Fazendo as Unhas em Casa

Well, people, passei o Natal com o Melancia, da Colorama, nas mãos e pés, e tinha manicure de novo dia 27. Mas não pude ir, então o vermelho começou a descascar e ficou o ó, como bem conhecemos.

Fui descascando, descascando… E chegou hoje, não me agüentei e decidi fazer o que sempre evito: fazer as unhas em casa.

Sempre evito porque minha coordenação motora é semelhante a de um hipopótamo tentando mandar mensagens por celular: eu simplesmente não consigo. Fica terrível, horrorosa, ridícula.

Aí tive a idéia de pesquisar e maximizar minha experiência. Juntei aqui várias dicas que encontrei, entre elas várias que eu não conhecia – pq fazer a unha a gente sabe, mas tem sempre uns macetinhos que a gente deixa passar na manicure e elas não saem contando pra geral tb, que afinal de contas, é o ganha-pão delas.

Vai um passo-a-passo do que descobri:

– Deixe as unhas de molho ou passe hidratante e empurre as cutículas normalmente, como você bem sabe, não tem nenhum segredo.

– Tire pouca cutícula: quanto mais você tirar, mais cresce eeee também, se você deixar uns lugares com mais pelinhas, depois, na hora de limpar o esmalte borrado dos lados, quando estiver difícil você pode tirar mais um pouquinho de cutícula – e as partezinhas do esmalte que sua mega coordenação não te permitiu retirar.

– Antes de lixar, passe ÓLEO SECANTE. Aí lixe e remova o óleo. Não sei pra que serve, mas me pareceu genial.

– USE BASE. E passe a base até uns dois milímetros acima do dedo. Na verdade, se você tiver a minha coordenação motora, melhor que passe base até o cotovelo… Hahahaha… Mas é sério, descobri que a base ajuda a facilitar na hora de tirar o esmalte.

– Duas camadas de esmalte (dã), só tire o excesso de um lado do pincel. Do outro, deixe uma gota.

– Se o esmalte estiver grosso, dilua com uma gotinha de óleo de banana. Nunca acetona. Acaba com o esmalte.

– A cada camada de esmalte, limpe os cantinhos com o palito, nunca deixe de fazê-lo, mesmo sendo um porre. Facilita horrores.

– Espere secar completamente antes de limpar os lados.

Logicamente, eu só tive a idéia de catar essas dicas depois de pintar as unhas todas igual minha cara… Agora já era, me recuso, preguiça e sono demais. Tá parecendo que eu pintei com Liquid Paper (como várias vezes já fiz, hahahahah). Aliás, tá parecendo que eu pedi a uma criança de 8 anos pra pintar com Liquid Paper.

Não sei se tem essas dicas no Mão Feita, vou fuçar lá já já.

* esmalte branco branco é o mais difícil do mundo de passar (Tô com Pétala Branca, Colorama)

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Pensamentos rapidinhos do primeiro dia do ano:

* Fui pedalar com a família na orla hoje e tomei uma decisão: riscar da minha wishlist ter um apto na beira da praia. Icaraí inteira, até a Moreira César, só fede a mijo. A praia IMUNDA…

* Vcs já viram a nova caixinha de OB mini? Minúscula, vem com 10. Um ótimo absorvente para formigas, só pode. Eu não abri (c’mon, eu uso super, hahahaha), mas imagino da espessura de um lápis de cera daqueles pequenininhos, sabem?

* Por que acabou Lost, meu Deus, por que????????? De que me adianta Flash Forward??????

* Os mendigos de Icaraí todos estavam agarrados a vários presentes: a maioria com garrafas de cidra, vários com panetones, tinha um abraçado a uma boneca enorme vestida de baiana… Adivinha de onde vieram? Hahahahahhahah!

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O Outro Lado da Moeda

A Mari, do http://contosmamaepolvo.blogspot.com, é um dos meus maiores referenciais de estilo. Saquem:

É absurdo o quanto essa mulher sabe sobre moda, e mais absurdo ainda como ela monta e interpreta. Porque saber sobre moda, qualquer um pode saber, mas estilo é de cada um e não é todo mundo que tem.

Pois bem. A Mari trabalhou durante muito tempo em uma loja MEGA famosa de roupas. Marca cara bagaray, dessas que a gente desembolsa fácil 300 pila num vestido, sabem?

E olha o que ela comentou no último post:

“Carolzita, vou te dizer um outro lado agora. Vc sabe, não sou gorda, mas não sou magérrima, acho que me enquadro no padrão mulher brasileira, rs. Visto 40 em uma média(poucos 38 e alguns 42) e as modelagens estão cada vez menores. A grande MAIORIA das lojas eu visto G! Sim, G! E nesse último natal comprei 2 blusas GG!!
Trabalhei 10 anos em loja, sendo a última de “grife” por 6 anos e meio e esta dizia para nós gerentes com todas as letras que não fazia roupa grande e nem iria fazer pq não queria gordinhas vestidas com a marca dela. Eu amaaaava atender as foras dos padrões, pq estas qdo uma peça cabia e vestia bem comprava todas da loja! Era venda certa! Por isso sempre reclamei muito p/aumentarem as modelagens p/vender mais, mas a dona da loja dizia que preferia ficar sem vender do que uma roupa dela ficar desforme em alguma gordinha. Triste, mas faziam roupas p/magérrima, pq até as magras hj vestem tamanho grande!O mesmo para sapato. Diziam que sapato grande fica feio na mulher de pézão. Lembro até hj de um de piton que custava 700pilas e só veio até 37!  Se tivesse outros números maiores teria vendido muuito! Mas não… é chocante!
Bastidores de loja é isso aí! Eles poderiam, mas não querem!”

Entenderam agora o motivo pelo qual a gente não encontra nada que caiba nessas lojinhas mega prestigiadas de shopping??? ABSURDO, GENTE! Que porra é essa?!

Por motivos óbvios, não posso falar o nome da loja. Mas podemos fazer o contrário, divulgar nomes de lojas que NÃO seguem essa filosofia ridícula e estúpida e torcer pra que as donas dessas lojinhas de merda tenham vários problemas de tieróide e engordem toneladas, pra que sintam na pele como a gente – e mesmo gente nem tão gordinha assim – se sente. #gordinhavingativafeelings

Quem quiser deixar dicas de lojas boas e que não se enquadrem no padrão acima, vou achar o má-xi-mo!

bjofui

Plus Size 2


O comentário da Manu:

carol voce nao sabe como adorei esse post!!!!!!!!!!!! tb sou gordinha e mtas vezes me sinto perdida e de mal comigo mesma e isso é uma sensação tão horrivel que sõ quem passa por isso sabe. sair pra comprar roupa só em dia que estyou muito bem de cabeca pq se eu estiver um pouquinho mal já era.

ameiiiiiiii demais, amei tbm o seu vestido posta mais coisas!!! vc é linda e pra ser sicera nao te acho gorda mas tb nao e magra mas é linnndaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! amei! virei fan!”

Fala sério, tem realidade mais verdadeira que essa? Qualquer gordinha (impressionante a dificuldade pra escrever essa palavra) se reconhece com uma pontada de dor nesse comentário. Quantas vezes a gente deixa de entrar em lojas pq sabe que não vai ter nada que caiba? Quantas vezes a gente pegou um monte de coisa e nada serviu? Quantas vezes a gente saiu do provador de mãos vazias e foi direto pra praça de alimentação afogar soterrar nossa frustração em um monte de comida vazia (embora bem recheada)??

É impressionante, mas desde que, há alguns dias, descobri esses blogs GG, me senti totalmente acolhida, como se estivesse entre amigas. São meninas que eu nunca vi, mas que falam de coisas que eu sei tão profundamente, que acontecem tão freqüentemente comigo… É mais ou menos o que acontece quando a gente fica grávida e é mãe: a identificação com outras mulheres no mesmo momento é instantânea.

Mas voltando ao assunto, eu sei exatamente como você se sente, Manu. Eu sei exatamente. E olha que, dependendo da fôrma, eu consigo vestir 44. Imagina quem veste 50, como deve se sentir?

Meu maior problema é o quadril, bem como as pernas. Minhas pernas de inhame cowboy. Grossas, enormemente grossas, não importa quanto eu nade ou pedale diariamente. Absurdas. Se passa na bunda, fica larga na cintura, e pra ficar certa na cintura, fica arrochaaaada no resto, parecendo embalagem a vácuo.

Meu número não tá nem lá nem cá, 46. Não acho quase nunca! Pra ser bem sincera, quando eu vestia 44, antes da gravidez, já era difícil. Sempre tinha acabado essa numeração em qualquer loja que eu chegasse, hoje é igual.

Agora, fica a incógnita: se é o primeiro número que acaba e se SEMPRE sobra 38, POR QUE DIABOS tem tanto 38 e tão pouco 46??? Só posso presumir que as marcas brasileiras sejam administradas por gente estúpida, não é possível que ninguém veja que um zilhão de consumidoras simplesmente ficam de fora de tudo que eles fazem.

E quando fazem, puta merda. Umas roupas RIDÍCULAS. GRAÇAS A DEUS eu não visto 50, pq se vestisse, ia andar pelada. Toda vez que passeio pela Plus da Leader eu fico indignada: nego parece que estraga as roupas desse número de propósito! Metem umas costuras ridíiiculas nos bolsos traseiros, absurdamente ridículas, ou então uns strass nada a ver… Umas blusas horrorooooosas, com uns paetês perdidos no colo… Umas estampas de velha…Uns cortes horríveis, mal feitos… Que isso, gente? Gorda não é palhaça, caralho. Se fizessem coisas BONITAS facilitariam tanto minha vida… Seria só comprar e mandar apertar. Mas não, eu não acho nada que me caiba nas araras normais e não acho nada “vestível” nas araras plus. Tô fodida.

Mas nem tudo é um pesadelo e descobri que existem marcas – infelizmente, a maioria dos States – que fazem sim roupas exatamente do meu tamanho e lindas! Tem uma tal de Asos Curves que tem umas coisas maravilhosas… Só falta coragem de comprar pela internet… Sabe como é… Gato escaldado…

Quanto a postar mais fotos… Bem, eu não sei se sou a melhor pessoa do mundo pra dar dicas de moda; eu sou alternativa demais… Hahaha! Mas prometo que vou tentar. Não serão looks tão bem construídos como de outras bloguetes que vejo por aí, mas eu vou tentar. Hehehe! Pelo menos colocando os tamanhos e onde eu comprei, ajudo outras meninas, certo?

Ia esquecendo: aqui do lado –>, mais embaixo, tem um selinho da campanha por tamanhos maiores! Copiem e usem nos blogs, vamos acordar os representantes das marcas pra uma fatia enorme de mercado que eles simplesmente ignoram!

Agora mudando totalmente de assunto, vou postar as fotos do Maria Bonita que prometi:

 

 

 

Inseri como galeria, tomara que funcione! Não é um loosho esse salão, gente?? Adorooo! Da próxima vez que eu pisar em SP, a primeira parada vai ser lá! HAHAHAHAHAAHHA!

 

Pérola da Bebela

 

Ontem levei a pimpolha pra me acompanhar, eu tinha que ir ao dentista. Na espera, ela pediu pra ir ao banheiro. É claro que não poderia ser um simples xixi, se é que vocês me entendem.

Entramos no banheiro, limpíssimo, e havia um Bom Ar em cima do tanque da privada e um Veja (daqueles de vidro rosa) ao ladinho. Isabela apontou o bom ar e disse:

“- Isso é pra tirar cheiro de cocô fedorento. Depois que eu terminar o meu cocô, minha mãe vai jogar um pouco aqui no arrrrr!” – ela anda raspando os erres todos na garganta e prolongando os erres únicos, “prrrrrrrrrrrrrincesa”… As crianças de vocês também fizeram isso? Eu acho hilário, mas dá um nervoso!

Daí ela olhou pro Veja e disse:

“- E isso aqui é pra nascer flores.”

Não entendi e a minha cara de concha ficou mto explícita.

“- Não, filha… Como assim, pra nascer flores? De onde você tirou isso, isso é desinfetante!”

Ela olhou, pensou, pensou… E, encafifadíssima, me disse:

 

“- Então por que na televisão toda vez que passam isso nascem flores?”

O_O

HAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAAHHAHAAHAHHAHAAH

Agora pensem: o que acontece em todo santo comercial de desinfetante? HAHAHAHAHAHAHAHA!

Gente, que coisa mais fofa! No mundo deles, enquanto eles não sabem o que é computação gráfica, é tudo real!!! Hahahahah!

Adorei!

 

E já tenho meu primeiro apoio!

Viu? Pentelhar dá frutos. Quem não chora não mama e, quando o assunto é internet, o lance é MARCAR PRESENÇA – aka PENTELHAR no melhor estilo carolístico.

Pedi um patrocínio básico quase sem esperanças e o que ganhei? Um apoio looooosho, chique, tudebom!!!

Fica na Rua Mario Amaral, 311. Cep: 04002-021.
Paraíso – São Paulo -SP
Tel: 11 3051-5852

O Maria Bonita é tudebom. Tô louca pra apresentar ele pra vcs, assim que a Mia me mandar fotos, tá, Mia? Hahahhahaah! Só sei que é o salão mais lindoooo do mundo, eu pago pau MESMO, desde que abriu. Lindo, lindo, lindo.

E apóia o EhBatata, quer MAIS lindo que isso????

Amei! Agora vou começar a guerra pra colocar o selo ali na barra da direita! AMEEEEI! Brigada, Mia!!

Se você quer ser meu patrocinador também, é só escrever para carolinakn@hotmail.com e a gente conversa.

Beijofui!

Wordpress, wordpress…

… Se eu pudesse, te mandava pra casa do caralho, WordPress…

 

Mas que coisinha difícil, impossível, inviável, enrolada, pouco prática que é o WordPress. Eu tinha meu blogzinho todo bonitinho, simplezinho e facinho no Blogspot. Eu estava feliz lá. Eu conseguia lidar com aquilo. Eu conseguia postar links. Eu conseguia postar selos.

 

PORQUE DIABOS aceitei quando me propuseram vir pro WordPress? Por que??? POR QUEEEEEEEEEEE?

 

É essa coisa do ser humano nunca estar satisfeito com coisa nenhuma, no final. Ai.

 

Agora estou aqui. Não consigo trocar o tema. Não consigo colocar selo, nem gadgets ali dos lados. Não consigo nem colocar meu perfil bonitinho ali.

 

Meu Deus, me dá paciência, que o resto eu tenho.

Antes que termine…

Buenos days, povo!

 

Antes de terminar 2010 eu tinha que vir aqui dar uma palavrinha que fosse. Tirei o outro layout pq não faz mais a minha cara, e tenho que fazer outro, mas tô mega sem tempo e paciência. então vai ficar fodidinho o blog por enquanto, tá?

 

Tá tudo tão mudado do lado de cá! Tem TANTA coisa nova, tantos rumos novos que eu queria contar… Mas só vou contar depois de estar tudo engatilhado, hahahah!

 

Pra quem não soube, saí do restaurante. Sim, tava ganhando mto pouco pra tanto esforço; eu quase não via minha filha. Então meti o pé e… Comecei meu negócio! O Berinjella (http://www.facebook.com/pages/Berinjella/173324426031052)! Tenho feito toneladas de encomendas, são comidinhas naturebas delícia que eu garanto, vc vai gostar. Hehehe. Eu conto mais por aí.

 

Parece que vem vindo uma retomada do blog, e redirecionada tb. Tomara. Eu mesma torço, gente, vcs não sabem o quanto, pra que eu me mantenha no caminho que planejo. Hahahahahah!

 

Vou nessa, mas volto logo. Beijofui.

Carta para a Revista do Globo

Vocês leram a matéria sobre cultivo indoor de maconha que saiu há umas 3 semanas na Revista do Globo?

Pois bem. Eu li, adorei, espalhei e tenho acompanhado o feedback das cartas que chegam à redação. Dêem uma buscada nas tais cartas, que entre um monte de elogios mais do que merecidos, tem umas tantas reclamando que a maconha destrói famílias e tal.

Aí escrevi uma carta tb.

Tenho certeza que não vai ser postada lá, pq além de implicar com os outros leitores – HA9UHAHUOAUOAUOHA -, ela é enorme.

Mas daí eu posto aqui. Huhuhu.

“Primeiro de tudo, perdoem a eventual falta de acentuacão. Nao me entendo com este maldito laptop.

Um dos meus maiores passatempos de domingo é ler as Cartas da Revista. Me fascina ver como o senso comum molda pensamentos, cristaliza mitos, mitifica máximas e mantém quase que uma sociedade inteira refém de suas “verdades”.

Há umas semanas houve a polêmica matéria sobre o plantio de maconha indoor. Polêmica e fabulosa, por sinal. Na semana seguinte começaram a chegar as cartinhas.

Muitas, claro, elogiando. Algumas de maconheiros felizes com a idéia, algumas de gente de bom senso percebendo um movimento que quer dizer alguma coisa importante. E, é lógico, algumas crticando. Porque um pai de família abriu a Revista e viu uma reportagem que não considera apropriada em plena Revista de domingo e por aí vai.

Da mesma forma, sobre outros assuntos acontece o mesmo. Hoje, por exemplo, abri as cartas e havia alguém reclamando que alguns blocos tocam música que não seja samba. E que isso pode matar nosso carnaval. E inúmeras outras vezes em que acontece isso, gente se identificando e gente criticando assuntos.

As cartas são minha parte favorita porque são um feedback que mostra a cabeça do leitor. Todo fim de semana eu leio, todo fim de semana eu as comento entre amigos. Mostra onde vivem os maiores mitos das cabecinhas brasileiras.

Essas duas, em particular, ilustram um fenômeno que acontece em todos os lados, e que eu acho bem interessante, porque os dois assuntos, que primeiramente nada têm a ver, se ligam e constituem uma mesma face do pensamento comum.

Acho engraçado quando leio as cartas de pessoas falando que “a maconha arruina famílias”,” é o começo do vício”, “é ponte pra outras drogas”, e daí por diante. Eu não sei se as pessoas que as escreveram são ex-professores de moral e bons costumes, ex-militares-ditadores (nada contra militares, tudo contra ditadores) fanáticos e xiitas anti-qualquer-possibilidade-de-expressão ou senhores e senhoras que ignoram muito ou quase tudo que acontece ao seu redor.

Oras, como assim a maconha é o primeiro passo pro vício? O primeiro passo pro vício é um problema que os NA chamam de adicção. É um problema “de fábrica”, já vem com a pessoa, é genético. O primeiro passo pro vício é vc ter tendência a ele. A maconha não inaugura nada, não “ativa” nada que converta a pessoa em viciada. “Mas é ponte pra drogas mais pesadas”, disse um senhor uma vez. Na praça da cidade. Tomando uma cervejinha.

E a cervejinha? E o cigarrinho? Esses sim são os primeiros passos, são as pontes pra adicção, são quem desvirgina – ugh, que termo xulo – o adicto em grande estilo. A cervejinha que o pai toma todo sábado e deixa no fundo do copo, o cigarro que a mãe fuma e deixa a bituca no cinzeiro. Filho de fumante – a que vos fala é uma – quase sempre experimenta um cigarrinho assim. E o adicto não vai parar na provinha, vai fumar outro, e outro, e outro. E depois, quando cresce, tem a indulgência familiar pra tomar a cervejinha também, porque é lícita. E toma. E toma. E toma.

As drogas lícitas estão em propagandas, em todos os bares, são facílimas de se encontrar, hiper baratas e, uuuuf, deixam o ser humano muito doido. Matam mais do que quaisquer outras drogas, mas ainda assim são lícitas. O adicto começa a ser adicto com elas e se depois fuma ou não maconha e experimenta outras drogas, não é culpa da maconha.

Aliás, pobre maconha. Me apresente UM único caso de overdose de maconha ou de algum alguém que fume recreativamente e mostre algum problema concreto que seja diferente dos malefícios do cigarro, e eu revejo meus argumentos. Porque até aqui, é sabido que o problema não está na maconha, está no adicto. O viciado arruina a família, não a maconha. E essa é OUTRA discussão, que toca no que diz respeito à consciência de cada um entender o que é este assunto e como lidar com ele. Não é porque algumas pessoas têm esse problema que outras, que não têm, não possam usufruir da substância.

Cai pra história do rock no carnaval. E reggae. E qualquer ritmo que não seja samba. A carta da leitora era categórica: não a outros ritmos, vão acabar com nosso carnaval. Lindo, porque ELA gosta de carnaval. Eu, que odeio, sou obrigada a ouvir um trio elétrico berrando samba a semana inteira passar debaixo da minha janela a todo volume äs 23h30 só porque alguém, um dia, disse que era carnaval, e ver gente cantando samba-enredo o resto do tempo em fila de qualquer padaria, loja, restaurante, o que seja. Odeio. E tenho que ouvir. Confesso que ano passado joguei um ovo nesse trio elétrico maldito, que não me deixava dormir. Mas isso são outros quinhentos.

O problema é o mesmo, percebem? Por que não deixar o outro ser como quiser? Por que implicar com um bloco que toque rock, se mil outros tocam samba? Você gosta de samba? Vá ao de samba! Eu gosto de rock, vou ao de rock! Por que implicar com o cara que fuma maconha e planta em casa? Ele gosta de maconha? Planta, fuma! Você não gosta? Não plante, não fume! Tem problemas com drogas? Trate, tome consciência. Eu tenho problema com açucar, sou totalmente compulsica, mas nem por isso acho errado que outras pessoas possam ter uma relação tranquila com o “inimigo branco”.

É aquela velha: live and let live. Em ritmo de samba, funk, reggae, rock…

Carolina Kalil

Obs.: O ovo atingiu em cheio o p’e do condutor do trio elétrico. O que ele fez? Cantou mais forte.”

Preguiça do Caraaaaaaaaaaaa… melo…

Gente, é muita preguiça pra uma pessoa só.

Fui passar janeiro na casa da sogra, no Chile. Voltei dia 3 de fevereiro e era tanta tomatozaaaa pra resolver, tanta batata quente, tanta pendenga na minha mão… Que esqueci o blog. Huhuhuhu.

Quer dizer, esquecer não é bem a palavra. Esquecer eu não esqueço, até pq rola aquela culpa básica todo dia que eu NÃO escrevo e eu me lembro que eu tinha que estar escrevendo.

Fora isso, o colégio da minha filha fez aquela santa horinha de adaptação, sabem? INFEEEEEEEEEEEEERNO! Deixar às 13h e pegar às 15h, quem aguenta??? Não dá tempo nem de peidar!!! Quanto mais vir pra internet!

E esse estirão de carnaval… Aff, eu já disse aqui que amo Carnaval? Não, né? Que bom, pq se eu tivesse dito seria uma MENTIRA ABSURDA. Eu ODEIO carnaval com todas as forças que meu ser possui, com todas as gotas de ódio que meu eu reúne, com todos os pentelhos que meu corpo produz. Eu odeio carnaval do fundo do meu fiofó até as pontas das minhas unhas (não feitas, por sinal) do pé, e daí até as pontas (duplas) de todos os meus fios de cabelo.

Odeio muvuca. Odeio gente suando fedida. Odeio samba (tirando um ou outro de roda). Odeio trio elétrico. Odeio gente gritando na rua, odeio bêbado andando pela cidade, odeio a falta de noção das pessoas dirigindo e bebendo na maior cara-de-pau, odeio ODEIO ODEEEEEEEEEEEEEIO que NADA FUNCIONEEEE durante carnaval e, pra ser sincera, que o ano só comece depois dele. Odeio.

Enfim, desabafei.

A notícia boa é que tô com máquina de novo, então já posso colocar fotos. Hehehe.

Não que seja fundamental, claro. Mas é um plus.

Ah, pra quem perguntou onde compro Alfaparf, é numa loja da minha cidade. Tenho cá minhas dúvidas se é original, mas o efeito é maravilhoso! Se vc não achar as ampolas azuis aí, eu posso te mandar. O preço é uns 7 reais, mais ônibus e tal, te vendo a 12… HAOUHOAUHUOAHAO… E embolso uns 2 contos, pq tô pobre.

Essa sou eu numa foto TOOOOOOOOOOSCA. Ah, e claramente se vê: ganhei 5 kg no Chile. Não é a morte? Nadei que nem uma baleia assassina por cinco meses pra perder 11, chego lá e em um mês engordo metade. Inferno de genética.

Bjo, fui!

SpectraBan Color Base (bloqueador solar) – Setinha Pra Baixo até Chegar ao Quinto dos Infernos

“- É base.

– É protetor.

– É base.

– É protetorrrrr.”

¬¬

Reconhece? Pois é. Desde que vi esta propaganda pela primeira vez, não tirava da minha cabecinha a idéia de comprar esse bendito protetor. Eu já precisava de um, porque chegou a idade de me tocar disso, e sol todo dia é foda, mesmo; mas tudo o que eu passava na cara me deixava absurdamente oleosa.

Até um dia em que tomei fôlego – sim, pra fazer essas coisas eu PRECISO de fôlego, sou muquirana demais pra dar mais que 15 reais em qualquer coisa -, pesquei uma caixinha na prateleira da Pacheco e arrematei meu tão sonhado É-Base-É-Protetor. R$ 30 que não voltarão nunca mais.

Deixando bem claro: moro no Rio. Nado, vcs sabem. Me locomovo o dia todo de bicicleta. Ou seja (repetindo tudo o que acabei de deixar escrito lá no MAKEUPalooza, pra Renata), suo como se estivesse fazendo sauna o tempo todo.

E sou oleosa. Ah, Deus, como sou oleosa. Por que me fizestes assim, ó Pai???? Acordo e, se eu conseguisse passar minhas pernas, pés e cotovelos no meu nariz, eu não precisaria de hidratante nas partes ásperas nunca mais. É óleo que não acaba NUNCA. Do tipo que, no sol, se eu jogar um ovo na minha cara, ele frita no estilo CROCANTE – fritura de imersão, manja?

Então eu tenho, EU TENHOOOO que entender que nem tudo o que o produto anuncia é verdade, gente… Por mais que eu tenha estudado essas estratégias na faculdade, por Dios, eu continuo acreditando que quando dizem OIL FREE é pq a parada não é oleosa. Haha. Até quando vou acreditar nisso, me contem???? Por que eu insisto em cair nessa balela antiquíssima???

Oil free… Oil free é alface, isso sim. E a não ser que eu passe alface na cara, nada que exista na face do planeta pode ser passado no meu rosto sem produzir óleo. Eu não sei como a Sadia ainda não me procurou pra engarrafar.

Enfim, fui pra casa. Hora de experimentar. Limpei o rosto, lavei direitinho, passei adstringente. E apliquei o SpectraBan com o dedo, tipo “tô me sentindo o máximo pq tô usando base!”.

Assim que uniformizei o filtro no rosto todo, a primeira constatação: um brilho FODIDO. No rosto TODO. Oil free é meu umbigo, caramba! MUITO oleoso, na minha humilde opinião!

A segunda constatação: “É, entendi coeh a da Base… Meu rosto todo tá como se eu tivesse com anemia. Mas uma anemia levinha, não severa… Uma anemia quase translúcida”. Aliás, TANSLÚCIDO, isso: me senti como se tivesse passado uma camada só de algum esmalte do tipo Renda ou Misturinha, sabem? Como não tenho a menor idéia do que é bom e o que é ruim em termos de base, não posso nem me dar ao luxo de tentar entender o que quer dizer a porcaria da cor, mas creio que, se a parada tivesse ficado intacta e sem brilho, eu teria gostado.

Nervosa, comecei a suar. Qual não foi minha surpresa ao reparar que, com o suor, o creme começou a escorrer – no melhor estilo Leite de Magnésia Phillips – e que menos de 10 minutos depois eu estava D-E-S-T-R-U-Í-D-A??!?

Li de novo o papelzinho e diz que tem que passar o protetor meia hora antes de sair de casa. Resolvi usar Tico e Teco e presumi que isso queria dizer que eu teria que ficar meia hora quieta, sem suar. Sentei em frente a um ventilador e fiquei berrando coisas pra minha filha enquanto a pocaria secava e, realmente, melhora. Parece que a pele tem que estar totalmente seca antes e depois do creme, sem suor, sem nada, por meia hora.

Mas, queridos. Me digam. Qual mãe de criança de 3 anos tem MEIA HORA pra ficar coçando os pentelhos de cara pra um ventilador enquanto o protetor solar seca? Eu, certamente, não.

NÃO COMPRO MAIS.

Vai ver que é exatamente isso o lance que a Renata Palooza estava falando qdo escreveu que o que é bom pra um, pode ser uma merda pra outro e vice-versa.

Garota esperta!

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