Pérola da Bebela

 

Ontem levei a pimpolha pra me acompanhar, eu tinha que ir ao dentista. Na espera, ela pediu pra ir ao banheiro. É claro que não poderia ser um simples xixi, se é que vocês me entendem.

Entramos no banheiro, limpíssimo, e havia um Bom Ar em cima do tanque da privada e um Veja (daqueles de vidro rosa) ao ladinho. Isabela apontou o bom ar e disse:

“- Isso é pra tirar cheiro de cocô fedorento. Depois que eu terminar o meu cocô, minha mãe vai jogar um pouco aqui no arrrrr!” – ela anda raspando os erres todos na garganta e prolongando os erres únicos, “prrrrrrrrrrrrrincesa”… As crianças de vocês também fizeram isso? Eu acho hilário, mas dá um nervoso!

Daí ela olhou pro Veja e disse:

“- E isso aqui é pra nascer flores.”

Não entendi e a minha cara de concha ficou mto explícita.

“- Não, filha… Como assim, pra nascer flores? De onde você tirou isso, isso é desinfetante!”

Ela olhou, pensou, pensou… E, encafifadíssima, me disse:

 

“- Então por que na televisão toda vez que passam isso nascem flores?”

O_O

HAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAAHHAHAAHAHHAHAAH

Agora pensem: o que acontece em todo santo comercial de desinfetante? HAHAHAHAHAHAHAHA!

Gente, que coisa mais fofa! No mundo deles, enquanto eles não sabem o que é computação gráfica, é tudo real!!! Hahahahah!

Adorei!

 

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Fim do Mundo, quer dizer, Fim de Ano taí!

Fim do Mundo Fim de Ano taí!


E eis que, depois do calor histérico de janeiro e fevereiro; das águas de março; dos chocolates de abril; do meu aniversário (ahouhahahaha) em maio, do frio, das canjicas e dos pula-fogueira-iaiás de junho e julho; de agosto, mês da minha filha, huhuh; dos feriados intermináveis de setembro, outubro e novembro… Chega o famigerado dezembro com força total! E chega com trilha sonora:

“JÁ É NATAL NA LEADER MAGAZINE…”

Dezembro é o mês mais arrebatador que tem. Ele já começa aloprando, filho da puta, queeeente de fritar ovo em placa de esgoto. Já começa com aquela sensação de que o mundo vai acabar – e não apenas o ano. E, de fato, é mais ou menos isso. Toda vez que saímos pra rua e tomamos aquele bafo quente na cara, temos a sensação que “de hoje não passa”.

Em dezembro a gente já começa de caneta e bloquinho em mãos. É o mês das listas.
Lista de Amigo Oculto: que hoje em dia é, na verdade, “Havaianas Ocultas”, ou “DVD Oculto”, ou “Trinta Reais Ocultos”. Me pego perguntando, às vezes, se não seria mais justo se nós todos colocássemos trinta pilas em um envelopinho e simplesmente trocássemos na confraternização. O grande barato não seria o presente – como já não é, tendo em vista que todo mundo já sabe o que vai ganhar -, e sim a cor do envelope. “Aaaaai, o meu é roxiiiiinho, do jeito que eu gosto! Brigada, Afonso!”
Lista de Presentes: “lembrancinhas” valendo uns 30 paus (sempre 30, o número da sorte de dezembro, parece), que, logicamente, encontramos no Saara ou na 25 de março por 8 reais, com muito custo, muita cara no sovaco de muito ambulante se matando nas lojas transbordando de gente suada – misericórdia, Senhor! É uma Via Crúcis. É a visão dos infernos. É absurdo. A gente compra uns 20 bagulhinhos ( porta-níqueis, agendinhas, canetas), uma porrada de tranqueira que, no final das contas, ninguém usa, todo mundo repassa pra frente e eu tenho a impressão que, de alguma forma, no final do ciclo de um ano, tudo volta pras mesmas prateleiras. É, tipo: eu ganho um porta níquel, agradeço com meu sorriso amarelo, digo que “amey!”, guardo e dou pra alguém cujo presente esqueci de comprar, essa pessoa faz o mesmo e, de alguma forma, um dos receptores deve ser o Afonso, dono da loja de muambas. Aí ele vende de novo. É a versão urbana do Ciclo sem Fim, do Rei Leão.

Lista de Presentes DOS FILHOS: essa é PIOR. Quando chega novembro, a gente já fica ligada nas propagandas que fazem os pequenos pararem de andar de bicicleta pela sala pra prestar atenção. O que não são poucas. Moon Sand, Little Mommy, Barbies mil, Parque aquático da Polly… É, eu só presto atenção em coisas de menina, pq a minha filha é menina, né… Hhaouahuah! Mas pra meninos tem a mesma quantidade de tranqueira. Enfim, é um efeito engraçado – pra não dizer filho de uma puta, pq devia ser limitado o numero de propagandas, e não uma lavagem cerebral que cria pequenos consumistas -, ver que, do nada, eles param de brincar por trinta segundos, vêem a propaganda e imediatamente gritam “MÃE, EU QUERO!” ou “MÃE, VC COMPRA?”. No resto do ano a gente tenta explicar pra eles que ninguém peida dinheiro, mas em novembro e dezembro a gente troca o discurso: “PEDE PRO PAPAI NOEL”. Na vã esperança que eles escolham uma única coisa. O que nunca fazem.

Minha filha entrou dezembro me pedindo umas duas mil e quatrocentas coisas e eu só faltei arrancar meus pentelhos de um por um pra escolher o que ela realmente queria. Como malandro é malandro e mané é mané, levei ela no Papai Noel e disse pra ele perguntar o que ela queria e me contar depois. Huhuhuhuh. Fica a dica. Ou então manda pedir pro Tio Afonso, já que ele tem uma loja de muamba.
Lista de Compras pra Ceia: essa é foda. Começa com a pergunta clássica – quem vem pra ceia? E aí a gente conta as pessoas:

Mãe 1

Pai 2

Mano Maurício 3 4 5

Prima Gorda 6 7 *

Prima Magra 7 e 1/5

Prima Fashion 8 e 1/5

Primo Gay 9

Primos crianças 10

Tio Afonso 11 *

Tio Carlão 12 13 *
E, como vocês podem ver, a lista acima tem 13 pessoas. E os asteriscos, que marcam os que bebem pra cacete. Daí, só quando a gente sabe quem vai vir, é que a lista de compras é feita.
Peru ou Galinhão (Chester)

Pernil

Tender

Fios de Ovos – No extra

Nozes nas Casas Pedro

Castanhas Portuguesas

Passas

Cerejas ao marrasquino

Abacaxi em calda

Pêssego em calda

Pão de rabanada

Figo em calda

Seis quilos de açucar

Milhares de latinhas de cerveja

Lentilha pro ano novo

Bacalhau

Panetones

Azeitonas pretas

E por aí vai. A compra de dezembro vem ENORME e caríssima. Infelizmente a gente esquece que existe um mês inteiro até lá, e a compra do mês em si fica meio capenga… Portanto, durante metade do mês, ao invés de comer pão com queijo no café da manhã, a gente acaba comendo… Panetone com margarina ou pêssegos em calda com creme de leite…

E, enfim, chega o dia 23. Eu já escrevi sobre isso aqui e é redundante, mas eu preciso mencionar: a ceia só existe pra deixar as mulheres MALUCAS. Só pra isso. Pq dia 24 de noite, a gente tá o pó da rabiola. Depois de dois dias na cozinha ininterruptamente, qualquer semelhança com Ingrid Betancourt saindo do cativeiro NÃO é merda coincidência.

Mas tudo bem!!! Tudo bem, porque pelo menos na sua cozinha não tá tocando Então é Natal, da Simone! Como tá em todas as lojas Americanas do Brasil a partir do dia 15 de dezembro!

E tudo bem também porque a mesma comida servirá para o dia 25 e 26, se vc tiver feito as contas certas… Hahahahaouhaouha! Dois dias de arroz a grega no microondas e salpicão de chester!

E depois a gente não sabe pq no ano-novo a gente SEMPRE tá redonda.

Oh, céus.

Cansei.

Bjofui!

Itacoatiara

Itacoatiara, pros desavisados, é uma das melhores praianas – se não a melhor – do Grande Rio. SE Itacoá perder pra alguma praia, será Macumba, Grumari… SE perder, pq eu não conheço essas duas e não sei do que tô falando; mas é DIFÍIIICIL bater Itacoá em termos de beleza.

A praia é de tirar o fôlego.

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Uns kilômetros de extensão de areia branca e fina com umas ondinhas pra quem gosta, emoldurada por duas formações rochosas enormes e lindas, pegando a ponta da reserva de vegetação de restinga não sei de onde num bairro só de casas fodas, carésimas, ruas calminhas e uns quiosques entre os quais uns que vendem um bolinho de peixe que pelamordeDeus, é um PECAAAAADO, aquele negócio… Frito até os mióóóólos. Mas são umas centenas de calorias que VALEM A PENA, garanto.

Enfim.

Itacoá, como nós a chamamos carinhosamente, tb é super bem freqüentada.

Domingão de sol, lá fomos nós.

Comemos uma coisinha, compramos uns trequinhos e fomos…

Andamos como mulas até chegar na praia, pq até lá embaixo é um pedaaaço… Ainda mais que a gente fica nas terras mais longínquas lá, por causa do estado civil.

O estado civil é um divisor de águas em Itacoá.

Costão, Meio e Pampo (são os nomes dos “postos” da praia) são para solteiros, sem filhos e pirralhos.

Prainha, que é uma praia mínima, entre as pedras, com águas calmas e rasas pras crianças, é para casados, com filhos, avós e, lógico, muitos, muitos bebês.

A diferença entre os transeuntes é BRUTAL. Na Prainha, não existe UMA mulher malhada/semcelulite/perfeita. NENHUMA. Muito pelo contrário. Há mais celulites em 1m² de Prainha do que em toda a extensão da praia de Ipanema. É celulite que não acaba mais.

As mulheres, no geral, SOFRIIIIIIDAS. E cúmplices. Pq todas sabemos o motivo das outras estarem tão, tão, tão acabadas e cheias de pentelhos no sovaco ou uma raiz de cabelo de seis metros ou com um biquini tão velho que dói. FILHOS. Quem tem é quem sabe.

Agora, no resto da praia, não há UMA com celulite de segundo grau. Sim, porque falar que nenhuma tem celulite é ridículo: quase todas têm, mas é aquele ter não tendo, ter quando aperta, ter UMA marquinha…. E não viver num edredom de celulites, como é o caso de algumas. Eu, por exemplo. Luto com estas putas desde que me entendo por gente. E com o excesso de peso, só piora. Me sinto um campo de testes pra mísseis lá em Guadalajara ( Não sei onde é Guadalajara, acho que é no México e eles nem devem testar mísseis, mas como eu tb não aguento mais escrever Guadalajara, melhor assim). Mas que cu.

Mas na Prainha.. Ah, gente, na prainha eu sou deusa. Eu sou LEEEEEEEENDA. Eu tô mais que podendo. A única que tava melhor que eu lá esse fds, tinha uns 13 anos.Aí é sacanagem.

E os homens? Ah, os homens… não ficam muito atrás. Barriguinha, gordurinha, braaaaaancos… Zero músculos… Pq, claro: todos são PAIS. E, assim como a maternidade,  a paternidade também é um portal – pra um mundo sem academias, sem dinheiro pra malhar, sem tempo de malhar, com muitos restaurantes de fds pra levar criança.

E ali, todo mundo é igual.

E quando eu digo igual, é igual MESMO. Na hora que entrei na água, só tinha homem, uma centena de pais com uma centena de filhos. E o mar cheirava a Rexona. INCRÌVEL. Era tanto homem com o mesmo desodorante que, se eu fosse cega e me guiasse só pelo cheiro, tinha agarrado qq um achando que era meu marido.

Pq pais usam Rexona. Ou Axe. Sei lá.

Já entre as mulheres, o índice de biquini-canga repetidos estava na ordem dos 32%, e eu entendo.

Vários fatores:

1 – Onde estava mais barato

2 – Onde tinha o meu tamanho

3 – Modelo que tapava mais as celulites

4 – Modelo que tapava mais os peitos

Ainda assim, nem pensar em maiô. Mesmo na Prainha.

A Velhinha Erótica

Antes do post de hj, não resisti e tive que postar:

dado-dolabella-casando

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH

Meo Deooooos… A foto eu peguei do Kibeloco… HAHAHAHAHAHAHAHHA!

A Legenda que tava lá era: “Fala sério! Não tá com cara de quem depositou o milhão na poupança?”

A princípio, confesso, não entendi.

Podem me chamar de “loraburra”, o que for. Só não pode me chamar de ruiva.

Anyway. Depois de um árduo trabalho de Tico e Teco por uns cinqüenta minutos… Eis que começo a gargalhar do nada. HAHAHHAOAUHOUAHOHAUO!

Entendi!!! HAHAHOAUAHOHAUOHAUOHAHU!

Ai, ai… Muito boa, a foto e a legenda…

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Agora sim, o Post.

Uma coisa que esqueci de contar ontem.

Fiz aula de girocópt, ops, de hidroginástica ontem, de novo. Pq antes de ontem eu não nadei, lembram?, então eu entro numas de pagar com sofrimento e tal. Me redime. Tipo aquele lance de “Anjos e Demônios”, das auto-chibatadas. Só que eu não me auto-flagelo daquela maneira. Eu tenho maneiras mais originais de me auto-punir: comendo como louca e depois me pesando. E, a julgar pelo meu peso, minha auto-punição vai de bem a melhor. Hahaouhaouhha!

Então, esse lance de usar esporte pra se redimir é uma nova na minha vida. Pq eu nunca consegui fazer isso por mais de um dia, mas agora estou fechando o primeiro mês de natação, já! E só não fui DUAS vezes, e nas duas foi por motivo de força maior, que foi filha dodói. Um marco na minha vida, essa natação.

Mas então, voltando.

Bruno tirou meu coro naquela porra de hidroginástica. Nego pensa que é mole, mas vai afundar aquelas paradas de isopor, amigo! É IMPOSSÍVEL! E eu não tô falando de afundar um isopor de cerveja cheio de gelo na piscina pra lavar não, meu filho; tô falando de uns pesinhos leves como a Cinthya Howllet fora d´água e pesados como Karla Fabiana dentro d´água. Quase um parto mexer com aquilo.

Anyway.

Terminei a aula, só fomos duas velhinhas, um velhinho e eu – pq ontem tava chovendo horrores e só foi o pessoal mais radical, baby . As velhinhas e eu nos encaminhamos ao vestiário.

Vale dizer que nos dias ensolarados umas trinta velhinhas comparecem felizes. E que, depois do término, no vestiário, elas tiram os maiôs e viseiras e toucas e tal e ficam conversando peladas, entre toalhas, cremes e calçolas pra todos os lados, exibindo e comentando marcas de biquini, de cesárea, de cirurgias, assim, como se tivessem 15 anos. Se vestindo devagar, entre um papo e outro. Umas pedindo ajuda às outras, pq, vc sabe, a flexibilidade já não é mais a mesma depois dos 50…

Não me sinto muito confortável ali. Confesso. Ver tanta velhinha de topless soa pouco natural pra mim. E eu trato de escapar e esperar do lado de fora até que elas tenham saído.

Pois bem, mas ontem, como dia especial de chuva e com poucos alunos, eu pensei que estaria a salvo.

Entrei e uns minutinhos depois entrou uma das senhoras.

Ela deve ter seus sessenta e poucos. E não está NADA conservada, por assim dizer. Só pra vcs terem noção da situação.

Estava lá eu, pegando minhas coisas, quando me dei conta que não havia levado sutiã e calcinha. O dia estava bem frio, e eu me peguei comentando em voz alta:

“- Aaaaaaai, putz, não trouxe sutiã! E agora? Maiô molhado…”

E a velhinha do meu lado direito, prestando mó atenção.

“- … Mó frio… Só se eu tirar o maiô. Mas aí fica difícil, pq não trouxe sutiã… Ah, não, sem calcinha e de calça eu até iria, mas sem sutiã não rola.”

Eu juro, tava mais PENSANDO ALTO, mesmo.

Por isso levei um susto tão enorme (mas tão enorme, que deixei cair todo o conteúdo da minha mini necessaire: OBês e etc.) quando a velhinha me respondeu:

“- Ahhh, já eu, prefiro o contrário! Não uso sutiã quase nunca, mas sem calcinha não vivo!”

O_O

Como asseeeem?

“- Olha, saí de casa sem sutiã. Só trouxe esse pq aqui no vestiário eu fico sem graça na hora de me vestir, as meninas sempre me olham torto quando não visto sutiã.”

Gente, eu tremia igual vara verde. Pedi a todos os santos, inclusive o @santoEvandro, praquela mulher parar de falar naquele exato instante. Tava vendo a hora em que ela ia me contar sobre a vida sexual dela e do marido, e isso é algo pra que a gente não tá preparado, né? Haja visto:

e você vai entender que é algo que nossos cérebros jovens não estão preparados pra alcançar. Argh. Não, não.

Voltando pra historinha. Rezei bastante. Mas não foi suficiente. Deus deve ter colocado na chamada em espera, pq deu tempo de ela me mostrar os seios… “Olha, eu quase não tenho! Pra que sutiã?”. Meu Djízâs. Eu quase podia ouvir o “Fur Elise” tocando ao fundo.

Mas consegui escapar e nada mais que isso aconteceu.

A propósito, ela realmente tinha peito pequeno… Mas na idade dela, não importa se vc tem peito enorme, pequeno ou não tem peito; vc TEM que usar sutiã.

Saí do vestiário ligeiramente torpe. Alguma coisa como a imagem daquele sutiã da Madonna, de metal pontiagudo, vestido na velhinha rondava minha mente.

E fui dar um presente pro Bruno, que estava orientando uma aluna.

“- Bruno. Tenho um segredo pra te contar. Sabe aquela sua aluna moreninha, baixinha, que tava do meu lado ainda agora na hidroginástica? Hum?”

“- Sei. Que que tem?”

“- Ela não usa sutiã.”

HAHAHAHAHAHAHAAHHAAH

Presentaço, não?

Acabei com a paz de um homem por no mínimo uns 15 dias! Hahahahaha!

Se vcs vissem a cara do Bruno…

Eu sei que ele JAMAIS vai esquecer isso, enquanto viver, e enquanto der aulas pra essa senhora tão… Erótica.

* Anônimo, retirei, viu? Fez sentido seu comentário, eu nem me liguei: a parada era MUITO velha,  eram milhares de papéis de bala, visa electron e por aí vai…  De antes da gravidez, pra ser mais exata, que foi a última vez que usei a necessaire em questão. Até pq eu preciso de fôlego pra nadar, brother!

Querido Diário;

Ontem foi um dia interessante. Parece que alguém poderoso lá em cima acordou e pensou: “Hoje eu vou sacanear essa menina! Hahaha! Hoje ela me paga por ter que salvá-la tantas e tantas vezes de carros, penhascos, assaltantes, malucos… Hahahaha! Vamos começar!”

E aí começou.

Eu estava com sono de manhã, querido Diário; isso é normal. Eu vesti Isabela, arrumei a mochila dela, coloquei meu maiô (é uma derrota falar MAIÔ, né?) de treino, arrumei minha bolsa pra natação, coloquei um chinelo, chamei Isabela, peguei as chaves, apaguei as luzes, peguei minha bolsa e saí.

Quando apertei o botão do elevador, notei que minha filhinha, de três anos, olhava pra mim com uma expressão estranha. Me deu uma mescla de ternura e compaixão, quase derreti ali!

Agachei e perguntei, toda amorosa:

“- Que foi, meu amor?! Por que vc está olhando assim pra mamãe?”

E ela me respondeu:

“- Mamãe… Gucê vai de maiô na rúuuuuua???”

Olhei pra mim mesma e sim, eu estava de maiô. Maiô, bolsa e havaianas. GRAZADEUS eu estava com minha filha, pq, se fosse sem ela, eu só teria percebido o erro ao passar pelo porteiro. Deus é mais. Deus é dez. Deus deve ter dado umas boas gargalhadas.

Entrei, me vesti e saímos de novo.

Deixei a cria na salinha dela e segui para a natação.

Aqueci, pulei que nem uma corna perneta, alonguei mais que o ET do Panamá, estiquei os braços pra trás, pra cima, pros lados… Agachei e estiquei as pernas, mudei de posição, alonguei, alonguei…

Tomei uma chuveirada, caí na piscina, nadei, nadei, nadei, nadei… Cheguei na Nicarágua nadando, se for contar a “kilometragem” da coisa. Nadei mais que refugiado cubano chegando em Miami, imaginando o Jon Secada e a Glória Stefan e todos aqueles conterrâneos que se deram bem.

Daí, querido Diário, como eu faltei segunda-feira, eu decidi, assim, do nada, emendar na aula de hidroginástica dos velhinhos, pra dar uma turbinada no exercício. Pq merda pouca é bobagem.

Vc já fez hidroginástica, querido Diário? Não, né? Claro, vc não passa de um caderno de papel.

Tem uns exercícios bizarros, Q.D…. BIZAAAAAAAARROS…

Se imagine deitado flutuando apoiado num espaguete preso nos seus sovacos, fazendo movimentos de abre e fecha com as pernas retas, para as laterais. Imaginou? Pois saiba, Q.D., que na prática é muito mais difícil do que nessa imagenzinha mental furreca que vc fez da cena.  Não sei como os velhinhos fazem isso e ficam no lugar. Pq, quando eu fui tentar, o resultado foi que eu parecia um girocóptero desgovernado pronto pra atacar sexualmente qualquer velhinho que entrasse na minha frente. Eu não consegui fazer UM exercício parada; eu flutuei desgovernada em TODOS.

E eu terminei a aula, querido Diário. E saí da piscina, e alonguei horrores.

E cheguei no vestiário cheio de velhinhas pós-hidroginástica. E tirei a toalha que me envolvia. E abaixei pra pegar minha bolsa. E ouvi de duas velhinhas, ao mesmo tempo:

“Meu amoooor, seu maiô está descosturado!!”

Porque velhinha nunca fala “furado”. Furo, pra elas, é algo diferente de “descosturado”. Pra mim, é tudo a mesma coisa.

Na prática, quando eu olhei minha bunda no espelho, eu vi que meu maiô estava era com um baita rombo no MEIO da bunda. Dando uma visão perfeita do meu rego pra quem quisesse ver. Imagina quem viu enquanto eu bancava o girocóptero, huh?

Oh, céus. Não sei se terei coragem de voltar lá.

Voltei pra casa, tuitei, cumpri com minhas obrigações de leiê: varri, lavei, arrumei (tudo meia boca, mas ninguém pode dizer que não fiz) e, pra finalizar, fui jogar o lixo na lixeira do corredor.

De calça jeans dobrada até o joelho, sutiã e saco cheio de lixo na mão eu estava; abri a porta, dei de cara com a vizinha centenária bipolar e evangélica que passa criolina na minha porta todo santo sábado, sabe Deus porque; dei olá; ela desceu os olhos pras minhas peitcholas; eu me liguei que tava sem camisa e, da mesma maneira que abri a porta, fechei. Na mesma posição. Sem nem piscar um olho.

Linda, a terceira bola fora do dia.

Aí desci, fui na farmácia  e, me expliquem, POR QUE DIABOS os atendentes ainda olham FEIO toda vez que vc vai pagar uma caixinha de OB SUPER? Caralho, é de sacanagem???? Não é possível que em pleno 2009 nego ainda olhe uma caixinha de absorvente interno com cara de “ih, essa é arrombada!”! Porra! Que merda!

(E alguém me explica o motivo de eu SEMPRE explicar, enquanto passo o cartão, que “hehe, é que meu fluxo é muito intenso…”??????

Realmente. Eu sou daquelas que explica as coisas tentando melhorar as situações. Besta, eu, pq é mais que sabido que pisar na merda, só espalha.)

Mas meu Djízâs, alguém explica pros balconistas de farmácia que o tamanho do OB não tem NADA a ver com o tamanho da piriquita, mas sim com a capacidade de absorção??? Não que eu esteja ligando pro que pensam do tamanho da minha periguete junior, afinal, hehe, baby, tem umas coisas que não tem nem o que dizer, claro; mas me incomoda profundamente a ignorância dos caras. Porra. De repente faz todo o sentido do mundo a Carol Gretchen fazer o “Fiz Pornô mas Sou Virgem”ou algo assim – tem gente que REALMENTE tem uns fios trocados lá dentro da caixola e inverte umas informações vitais, cara. Sério. As mesmas pessoas que acreditam que OB define tamanho de xereca, certamente concordam com a idéia de que uma menina que já fez sexo anal em frente às câmeras continua virgem, contanto que nenhum pênis tenha penetrado a vagina. Ou um OB Super.

Depois disso, estava sentada no pátio da escola, esperando a hora de pegar minha filha. Sem lente e sem óculos. Sou míope como uma porta, by the way.

Eis que me chega um professor beeeem jovem, lá de longe, e começa a apontar e a dizer que conhece meu irmão, que me conhece desde pequena e blablablá… E eu respondendo, amarradíssima; convencida de que ele devia ser algum amigo de infância que eu só não reconhecera pq estava longe e eu não estava enxergando… Até me dar conta que ele estava falando com a menina da frente. O que fazia muito mais sentido, claro. Era muito mais normal ele conhecer desde pequena uma menina de 12 do que uma mulher de 27; afinal, se o cara tinha 23 era muito.

Morri de vergonha o resto da tarde, peguei minha filha, vim pra casa e cavei um buraco nos travesseiros pra enfiar minha cara.

Ai, querido Diário! Que dia vergonhosamente deplorável!

Tomara que amanhã seja melhor.

Um beijo.

Carol.

Pérolas de uma Pequena Tratante

Vc tem filhos? Não?

Pois bem, se não tem, fique sabendo que as pérolas que os filhotes soltam lá pelos dois anos são mais engraçadas do que muito stand-up comedy por aí. E de GRAÇA para os pais. Hhahahoaahahah!

Se vc TEM filhos, vc já sabe disso.

Anyway.

Vou postar algumas aqui, especialmente pro Natan e pra Raabe – Hashnaka Hushnoka Huck Seinfeld Salim Malin Estrela de Davi! Saudações! (Pô, Natan, me ensina aí, cara! Tô falando “judeu” que nem eu falo francês, cara – Pois eiffel soutien champagne abajour leblon petit bon jour rouge). Será que eles se empolgam?

____

Isabela foi na cozinha e fez um escarcéu. Dei bronca, conversei, sentei ela aqui na mesa do pc e conversei olhando nos olhos, disse que não pode, que depois tem que arrumar, que é um trabalho enorme e blablablá.

Qdo terminei de falar, permaneci com os olhos GRUDADOS nos dela. Pq ela não desvia o olhar nem por um segundo, e, se eu desvio antes, ela simplesmente sai e volta pra fazer exatamente o que tava fazendo, a salafrária.

Então, dessa vez ganhei. Foram uns 50 segundos mudas, olhando nos olhos.

De repente, do nada, ela faz a cara mais genuína de “só lamento”, dando de ombros, e solta:

“- Meu pai adora eu.”

Posso?

*

O telefone tocou, Isabela atendeu, era meu irmão.

Ela conversou, conversou, o “trivial”: “Oi, é quem? Onde c tá? GUCÊ vai vir aqui? Minha mãe tá na cozinha fazendo papá gotoso pra mim. Pabo Déix (Pablo Andrés) tá ki. PABO DEEEEEEEEÉIX!”, e passou pro Pablo.

Eles falaram, desligaram, ela viu desenho. Após uns minutos, o telefone toca de novo.

Depois de um arranca-rabo pra tirar o telefone da minha mão, pq ela queria pq queria atender, ela colocou o fone no ouvido.

“- Alô? É quem? … DE NOVO??????”

haouhahouahoauhaouhoauhouahouahOUAHOUAHO

UHAOUHAOUAHOUHAOUHAOUHAOUHAOUHAOUHAOUH

Preciso explicar que era meu irmão?

*
Ela tinha uns 2 aninhos, nessa.

Eu estava na sala, sentada no chão, com as pernas esticadas pra frente, vendo tv. Ela junto comigo, sem ficar quieta um segundo. Em pé pra lá e pra cá, pra lá e pra cá… Subia na minha perna, que estava no chão, e ficava enfiando os dedinhos pra ficar na ponta do pé, sabe?

“- Isabela, desce que vc está machucando.”

Uma vez, nada.

Duas vezes, nada.

“- Isabela, desce, vc está machucando a mamãe!”

Cinco vezes, nada.

“- Isabela, desce, senão vc vai pro castigo.”

Não desceu, coloquei de castigo.

( ela vai pro quarto, senta na cama e fica: “Mãe, já posso sair? Mãe, já posso sair? Mãe, já posso sair?”, quinhentas mil vezes até eu deixar sair, o que geralmente acontece dois minutos depois)

Beleza.

Passou, e já era de noite. E eu tava exatamente na mesma posição e no mesmo lugar vendo novela.

Ela veio de mansinho, me abraçou, me beijou, ficou fazendo mil carinhos…

… e disse, tooooda carinhosa, esfregando a bochecha na minha bochecha, segurando meu rosto com as duas mãozinhas:

“- Mãe, quero castigo…”

=S

Meu coração morreu de culpa. Só faltei morrer de arrependimento!

“- Mas por quê, minha filha, por que você quer castigo, meu amor??? Você não fez nada!!!!!”

E ela, ainda segurando meu rosto com as duas mãozinhas, disse:

“- Não, mas eu vou subir na sua perna.”

Eu agüento?

*
Eu fazendo bolo na cozinha, ela quis “ajudar”. Mas, como eu não tô com saco, disse que não podia.

Daí ela veio na sala, pegou uma cadeira, levou pra porta da cozinha, sentou e começou:

“- Mãe, já tá pronto? Mãe, já tá pronto? Mãe, já tá pronto?”, quinhentas vezes, como sempre.

“- Não, não, não, não.”

“- Ah, mãe, então eu vou dormir.”

Aí ela foi na sala, pegou outra cadeira, levou pra junto da primeira e encostou as duas, fazendo uma “caminha” na porta da cozinha. Deitou ali e disse:

“- Mamãe, cuida de mim?”, toda dengosa.

E aí eu me derreto, né?

“- Mas minha filha, cuidar de vc pq? Vc tá com dodói (qdo ela tá com febre ou dor ela pede pra eu cuidar dela)?”

Aí ela, sem se mexer, meio que se equilibrando, e sem “dengo” nenhum, grita:

“- Não, mãe, cuida de mim pq EU VOU CAIR!!!”

*

PelamordeDeus, como é que pode???

Isabela vem e coloca a mão na minha cara, no meu nariz.

“- Mãe, cheira minha mão!”

Eu cheirei. Não senti cheiro algum.

“- Onde vc colocou a mão, minha filha?”

E ela, morrendo de sono, rindo, com cara de filha da puta mirim, diz:

“- Na minha bunda!”

*
Papo meu com Isabela hoje:

“- Filha, vai pro banheiro que a gente vai tomar banho.”

“- Não, mamãe, hoje eu não vou tomar banho, não.”

“- Como assim? Posso saber por que?”

“- Porque assim acaba a água do mundo.”

Todo santo dia, qdo ela pede pra brincar com água, eu meto essa. Que não pode pq assim acaba a água do mundo.

Hoje foi minha vez de ouvir, né?

*
(essa é da filha de uma amiga minha, a Fabi. Laura, a filha, é um espetáculo)
A Laura é muito observadora e vivia falando pra quem fosse:
– ai que sapato feio! não gostei.
– ai que boné sujo! precisa lavar.
– mas que cabelo colorido estranho!
qualquer coisa que ela visse e pensasse ela falava.
esses dias conversei com ela, falei que não podia sair por ai falando tudo que viesse à cabeça, as pessoas ficam tristes e ela DEPOIS EM CASA, pode falar para mim, que TEM COISAS QUE ELA PRECISA GUARDAR PRA ELA!

Ontem estávamos num aniversário de família e uma tia-avó dela chegou toda espetaculosa, cabelo cortado e tingido, cheia de blush e um primo meu começou a zoar, ela é brincalhona e aproveitaram. Foi quando a tia-avó disse:
– Vou perguntar para a Laurinha! Vocês estão é com ciúme, criança não mente. Laura, a vovó tá bonita???
e a Laura olhando bem pra ela e pra mim em seguida disse:
– TEM COISAS QUE PRECISO GUARDAR PRA MIM!!!

*
Isabela me vende tudo.

Do nada, começa a brincar de comidinha imaginária e vem perguntar se eu quero bolo, picolé…

Se eu digo que quero, ela coloca o bolo IMAGINÁRIO no pratinho IMAGINÁRIO, pega uma colher IMAGINÁRIA e me dá.

Assim que eu “pego” o prato, ela diz:

“- DOIS REAIS!”

(Doish reaish)

HAOUAUOUAHUAUOAU!

Um dia desses eu tava inspirada e zoei da cara dela:

“- Ô minha filha, vc não tem vergonha na sua cara não, sua salafrária? Vc está me vendendo este pedaço MINÚSCULO de bolo de COCÔ (era bolo de cocô, aquele dia. Tem dias que tudo é de cocô ou de xixi.) por dois reais?? Isso é um absurdo, vc acha que dinheiro dá em árvore?”, e por aí vai.

Morremos de rir e ela baixou pra 1 real.

Beleza.

Agora há pouco fomos na farmácia e ela se encantou por um kit com gloss e perfume da Mônica.

Olhou pro moço do balcão e disse:

“- Quanto é?”

O rapaz, que não esperava uma pentelha dessas sozinha no meio da loja perguntando o preço, falou meio rindo:

“- Onze reais”

Isabela (ai, meu Deus) colocou a mão na cintura e derramou as pitangas dela:

“- Absurdo isso, moço tio. Você não tem VIGUNHA não? Você é um salafálio, vc acha que minha mãe tem uma PLANTA DE DINHEIRO? ”

E o moço deu uma baita gargalhada, e todos da farmácia tb.

Isabela, MUITO séria, com os cabelos soltos, uniforme imundo e a mão esquerda na cintura, virou pra eles todos e disse:

“- Eu tô falando sério. Minha mãe não tem uma planta de dinheiro. NÃO ME RI. Não tô brincando, não ME RI.”

Gente… Surtei.

Eu ri MUITO.

*
Isabela. AGORA há pouco.

Foi no banheiro, abriu o armário, tirou um OB, foi na cozinha,pegou uma tigela redonda de gelatina azul que tava intacta… Enfiou o OB no meio, chegou na sala berrando:

“- PALABÉNS PA BUCÊEEEEEEEEEE!”

haoauououauoaauauuah

Geralmente,você é GUCÊ, mas no parabéns dela é BUCÊ… Nessa caso, só faltou o TA.

*
(Se não me dá vergonha postar isso no blog? Claro que dá. Mas vcs verão que é uma informação necessária.)
Eu no banheiro, agorinha. “Fazendo cocô”, pras pessoas meiguinhas, ou CAGANDO, mesmo, pros meus.

Toca o telefone.

Lógico, pq o telefone daqui tem um sensor que dispara assim que minha bunda encosta no vaso. Só pode.

Isabela, que tava de um quarto pro outro bagunçando roupas, saiu correndo pra atender.

E eu escutando, me apressando e me lavando pra correr pro telefone.

“- Ah, oi. Tudo bem, e gucê? Não…

…Minha mãe tá lavando a peleleca.

Saí correndo pra atender, qdo cheguei ela tava dando tchau e desligando..

Consegui pegar o telefone antes de encostar no gancho e GRAÇAS A DEUUUUSSS era Fabíola, minha amiga…

Que me diz:

“- Fala, maluca. Tava lavando a perereca?”

HAUOAUOAHUOAUOAUAUAUOA

Porra,imagina se fosse de banco, secretária de médico… Hozuouuoauoauoauhhashouh!

#chupaessamanga!

(e isso são ALGUMASSSS)
Vai dizer que não são impagáveis? Hahahahha!

15 Motivos para Toda Mulher ter um Melhor Amigo Gay

Uma das coisas mais divertidas que qualquer mulher pode fazer é ter uma amigo – de preferência, um melhor amigo – gay. Pode ser só “homo”, do tipo que só quebra o pescoço entre amigos; pode ser enrustido, do tipo que ainda não saiu do armário nem pra ele mesmo – mas todo mundo já percebeu; pode ser do tipo bicholeta-eta-eta, que é bicha, totalmente mona, nem aí pra nada; pode ser traveco; enfim, um amigo que goste de outros amigos.

Eu, como boa representante da espécie “mulher-extrovertida-loira-boca-suja” que sou, já tive amigos de todos os tipos citados acima. E um, em especial, meu melhor amigo, que é tudo acima ao mesmo tempo. Hahhahaha. Menos traveca. Quer dizer, entre 4 paredes, não sei. Mas fora, o Di faz o estilo gay executivo, adooooro.

E foi com ele que eu aprendi todas essas coisas abaixo, e foi morrendo de saudades e pensando desesperadamente nele que eu resolvi escrever um manualzeenho sobre o quanto ter um melhor amigo gay é vantajoso e maravilhoso para qualquer mulher que se preze!

1 – Já dizia minha vó: um amigo gay não vai dar em cima de vc. E vc não precisa ser uma mulher linda e maravilhosa pra sofrer com problemáticos amigos heterossexuais; basta que eles estejam carentes e vc de calcinha. Gays vêm automaticamente isentos deste problema. Desfile da calcinha, tome banho, mostre os peitos, se depile, faça O QUE QUISER, meu amor – ele não vai demonstrar NENHUMA reação fisiológica, se é que vc me entende. E o único feedback que ele pode demonstrar por te ver pelada é uma ligeira cara de repulsa e asco acompanhada de algum comentário do gênero: “Argh, como tem alguém no mundo que gosta dessa… Dessa… Lasanha viva???”, se referindo a sua genitália. É a paz no mundo.

2 – Ele também não vai dar em cima do seu namorado. Bem, pode ser até que dê, pq amigos gays têm um certo instinto protetor quanto às melhores amigas, e costumam, SIM, testar os namoradeenhos das protegidas… Mas isso não será um problema se o cara for hetero mesmo. O cara vai te contar. E o amigo tb. “Ele deu em cima de mim!”, “Eu dei em cima dele, ele não reagiu. Aprovado.” Se só o amigo contar e o cara não disser nada… Sai fora que essa faca corta pros dois lados. E o amigo vai contar assim: “Amor… Sai fora desse cara, vai. Ele não é pra vc. Furada na certa. E põe furo nisso.”

3 – Amigas bibas estão para nós, mulheres, assim como melhores amigos héteros, homens, estão um pro outro. Eles vão a jogos de futebol; nós e as bibas vamos a salões de beleza. Eles dão notas para mulheres gostosas que passam na rua; nós e as bibas damos notas para homens que passam em qualquer lugar. Eles falam de carros e fórmula 1, nós falamos de cabelo, maquiagem, Alinne Moraes, Bruno Gagliasso…

4 – Amigos gays são as únicAs amigAs que vão ouvir Michael Bublé com você, tomando Champagne e comendo morangos, rodopiando pela casa e NUNCA, mas NUNQUINHA, vão te chamar de brega por isso. Amigos héteros, namorados e maridos, nunca farão uma coisa dessas. Amigas mulheres dificilmente farão e, se fizerem, vai ser de má vontade.

5 – Nenhuma outra classe de amigo é capaz de combinar com você um personagem pra sair. “Hoje eu sou Rory Gilmore e vc é a Beyoncé, tá?”

6 – Só amigas bibas sabem de cór e salteado falas de seriados de TV.

7 – Amigas bibas não só te ligam pra avisar de promoções como, na sua impossibilidade de comparecer, se metem em plena Arezzo pra disputar a tapa com uma loira aguada a ultima sandália caramelo que vc tanto queria e que está com 70% de desconto…e te dão de presente!

8 – Não adianta: só gays sabem apreciar um bom jogo de xícaras ou canequinhas fashion e servir um maravilhoso café com um toque de amêndoas torradas em plena segunda ás 18h30 da tarde, só pra vocês dois se sentirem chiques em casa.

9 – Com quem mais seria possível tomar drinques como Alexander se até as amigas mulheres acham que isso é coisa de bicha?

10 – Com eles você pode brincar de cena de filme. Coisa que vc tenta fazer desde os onze anos com suas amigas, mas elas não curtem mais…

11 – Se você estiver gorda, eles vão dizer. Se a roupa não estiver combinando, eles vão dizer. Se o cabelo estiver feio, eles vão dizer. Acontece que se as respostas pra todas essas coisas forem “SIM, você está gorda, com a roupa feia e o cabelo horrível”, eles SABEM o que fazer. Leia-se: sabem que roupas vão te deixar mais magra e ressaltar os peitos da melhor maneira e sabem arrumar cabelo como ninguém.

12 – N-I-N-G-U-É-M é melhor pareceiro no UNIVERSO pra brincar de Mímica que um amigo bicha. Ninguém. O nome do filme pode ser “Hellraiser, Renascido do Inferno”, que ele VAI te passar de alguma maneira. E com um toque teatral que nem Ney Matogrosso é capaz de dar!

13 – Você só poderá cantar e dançar Britney Spears em frente ao espelho se for com um amigo bicha.

14 – Amigos gays acham o máximo ir pra cozinha com vc fazer uma receita complicadérrima de salada de endívias selvagens com rúcula do agreste, tomate cereja e queijo de cabra velha acompanhada de um arroz arbóreo ao molho de funghi tunghi minghi e carne de égua do deserto grelhada com paetês e alcaparras, e de sobremesa tiramissu de café javanês e chocolate belga… passar um dia inteiro na cozinha pra fazer isso, colocar uma mesa MARAVILHOSA com a baixela de prata e a louça da Lituânia… Só pra colocar a primeira garfada da salada na boca e praticamente vomitar no prato, deixar tudo de lado e ir pro sofá da sala comer o tiramissu direto da travessa vendo Friends. NÃO TEM PREÇO.

15 – E, pra terminar: só um amigo gay, e NINGUÉM mais no mundo, consegue te fazer rir como uma hiena em situações SURREAIS como, sei lá, TPM + término de namoro + demissão do emprego + oito kg a mais + morte de parente. JURO.

Aaaaaaaai, Diego Bacellaaaaaaar! Que saudaaaaaaaaaaaaade!!!!

Perguntas Idiotas, Tolerância Zero

Post inspirado no Tweet do Pizzolato:

@rpizzolatoO que a gente responde quando alguem te avista pelos corredores de seu local de trabalho e lança a ‘pergunta”: “Veio mais cedo, hoje??””

Dando origem ao MANUAL DE RESPOSTAS PARA PERGUNTAS IDIOTAS – TOLERÂNCIA ZERO!

Desenvolvido por Carolina Kalil e amigos.

Pergunta: “Veio mais cedo, hoje?”

Resposta: “Não. Vc tá vendo meu espectro. Eu, na verdade, tô sentadinho no alto daquele poste. Olha lá. Eu balançando as perninhas.”

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P.: “Cortou o cabelo?”

R.:”Não. Tirei pra lavar.”

“Não. Os fios encolheram com a água.”

“Não. Foi a cabeça do papai que cresceu.” HAHAHHAAHOAUHOUAUOAH!

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(o cara com o cigarro na mão)

P.: “Vc fuma?”

R.: “Não. Tenho mania de comprar cigarros, acender, deixar um pouco e apagar. Todo dia. Toda hora. Faz um bem danado.”

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(no posto de gasolina, parado ao lado da bomba de GASOLINA)

P.: “Gasolina, dona?”

R.: “Não. Enche o tanque com café, por favor!”

.

(de @renatorecife, muito boa!)

P.: “Tá dormindo?”

R.: “Não. Tô de olhos fechados pra economizar a vista.” -> HAHAOHAHAOUHAOHOHAUA

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(na central de trocas de uma loja de departamentos. Com uma calça e uma nota fiscal na mão.)

P.: “O que posso fazer por você?”

R.:” …. Uma massagem. Bem gostosa. Nas minhas costas.”

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(no táxi, chegando ao destino)

P.: “Quer que eu pare aqui?”

R.:” Não, imagina. Continua andando e acelera um pouquinho, que eu adoro saltar de carros em movimento.”

.

(no endocrinologista. E eu juro que acontecem coisas assim.)

P.: “Então, qual é o seu problema?”

R.: “Mmm. Eu queria engordar uns 5kg pra arredondar 30 de sobrepeso.”

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(depois de um acidente, em que houve sangue. Só isso. Vc está sangrando.)

P.:”Tá doendo?”

R.:” Não. Adoro fazer esta cara de desespero por nada.”

.

P.: “Pintou o cabelo?”

R.: “Não. Eu rezei muito ontem, pedi muito a Deus, e ele mudou de cor sozinho.”

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(dentro de uma loja de roupas infantis, após perguntar por vestidinho tamanho 3)

P.: “É pra criança?”

R.: “Não. É que meu pai é um anão travesti e pediu pra eu comprar pra ele.”

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(a uma pessoa obviamente gripada, espirrando horrores)

P.: “Ihh, tá gripada?”

R.: “Não. Tô com alergia a você.”

.

(Essa é do Pizzolato, tb. Pessoa preenchendo formulário de dados: nome, identidade, endereço, cpf…)

P.: “O meu nome eu coloco onde? Aqui onde diz NOME???”

R.: “Não, benzinho. O seu nome você coloca onde está escrito CPF. Na lacuna que diz NOME, vc escreve MICHAEL JACKSON JUNIOR.”

.

P.:”Nossa! Como você emagreceu! Tá fazendo dieta, exercício?”

R.: “Não. Tô comendo o dobro de antes e agora só ando de cadeira de rodas. Tô emagrecendo com idéias positivas!”

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P.: “Você veio?!”

R.: “Não, eu não vim. Eu sou uma ilusão da sua mente. Eu sou uma voz na sua cabeça. E você… Bem, cuidado. Você está virando o Tarso.”

.

(parado em frente ao elevador)

P.:”Tá esperando o elevador?”

R.: “Não, sou puta e aqui é meu ponto. Cai fora.”

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Mais perguntas e respostas durante o dia!

Morde! Morde!

Casamento, filhos, e a gente sabe que a vida sexual vai ficando pra último plano. Não por falta de tesão ou porque “o fogo da paixão acaba” – acho ótimo quando escuto solteiros e sem filhos dizerem que “o lance é não deixar cair na rotina”. Houahauoa. Dou gargalhadas FEDERAIS por dentro, “não deixar cair na rotina”, HAOUAHUOAHUA! “Não deixar apagar o fogo”, HAOUHAUHUOHAUO… Eu só fico pensando, e tento guardar pra mim, pra não passar por chata: “Espera sua vez, meu amor, espera sua vez… E depois vem me contar…” – mas porque NÃO EXISTEM HUMANOS DE FERRO.

Na prática, o casamento é uma maratona tão grande que é FODA conciliar tudo de maneira que ainda sobre FÔLEGO e TEMPOOOO pra transar. Maridos acordam antes das seis, vão pro trabalho, passam o dia todo resolvendo pendengas, chegam exaustos e ainda têm que sentar na porra do internet banking pra pagar contas – no caso do meu, chega às 23h30, pq ainda tem faculdade. As mulheres, depois da maternidade, NÃO DORMEM, acordam duas, três, mil vezes por noite, as crias acordam antes das seis tb, berram, gritam, bagunçam tudo. Tem que fazer comida, dar banho, levar pra escola, voltar, colocar casa em ordem, trabalhar (dentro ou fora de casa), sair do trabalho, pegar filho no colégio, levar pra casa, fazer jantar, dar banho… Puta merda.

Não é o “fogo da paixão” que se apaga, colega, é o FOGO DA VIDA, mesmo. Quando marido e mulher terminam seus afazeres diários, estão os dois MORIBUNDOS na cama. Sem força pra mexer um dedo. Mortos de vontade de ter vontade de transar – eu sei que os casados e atribulados vão me entender.

Aí começam os fenômenos típicos do casamento.

VOu falar por mim.

Às vezes, eu tô tão cansada, mas tão cansada, que fico cantando meu marido por telepatia. Ali, os dois na cama, deitados, quase dormindo, eu não tenho coragem de me mexer. O cansaço é tanto, mas tanto, que a força perde pra ele. Eu até tento abrir a boca pra falar, mas a mandíbula não responde ao estímulo, o cérebro já não trabalha na construção de frases direito e, qdo eu consigo abrir a boca, sai um “vvv” e eu desisto.

Então fico tentando mandar mensagens telepáticas.

“Amooor… Amor, c tá me ouvindo? Que você esteja me ouvindo, que vc esteja me ouvindo… Vem cáaa! Dá um chega pra cáaaa!”

Mas ele não ouve e, depois de uns cinco minutos de tentativas, ouço um ronco dele e outro meu.

Ou seja, telepatia sexual não funciona.

Aí nóis parte pra tática que eu chamo de Tática da Boneca Inflável.

É quando o marido tá louuuco, pq homem tira energia sexual sabe Deus de onde, que eu não descubro; e vc tá ACABAAAADA depois do dia inteiro lutando com a filha que primeiro não queria tomar banho, depois não queria colocar a roupa, depois não queria ir pra escola, chegando lá não queria ficar e, no fim da tarde, não queria vir embora; não queria jantar pq tava com sono, não queria tomar banho pq tava com sono e, qdo vc colocou na cama, não queria dormir. Não há físico ou psicológico que funcione depois da maratona, gente. Por mais que vcs, que não têm filhos, possam estar pensando: “Affff, não trabalha fora, NÃO FAZ NADA O DIA INTEIRO e ainda reclama!”. Aaaaaaaah, moleque! Deixa estar, que o tempo é o melhor remédio e VAI CHEGAR A SUA VEZ! Se não for com filho, vai ser com mãe e pai bem velhinhos que vão depender de vcs qdo estiverem senis.

Mas então, voltando à tatica da Boneca Inflável, é quando vc entende que ele quer e precisa, mas não tem FUEL suficiente, então manda a célebre:

“Tá, a gente faz, você pode fazer o que quiser, mas eu não vou me mexer, tá?”

Lógico que no fim das contas vc se mexe e tal… mas a intenção é, realmente, ficar estática. Pq todos os músculos do corpo, a esta hora, estão pedindo arrego. Ou vcs acham que segurar um bichinho de 2/3 anos e 15/20 kg se sacodindo e berrando o dia todo é mole? Rapadura é doce, mas não é mole não, mané!

Ou então a terceira e última tática, que é a melhor. É a tática “PEGA NO TRANCO”. É quando vc tá tão esgotada, mas tão esgotada, que na verdade não teria forças nem pra dar um peido… quanto mais tesão e vontade de transar. Mas, como a vontade de ter vontade tá grande, você decide, em nome do bem maior que é o casamento, fazer uma forcinha e pegar no tranco.

É começar na moribundice total, com desejo quase zero – pq depois que esquenta a coisa flui muito bem!

O lance é esquentar.

Pois bem, aconteceu esses dias.

Estávamos, os dois, utilizando a técnica do pegar-no-tranco. Na verdade, o dia tinha sido tão cheio, mas tão cheio, que Isabela dormiu cedo – às 10 da noite ela estava capotada. E nós tb, claro, mas acontece que uma chance assim, de um tempo em paz pra colocar a vida sexual em dia, é tão, mas tão rara, que decidimos não deixar passar.

Os dois de banho tomado, aquela coisa RIDÍCULA, o cúmulo da previsibilidade – eu tenho certeza que quem tem filho pequeno vai entender. Cansaço MÓR, sono MÓR. Eu quase fiz a Boneca Inflável, mas agüentei firme, e comecei a fazer tudo direitinho.

Mas o meu cansaço era tanto que nem o pega-no-tranco tava adiantando – pra mim, né, pq homem, como eu já disse, tem uma facilidade tremenda de “ficar disposto”, se é que vcs me entendem.

Então eu comecei a viajar nas dicas de todas as revistas que eu já li em todos os consultórios de médicos na minha vida. Revistas Claudia, Marie Claire, Criativa, por aí vai.

Eu devia desconfiar, devia mesmoooo, que quem escreve essas revistas é gente solteira, só pode.

Juntei na minha cabeça todas as informações de todas as matérias tipo “69 dicas pra apimentar a vida sexual”, “Dez dicas que vão fazer vocês delirarem!”, “vença o cansaço e diga olá ao tesão” e, estudando rapidamente os pontos em comum de todas as matérias, vi que a única coisa que se repetia incessantemente em todas as revistas era a velha: “INVENTE COISAS NOVAS. Uma dança sensual, uma lingeria bacana, uma posição nova, um tapinha – entre quatro paredes vale tudo!”

Do jeito que eu tava, se eu levantasse pra fazer uma dança sensual, meu marido brocharia – nenhuma dança é sensual qdo a dançarina mete a cabeça na quina do criado-mudo porque dorme no meio do número.

Lingerie bacana não me pareceu bom, pq, bem, desde que eu despedi a empregada não sei onde estão minhas coisas, mesmo.

O tapinha já era clichê.

Foi quando, do nada, cheguei a uma conclusão maravilhosa pra “apimentar-a-vida-sexual-e-delirar-dizendo-olá-ao-tesão”.

“- ME MORDE!”

(Tenho que fazer um adendo aqui. Meu marido sempre me zoa pq eu tenho uma mania linda de exagerar.

Por exemplo, se ele come um pedaço do meu sanduíche, eu fico louca e berro “PORRA, VC COMEU METADE DA PARADA!”. Se eu quero mais bebida, eu peço um pouquinho, ele coloca duas gotas, eu digo “Só isso? Coloca mais, porra!”, e daí ele vai colocar a TERCEIRA GOTA, uma quantidade mínima, e eu, alucinada, berro “TÁ BOM, TÁ BOM! AAAAH, PORRA, AGORA VC ENTUÍU MEU COPO COM ESTA MERDA!”, e por aí vai. Adendo feito)

Marido não entendeu nada. No meio da bagaça, na posição mais velha de todos os tempos, se é que vcs me entendem, eu, quase dormindo, morta de sono e semi-apática, berro um ME MORDE com todas as letras.

Ele, meio desconfiado, meio com medo de que eu acabasse dormindo no meio do ato, decidiu acatar a ordem e tentou, todo delicado, me morder.

Acontece que eu, cá pra mim, tava viajando nas tais matérias de revistas, e as mordidas delicadas dele estavam me fazendo cócegas, ao invés de dar tesão.

“- ME MORDE, PORRA!”

Enfática que só eu.

Olhei a cara do marido e vi o que o desconfiado estava agora mais próxima de assustado; mas ele acatou.

E nada. Eu realmente tava quase dormindo.

E foi quase dormindo que eu fiquei repetindo que nem uma maluca, aos berros raivosos, “ME MORDE, CACETE! ME MORDE, CARALHO! MAIS FORTE!”

Da última vez em que olhei a cara do marido, ele já não parecia mais nem assustado. Ele estava com a expressão APAVORADA. Mas acatou a ordem.

Mas aí ele acabou transbordando a terceira gotinha da bebida.

“- AAAAAAAAAAI, CARALHO!!! DEVAGAAAAR, PORRA!!!! VC QUER ME ARRANCAR OS PEITOS, CACETE???? TÁ MALUCO??????”

Marido revoltou-se. Saiu de perto, deitou ao meu lado e mandou, em PÂNICO:

” – Eu não sei o que está acontecendo com você. Nunca vi você assim. Tava vendo a hora que vc ia gritar MORDE PRA ARRANCAR, PORRA. Eu hein, Deus me livre! Sai, credo, tô me sentindo em “Antes só do que mal casado””

Gente… Vcs já viram esse filme a que ele se referiu?

Assistam:

Nada a declarar.

P.S.: gente, não tive tempo de corrigir esse textículooo! Tô com pressa! Me avisem se houver mto erro de digitação!

hjaohohouahauhauohauohauohuaho

Quem Batizou os Bairros Paulistanos? Paulistas? Whatever.

Eu estive em SP umas seis vezes na vida. Não, minto, oito. Enfim. Não tenho a menor noção espacial (o que não é exclusividade de SP, eu não tenho noção espacial nem do meu próprio apartamento), não sei onde ficam as coisas, não sei as distâncias, não sei nada. Só sei que tudo é muito longe, demora MUITO pra chegar, e os paulistanos não tão nem aí, consideram pertinho um, sei lá, shopping a uma hora e meia de casa. Puta que la benga. Minhas amigas de SP inventaram de se encontrar num tal shopping e minha anfitriã-xará me solta: “É bem ali, é só descer a Paulista”.

Acontece que a Paulista não terminava nunca.

E carioca começa a se coçar, né.

“-  A gente vai descer a Paulista até o inferno???”

Na volta, engarrafamentinho de umas duas horas, FORA O PERCURSO, mas tudo beleza, tranquiléte… Da próxima vez eu sei que não devo esperar pra fazer xixi em casa.

Anyway. A outra coisa que eu sei sobre São Paulo é que os nomes de bairros são uma interrogação enorme nesta cabeça que voz escreve.

E foi naquele dia, voltando daquele shopps, com Bianca Paradela e Carol Lages, que eu comecei a desenvolver o pensamento sobre o qual escreverei hj.

Como boa carioca (moradora de Niterói; não liguem se eu misturar Icaraí com Ipanema como se fossem a três metros um do outro), estou acostumada a uns nomes indígenas da melhor qualidade. COPACABANA. IPANEMA. ICARAÍ. ITACOATIARA. PENDOTIBA. PIRATININGA. GUA-NA-BA-RA. PAQUETÁ. Algumas palavrinhas francesas emboladas, imagino, tipo LEBLON; alguns nomes de santo, SANTA ROSA, SANTA TERESA; alguns substantivos adjetivados, RIO COMPRIDO, PEDRA BONITA, RIO BONITO… E já estou saindo do eixo Grande-Rio, paremos por aqui.

Eu não sei, eu cresci aqui neste estado, mas acho os nomes dos bairros cariocas a coisa mais linda do mundo. Tirando alguns nomes angrenses, que pecam pelo excesso, como JACUECANGA, que algum desinformado pode facilmente achar que é o nome de uma cidade cenográfica global – hoje em dia pode ser da Record, tb – ao lado de Tubiacanga. Mas,voltando aos nomes, são lindos. Copacabana. Acho Copacabana o ó do mundo, mas o nome.. Ah, o nome… Não poderia ser nome de outra coisa senão de uma praia, certo?

Imagino que, na cabeça de quem não conheça o Rio, esta cidade seja um calçadão eterno, com todos os bairros dispostos em seqüência, numa bossa-nova suave, com o Toni Ramos passando por ali peludão, cheio de protetor solar, parecendo uma esponja ensaboada; a Carolina Dieckmann correndo em direção a você com os cabelos louros-raízes-escuras esvoaçantes e aquele eterno sorriso edwirgiano nos lábios; Tico Santa-Cruz sentado no Arpoador tocando um violão com o Marcelo D2, Falcão e o Paulinho Vilhena de Robert, todos fumando maconha, só chegar e pedir um dois; Dado Dolabella espancando a camareira da Luana em alguma banca de jornal cercana; Luana, por sua vez, discutindo com Caetano e gritando “SEU BANANA DE PIJAMA!”; todos os demais artistas globais passeando por ali, com sacolas de compras, marcas de biquini, barriga de tanquinho – menos o Leo Jaime, a dele é, segundo o próprio, barriga de lavadora de 11kg -, e uma redoma invisível de vidro ao redor de cada um, pra evitar as balas perdidas, que fazem uma teia semelhante aqueles circuitos de alarme que a gente vê nos filmes, vários feixes de luz vermelha emaranhados… Só que aqui, são balas. De Fuzil.

Pois é.

Num contraste absoluto a este cenário tomjobiniano, está a São Paulo que eu imagino.

O ponto de partida é o terminal do Tietê. Que, na minha cabeça, é ao lado de Congonhas, e só não foi atingido pelo avião da Tam por obra e graça do divino Espírito Santo. Saindo dele, na SP da minha cabeça, vc vê uma rua enorme e zilhões de prédios, tudo meio cinza. Essa rua, do lado do Terminal do Tietê, só poderia ser a Marginal, e tem um rio enorme e imundo dentro dela, com várias paradas em diques de concreto, onde cantores de rap se enfiam e exploram, pra sair no mundo subterrâneo e fazer pixações e letras e, em total inclusão social com os mendigos e fumadores de crack que moram lá, fazer churrasco de rato. No melhor estilo Tartarugas Ninja. O Mestre Splinter no espeto.

Em algum ponto, começam os bairros. E começa, na cidade 3D que minha mente montou, pela Liberdade. Não é um bairro chinês? Japonês, sei lá, não é asiático? Então, começa dentro do Tietê, com uns olhinhos-puxados em jangadas, empurrando com um bambu grande pra lá e pra cá, com aquelas blusas de gola em pé e queles chapéus de palha meio cônicos, bem baixinhos… Acho que estou imaginando o Vietnã, mas blz.

Em seguida, o Bexiga. Pq tem um cheiro fortíssimo de urina. Então tem que ser perto do Tietê.

O Bexiga, na minha cabeça (eu tenho que ficar batendo nessa tecla, pra entenderem que esta é minha imaginação, e eu SEI que não é a realidade, tá?), é um bairro horrorooouso, tipo a Lapa carioca, cheio de construções antigas, céu cinza, mijo e restaurantes italianos nojentos onde todos cantam Fígaro e sopram bolas de encher.

Em seguida, vem o Itaim Bibi. Que, pra mim, é um bairro onde só existem lojas de sapatos infantis.

O Itaim Bibi é seguido pela Vila Mascote, que, como o nome diz, só tem Pet-Shops, e onde um sistema de rádio interno toca incessantemente Pet-Shop-Boys. E, por ser o lugar em que minha amiga Roberta Luz mora, meus neurônios posicionaram imediatamente a Estação da Luz, do Metro, na seqüência. Supondo que Luz é um bairro, nele existe um Poupatempo e oito padarias, e lá é sempre escuro (só estive lá uma vez, às 4 da manhã, pra tirar carteira de identidade no PoUpatempo, HAOUAUOAUUHA!).

Depois da Luz vem a Sé, que é um lugar onde o Sampa Crew fica ensaiando o dia todo, onde existe uma peixaria enorme, não me pergunte o motivo, e muitas crianças de rua.”Salve crianças da Praça da Sé”.

Depois da Sé, o Butantã, cheio de cobras por todos os lados, tipo “O Dia Depois de Amanhã”, que não tinha cobras, mas um monte de bichos em NY; assim eu vejo o Butantã, várias cobras soltas pela selva de pedras. Ah, e tb vários butijões de gás espalhados pela rua.

Depois vem a Vila Curuçá, que é cheia de índios, que caçam as cobras que fogem do Butantã.

Depois vem o Ibirapuera, que é cheio de ocas, índios, e paulistas engravatados andando de bicicletas entre enormes estátuas e chafarizes num gramado perfeitamente verde. Engraçado é que eu tb vejo mulheres grávida caminhando, e crianças… mas todos de gravata.

Aí, em seguida, vem Pirituba, que é entre Peruíbe e Ubatuba, ou seja, é uma praia enourrrrrrme, no meio da cidade. Cheia de manos. E minas. E cobras e gravatas.

Depois começa a parte comestível.

Vem a Mooca, que é um lugar onde vc é recebido por um outdoor enorme com uma vaca malhada ilustrada dizendo “Sorria! Você está na Moooooooca!”; e onde existem enormes fábricas de leite condensado. E várias cafeterias vendendo mocaccino. É tipo uma Fantástica Fábrica de Chocolate. Só que é a Mooca.

E em seguida vem o Tremembé, que tem enormes fábricas de biscoitos doces, de leite em pó e de pé-de-moleque. Não, não sei o motivo. Só sei que os biscoitos são vendidos nos cafés da Mooca.E aquele biscoito de leite do pacote amarelo vem de lá.

Depis, lá longe, vem Aricanduva, que é um lugar com um presídio e vários formigueiros gigantes; depois a Freguesia do Ó, ó que é longe pra caralho, cheia de italianos por todos os lados, pizzas e macarrões pendurados nos fios dos postes; Ermelino Matarazzo, um bairro chique, onde as dondocas fizeram uma praia artificial pra parecer com Ipanema e colocam bossa nova pra tocar o tempo todo, e fazem festas regadas a Champagne e cocaína o tempo todo, dia e noite, e é onde fica a Daslu, by the way; Santana, que é uma praça enorme onde vários guitarristas ficam fazendo solos o dia inteiro, com um prédio gigante com uma fachada inteira em que um amplificador enorme foi desenhado; Pinheiros, um bairro natalino e cheio de pisca-piscas; Vila Prudente, em que um posto de saúde enorme distribui toneladas de camisinhas pro bairro vizinho, PERUS; depois vem a Penha, que é, na verdade, uma grande agência de trabalho com zilhares de empregadas domésticas esperando vaga e, por fim, lá longe, onde a vista não alcança, Jabaquara.

Jabaquara é longe pra cacete, mas é vista de qualquer ponto de SP.

E ainda tem vários que eu não lembrei.

Gente, quem batizou os bairros aí?

Isso tudo só me faz chegar a uma conclusão: SP não tinha nenhum índio. Os italianos mijões mataram todos. Os poucos índios que sobraram, foram morar em Jabaquara e na Vila Curuçá, fazem cobra e jabá com gerimum todo dia.

Brother, minha cabeça funciona tipo The Sims, cês perceberam? HAUHAUHAUHAUOUHA!

Desde pequena eu tenho essa coisa de associar nomes a imagens.

Depois conto mais.

Bjosfui!

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