou copiar, sabe? Começa com as letras escritas pontilhadas, e a criança tem que cobrir o A, o B…

Depois vai mudando pra palavras pequenas… E o exercício, agora, é copiar… A tia dá o dever coladinho no caderno, uma folha de papel colada na folha do caderno e com as bordinhas dobradas pra não amassar – hahaouauoa, alguém se lembra? -, e o dever é feito à mão, pq eles aprendem a escrever de “mãos dadas”, então a professora faz a matriz e tira xerox (antigamente era mimeografado).

Daí é uma página inteira com palavrinhas escritas, depois pontilhadas e depois com umalinha pra criança escrever sozinha.

E a Laura começa a fazer e vc ajuda, e fica tooooda orgulhosa… E a tia manda um “parabéns!”, e vc só falta morrer de orgulho!

Daí os exercícios vão ficando mais complexos. “Uva”, “vovó”, “xale”… E a Laura faz todos muito bem feitos!

Na reunião de pais, sobre as avaliações, a tia é categóricaaaa e vc só falta explodir de orgulho da bichinha:

“- Mãe, a Laura faz tooooodos os exercicios corretamente, é muito esperta! Tem pouquíssimos erros pra idade dela! Parabéns!”

E, oras, que mãe não fica envaidecida, né?

Vc sai de lá estufaaada de orgulho!

Pois bem.

Nas semanas seguintes, os exercícios vão ficando mais complexos – BO-LA , BO-CA ,CA-SA – e a tia constantemente manda notinhas de parabéns pra Laura e pra mamãe, que cumprem muito bem as tarefinhas!

Mas eis que chega o dia em que o grau de complexidade aumenta mais, e vc abre a folhinha colada no caderno e a palavrinha do dia é:

CORASSÃO

Vc fica meio sem saber… Pq, afinal, todo mundo erra. Mas e aí? Todo mundo erra, mas e A LAURA??? Ela deve copiar o CORASSÃO, ou vc fala alguma coisa?

Eu vou partir do princípio da sua opinião que se estressar com isso é pouca coisa, então, diante dessa circunstância, vc manda a Laura copiar o “corassão” e fica de bico calado… Afinal, não é isso que vai determinar o futuro ou a vida da sua filha.

Beleza.

A vida continua.

Mas eis que um dia, a atividade fica muito mais complexa, agora é um ditado, e a palavra que a Isa escreveu, e que recebeu um CERTO, foi, espantosamente:

REZISTRO

DESSA vez, tinha uma explicação. Era um ditado, a professora deve ter corrigido sem atenção. Vc escreve um bilhete meio, errrr, sem graça, perguntando se ela tem certeza da correção de todas as palavras do ditado no caderno da Laura, e recebe a resposta: “É, mamãe, sua filha é mesmo muito esperta! Acertou TOOOODAS as palavrinhas!”

Uffff… Meio vesga, vc pensa, pensa e chega à conclusão de que tem que dar um jeito nisso, então decide escrever um bvilhetinho pra diretora.

Pra não parecer grosseira, começa o bilhete falando de um incidenteque aconteceu na semana anterior;  Laura teve diarréia na quinta e vc acha que foi algo do colégio. Em seguida aborda o verdadeiro assunto, sobre os erros da professora.

No dia seguinte, vem na agenda um bilhete da diretora:

“Prezada Roberta;

Agradeço a delicadeza da abordagem, o assunto em questão é, sem dúvidas, muito importante. Estamos tomando as devidas providências e preparando um curso de reciclagem da linguagem para nossos professores.

Quanto à diarréia que Laura apresentou na última quinta, verifiquei o cardápio e pode, realmente, ser algo que ela comeu aqui: o lanche do dia foi cachorro-quente.

Embora eu garanta totalmente nossa cozinha quanto à igiene, chalchicha é uma coisa que, não raro, provoca reações desagradáveis. Esta do lanche era da marca Perdigão.

Já enviei e-mail parao Sac da Perdigão reclamando.

Grata

A Diretora”

O_O

Daí, das duas uma:

1 – vc faz alguma coisa e bota a boca no trombone;

2- vc não faz nada, porque existem problemas mais urgentes e importantes.

Daí, para a formatura de 4a série da Laura, vc faz uma puuuuuta duma maquiagem, compra uma roupa ma-ra-vi-lho-sa pra vc, outra pra ela, pro Marido… Lindoooos!

.. Pra chegar à festa e quase morrer de chorar de emoção com a apresentação dela e dos amiguinhos… Filmando e fotografando tudo…

No final, todos eles ficam de mãos dadas no palco e se dobram, agradecendo ao público, ao mesmo tempo em que desce atrás deles uma bandeira do Brasil enoooorme, confeccionada por eles mesmos, com fotos de todos eles no lugar das estrelas, e com os dizeres destacados, pintados com spray preto fosco:

“ORDEM E PROGREÇO”

Mas deixa… Todo mundo erra em português…

Dá pra sentir o mesmo sucesso da Laura depois de saber que a professora rezistra corassões de chalchicha devidamente igienizadas pela diretora?

É um errinho bobo?

Cara, se a LAURA errasse, seria bobo.

Se a professora errasse, seria grave.

Se a DIRETORA errasse, seria gravíssimo.

Agora, quando o MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO erra… Aí é FODA….”

E tenho dito.

O Domingo que Faltava!

DE SOOOOOOOOOOOOOOL!!!!!!!!! Êeeeeee, pedalei o dia tooooodo, que nem uma mula manca, gente… Aff…

Lendo assim parece que sou A MALHADAAAA, a maníaca… Nem passa pela cabeça que tô gorda igual a um leitão e pedalo a uns 2km/h com minha filha na cadeirinha na garupa, né? Hahouauhauauhauhaouhu!

Mas é a verdade. Nua, crua e lipossolúvel.

Lipo soluvel.

Ah, essa nova gramática…

Fevereiro 09 228

bjocas!

Cheguei!

1, 2, 3… Mais um testando!!!

Pois bem. Depois de milhões de tentativas frustradas com o burazine e de MESES pensando que eu era uma ANTA no WordPress, ENTENDI que o poblema era no burazine, mesmo.  Tentei a todo custo modificar um layout, sem sucesso… E não entendia nada no painel de controle!

Minhas opções eram ficar lá, mesmo com um layout horroroso e sem poder mexer em nada (era mesmo limitação do meu pacote), voltar pro Blogspot ou fazer um novo.

Dei um pulo no blogspot… Li as coisas antiguinhas… E até no weblogger, que era onde ficava meu primeiro blog, eu tentei ir. Não consegui, mas tentei. Hahahahaha!

Enfim, decidi fazer outro. Tem MUITO material tanto no blogspot qto no burazine, mas eu queria novos ares. Nova fase, nova cara… Daí vim pra cá!

Então, primeiro vou arrumar a casa direitinho… Tudo certinho… Deois produzir algumas coisas… pra, por último, chamar os convidados!

Então, se vc caiu de pára-quedas por aqui e não tem idéia de quem sou eu, dê uma olhada em filosofandonapotato.blogspot.com e carol.burazine.com . Tem algumas coisinhas legais lá! ;]

Ah! O cabeçalho TOSCO foi feito por mim mesma, viu? Houauhauhauhao!

Bjocas.

v v

xcbdghghghghdgdghdg

Hello world!

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