Pérola de Natal

Acabei de achar isso no meu e-mail. Era pra estar aqui, e deve estar em algum lugar deste blog, mas não achei já postado, então aí vai.

Foi meu cartão de natal por e-mail em 2007. Haouuoauhauoaua! E, acreditem, eu RE-recebi o MEU próprio texto, como se fosse assinadopor ARNALDO JABOR. Posso com isso?

Natal… Ah, o Natal! Época de paz, alegria… Época de ver gente que há muito tempo a gente não via!

Vem parente de tudo que é lado, ou vamos nós. Mala, cuia, papagaio… Das duas uma: ou fica a família inteira encalhada no aeroporto, sem previsão de vôo, ou nos engarrafamentos nas estradas, rezando pra todos os santos pra algum ambulante passar com um biscoito “GLOBO” e uma água mineral “Mil”, pra tentar saciar a fome das crianças berrando no banco de trás… Pelo menos até a próxima parada de beira de estrada, quando todo mundo ameaça fazer xixi nas calças e daí não tem pra onde correr.

Chegar na casa dos “parente” e tirar as tralhas do carro… Gelar a cerveja IMEDIATAMENTE, senão ninguém agüenta a gritaria das crianças, as observações da tia velha – “Nossa, mas como você engordou!” – , as celulites daquela prima que insiste em desfilar de shortinho e top, a despeito dos voluptuosos 120 quilos; e os assuntos – meu Deooooos, sempre os mesmoooos! – do primo PORRRRRE. Que, pra variar, já estava de porre quando você chegou. E só deve ficar sóbrio de novo depois do Carnaval.

Desce os sacos do Carrefour – era onde tinha o Chester mais barato! – da mala. A estrada tava tão quente que o termômetro no peito do bicho pulou. Tá lá, estufadão. O lado otimista se manifesta: “Que bom, menos tempo de forno”. Os fios de ovos viraram barras de gemas, porque derreteram e se solidificaram quinze vezes no caminho, naquele pára e anda, pára e anda. As Cocas tão PELANDO, em ponto de bala: se jogar um Mentos dentro, a explosão será vista de Marte. As nozes, os damascos, as castanhas portuguesas… Toda aquela fortuna, tudo meio cozido. Não dá pra evitar o pensamento terrível de que, com aquele dinheiro, dava pra passar o mês INTEIRO… e vai tudo embora, no máximo, até o reveillon. Pra isso inventaram o 13°. Pra isso e pro maldito amigo oculto, e suas vertentes: “CD oculto”, “Vale-Presente oculto”, “DVDoculto”…

O 13° foi mais da metade pra pagar as dívidas do cartão acumuladas durante o ano todo só para, logo depois, a gente ter que estourar o crédito de novo comprando quilos e quilos de pernil, peru, presunto, fios de ovos… e o bacalhau. Maldito peixe fedorento.

Na ânsia de gastar menos, a gente compra aquele mais meia-boca e se fode pra retirar, de dois quilos, uns 500 gramas de carne sem espinha e pele nojenta… Pra, desses 500 gramas, tirar uns 200 só de sal. Senão a tiazona hipertensa pode ter um ataque durante a ceia.

As mãos fedem até o carnaval.

Se passar um palito de dente embaixo da unha, sai o bolinho já frito, até.

Beleza. Mistura os 300 gramas restantes com batata, cebola e azeite e vamos nós. Passar pra próxima, porque véspera de Natal é o inferno pras mulheres da casa. É o dia INTEIRO presa na cozinha, suando que nem uma porca parindo cinco filhotinhos à luz do meio dia, cheirando a defumado, a ovo, a óleo, a bacalhau, a peru e vinho… Enquanto os homens estão bebendo, gritando com algum jogo de futebol na sala, ou vendo Domingo Legal e falando da bunda das assistentes do Gugu, ou jogando buraco, ou cantando “dingoubéu” pra lá de etilicamente, e as crianças se matando numa piscina Tony montada no quintal, entrando de tempos em tempos na cozinha pra roubar alguma coisa.

A próxima é a desgraçada da rabanada. Uma melequeira de pão molhado – quer coisa mais nojenta??? -, ovo, açúcar e canela na pia tooooda. E não adianta limpar, o cheiro de ovo não vai sair!!! Óleo pingando por tudo que é lado… Ai, ai. Depois ainda tem a farofa, a mousse de maracujá, os pavês da vida, aquele presunto bolinha – que sempre acaba com os cravos da índia queimados, nas tentativas de imitar as propagandas -, o salpicão…Quando dá umas 9 da noite, com tudo quase pronto, percebemos que esquecemos o arroz. Típico.

Arroz prontinho, saímos nós, fêmeas, que nem pinto no lixo, da cozinha… ACABADAS… Nem as chinesas da espelunca de pastel no centro da cidade saem tão acabadas no fim do expediente, affff.

Saímos, ingênuas, pobrezinhas; crentes que poderemos tomar nosso merecido banho.

Que nada, meus amores.

Se a água não tiver faltado, tem uma fila de uns oito na frente.

Quando chega a sua vez, tem um baita pentelhão no SEU sabonete. Sabe Deus como eles conseguiram achar o SEU sabonete na SUA necessaire. Mas acharam.

O chão do box, podre. Areia, cabelos de mil etnias… Calcinhas das mais diversas, dos mais diversos tamanhos, penduradas pelo banheiro todo, que nem bandeirinhas de São João. Cuecas e biquinis também, claro.

Pentear os cabelos? Isso não te pertence mais!!! A escova tem uma massaroca tão grande de todos os fios da parentada que nem desliza.

E a pasta de dentes agora é uma linda utopia.

Se você der MUITO azar, a sua toalha vai estar podre de molhada…

Sai do banheiro JÁ SUANDO… E TENTA fazer uma escova pra domar a juba, né.

O dono da casa grita, entre as vozes dos atores da novela das 9, pra você desligar o secador senão a luz vai cair.

E você sai do quarto com metade da cabeça alisada e a outra mais cacheada que nunca.

Dependendo do grau de intimidade, recorre aos vizinhos pra uns minutinhos de secador, pelo menos pra secar a franja. Se não der, improvisa um rabão de cavalo e emplastra com gel e laquê de qualquer jeito, que a essas alturas não faz diferença, mesmo.

Às 11 da noite, tá todo mundo arrumado como se fosse pra um casamento.

Estranhamente, vai ficar todo mundo dentro de casa. HOAHUAHOUAUA.

As tias peruas pensam que tão abafando com o saltão prateado pra desfilar no corredor e os quilos e quilos de maquiagem na cara, em plenos quatrocentos graus do verão brasileiro.

A prima hippie já manchou o saião branco com vinho, sem querer.

O tiozão bêbado já tá um gambá caindo pelos cantos, jurando que ama todo mundo.

Os avós se emocionam, a família tá grande.

As crianças já tão caindo pelas beiradas de sono, mas resistem, em nome dos presentes.

Os primos de terceiro grau adolescentes que nem se conheciam tão lá, no quartinho de empregada, se pegando de jeito e mandando torpedos pros amigos, pra avisar da aventura sinistra…

…Enquanto você é o único que percebe que aquela tia-avó meio desparafusada dá arrotos homéricos a cada gole de refrigerante e umas levantadinhas de lado meio assim, “pufffff”, pra liberar uns gases…

Perto da meia-noite, todo mundo se prepara pra ceia.

Um Cd da Simone no som.

“Então é Nataaaaaaaaal… A festa cristãaaaaaaaaaaaaa…”

O espírito natalino vai chegando, meio que nem pomba-gira, mas vem que vem.

A tia gorda já nem parece tão gorda assim. Ou parece, mas você realmente quer acreditar, naquele momento, que o vestido branco é que a desfavorece.

As peruas, da maneira delas, tentam ser simpáticas, e elogiam qualquer coisa que você estiver vestindo, só pra ser simática.

O tiozão bêbado começa a recitar poemas e contar causos, vestido de papai Noel.

Na hora de cantar o amigo oculto, todo mundo é “uma pessoa linda, maravilhosa, por dentro e por fora”. Ô espíritozinho natalino porreta, sô!

Todos felizes, comem, rezam, se divertem… Tomam as zilhares de Cidras Cereser do freezer… E passam, enfim, uma noite agradável.

No dia seguinte, geral vai estar com diarréia, azia, gastrointerite… Ressaca… Mas aí já são outros quinhentos.

O importante é que, na noite de Natal, mesmo sem que ninguém – ou quase ninguém – lembrasse, demos ao aniversariante o presente que ele mais queria: passamos uma noite agradável, felizes, em paz. Do jeito que Jesus deve ter imaginado láaaa nos antigamentes, quando Ele decidiu que nós merecíamos continuar por aqui. =]

Feliz Natal pra todos!

Carol Kalil”

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Os Classe-Média

Classe média. Dizem que o governo Lula acabou com a classe média, mas eu discordo veementemente. Acabou porra nenhuma; ele pode ter empobrecido a classe média, ele pode ter dificultado a vida da classe média, mas acabar, não. Muito pelo contrário.

A classe média, que antes tinha como “meta” subir pra classe A, agora, já que tem que pagar tanto empréstimo que não dá pra subir pra lugar nenhum que não seja sala de gerente de banco pra renegociar dívida, se conformou com o lugar que ocupa e está mais média que nunca.

Média. Medíocre. No meio. Mediana.

Totalmente diferente da classe pobre, que consome e, mais importante, ASPIRA a coisas de classe baixa – fazendo aqui um adendo: a nomeclatura carolkaliliana divide as classes em rica (alta), média, e pobre (baixa) sem a menor preocupação de quantos salários cada classe ganha, e os motivos você verá mais adiante.

É que os economistas não sabem, mas pertencer a (à?) essa ou àquela classe é uma coisa que pouco tem a ver com a conta bancária; é uma coisa de alma.

O pobre que é pobre de aaaaalma, tem aquela pobreza incrustaaaada no fundo do meio do olho do âmago, e não tem dinheiro que encubra isso. Enquanto ganha salário mínimo, compra parcelado nas Casas Bahia aqueles armários de compensado Itapoã imitando marfim, ou então aquele Bartira mogno vermelho; e o MELHOR celular do momento. Daí, suponha que ele seja promovido pra um cargo de chefia, ou melhor, suponha que ele ganhe na megasena; o que que o pobre de alma faz? Ahn? Vai procurar alguma coisa com design exclusivo? Madeira maciça? Que nada, ele somente muda de um simples compensado “agromerado”… pra MDF … ou então para MÓVEIS TUBULARES, aquelas camas leeendas de ferro esmaltado, vinho com dourado… preto com dourado… branco com dourado… pq a verdade é que pobre lasca dourado em qualquer lugar.

Quando era pobre, comprava roupa nos mercadões da vida, imitação de Nike, Puma, Asics, qualquer marca que tenha um logo enormemente estampado bem às vistas. Quando mto, lojas de departamento, mas sempre fazendo questão do detalhe da marca berrante.

A gente vê que essas lojas grandes de departamento, por exemplo, têm a manhã de conquistar o pobre. Os preços delas são caros pros bolsos mais humildes, mas elas possuem a vantagem do “parcelamento-em-oito-vezes-fixas-com-a-primeira-só-pra-agosto”. E isso é um apelo pro pobre.

Só que o pobre, coitado, entraria e olharia, olharia… E não encontraria nada que lhe agradasse, se não fossseeeeeee… A LINHA RENNER/LEADER/C&A PARA POBRES.

É a camisa social com um drgão tribal enorme silkado em branco.

É a camiseta perfeitamente lisa e discreta, não fosse um numerozinho, tipo “89” (não me perguntem o motivo, não sei coeh a onda de estampar números aleatórios em roupas) estampado EM VELUDO no peito.

É o top com zilhões de pedrinhas de strass, onde se le “EU SOU SEXY”, “SEXY PRINCESS”, “VERY SEXY”, ou mesmo “THE BOOK IS ON THE SEXY TABLE”, que não faz o menor sentido, mas também não faz a menor diferença pra quem não fala inglês.

É a calça de brim/moletom strech de cintura ultra baixa com cinco mil e oitocentos pedregulhos de strass na bunda, nas pernas, na barra…

E não importa o quanto ganhe nem onde compra: é sempre o que ele vai levar. Essas peças. Esse é o pobre de alma.

Da mesma forma, o rico de alma também tem seus vícios. Se tiver R$ 50 pra fazer uma compra da semana pra família inteira – suponhemos que quebrou a bolsa de NY -, esta compra será:

Macarrão “de grife” internacional, a uns 10 reais o pacote;

– Molho de tomate UNCLE BENS ou equivalentes internacionais, a 6 reais o vidrinho;

– Um pedaço de parmesão para ralar, a 40 reais o kg;

– Pacotinho de Kani

– Coca Zero

– Pedacinho de Gorgonzola

Pão oitenta grãos + linhaça + passas + aveia + quinoa da marca mais cara, a uns 7 reais o pct de meio kg.

E por aí vai.

Levar Pomarola + queijo ralado de pacotinho + macarrão Di Renata? No way, babe.

E vc pode ver, nada tem a ver com o salário em si, mas com o espírito da pessoa. É coisa de alma MESMOOO. O rico de alma simplesmente GOSTA de coisas assim. Muito de vez em quando, numa viagem ou numa emergência, acaba experimentando umas coisinhas mais baratas e depois sai dizendo pros amigos MARAVILHADO sobre a super dica que ele encontrou: “Nossa, vc já comeu mortadela?? É sensacional!”, tipo Tranchesis da vida.

E daí tem OS CLASSE MÉDIA. E o texto todo foi, na verdade, só pra falar dessa classe social, a que EU pertenço mais do que financeiramente; a que eu pertenço de aaaaaalma.

Eu sou tão classe média, mas tão classe média, que eu compro sempre os produtos DO MEIO. Nem o mais caro, nem o mais barato. Seeeempre os do meio.

Nem filet mignon e nem acém, chã.

Nem macarrão importado e nem o mais vagabal, fico com o “estilo caseiro” de uns 4 reais; faz muito bem o papel.

Nem Becel e nem aquelas margarinas que nunca ouvi falar, tipo “Mila”; eu fico com a Qually.

Sou tão classe média que meus sonhos de consumo para casa estão todos na Tok & Stock. Hauohauouoauha! Nem Casas Bahia e nem peças assinadas por alguma bicha internacionalmente famosa. Tok & Stock é só o que eu preciso.

Sou tão classe média que ODEIO caviar! Hahahauahuaho! Detessssssto Prosecco! Hauohauhauouoa! Se bem que essa coisa de Prosecco (Prossecco?) já virou lugar comum de pobre… Eu fico com champagne doce e camarão, se for pra “ser chique”… hahahahaouahuoa!

Tão classe média que pinto cabelo em casa – mas com a tinta mais cara. Haohaouhauouaoho!

Os classe-média têm discernimento o suficiente pra NUNCA comprar OOOOO melhor celular (salvo quem trabalhe com algo que precise de determinados recursos), pq sabem que OOOOOO melhor celular daqui a dois meses vai estar uns 600 reais mais barato e não vai ser mais OOOOO melhor celular; então está sempre com um mediano. Classe média.

Classe-médias nunca têm medo de experimentar marcas novas – mas têm um certo receio quanto às MAAAAIS baratas. Por exemplo, leite. Classe-media não toma mais só Parmalat ou só Leite Moça faz teeeempo. Mas tb não compramos um leite chamado, sei lá, “Sarita”. Na dúvida, a gente leva Elegê, GLória… Itambé… haohaouauohuahuahuo!

E tantos exemplos que agora eu não lembro. Huhuhu.

E viva os Classe-Média!

Da Série Conselhos Sobre Coisas que Acontecem – II

Porque acontecem, e acontecem mesmo, comigo, contigo, com a Luana Piovani…

2 – Primeiro encontro. Variações mil. Cinema e jantar. Cinema e sorvete. Cinema e pizza. Cinema e sushi. Cinema e Habib´s, que seja.

Ou barzinho. Ou restaurante fino. Ou pastelaria chinesa.

Anyway, de qualquer maneira, primeiro encontro geralmente envolve sair pra comer. Ou vc já saiu, tipo, pra um museu, no primeiro encontro? Ou pra uma floresta, pra um consultório médico… Não,né? E, mesmo que tenha ido a um museu no primeiro encontro – aaaaaargh, que merda de primeiro encontro, hein? – DUVIDOOO que não tenham tomado um café depois. Que seja um cafezinho. Um mísero café com um único pão de queijo filho de uma puta solteira. Mas tem que rolar.

Porque não tem papo se vocês não estiverem à mesa, entende? Eu sei que você entende. Todo mundo entende. Acontece com todo mundo. Mesmo aquelas pessoas cujo primeiro encontro já tenha acontecido num motel, pra poupar experiências; até elas pedem um prato depois de trepar a noite toda, vamos combinar.

Acontece que o primeiro encontro é uma armadilha cruel. Crudelíssima. Nosso corpo é um campo minado, preparado pra explodir e dar errado nas piores horas.E esse explodir pode tanto ser literal, como um peido, quanto ilustrativo, figurando, por exemplo, uma situação muito ruim e dificilmente contornável.

Vou contar um pequeno episódio que me aconteceu há uns 8 anos.

Eu trabalhava no Document Controll de uma multinacional conhecidísseeeemaaaa… Aqui no Rio, no centro.

Meu trabalho, além de cuidar da documentação em si, era servir de intérprete em algumas reuniões. Não sou formada em inglês e nem nada, mas é que eram chineses, franceses e dinamarqueses falando com brasileiros… Tem noção do que é isso, gente? Traduzir aquelas reuniões era quase como jogar na MegaSena, cara. Quanto mais gente tentasse, mais CHANCES a gente tinha de conseguir traduzir.

As reuniões começavam com todo mundo normal e geralmente terminavam com todo mundo bufando de raiva; os brasileiros irados por não entender nada e os chineses bufando de ódio por não serem entendidos. No meio, nós, meros intérpretes, tomando bala de tudo que era lado. Se a expressão “cu na reta” fosse literal, eu teria, hoje, um bambolê, de tanto que comiam de esporro os cus dos que tavam na reta, naquelas reuniões.

Até um belo dia, aparentemente normal. Cheguei no trabalho, fiz minhas coisas até meio-dia, saí pra almoçar.

Almocinho normal, arroz, feijão, franguinho grelhado e salada.

Cheguei atrasada, fui correndo traduzir duas reuinões seguidas do povo de Cingapura com o povo carioca.

Mas, para minha surpresa, aquele dia estavam todos smooooth… macios como Mc Nuggets. Só sorrisos. Do começo ao fim da reunião.

Eu fiuei tão feliz que eu era só sorrisos tb. Os chineses se despediram SORRINDO. E eu não lembro do acordo em questão ter sido fechado, mas estavam todos muuuuito felizes.

E eu tb.

Até entrar no banheiro, 3 horas e duas reuniões depois do almoço.

Olho no espelho e vejo um IMENSO pedaço de ALFACE no meu dente da frente.

¬¬ Lógico que estavam rindo.

E isso pq nem era meu primeiro encontro com ninguém, hein?

Após aquele dia, e de alguns outros micos em algumas outras ocasiões, reuni todas essas regras num manual mental pra tentar não pagar mico.

Com relação ao primeiro encontro:

O primeiro encontro tem uma série de regras. Não peide, não arrote. Não fale dos ex, não fale sobre casamento. Não pergunte a ficha criminal e nem comente nada sobre como é ser interna da Polinter ou ex-interno da Febem; não fale nada sobre seu nome no SPC ou Serasa, não peça cheque emprestado.

Não use lingerie velha. Mesmo se você achar que não vai dar… Vc não sabe o grau de persuasão do indivíduo, então não dê bobeira. Depilar é sempre bom (falou alguém que tá com a perna mais peluda que o Maradona);

NÃO COMA RUFFLES CEBOLA E SALSA.

NÃO COMA AMENDOIM COM CASCA.

CUIDADO COM O ORÉGANO DA PIZZA.

– Aliás, NÃO COMA. Nada. Além do perigo de ficar coisa no dente e do mico absurdo de ter o peguete tentando avisar que tem algo “aqui, mais pra direita, mais pro meio”, OU NÃO DIZENDO NADA, o que é pior; existe o perigo de dar vontade de peidar e, todos sabemos, é TERRÍVEL passar duas horas com um maldito peido encravado logo no primeiro encontro. E não adianta fazer essa cara de Sandy vendo pornô de surpresa, todo mundo MESMO já passou por situações de peido encravado. Todo mundo tem cu, porra. Então, não coma (a comida, não o cu… o cu é escolha pessoal).Revire no prato, peça uma água… Mas não coma.

E nunca, mas nunquinha, peça salada com folhas.

ataque copia

Da série “Conselhos Sobre Coisas que Acontecem”

E não tem muito como escapar. Então, aqui vai um pequeno manual pra você aprender a lidar com essas coisas pós modernas que acontecem com todo mundo: você, eu, a Cláudia Leitte…

1 – Vc foi pra um mega evento e a pilha da câmera fotográfica acabou logo na primeira foto. Mas você não se preocupa tanto pq todos os amigos estão com máquinas tb. E vc sai em várias fotos. Váaaarias. Vc verifica, nas máquinas, após cada clique, e constata que algumas ficaram bem legais.

Mas qual não é a surpresa qdo, ao abrir o Orkut no dia seguinte, você vê que logo aquela exata foto em que você saiu lindo como um golfinho asmático fazendo hang-loose foi tb a ÚNICA que sua amiga, dona da máquina, resolveu postar no álbum aberto dela? EHBATATA. E pode ver, a foto tá com 18 comentários do tipo “fulana (dona da máquina), c tá linda!”

Sua amiga, por ser “a dona da bola” – tal e qual aquele mini-ditador (todo mundo teve um amigo assim na infância) que encerrava o jogo quando bem queria, simplesmente pq a bola era dele -, pôde decidir, assim, brincando de Deus, qual foto ia pra berlinda.E geralmente, nesse momento, a foto escolhida é uma em que ela saiu ótima e vc, um cocô. Muito lógico.

Ou então a outra variável do ocorrido.

Que é quando vc saiu bem na foto, a amiga ( ou o amigo) nem tanto, mas, como era a única imagem em que o Bono Vox, a Ivete ou mesmo o Praga saiu junto de vcs, tinha que ser essa, mesmo, no maior estilo “não-tem-tu-vai-tu-mesmo”. A indivídua dona do cartão de memória, pra melhorar o próprio lado, lasca um contraste e um brilho no Photoshop de maneira que suavize (suavise??) a proeminência nasal avantajada dela e dê uma chapada nas espinhas, sem ligar pro fato de que você, com aquele brilho todo, SOME.

Não, não tô falando que você é ofuscada pela beleza da sujeita, não, tô falando que você SOME, mesmo: você é tão branca que todos os seus traços desaparecem, sobrando um ser de luz muito semelhante a um ET do filme Cocoon. Só falta voar.

Ou então você é muito morena e o contraste junto com o brilho te dão cor e textura de Cream-Cracker com hepatite, enquanto a dona da foto está lá, linda e esvoaçante com a Galadriel.

E milhões de outras variáveis deste mesmo problema: a foto de vc com uma verdadeira pochete adiposa na cintura e a indivídua se espremendo toda e magérrima como uma tábua; foto sua com um olho fechado e boca abrindo pra falar, e indivídua posando linda…

Isso acontece por causa de uma velha máxima da comunicação social:

“QUEM DETÉM A INFORMAÇÃO, DETÉM O PODER”

Como você não tinha máquina e a outra pessoa sim, vc não tem nada contra, nenhum trunfo na manga e se fode. Só pode aceitar calado. Pode até pedir que te enviem as outras fotos, mas invariavelmente em todas você vai estar com o tal aspecto de Cream-Cracker com hepatite, pq já foram devidamente filtradas e adaptadas ao tom de pele do manda-chuva.

Portanto, o conselho que eu tenho pra te dar é: TIRE FOTOS. Sempre. Se acabou a pilha da máquina, TIRA COM O CELULAR, meu filho! Tira com o celular dos outros, tira com o cu, whatever – vc PRECISA de uma prova pra chantagear! Porque aí, quando aparecer a tal fotinha ilustrando o Orkut da querida, vc mete tb a sua fotinha de celular, sem nenhum caprichoe totalmente adaptada pra vc!

A pessoa, desesperada, vai pedir pra tirar. E vc,radiante, vai poder dizer: “Tiro essa se vc tirar a que tá no seu álbum”. E as duas vão tirar e viver felizes prasempre… Sem nenhum registro da noite fatídica, como se ela jamais tivesse acontecido.

Agora, a única saída, única MESMOOO, se a coisa já aconteceu e vc NÃO TEM o que fazer… É um semi-golpe baixo.

Entre no álbum, se veja e comente uma das variáveis abaixo:

“Meu Deus! Q q aconteceu com a foto? Cheia de efeitos! hahahaha”

“Ai, cara, ficou lindo o seu nariz! Vc usou pincel de clonagem ou aquele band-aidinho do Photoshop? Me ensina?”

“Nossa! Adorei o filtro amarelo que vc usou! Sumiram todas as suas espinhas!”

“Cara, vc AHASOU no PhSh! Só conserta ali que ficou um esfumaçadinho aparecendo na banhinha embaixo do seu braço esquerdo!”

E por aí vai.

E tenho dito.

Bjoscomentem!

Carol

Eu Vi Uma Folhinha na Careca do Vovô

Hoje acordei saudosa.

Há algum tempo (na época que eu escrevi esta história esse tempo era presente, mas várias formatações do meu HD e do site onde eu postava minhas merdas me fizeram perder um acervo enorme. Reescrevendo, o tempo vira um pretérito pra lá de saudoso!), eu estagiava no centro do Rio, em um jornal que já teve seus tempos áureos. Morando em Niterói, saía daqui às 7 da matina, passava em uma birosca perto do ponto e comprava um italiano* e uma latinha de refrigerante ou chá gelado – dependia do jantar de “ontem” -, e subia no ônibus com o salgado ainda fresquinho. Sentava naqueles bancões altos, os últimos antes do trocador, abria o pacotinho e saboreava aquele salgado maravilhoso, iguaria pé-sujo sem igual. Depois, bebericava o líquido da latinha atéeeee… Até acabar.

Enquanto o ônibus estava vazio, ia bem no meião do banco. À medida em que enchia, ia bundeando pro lado do corredor (devido ao tamanho da circunferência das minhas ANCAS, odeio ficar presa na janela dos ônibus, aviões e afins: a sensação de esfregar o fiofó na cara do pobre coitado vizinho é deprimente demais).

Invariavelmente, o ônibus enchia demais, assim como as ruas, e eu demorava aproximadamente duas horas pra chegar ao jornal. Não vou dizer que isso não poderia ser evitado, poderia sim, era só eu ir de barca: em menos de uma hora, já estaria lá.

Só que eu adoraaava ir de ônibus! Aquele ritual de comprar italiano e latinha e depois aquela sonolência, aquele solzinho da manhã e o ventinho gelado no rosto me embebedavam e eu ia, durante todo o caminho, pensando na vida, meio dormindo, meio acordada…

No primeiro trecho – quando tinha engarrafamento demais e o ônibus não podia deslizar tranquilo pra amortecer meus sentidos -, até a ponte, eu ia pensando. No segundo, da ponte em diante, eu era embalada pela velocidade e o vento e dormia meus 40 minutos mais preciosos de cada dia.

Nesse dia não ia ser diferente. Estava ainda no primeiro trecho. Pensava, pra ser exata, no motivo que levava os fabricantes de absorventes a ainda fabricarem absorventes sem abas, já que nem uma indivídua que conheço os compra. Elaborei mil hipóteses, pesquisei mentalmente os preços, lembrei de algumas coisas que precisava comprar. Iria seguir minha amada salve-salve rotina diária, em poucos minutos o vagar dos pensamentos me fariam dormir.

Masssss, na Alameda (um trecho que sempre engarrafa e sempre entram milhares de pessoas nos ônibus), entrou uma porrada de gente. Entre essas gentes, um senhor careca. Careca daqueles que o cocoruto reluz, e só tem um bambolêzim de cabelos circundando o topo da nuca e acima das orelhas, tal e qual aquela coroinha de folhas que os gregos (eram os gregos?) usavam.

Eu nem teria reparado nesses detalhes todos, mas ele se sentou bem na minha frente. E, como sabemos, nossos olhos são scanners, capturam e analisam toda e qualquer imagem. Se estiver tudo certo, eles liberam o movimento pra onde você quiser olhar, mas, se NÃO estiver tudo certo, fodeu, os dois bichinhos se trancam na direção do erro e, puta merda, nem toda a educação do mundo consegue destravá-los! Tenta tirar os olhos de uma pessoa de peruca, ou com a calça furada, ou com batom no dente, ou com mó remelão e vê se consegue!

Então, meus olhos estavam prestes a liberar o careca do processo, chegaram até a dar uma destravadinha e olhar pro outro lado, mas voltaram. Identificaram algo.

No meio daquela careca lisiiiinha e mais brilhante que uma bola de boliche, aquele aeroporto de mosquito perfeito, assim, como quem não quer nada… Jazia uma folhinha. Uma folhinha. Tá pra existir coisa mais inocente do que uma folhinha daquele tamanho. Pequenina e verde. Bem verde. Bem pequenina.

Bom, certamente alguns vão pensar:”Tá, mas e daí?”

E eu vou responder: experimente VOCÊ ficar confinado num ônibus por mais de uma hora na frente de um careca com uma folha no meio da cabeça.

Te digo de antemão: maluco, NÃO DÁ. O cérebro fica em constante desequilíbrio, processando o tempo todo que algo está errado. Vira uma TORTURAAAAAAA.

A folhinha adqüire rapidamente voz de desenho animado. Formiga Atômica total. E berra: “NANANÁAAANAAA, VOCÊ NÃO ME PEGAAAAA!”, e te tortura, e te tortura, e que tortura. Não acaba nunca.

Pronto. Minha rotininha alterada. Cacete. Não consegui pensar mais, com aquela folhinha desgraçada me testando. Não consegui dormir, coma aquela folhinha me gritando. Pra falar a verdade, meus olhos não saíram da folhinha nem um segundo.

E o careca passava a mão pra lá, passava a mão pra cá, tipo “penteando os cabelos”, em TOOOODOS os lugares da careca, menos na folhinha. E a cada vez eu gritava por dentro:”MAIS PRA DIREEEEEEEEEEITA!!!! MAIS PRA DIREEEEEEEEEEEITA!!! A FOLHINHA TÁ MAIS PRA DIREEEEEEEITA!!!”

Ele, é claro, não ouvia.

Quando chegamos ao centro do Rio, eu já tava suando frio de nervoso. Minhas mãos tremiam, minha boca seca, a latinha amassada como se fosse um copo descartável. Minha perna balançava sozinha e acho que o ônibus inteiro percebia que eu tava morrendo ali. A maldita folha sobreviveu a TODOS os ventos, a TODAS as “penteadas de cabelo”, a TODOS os sovacos e barrigas de gente em pé roçando na cabeça do careca. A TODAS as minhas preces e gritos de desespero, a TODOS os meus olhares telepáticos; eu REALMENTE tentei fazer aquela porra de folha flutuar.

Na Leopoldina eu me liguei que já tava chegando perto do meu ponto, que eu precisava relaxar, “só mais cinco minutinhos”.

Quando cheguei no retão que precedia o meu ponto de descida, fui acometida de um alívio quase físico, a felicidade de imaginar que eu ia descer e nunca mais ia olhar aquela folha dos infernos na minha frente. Levantei, meio bamba de emoção, e fiquei lá, em pé, um braço pra cima segurando na barra, encostada na “paredinha” na frente do trocador, esperando o ônibus parar, ao lado da minha poltrona.

Qual não foi a minha surpresa quando o careca levantou também.

Com quinhentos milhões de pontos de ônibus, o homem foi descer ali. Tinha que levantar ali. Tinha que ter alguma coisa pra fazer ali perto. CARALHOOOOOOOO, merda pouca é bobagem. O careca estava ali, de pé na MINHA FRENTE. Uma respiração mais forte minha e eu embaçava o carecão.

Juro que nunca me concentrei tanto em toda a minha vida. Aqueles poucos momentos conseguiram a proeza de serem piores do que toooooda a viagem desde Nikiti. Estava ali, a menos de um metro de mim, aquela folha de uma figa.

Respirei fundo quando o ônibus foi parando, fechei os olhos e pretendia contar até dez pra, quando fosse abrir os olhos de novo, não ver aquela careca com aquela folha quenga ali. Mas logo abri, né, porque iriam me linchar se eu ficasse mais um segundo parada, tinha gente presa lá atrás.

No momento em que abri os olhos de novo, aconteceu.

Do nada, eu juro que foi do nada, involuntariamente, minha mão levantou e deu mó tapão na careca do velhinho. O_O . Eu tenho certeza que a intenção era só tirar a folha, mas foi um tapa tão forte que fez “PAF”. O velhinho, no mínimo assustado, levantou os ombros e afundou a cabeça no pescoço, sabem? Levou a mão à cabeça e foi virando devagarzinho… Até olhar pra mim.

Agora vocês vejam bem. Eu, uma jovem de 1m71 dei um pescoção de fazer dó num velhinho com um terço do meu tamanho e peso, na frente de TODO MUNDO. Num momento desses, o que que você faz? Nega????

Pensando na velocidade de um raio, cheguei a conclusão de que eu podia fazer duas coisas. Ou eu dava um passinho pro lado, fazia cara de desentendida e apontava pra mulher sentada na cadeirfa mais próxima dizendo: “Foi ela, foi ela!”… Ou eu fazia o que eu fiz.

Na hora em que o velhinho parou os olhos em mim, a cara A-P-A-V-O-R-A-D-A, uma expressão de medo, confusão e raiva, tudo junto, eu, muito calmamente, como se nada tivesse acontecido, com a cara mais séria e plácida do mundo, sem tirar o outro braço da barra de ferro, disse:

“- Tinha uma folha na sua careca.”

E, diante da falta total de expressão no rosto do velho (e me borrando de medo de alguém me bater), emendei:

“- Com licença.”

Passei, desci e fui embora.

Fala sério, o que você faria no meu lugar???

A Primeira Cena de Sexo a Gente Nunca Esquece.

Enquanto o Twitter sofria uma crise de identidade hacker hoje de tarde, se achando thechunchk.com; eu estava no Blog do Cróvis e achei isso:

livro_alemao1

Esse livro, saibam agora, não é novo… E sim, ele foi a primeira cena de sexo que eu vi na minha vida. Um tanto quanto traumatizante, não?

Lembro que devia ser o livro-polêmica de 1988, 89… Talvez até antes.

Só sei que uma vizinha minha, lá nos cafundós de Jacuecangacity, era psicóloga metida, naqueles tempos, a modernosa; e tinha um quartinho cheio de brinquedos e livros infantis. Tipo, minha memória não me deixa lembrar com clareza, mas ou ela era pedófila, ou era psicóloga infantil. A lógica me faz crer que não era a primeira opção, visto que ela era amiga da minha mãe, e que eu estava naquele quartinho cheio de cubos de madeira,material dourado, livros coloridos e uma mesa de escritório com conhecimento da minha mãe, enquanto ela conversava na cozinha com a tal amiga.

Depois de brincar com os trenzinhos, os cubos, as peças de encaixar, os Legos e tudo o mais, a serzinha de então 8 pra 9 anos, decidiu ler. A última opção na sala de brinquedos.

Sentei no chão, peguei ESTE livro e abri.

Me lembro como se fosse hoje do susto que tomei. O mundo inteiro parou, e foi a primeira vez na vida que senti aquele misto de empolgação, medo, susto e  repugnância de uma vez só… mais ou menos o mesmo que a gente sente na primeira vez em que pega no… “membro”… haohaouhoa… de um cara e vê  aquela coisa feia, esquisita, totalmente alheia e sabe, SENTE, no fundo do coração, que aquele estranho objeto vai, infelizmente, fazer parte de nossas vidas para sempre…

Na primeira página, achei bonitinho, me lembro. Parecia com todos os outros livros que eu já tinha lido ali. Até virar a página e ver que o casal estava, de repente, pelado, e que ele tinha um boneco Gonzo pendurado no lugar da perereca.

E que o Gonzo tinha vida própria. Se transformava num “gancho-para-casacos-molhados” animado e, muito deliberadamente, entrava na coisa da mulher pra fazer algo que eu hoje reconheceria como o “bundalelê do carangueijinho”, em termos de ilustração do quão nonsense aquilo me pareceu.

Mais à frente, o cara deitava a mulher e, na figura seguinte, o “piupiu” – ôoo mente inocente – do cara, não feliz de já estar naquele lugar, enche um balão de festa na barriga dela.

A bizzarrice só ia aumentando: é DESSE balão de festa que nascem OS BEBÊS! Que viagem, cara! Os dois peladões, e um bebê dentro do balão rosa!

Quando eu achava que não podia ficar pior, descubro que a criança passaria pelo mesmo buraco que entrou. Fiquei estupefata, e nessa hora eu larguei o livro e olhei pra frente, pro nada, sabem?

Pensei um segundo comigo e processei: “Será que eu saí de lá assim?”,  me cheirei e comecei a sentir náuseas.

Nesse momento, minha mãe abriu a porta do quarto, pra me buscar, mepegando com a boca na butija. O sorriso no rosto dela desapareceu por completo qdo perguntei se ela sabia que o papai tinha posto o piru na perereca dela, e ela olhou pras minhas mãos e viu o tal livro.

Ela olhou de relance para a amiga, que fez cara de “paciência” – pq essa amiga era filha da puta, mesmo; não era a primeira vez que uma “coincidência” dessas acontecia na minha educação -, entrou no quarto e me arrancou de lá.

Eu não entendi nada,e tb não me lembro de mto papo sobre aquilo. Só sei que passei ANOS apavorada com a possibilidade do Reginaldo Rossi meter o bilau na minha margarida – haouahaoua – e ABOMINO homem com um pequeno MAPA DO BRASIL encaracolado no meio do peito. Puta merda.

Enfim.

Uma coisa interessante é que não tenho a menor idéia se o livro era em português ou alemão, mas entendi TUDO. Houaahuouao!

Gente, perdoem, os milhões de erros! Postei com Isabela no colo querendo ver “Iaiaô” no Youtube! Depois reviso direito!

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