Carta para a Revista do Globo

Vocês leram a matéria sobre cultivo indoor de maconha que saiu há umas 3 semanas na Revista do Globo?

Pois bem. Eu li, adorei, espalhei e tenho acompanhado o feedback das cartas que chegam à redação. Dêem uma buscada nas tais cartas, que entre um monte de elogios mais do que merecidos, tem umas tantas reclamando que a maconha destrói famílias e tal.

Aí escrevi uma carta tb.

Tenho certeza que não vai ser postada lá, pq além de implicar com os outros leitores – HA9UHAHUOAUOAUOHA -, ela é enorme.

Mas daí eu posto aqui. Huhuhu.

“Primeiro de tudo, perdoem a eventual falta de acentuacão. Nao me entendo com este maldito laptop.

Um dos meus maiores passatempos de domingo é ler as Cartas da Revista. Me fascina ver como o senso comum molda pensamentos, cristaliza mitos, mitifica máximas e mantém quase que uma sociedade inteira refém de suas “verdades”.

Há umas semanas houve a polêmica matéria sobre o plantio de maconha indoor. Polêmica e fabulosa, por sinal. Na semana seguinte começaram a chegar as cartinhas.

Muitas, claro, elogiando. Algumas de maconheiros felizes com a idéia, algumas de gente de bom senso percebendo um movimento que quer dizer alguma coisa importante. E, é lógico, algumas crticando. Porque um pai de família abriu a Revista e viu uma reportagem que não considera apropriada em plena Revista de domingo e por aí vai.

Da mesma forma, sobre outros assuntos acontece o mesmo. Hoje, por exemplo, abri as cartas e havia alguém reclamando que alguns blocos tocam música que não seja samba. E que isso pode matar nosso carnaval. E inúmeras outras vezes em que acontece isso, gente se identificando e gente criticando assuntos.

As cartas são minha parte favorita porque são um feedback que mostra a cabeça do leitor. Todo fim de semana eu leio, todo fim de semana eu as comento entre amigos. Mostra onde vivem os maiores mitos das cabecinhas brasileiras.

Essas duas, em particular, ilustram um fenômeno que acontece em todos os lados, e que eu acho bem interessante, porque os dois assuntos, que primeiramente nada têm a ver, se ligam e constituem uma mesma face do pensamento comum.

Acho engraçado quando leio as cartas de pessoas falando que “a maconha arruina famílias”,” é o começo do vício”, “é ponte pra outras drogas”, e daí por diante. Eu não sei se as pessoas que as escreveram são ex-professores de moral e bons costumes, ex-militares-ditadores (nada contra militares, tudo contra ditadores) fanáticos e xiitas anti-qualquer-possibilidade-de-expressão ou senhores e senhoras que ignoram muito ou quase tudo que acontece ao seu redor.

Oras, como assim a maconha é o primeiro passo pro vício? O primeiro passo pro vício é um problema que os NA chamam de adicção. É um problema “de fábrica”, já vem com a pessoa, é genético. O primeiro passo pro vício é vc ter tendência a ele. A maconha não inaugura nada, não “ativa” nada que converta a pessoa em viciada. “Mas é ponte pra drogas mais pesadas”, disse um senhor uma vez. Na praça da cidade. Tomando uma cervejinha.

E a cervejinha? E o cigarrinho? Esses sim são os primeiros passos, são as pontes pra adicção, são quem desvirgina – ugh, que termo xulo – o adicto em grande estilo. A cervejinha que o pai toma todo sábado e deixa no fundo do copo, o cigarro que a mãe fuma e deixa a bituca no cinzeiro. Filho de fumante – a que vos fala é uma – quase sempre experimenta um cigarrinho assim. E o adicto não vai parar na provinha, vai fumar outro, e outro, e outro. E depois, quando cresce, tem a indulgência familiar pra tomar a cervejinha também, porque é lícita. E toma. E toma. E toma.

As drogas lícitas estão em propagandas, em todos os bares, são facílimas de se encontrar, hiper baratas e, uuuuf, deixam o ser humano muito doido. Matam mais do que quaisquer outras drogas, mas ainda assim são lícitas. O adicto começa a ser adicto com elas e se depois fuma ou não maconha e experimenta outras drogas, não é culpa da maconha.

Aliás, pobre maconha. Me apresente UM único caso de overdose de maconha ou de algum alguém que fume recreativamente e mostre algum problema concreto que seja diferente dos malefícios do cigarro, e eu revejo meus argumentos. Porque até aqui, é sabido que o problema não está na maconha, está no adicto. O viciado arruina a família, não a maconha. E essa é OUTRA discussão, que toca no que diz respeito à consciência de cada um entender o que é este assunto e como lidar com ele. Não é porque algumas pessoas têm esse problema que outras, que não têm, não possam usufruir da substância.

Cai pra história do rock no carnaval. E reggae. E qualquer ritmo que não seja samba. A carta da leitora era categórica: não a outros ritmos, vão acabar com nosso carnaval. Lindo, porque ELA gosta de carnaval. Eu, que odeio, sou obrigada a ouvir um trio elétrico berrando samba a semana inteira passar debaixo da minha janela a todo volume äs 23h30 só porque alguém, um dia, disse que era carnaval, e ver gente cantando samba-enredo o resto do tempo em fila de qualquer padaria, loja, restaurante, o que seja. Odeio. E tenho que ouvir. Confesso que ano passado joguei um ovo nesse trio elétrico maldito, que não me deixava dormir. Mas isso são outros quinhentos.

O problema é o mesmo, percebem? Por que não deixar o outro ser como quiser? Por que implicar com um bloco que toque rock, se mil outros tocam samba? Você gosta de samba? Vá ao de samba! Eu gosto de rock, vou ao de rock! Por que implicar com o cara que fuma maconha e planta em casa? Ele gosta de maconha? Planta, fuma! Você não gosta? Não plante, não fume! Tem problemas com drogas? Trate, tome consciência. Eu tenho problema com açucar, sou totalmente compulsica, mas nem por isso acho errado que outras pessoas possam ter uma relação tranquila com o “inimigo branco”.

É aquela velha: live and let live. Em ritmo de samba, funk, reggae, rock…

Carolina Kalil

Obs.: O ovo atingiu em cheio o p’e do condutor do trio elétrico. O que ele fez? Cantou mais forte.”

Tudo… Menos a Beleza.

Ô gente…. Vcs pensem tudo de mim… Tudo o que vcs quiserem: que eu sou inteligente, que eu sou burra, que eu sou lerda, que eu sou porra-louca, que eu sou Amélia,  brega, chique,  gorda, magra, alta, baixa, preta, branca, ruiva – Não, pensando melhor, não pensem que eu sou ruiva, não. Por favor. Eu tenho uma coisa contra cabelos vermelhos; acho que eles são muito mais populares do que deviam ser: cabelo ruivo É PRA POUCAAAAAAS, e tem gente que desconhece isso! Basicamente, brasileira que quer pintar o cabelo e é morena demais pra ser loira, lasca ACAJU.

Ô nome. Acaju. Isssssh, nem falo nada.

Mas não me imaginem ruiva, não. Me imaginem sarará (dreads são meio sarará, né?), mas não me imaginem ruiva. Eu pinto de todas as cores do mundo, menos de ruivo. Pq fico parecendo uma puta palestina, de cabelo ruivo. Não que na palestina as putas sejam ruivas, mas, anyway… Aquela coisa castanha-pontas-Willycat não faz meu estilo, nã-nã!

Vcs podem imaginar o que quiserem de mim, MENOS me imaginar gatona. E ruiva.

Isso é um problema. Pq eu JÁ FUI gata. Gata gata. Ai, bons tempos.

Mas ultimamente tô frustradíssima. Não sou mais gata. Tô gorda, perebenda, pentelhuda, vesga, espinhenta, fedorenta, tem uns furúnculos do tamanho de RELÓGIOS no meio das minhas canelas, meia-cabeça careca, rugas, peitinhos de muchiba ( Muxiba. Muxiba é uma palavra tão inventada que não deve ter certo e errado, a verdade é essa.)

Tá, exagerei. Tira os furúnculos de relógios, tira mais alguns adjetivos, mas mantém o FEIA. É necessário que se mantenha isso no imaginário do leitor.

Eu sei que tô gorda demais da conta e que meus áureos tempos de beleza se acabaram pq quando passo em frente às obras os peões ficam LOOOOUCOS. E quando peão de obra te canta, meu amor, fodeu: pode ir catando uns Dualid por aí pq vc já tá gorda.

Peão não canta mulher magra. Não existe isso.

Por isso, qto mais me cantam, mais gorda eu sei que estou.

Alguns ficam com medo de falar qualquer coisa, pq, afinal, eu posso ser feia, mas tenho presença, hahaha, e se olho feio nego pensa que luto Vale Tudo e sai correndo. Mas a maioria declama altas cantadas nível zero:

“- Queria ser essa pinta, pra ficar no teu pescoço” – Jesus, me abana, que esse merece um banho!

E os peões loucos são termômetro avesso de “popularidade classe média”. Quanto mais popular entre os peões, menos popular vc é entre as classes A e B. E vice-versa.

Eu tenho pra mim que pobre tem medo da FALTA; medo de faltar comida, quase nunca come carne, pq custa caro… E, como a fome é algo que DÓI, eles, involuntariamente, num lance cheio de “Freud explica”, acabaram relacionando essa fome física com alguma fome psicológica e o resultado é desastroso: pobre adora gorda.

Mas, voltando a mim, que é o que me interessa neste momento, além disso tudo, eu sou casada. Essa parte é complicada na hora de popularizar um blog ou sua própria persona pela net, pq a maior parte do target jovem “cata” por aí TCHUTCHUCAAAAS solteiritas com quem talvez pudessem ter uma chance. Mas, quando você é casada, automaticamente elimina essa possibilidade. E, se você for feia, vc elimina duas vezes essa possibilidade. É que na verdade os caras já deviam partir da premissa que TCHUTCHUCA com blog interessante, não dá pra achar – afirmação meio categórica, esta; na verdade é totalmente subjetivo um lance ser interessante ou não. Para um tchutchuco, um blog de tchutchuca deve ser o melhor lugar do mundo. Só perde pros fotolog das popozudas.

Bradando aqui que sou casada E feia, eu elimino de vez as chances de qualquer playboy aloprado e cismado nas dengonet, nas tchutchucanet e nas marinet da vida entrar neste blog e perder vinte segundos procurando fotos minhas pra, dependendo do achômetro sobre as poucas fotos encontradas, ler alguma coisa pura e somente PRA TER o que comentar. E fazer algum comentário POIA de quem não leu NADA no maior estilo:

“Aê, gata, curti… Passa lá no meu.”

Tão ligados? Se quem entra aqui é pra LER, que fique bem claro: aqui tem TUDO, menos a beleza. Tá?

P.S.: Não revisei o texto. E escrevi isso aí na IRAAAA pra um comentário de um ser ACÉFALO que me recusei a deixar na lista. Exatamente que nem o que escrevi acima.

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Eu soube que a Fabíola esteve aqui. E ela NÃO comentou. Filha da puta.

Eu soube que o Bruno, meu digníssimo professor de natação, esteve aqui. Se foi lá do “escritório” de natação, então Tiago e Rafael, meus outros professores, também estiveram aqui.

E NÃO COMENTARAM. Ahhhhhh, mlk. Que raiva.

Tô de olho! Quero COMENTÁRIOOOOS! Sem comentários, como vou saber se vcs estão aí mesmo lendo, gostando, indicando?

Obrigada as minhas novas leitorinhas! São todas mães tb! =]

Bjocas!

Smile, you´re on the Candid Camera!

Hahah! Mentira, não tá nada. Mas eu fico vendo os pontinhos do Who´s Among Us, e dá pra ver de onde são os visitantes.

Fico curiosa com cara estrelinha que aparece. Eu sou o cúmulo.Eu fico pensando: “É homem ou mulher? Mora em casa ou apê? Como deve ser essa cidade? Pequena, grande, quente, fria…? Faz o que da vida, essa pessoa, que perde tempo me lendo?”

HAHHAHAHAHAHAHAUHAHUOHA!

E fico especialmente intrigada com os visitantes de fora. Tem 1 visitante de WOODSTOCK que tá sempre aqui. Hahahaha! Daria um doce pra saber quem é a pessoa! =]

Tb tem um de Skrad, na Croácia.

E um de Miami.

E um de Mountain Views.

E 3 de Chicago. Isso deve ser uma família brasileira, não? Hahahahahua!

E 1 de Austin. E 1 de San Diego. E 1 de Barcelona. E mais um a Bélgica, e 1 da Inglaterra e 1 da Alemanha.

Queria conhecer toooooooooooooooodos vocês.

=]

As Linhas Tênues da Vida

#polemicwednesday – HAHAHAHAHOAUAHA

Claro que é totalmente pessoal e subjetivo, portanto, só vou dar o meu ponto de vista das coisas.

Quando o limite do sensual é ultrapassado? Eu acho que a Megan Fox, por exemplo, o extrapola em muito e alcança o vulgar. Lógico que os homens vão me mandar ir pra pqp, mas eu acho, mesmo! Não que ela seja feia nem nada, mas é que ela vulgariza, mesmo.

0,,21951984-EXH,00

(claro que, se eu fosse homem, eu comia. Mas ia tirar pra puta, na certa)

Quando o limite do choque é ultrapassado? Acho que a Lady Gaga o extrapola em milhas e milhas, e alcança o freak.

0,,21928614-EXH,00Não vejo nada de atraente nessa mulher e, como diria meu amigo Rapha, eu tenho medo dela.

Quando o limite da espetacularização é ultrapassado? Eu acho que fizeram isso com a Britney, e deixou de ser show da mída e virou maldade.

mad britneyAinda bem que isso ficou no passado.

Onde está o limite entre ser gorda e gostosa?

khloe-kardashianComo podem pentelhar tanto a Khloe Kardashian a chamando de gorda? Querem q ela faça o que, enfie o biotipo dela no cu?

Onde acaba o limite da “adolescência eterna” e começa o patético?

paris_hilton,0

Preciso falar mais?

(claro que não falei das celebs brasileiras. mesmo tempo TONELADAS de coisas pra falar.)

Malandro é malandro, mané é mané. Hahah!