SpectraBan Color Base (bloqueador solar) – Setinha Pra Baixo até Chegar ao Quinto dos Infernos

“- É base.

– É protetor.

– É base.

– É protetorrrrr.”

¬¬

Reconhece? Pois é. Desde que vi esta propaganda pela primeira vez, não tirava da minha cabecinha a idéia de comprar esse bendito protetor. Eu já precisava de um, porque chegou a idade de me tocar disso, e sol todo dia é foda, mesmo; mas tudo o que eu passava na cara me deixava absurdamente oleosa.

Até um dia em que tomei fôlego – sim, pra fazer essas coisas eu PRECISO de fôlego, sou muquirana demais pra dar mais que 15 reais em qualquer coisa -, pesquei uma caixinha na prateleira da Pacheco e arrematei meu tão sonhado É-Base-É-Protetor. R$ 30 que não voltarão nunca mais.

Deixando bem claro: moro no Rio. Nado, vcs sabem. Me locomovo o dia todo de bicicleta. Ou seja (repetindo tudo o que acabei de deixar escrito lá no MAKEUPalooza, pra Renata), suo como se estivesse fazendo sauna o tempo todo.

E sou oleosa. Ah, Deus, como sou oleosa. Por que me fizestes assim, ó Pai???? Acordo e, se eu conseguisse passar minhas pernas, pés e cotovelos no meu nariz, eu não precisaria de hidratante nas partes ásperas nunca mais. É óleo que não acaba NUNCA. Do tipo que, no sol, se eu jogar um ovo na minha cara, ele frita no estilo CROCANTE – fritura de imersão, manja?

Então eu tenho, EU TENHOOOO que entender que nem tudo o que o produto anuncia é verdade, gente… Por mais que eu tenha estudado essas estratégias na faculdade, por Dios, eu continuo acreditando que quando dizem OIL FREE é pq a parada não é oleosa. Haha. Até quando vou acreditar nisso, me contem???? Por que eu insisto em cair nessa balela antiquíssima???

Oil free… Oil free é alface, isso sim. E a não ser que eu passe alface na cara, nada que exista na face do planeta pode ser passado no meu rosto sem produzir óleo. Eu não sei como a Sadia ainda não me procurou pra engarrafar.

Enfim, fui pra casa. Hora de experimentar. Limpei o rosto, lavei direitinho, passei adstringente. E apliquei o SpectraBan com o dedo, tipo “tô me sentindo o máximo pq tô usando base!”.

Assim que uniformizei o filtro no rosto todo, a primeira constatação: um brilho FODIDO. No rosto TODO. Oil free é meu umbigo, caramba! MUITO oleoso, na minha humilde opinião!

A segunda constatação: “É, entendi coeh a da Base… Meu rosto todo tá como se eu tivesse com anemia. Mas uma anemia levinha, não severa… Uma anemia quase translúcida”. Aliás, TANSLÚCIDO, isso: me senti como se tivesse passado uma camada só de algum esmalte do tipo Renda ou Misturinha, sabem? Como não tenho a menor idéia do que é bom e o que é ruim em termos de base, não posso nem me dar ao luxo de tentar entender o que quer dizer a porcaria da cor, mas creio que, se a parada tivesse ficado intacta e sem brilho, eu teria gostado.

Nervosa, comecei a suar. Qual não foi minha surpresa ao reparar que, com o suor, o creme começou a escorrer – no melhor estilo Leite de Magnésia Phillips – e que menos de 10 minutos depois eu estava D-E-S-T-R-U-Í-D-A??!?

Li de novo o papelzinho e diz que tem que passar o protetor meia hora antes de sair de casa. Resolvi usar Tico e Teco e presumi que isso queria dizer que eu teria que ficar meia hora quieta, sem suar. Sentei em frente a um ventilador e fiquei berrando coisas pra minha filha enquanto a pocaria secava e, realmente, melhora. Parece que a pele tem que estar totalmente seca antes e depois do creme, sem suor, sem nada, por meia hora.

Mas, queridos. Me digam. Qual mãe de criança de 3 anos tem MEIA HORA pra ficar coçando os pentelhos de cara pra um ventilador enquanto o protetor solar seca? Eu, certamente, não.

NÃO COMPRO MAIS.

Vai ver que é exatamente isso o lance que a Renata Palooza estava falando qdo escreveu que o que é bom pra um, pode ser uma merda pra outro e vice-versa.

Garota esperta!