Carol 2010 – Versão Muamba Girl

Aí, povo, em benefício do meu bolso e pra felicidade geral da nação, tô vendendo coisas que vcs pedem em tudo que é blog e não encontram.

Quer dizer, tem gente que encontra, mas muitas não encontram, moram longe ou não têm como se embrenhar em centro de cidade grande pra achar birosca de loja de venda de produtos de cabeleleiro ou coisa parecida… Então essas podem comprar comigo! Huhuhu!

Neste momento, tenho aqui um hit, que é a Ampola Semi di Lino, da Alfaparf:

A míseros R$ 15. Levando 3, saem por R$ 13 cada. Levando 6, a sétima é presentinho! =D Adoooouro isso!

Tb tem essa, que é da Strutura, marca italiana, que dizem ser boa (a foto não é minha, achei por aí, mas é que tô com preguiça de tirar foto):

Também no mesmo valor da da Alfaparf. Essa vou experimentar hj, SUSPEITO que seja boa, pq soube de fonte bueníssima que ela é usada em “plástica capilar” (de 360 pilas) de salão grande, manjam…?

E, pra quem não se importa com isso, tem uma genérica da Semi di Lino, só que da Bioderm, chamada Power B! Semi di Lino tb. Dizem ser idêntica – só que mais barata. Essa sai por R$ 10 cada, levando 4, a quinta é presentinho!

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Tem mais coisas – Kenza, Alfaparf, Celso Kamura -, tudo sob encomenda!

Frente por conta do comprador – pra calcular preço, o cep é 24240225.

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Carta para a Revista do Globo

Vocês leram a matéria sobre cultivo indoor de maconha que saiu há umas 3 semanas na Revista do Globo?

Pois bem. Eu li, adorei, espalhei e tenho acompanhado o feedback das cartas que chegam à redação. Dêem uma buscada nas tais cartas, que entre um monte de elogios mais do que merecidos, tem umas tantas reclamando que a maconha destrói famílias e tal.

Aí escrevi uma carta tb.

Tenho certeza que não vai ser postada lá, pq além de implicar com os outros leitores – HA9UHAHUOAUOAUOHA -, ela é enorme.

Mas daí eu posto aqui. Huhuhu.

“Primeiro de tudo, perdoem a eventual falta de acentuacão. Nao me entendo com este maldito laptop.

Um dos meus maiores passatempos de domingo é ler as Cartas da Revista. Me fascina ver como o senso comum molda pensamentos, cristaliza mitos, mitifica máximas e mantém quase que uma sociedade inteira refém de suas “verdades”.

Há umas semanas houve a polêmica matéria sobre o plantio de maconha indoor. Polêmica e fabulosa, por sinal. Na semana seguinte começaram a chegar as cartinhas.

Muitas, claro, elogiando. Algumas de maconheiros felizes com a idéia, algumas de gente de bom senso percebendo um movimento que quer dizer alguma coisa importante. E, é lógico, algumas crticando. Porque um pai de família abriu a Revista e viu uma reportagem que não considera apropriada em plena Revista de domingo e por aí vai.

Da mesma forma, sobre outros assuntos acontece o mesmo. Hoje, por exemplo, abri as cartas e havia alguém reclamando que alguns blocos tocam música que não seja samba. E que isso pode matar nosso carnaval. E inúmeras outras vezes em que acontece isso, gente se identificando e gente criticando assuntos.

As cartas são minha parte favorita porque são um feedback que mostra a cabeça do leitor. Todo fim de semana eu leio, todo fim de semana eu as comento entre amigos. Mostra onde vivem os maiores mitos das cabecinhas brasileiras.

Essas duas, em particular, ilustram um fenômeno que acontece em todos os lados, e que eu acho bem interessante, porque os dois assuntos, que primeiramente nada têm a ver, se ligam e constituem uma mesma face do pensamento comum.

Acho engraçado quando leio as cartas de pessoas falando que “a maconha arruina famílias”,” é o começo do vício”, “é ponte pra outras drogas”, e daí por diante. Eu não sei se as pessoas que as escreveram são ex-professores de moral e bons costumes, ex-militares-ditadores (nada contra militares, tudo contra ditadores) fanáticos e xiitas anti-qualquer-possibilidade-de-expressão ou senhores e senhoras que ignoram muito ou quase tudo que acontece ao seu redor.

Oras, como assim a maconha é o primeiro passo pro vício? O primeiro passo pro vício é um problema que os NA chamam de adicção. É um problema “de fábrica”, já vem com a pessoa, é genético. O primeiro passo pro vício é vc ter tendência a ele. A maconha não inaugura nada, não “ativa” nada que converta a pessoa em viciada. “Mas é ponte pra drogas mais pesadas”, disse um senhor uma vez. Na praça da cidade. Tomando uma cervejinha.

E a cervejinha? E o cigarrinho? Esses sim são os primeiros passos, são as pontes pra adicção, são quem desvirgina – ugh, que termo xulo – o adicto em grande estilo. A cervejinha que o pai toma todo sábado e deixa no fundo do copo, o cigarro que a mãe fuma e deixa a bituca no cinzeiro. Filho de fumante – a que vos fala é uma – quase sempre experimenta um cigarrinho assim. E o adicto não vai parar na provinha, vai fumar outro, e outro, e outro. E depois, quando cresce, tem a indulgência familiar pra tomar a cervejinha também, porque é lícita. E toma. E toma. E toma.

As drogas lícitas estão em propagandas, em todos os bares, são facílimas de se encontrar, hiper baratas e, uuuuf, deixam o ser humano muito doido. Matam mais do que quaisquer outras drogas, mas ainda assim são lícitas. O adicto começa a ser adicto com elas e se depois fuma ou não maconha e experimenta outras drogas, não é culpa da maconha.

Aliás, pobre maconha. Me apresente UM único caso de overdose de maconha ou de algum alguém que fume recreativamente e mostre algum problema concreto que seja diferente dos malefícios do cigarro, e eu revejo meus argumentos. Porque até aqui, é sabido que o problema não está na maconha, está no adicto. O viciado arruina a família, não a maconha. E essa é OUTRA discussão, que toca no que diz respeito à consciência de cada um entender o que é este assunto e como lidar com ele. Não é porque algumas pessoas têm esse problema que outras, que não têm, não possam usufruir da substância.

Cai pra história do rock no carnaval. E reggae. E qualquer ritmo que não seja samba. A carta da leitora era categórica: não a outros ritmos, vão acabar com nosso carnaval. Lindo, porque ELA gosta de carnaval. Eu, que odeio, sou obrigada a ouvir um trio elétrico berrando samba a semana inteira passar debaixo da minha janela a todo volume äs 23h30 só porque alguém, um dia, disse que era carnaval, e ver gente cantando samba-enredo o resto do tempo em fila de qualquer padaria, loja, restaurante, o que seja. Odeio. E tenho que ouvir. Confesso que ano passado joguei um ovo nesse trio elétrico maldito, que não me deixava dormir. Mas isso são outros quinhentos.

O problema é o mesmo, percebem? Por que não deixar o outro ser como quiser? Por que implicar com um bloco que toque rock, se mil outros tocam samba? Você gosta de samba? Vá ao de samba! Eu gosto de rock, vou ao de rock! Por que implicar com o cara que fuma maconha e planta em casa? Ele gosta de maconha? Planta, fuma! Você não gosta? Não plante, não fume! Tem problemas com drogas? Trate, tome consciência. Eu tenho problema com açucar, sou totalmente compulsica, mas nem por isso acho errado que outras pessoas possam ter uma relação tranquila com o “inimigo branco”.

É aquela velha: live and let live. Em ritmo de samba, funk, reggae, rock…

Carolina Kalil

Obs.: O ovo atingiu em cheio o p’e do condutor do trio elétrico. O que ele fez? Cantou mais forte.”

Preguiça do Caraaaaaaaaaaaa… melo…

Gente, é muita preguiça pra uma pessoa só.

Fui passar janeiro na casa da sogra, no Chile. Voltei dia 3 de fevereiro e era tanta tomatozaaaa pra resolver, tanta batata quente, tanta pendenga na minha mão… Que esqueci o blog. Huhuhuhu.

Quer dizer, esquecer não é bem a palavra. Esquecer eu não esqueço, até pq rola aquela culpa básica todo dia que eu NÃO escrevo e eu me lembro que eu tinha que estar escrevendo.

Fora isso, o colégio da minha filha fez aquela santa horinha de adaptação, sabem? INFEEEEEEEEEEEEERNO! Deixar às 13h e pegar às 15h, quem aguenta??? Não dá tempo nem de peidar!!! Quanto mais vir pra internet!

E esse estirão de carnaval… Aff, eu já disse aqui que amo Carnaval? Não, né? Que bom, pq se eu tivesse dito seria uma MENTIRA ABSURDA. Eu ODEIO carnaval com todas as forças que meu ser possui, com todas as gotas de ódio que meu eu reúne, com todos os pentelhos que meu corpo produz. Eu odeio carnaval do fundo do meu fiofó até as pontas das minhas unhas (não feitas, por sinal) do pé, e daí até as pontas (duplas) de todos os meus fios de cabelo.

Odeio muvuca. Odeio gente suando fedida. Odeio samba (tirando um ou outro de roda). Odeio trio elétrico. Odeio gente gritando na rua, odeio bêbado andando pela cidade, odeio a falta de noção das pessoas dirigindo e bebendo na maior cara-de-pau, odeio ODEIO ODEEEEEEEEEEEEEIO que NADA FUNCIONEEEE durante carnaval e, pra ser sincera, que o ano só comece depois dele. Odeio.

Enfim, desabafei.

A notícia boa é que tô com máquina de novo, então já posso colocar fotos. Hehehe.

Não que seja fundamental, claro. Mas é um plus.

Ah, pra quem perguntou onde compro Alfaparf, é numa loja da minha cidade. Tenho cá minhas dúvidas se é original, mas o efeito é maravilhoso! Se vc não achar as ampolas azuis aí, eu posso te mandar. O preço é uns 7 reais, mais ônibus e tal, te vendo a 12… HAOUHOAUHUOAHAO… E embolso uns 2 contos, pq tô pobre.

Essa sou eu numa foto TOOOOOOOOOOSCA. Ah, e claramente se vê: ganhei 5 kg no Chile. Não é a morte? Nadei que nem uma baleia assassina por cinco meses pra perder 11, chego lá e em um mês engordo metade. Inferno de genética.

Bjo, fui!