Respostinhas!

Aproveitando que Isabela dorme – coisa que eu deveria estar fazendo também -, deu a louca na Carolzita e só saio daqui com tudo respondido.

Bora.

Primeiro tenho que agradecer de novo a tooooodo mundo por todos os elogios. É bacana demais, sô. Os maridos que lêem também, os filhos que acordam, os companheiros de trabalho que estranham os risos… Morro de rir lendo tudo isso! =]

E depois, tenho que explicar oq ue é PR: é uma comunidade no Orkut, chamada Pediatria Radical. Rolam vários debates sobre tudo o que diz repeito a criação de filhos… Ou não. Houahuoaohao.

Daí, tenho que explicar outras referências que eu morro de rir, mas tem gente que nãov ai antender.

Em “Dia de Porcaria”, a Flávia comentou:

“Carol,

Se você sentiu cheiro de maconha no final, certamente os porcos eram chilenos, a maconha era orgânica, de produção caseira, como reza a tradição do país deles.

Beijinhos gargalhantes,
Flávia do Iglu (e da PR).”

HAOUHUAOHUAHUHAUOHAOH, ri horrores! Na PR, alguém abrou a santa boquinha pra dizer que no Chile a maconha é legalizada, que se fuma na rua, que se fuma com os pais, que toda casa tem um pé de Canabis e que nas esquinas há velhinhas lendo o futuro em folhas de maconha.

O_O

OUHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAUHAOUHAUOOUAHHAOUAOUAHUA

Como esposa de um chileno, tive que rir horrores e perguntar de onde tiraram isso… E não fui respondida até agora! O_O

No da Britney:

Livia, vou cobrar a compra do livro, hein? HAOUHAUHOAH! Aliás, vou cobrar de TODAAAAS!

Família Teixeira, CARALHO, você viu alguém CAGANDO NA RUA????????? Puta merda… é muita desgraça pra um ser humano só. Agora me explica: como o tuín pics da criatura funciona em público? O meu trava. E não tem cocô que saia. :S

Regiane, =]! Manda ele ler também. Houhaohauohuahuoa!

Sobre o texto “Censored”: gente, eu postei uma resposta a uma provocação num tópico da PR e saí, fui ao supermercado. Na volta, depois de inúmeras pedradas pra cima de mim, que eu já sabia que iriam chover canivetes, o tópico tinha sido apagado e até hoje não tive direito de resposta! =[

Carol de Todos os Santos:

Adriana: Santa Edwiges, pode crer! Esqueci! O_O

Fernanda, manda uma foto do São Longuinho pra mim, pliiiiis? Pra eu ilustrar o texto das jaguatiricas aqui no blog! =]

Sonia: é o que eu estou fazendo, adiantando o livro!!! =D

Laura Lanna, não me pergunte o motivo, mas toda vez que te leio eu lembro da Louis Lane. O_O

Claudinha, só lamento, manda teu santo usar escudo… Houahouahuohauoauo!

O das Jaguatiricas:

Roxana, adoreiiiii teu post! Adorei que vc viu o Freddy Turbina, 31 minutos é MUUUUITO hilário, minha filha ADORAAAA! E em espanhol é mais engraçado, pq faz mais sentido, claro… Tipo, tem um personagem que é “Pepe Lota”… Que seria um trocadilho com Pelota, que é bola, e o personagem é um menininho que joga futebol… O clipe é o máximooo!
Me mijei de rir com a história das tartarugas. Puta que pariu de quatro, eu morria sem saber que tartaruga geme. E os porcos lá, em silêncio!!!! Não sei onde esse mundo vai parar. HAOUAHOUAHUOAHOUAHUAHUHAO!

Tula e Bruno, vcs dois eu não vou responder não, pq são de casa há mais tempo que a minha filha! HOUAHOAUOUAHUOAH! Aliás, por falar nisso, tô esperando uma visita do Rômulo (/unsterblich) aqui, que era assíduo do fotolog tb… E sempre escreve coisas absurdamente engraçadas.

Aylla e Mais Véia, yo las amo! Escrevendo isso pq a Aylla se sente EXCLUÍDA se eu não escrever, HOAUHAOUHAUOHUOAHUOAHO!

O de ontem:

Meninas, eu amei meu fã, de verdade… Teixeira, tá “Carol da Belinha”, no Orkut! Me avisa quando ler! (depois vou apagar essa informação valiosíssima, ouaouhaouhaoua)

Só falta visita dela hoje, né? A Finger!!! Ai, eu ia amar! Como eu sei que ela tá lendo, vou prever as possibilidades:

– Se ela achar que consegue, vai tentar escrever de forma inteligente pra “rebater” meu post.
– Se se sentir meio desconfortável, vai dizer que nem sabia que eu tinha postado aqui e alguém avisou e dizer uns “obrigada, querida!” cheios de piadas no meio, tipo “Carol Oceano”, que eu, honestamente, queria explicação, porque não entendi!!!
– Talvez finja que nem leu e não responda, vá comentar por testemonial com alguém, sei lá!
– Se ficar muito putinha, vai descambar pra xingamentos! Haouoahuoaouhaou!

Ai, ai.

Por último, LEITORES FANTASMAAAAAAAAAAAAAAAAA, COMENTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEM!!!!

Adouro, adourooo!!

Bjosss!!!

P.S.: Não lembro que me deu a dica de sempre colocar título, mas ADOREI, tô botando sempre, viu? ;]

Falta imprimir e pendurar na parede! =]


Olha, gente! Tem coisa mais gostosa do que receber cartinha de fã? Tem! RECEBER SCRAP DE FÃ!!!!

Que é em tempo real e muito gostoso de ler; muito bom saber que sempre tem uma pessoinha especial ligadinha na gente, torcendo, comentando, esperando uma palavrinha que seja!
🙂

Dear Finger, eu fico MUUUUUITO feliz que você admire o que eu faço! Continue sempre vindo por aqui, lendo, participando, postando! Sempre que puder, eu te respondo!

Ai, gente, eu tenho que falar, é muito emocionante. É muito bacana ver que nosso trabalho está dando os primeiros frutos! E eu não pensei que fosse tão rápido, que eu já tivesse tanta visibilidade; achei que esses frutos iam demorar mais!

Mas é verdade quando dizem que fazendo bem feito, dá certo. Quer prova maior? Ai, tô bem feliz! =]

Finger, sou MUITO grata pela sua cartinha. E vou aproveitar o ensejo e contar: gente, o livro tá andando! Quer dizer, tô escrevendo direitinho e disciplinadamente de novo, se Deus quiser, sai logo! Tenho que ver com uns contatos se rola editora e tal – se alguém for do ramo, por favor, um little help, pliiiiis! -, mas, se não der, vai ser independente mesmo; meu primeiro livro, o pontapé inicial, se Deus quiser. =]

Vai ser de crônicas mesmo, esse que tõ mergulhada agora!

E Finger, o primeiro exemplar, assim que sair, vai pra você! Com autógrafo e tudo, cara! Afinal, eu não seria eu se você não fosse você, né?

OBRIGAAAAAAAAAAADAAAAAAAAAA!!!

Aaaaaaaah!!! Eu também quero mandar um beijo pras minhas burrinhas incompreendidas e sem maridoooo!!!! Minhas sem-personalidade queridas, UM BEIJO ENORME PRA VCS!!!! Obrigada pelo aconchegooooooooooo!!! Adoro que vcs são todas umas sem-marido e que veneram a mim, a bostinha-mór! Ai, é tudo de bom, isso.

Um Thanks e um super beijo melado (afinal, quem não tem marido, se vira com uma Cia qualquer, né?) especial a Alexandra, que varou noite comigo procurando uma moldura à altura do quadro! Que, afinal, é muito conteúdo e não merece uma moldurinha “qualquer”. Beeeeijo, minha sem marido preferida do momento!

Ah! Beijos especiais à minha mais Véia que é super sem marido, que é super burra, super incompreendida, super sem educação e tudo o de super que uma pessoa possa imaginar: Mais Véia, preciso falar com vcêeeeee, porrra!!!

E meninas que comentam: eu ADORO todos os comentários, leio e morro de rir com VÁRIOS, me sinto MUITO orgulhosa de que vcs gostem de ler, sério mesmo. =] Saber que tirei uma gargalhadinha de vcs em um dia em que estavam, sei lá, com gases, com pentelho encravado, qualquer coisa, e que fiz melhorar, é beeeeeeeeeeem legal. =]

Não vou conseguir responder os comentários agora pq são 2 da manhã, mas amanhã eu tento…. De nooooovoooo!!!

Beeeeeeeeeeeeeeeijosss!
BEEEEEEEEEEEEEEEIJOSSSSSSSSSSS!

(sono… tarde… já sabem> relevem os erros)

A da Jaguatirica!

Caracas, 1h40 da matina. Faz uns 20 minutos que fui deitar. Deitei, minhas costas pediram arrego – éeee, não é fácil ser mãe – e eu só conseguia pensar na crônica da Jaguatirica. Daí vim, né, que dormir ia ser a última coisa que eu conseguiria fazer.

Pô, Bruno, eu não vou nem precisar te mandar por e-mail pra manter o sigilo, por um motivo muito simples: eu não lembro direito, portanto, não vou poder escrever a crônica decentemente! Caracas, era muita coisa, foi numa viagem pra Teresópolis e tinha muitos detalhes, eu não lembro de todos! Envolvia mais gente, não vou lembrar de tudo nunca! Costumo lembrar das paradas que acontecem só comigo, ou dos fatos vistos só por mim, mas eu lembro que tinha mais gente e mais coisas e mais fatos do que minha vã cabecinha cheia de fumaça lembraria… OUAHOUHAUOHUAOHUOAHUOHAUOA!

Então vou escrever o que lembro aqui mesmo, pra testar.

Foi em 2004. Portanto, eu tinha 22 anos.

* Pausa pra me sentir velha. *

Fui com a cambada pra Teresópolis acampar, ia ter show do Jota Quest, se não me engano… Isso mesmo, ia sim. Eu nunca tinha ido pra lá, não conhecia nem a estrada, nem a cidade e nem o clima. Mas se entulhou todo mundo num carro e fomos.

Pegamos a estrada de noite, e eu já comecei a me cagar daí. De tantos em tantos metros havia placas avisando:

CUIDADO! JAGUATIRICAS NA PISTA!

E eu me borrando de medo. Não bastasse eu obrigar todo mundo a fechar os vidros TOTALMENTE, pq eu tava APAVORADA com a quantidade de mariposas que o carro atropelava no ar, me encontrava também em pânico imaginando centenas de jaguatiricas correndo em manadas pela estrada. No melhor estilo África selvagem. Jaguatiricas, na minha cabeça, eram monstros enormes, mistura de leão com rinoceronte, dinossauro, sei lá (tá vendo, não lembro, hoje eu sei como são as jaguatiricas, antes eu não sabia e podia imaginar o monstrão horrível!), e atacavam.

Pois bem, graças a Deus chegamos a salvo em Teresópolis. Nos perdemos algumas vezes até achar o camping, mas eventualmente acabamos encontrando. Lá pelas 11 da noite.

Caralho, o camping era no alto de um “morro”… Uma montanha ANIMAL, um matagal DA PORRA… E um espacinho na frente pras barracas, tipo um quintalzão. Aos pés de uma selva. Caralho. Caralhões e caralhinhos, que meda.

Montei a barraca (ajudei, né) com o cu na mão de medo das jaguatiricas. Mó selva atrás de mim, quinhentas jaguatiricas escondidas, e eu ali, com a bunda pro alto, na calada da noite, tremendo de frio e enfiando specks no chão pra “mó” de deixar minha barraquinha segura.

Fomos dormir, eu apavorada ainda. Devo ter sonhado que uma jaguatirica me comendo.

Vale dizer que, com mais medo que das jaguatiricas, eu tava das mariposas. E que isso tudo contribuiu pra que eu não saísse da barraca nem pra mijar, de medo.

Além disso tudo, tava um frio horrível, de congelar pentelho, de fazer porra virar estalactite na ponta do piru. Cacete, que frio cortante! Não, não sei se porra vira estalactite, nunca vi disso e nem tirei a prova, mas entendam: tava frio pra caralho, brother!!! Uns 3°C, sendo que em camping a sensação térmica piora, né?

Então vocês podem entender que todos os motivos acima descritos me levaram a não ir até o banheiro do camping pra tirar as lentes de contato (míooooopeeee). Decidi dormir de lente.

Acordei, me localizei – aqueles 3 segundos do “quem sou eu? onde tô?” – e sentei. Abri a porta da barraca, que de manhã, com o sol batendo ficava abafado. Sem sequer lavar o rosto, peguei uma caixa de bombons Garoto que eu tinha levado. É aquela coisa: gorda dietética aproveita as viagens pra se entupir.

Imediatamente se apronchegou um comparsa e adentrou o recinto de olho nos bombons.

Se fosse Bis eu não dava nenhum, cara, que raiva que ficam pedindo Bis. Mas era Garoto, a caixa era grande, eu não deveria comer tudo, mesmo.

Tentou pegar um Serenata de Amor.

“- Esse não!”

Tentou pegar um daqueles que tem pé-de-moleque dentro.

“- Ah, porra, esse não!”

Tentou pegar um Alô Doçura.

“- Tá, esses quadradinhos, pode.”

No meio da parada, percebi que tava me sentindo meio bêbada. O que era impossível de estar acontecendo, além de beber pouquíssimo, já tinha passado a noite.

Enfiei o dedão no olho pra conferir e doeu pacas, esses meus métodos pouco ortodoxos nem sempre são isentos de efeitos colaterais, né; colcusão: tô sem lente! “Cacete, perdi uma lente!”. Possuíiiidaaaa, pq ODEIO ficar com uma lente só, e sem ela eu não enxergaria nada do Dedo-de-Deus que a gente ia visitar, além de ser o último par da caixinha, comecei a busca. Primeiro apalpei minha cara, meus peitos, minhas pernas, minha xonga, tudo; a lente poderia ter caído e grudado em mim, que era o que mais acontecia. Nada. Estendi o perímetro da busca pro interior da barraca: não podia estar em outro lugar, eu conferi as lentes antes de dormir e estavam aqui nesses olhinhos.

Nada.

Juro pra vcs, revirei a baraca INTEIRA, olhei no meu cuuuuuu, em todos os lugares e nada.

Desolada e meio vesga, sentei em cima do edredon e com minha caixa de bombons. Daí, meu digníssimo amigo Felipe me disse que pedisse a São Longuinho.

“- Pra quê?”
“- Pra vc achar, ué.”

Sem alternativa melhor, devidi tentar.

“- Como eu faço? Sim, pq não acho que São Longuinho aprecie esses três pulos que todo mundo diz que vai dar. Que troço inútil. Como um santo vai usar meus pulos?”

“- Ué, então dê pra ele algo que ele vá gostar.”

Achei interessante, a proposta. Olhei em volta e não achei nada.

“- Não tenho nada aqui pra oferecer!”

Ele olhou bem pra minha cara e disse que eu tinha sim, CHOCOLATE.

O mundo foi parando de girar, só pra eu ver em detalhes a pronúncia da palavra CHO-CO-LA-TE no silência. Era do que eu tinha medo, prometer meus chocolates. Naquele momento, sem uma lente e rodeada de jaguatiricas, meus chocolates era tudo pra mim. Tirar chocolate de gorda é como tirar o casaco de um esquimó, dá pena.

Mas eu achava que aquele lance de São Longuinho era mito, anyway, então prometi.

“- São Longuinho, São Longuinho, se eu achar minha lente… Te dou… um chocolatinho…”, meio assim, sem convicção, porque me soava ridículo demais.

Terminei a minha “jaculatória” e fiquei parada.

“- E agora, Felipe? Que que eu faço? Espero cair do céu?”

“- Não, claro que não, começa a procurar que vc acha.”

Ah, perfeito, prometi meu chocolate pro São Longo pra EU MESMA TER QUE PROCURAR? Putz, que mau negócio, cara.

No calor da hora, resolvi me mexer. Eu já tinha revirado tudo, mesmo, tinha certeza que não estava em lugar nenhum naquela barraca.

Do jeito que estava, estiquei o braço e virei a ponta do edredom que eu havia recém sentado em cima pra comer chocolate.

Pasmei.

Como um diamantezinho, tava ali, a lente.

Fiquei estática, sem nem respirar, tentando entender: eu havia ACABADO de procurar ali!

“- Aháaaa, tá vendo? Agora vai ter que dar o chocolate pro santo!”

Meus olhos correram pra caixa de bombons e eu agarrei forte aquele pequeno paraíso como se fosse meu tudo na vida. Eu teria de dar um pedaço de mim pro Santo.

Mas quis ser justa, o cara é porreta, achou minha lente na hora.

“- Tá, qual eu dou?”

“- O que vc mais gosta”

“- Tá doido????? Pra que que eu vou dar o que eu mais gosto???? Ele não vai comer não, ô Cabeça!”

“- Por respeito e agradecimento, ué!”

“- Respeito e agradecimento ele sabe que eu tenho de sobra, mas ele sabe também que eu gosto muito de chocolate pra dar um Serenata. Tá doido?”

“- Tá, então dá o que vc quiser…”

Pensei, pensei, e escolhi o que eu menos gostava. Opereta, de chocolate branco.
Peguei o chocolate e… Que diabos eu fazia com ele? Mandava por Sedex pro São Lonlon? Levava pra Igreja???

“- Que que eu faço agora????”

Agora vejam bem o grau de sabedoria do cidadão:

“- Sei lá, joga no mato!”

“- TÁ MALUCO???? JOGAR NO MEIO DO MATO CHEIO DE JAGUATIRICAS??? Eu sei lá se jaguatirica gosta de chocolate, se forem que nem ursos a gente se fode, seu burro, vai atrair um monte! Mané jogar no mato, mané jogar no mato… A gente ainda tem uma noite inteira aqui, e se as jaguatiricas ficam atraídas pelo chocolate e atacam o grupo???”

Convenci.

A sugestão foi que eu guardasse o chocolate pra oferecer a Saint Longs na hora de ir embora.

Foi o maior sacrifício não comer o bombom, apesar de eu não gostar de chocolate branco. Mas guardei.

Na hora de ir embora, já no carro, protegida de toda e qualquer jaguatirica assassina, abri a janela, respirei fundo e atirei longe, no meio do mato, gritando:

“- Brother Longus, esse é pra vc!!! Valeu!!!”

Se foi devorado pelas jaguatiricas ou se o Brother Longus desceu aqui pra procurar o bombom dele no mato, até hoje eu não sei. Mas que eu fiz a minha parte, eu fiz.

Houahouahuoahuahaoa.

P.S.: Nem sinal de jaguatiricas a viagem toda.

(respondo aos comments de noiteeee)

(caralho, tá cheio de errooooooosss!!! eu não corrigiiii!!! depois faço issoooo))

Carol de Todos os Santos


Eu nasci no dia de São José Operário. É meio sem nexo, tendo em conta minha total falta de habilidade para com a continuidade da coisa… Apesar disso, simpatizo mais com São Jorge e São Miguel , que não são meus santos de devoção porque não sou devota praticante de nenhum deles – meu marido é devoto de São Expedito e eu respeito e rezo pra ele também, mas não posso me considerar devota -, mas são os que eu mais me identifico. Portanto, escolhi esses pra mim.

São Jorge é guerreiro e eu admiro isso. São Miguel também, e, segundo a Bíblia, será ele quem vai lutar nos últimos momentos contra o Diabo, e, se ele precisar, lá estarei eu a empunhar uma espadinha e gritar como uma corna, na esperança de assustar aquele desgraçado. Na pior dar hipóteses eu (re)morro, mas cravo minha espadinha no dedão do coisa ruim. Sou brasileira e não desisto nunca.

Minha “identificação” com São Jorge é mais poética, acho suas imagens lindas, sua história bem legal e a lenda do dragão uma parábola bem ilustrativa das nossas próprias lutas, bacana mesmo. É bonito ver sua força e é a força que eu desejo e tento ter todos os dias.

Já São Miguel é uma identificação diferente. Inúmeras coincidências me fizeram pensar nele várias vezes, e há pouco tempo foi que li que ele acompanha os mortos e dá a chance para que se redimam e tal e que lutará contra o Demônio (nem sei se é com maiúscula que devo escrever), e foi justamente quando eu me identifiquei totalmente.

Tenho um sonho recorrente que vira e mexe acontece, há mais de dez anos. Acordo e me lembro de tudo. A primeira vez foi com uns 14 anos e eu estava me preparando para minha Crisma, e me lembro quase que perfeitamente dele. É meio bobo, mas deve ter algum significado, sei lá.

Essa primeira vez, sonhei que estava lá no bairro onde morava na época, em Angra, num ponto de ônibus perto ao clube onde eu malhava e a um colégio. Era noite. De repente me chegava um senhor e queria me dar um rádio. Sei lá o motivo. Sei que ele era simpático, e me oferecia o equipamento. Eu lembro que olhava, olhava e não entendia o motivo de ele querer me dar o som. Lembro que eu pensava: “Oba, um som!”, mas segundos depois questionava “pra quê? Eu já tenho um!”. Daí eu recusei. Fui bem simpática. Ele ficou um pouco frustrado, mas não foi grosso.

* Engraçado, eu achava que eu lembrava melhor do que eu de fato lembro. Na verdade eu lembro, mas na hora de ordenar os fatos em palavras, as coisas me fogem totalmente. Só ficam os fatos mais marcantes do sonho. *

Depois de um tempo, o cara conversava comigo sobre alguma coisa… Que eu não lembro. Lembro que eu ficava cantarolando pedacinhos de músicas que o grupo da Crisma estava ensaiando pro “show” do dia, a gente tinha uma banda shooow de bola, era um grupo bem legal. Lembro que ele não gostava das músicas e engatava outro assunto. Sei que em determinado momento o diálogo era algo como:

“- Mas você duvida que eu possa?”
“- Não.”
“- Eu posso, quer ver?”
“- Eu não tô falando que duvido, eu acredito que você possa…”

E ele estendia a mão e fazia uma carcaça de um fusca branco que estava ali perto (só a carcaça, sem as rodas – vai entender… ) flutuar.

No sonho, nesse momento eu me dava conta que o cara era o Diabo.

Agora, o que é mais engraçado é que eu não sentia medo NENHUMMMM. O que, em se tratando de mim, é muito curioso, já que sou a maior cagona da paróquia.

Lembro que eu pensava EXATAMENTE assim, e assim dizia a ele:

“- Aaaaaaaah, não acredito! Você é o Diabo, cara! Mas que sacanagem, por que estava falando comigo sem se identificar, então? Não devo ficar falando com o Diabo, não. Não acho que seja legal. Mas até que você é bem simpático.”

E daí ele se empolgava e fazia o carro voar mais.

“- Por isso que você tá fazendo esse carro voar aí, né? Mas que coisa, não vejo graça nisso. Você é simpático, mas é o Diabo. Não quero papo com você.”

E ia me tocando das coisas:

“- Ei, por que você estava me oferecendo o rádio??? Não quero esse rádio e nem nada seu.”

E, por fim, como era de se esperar, eu dizia a ele que ele era um cara maneiro, que não precisava ser assim, que ele podia “fazer as pazes” com Deus, que era muito melhor, que não tinha rádio nem carro e nem nada que fosse mudar minha cabeça. Aí o Dabo ia ficando puto, irritado. Mas não era agressivo, era tipo, conformado. Não manifestava isso xingando e nem violentamente, não era NADA parecido com os diabos que a gente vê em em filmes e tal, era um cara normal, se não fosse pelo figurino totalmente clichê: ele tava com uma roupa normal, só que, por cima, um fraque desses com cauda, tipo daqueles caras que tocam piano, e cartola. Afff, de onde eu tirei isso, não sei.

Sei que ele me oferecia mais algumas coisas e eu cantava cada vez mais alto as músicas da Crisma. Eram bem legais, baladas, rockzinhos, a banda era jovem e a gente tinha dado uma roupagem nova a todo o repertório que a gente tocava nos encontrões. No final, eu cantava quase gritando, mas sempre de olhos abertos encarando o cara, até que ele desistiu e se virou pra ir embora, e eu acordei.

Engraçado também o seguinte: eu comecei esse texto ontem achando que lembrava totalmente do sonho e pelo menos de mais uma vez em que sonhei de novo com isso. Ontem mesmo, a medida em que ia escrevendo, os fatos me sumiam, bem como acontece com esses lances de sonho, mesmo. Hoje eu não lembro NADA do segundo sonho mais marcante, que aconteceu há pouco tempo, acho que menos de 1 ano. Esqueci totalmente, ontem eu lembrava.

Enfim, por causa desse sonho é que eu me identifico com São Miguel. Não senti e nem sinto medo nenhum de diabo algummm desde que me entendo por gente, então eu desde jám do alto da minha petulância, me ofereço pra ajudá-lo a matar o demoooooonhhhho. Hoahuhaouaououaha. É mole, ao invés de pedir pro santo eu me ofereço pra ajudar. OHAOUHOAUHOUAOUHAOUAOU.

Na verdade, pra pedir, eu peço pra São Longuinho, mesmo, e olha que nem sei direito quem é. Só sei que funciona. (lembrei de outra crônica, a da Jaguatirica, Brunãooooooooo!!)

Se a coisa for mais heavy, é São Expedito ou Nossa Senhora, mesmo.

Mas eu sempre peço primeiro a Jesus, os pedidos pros santos são a título de “pentelhamento adicional”, do gênero: “Ó, minha Nossa Senhora, eu tô pedindo pro Seu Filho, mas, se ele esquecer, PELAMORDEDEUUUS, lembra ele pra mim!!!!!!!!”

No dia a dia, vocês me vêem falar mais “Santa Margaria da Escócia” do que qualquer outro santo. Made in Tubiacanga, “Pedra sobre Pedra”, se não me engano.

Também adoro festas de São João. Por tudo o que elas representam, por todo o meu espírito caipira e pelas comidinhas.

Santo Antônio, se Deus quiser, vai me ajudar a descolar um marido pra Alê, minha amiga e comadre. Se ela ler isso, me mata, mas que ele vai me ajudar, vai.

São Francisco é a imagem mais terna que me vem à mente sempre, e me refiro a São Tomé sempre que preciso de provas.

Enfim, eu tenho um exército de Santos comigo. Ninguém nunca me deixou na mão, sobretudo meu Paizão lá de cima, o Senhor dos senhores, o Único, o Maior, o Melhor, o Tudo. Tudo o que eu quis de verdade na vida – e sem exageros, juro pra vocês, como exemplo tenho o meu próprio marido: eu aqui, ele lá no Chile… E consegui! – eu consegui, sempre que não se opôs ao bem de alguém ou ao meu próprio crescimento. Nunca, nunca me senti desamparada, tenho, realmente, todos os Santos comigo. Não desejo mal a ninguém, nem aos que não quero bem, pra ser sincera.

* Mentira. Desejo mal, muito mal, aos pedófilos e a quem comete crimes contra velhinhos. Mas é SÓ. *

Então, queridíssimossss… Quem não gosta de mim está no seu total e absoluto direito, inalienável, de não gostar de algo ou alguém. É legítimo e honrado ser verdadeiro em suas colocações sempre que não se tenha como intenção ferir a terceiros. Aceito, não sem um leve desapontamento – porque sou humana e ninguém fica feliz e soltando fogos de artifício ao saber que não é querida por alguém, ainda que a recíproca seja verdadeira -, que ninguém agrada a gregos e troianos de uma vez, que eu, como mortal que sou e imperfeitíssima, posso sim ser alvo de indiferença, antipatia ou de um simples “não gostar”. Reconheço também inveja e olho gordo pra cima de mim, embora ache totalmente sem nexo, mas isso é motivo pra outro post, haouuahouaoaha.

Isso tudo pra dizer que é mais legal a objetividade SEMPRE. Porque dizer que seus santos não batem com os meus… Vou te contar, vão sair no prejuízo, hein???

OIUAOAUHOUAHUAHUAOAHOUHAOUAOUHA

Beijosssss

CENSORED

Escrevi. Juro que fui calma, educada e honesta na minha colocação, sem ofender ninguém. A honestidade pode gerar desconforto, é verdade, mas nada que machucasse a alguém dotado de senso crítico.

Saí pra fazer as COMPRAS DA SEMANA, pq não tinha mais nada em casa.

Voltei.

Sumiu.

Tenho certeza ABSOLUTAAA que choveram pedradas em mim, mas não pude ler. Não tenho idéia do que se passou.

Agora vocês vejam bem: o que as partes envolvidas fazem nesta hora? Morrem assim, sem direito de resposta?

=[

Quebradinhosssss VIPSSS

Recebi aqui uma visita ilustríssima e antiquíssima tb, o Bruníssimo. OUHAOHAOUHAOHAOO. Caralho, ele acompanha minhas merdas desde o fotolog, gente! E lá se vão uns três anos…

Então, Brunão, tu me deu uma mega idéia! Já tenho duas crônicas que, definitivamente, entram pro livro. E eu nem tava empolgada pra escrever o livro de crônicas, mais. Masssss, como tu já leu TUUUUDOOOO que eu escrevi nesta internet de meu Deus e eu sei os que vc costuma citar que lembra, acabei de me re-empolgar. Entrarão para o livro:

– A da folhinha na careca do vovô;
– A do Linguado.

Essas duas eu sei que são fodas. E são aquelas coisas que, puta que pariu, meu gato botou ovo, só acontecem comigo! MESMO!

Eeeee, como tenho que ter coisa “inédita”, porque senão ninguém terá motivos pra comprar o livro, não vou contar nenhuma das duas aqui, ouahouhaouhaouhah! Terão que esperar o livro! OUHAOUHAOUHOAUOUAOAU!

Agora só me falta reescrever essas crônicas, pq eu apaguei o fotolog e não salvei, acredita? Que merda tremenda, cacetes alados!

Mas taí, gostei. Me empolguei.

Escreverei.

********************************

Povo que comenta: caralho, vocês não sabem o quanto eu fico feliz em ler comentários aqui! É muito bacana! Estou beeeeeem orgulhosa de mim mesma de estar conseguindo, enfim, dar continuidade ao blog, e devo isso a aquem lê (Patrícia Calina, obrigada de novo! =]) e comenta, que me anima… É tãaaao bacana.

O melhor disso é que esse espaço está servindo DEMAIS pra eu exercitar. Me disciplinar a sentar o rabo gordo aqui e escrever; voltar a TENTAR um português decente, que depois que casei fodeu, virou portunhol total; me sintonizar com os “leitores”, no sentido de saber o que querem ler, o que agrada mais e tal e desenferrujar, que eu tava precisando MUITO. Tô me amarrando MESMO, obrigada a todo mundo que comenta, a todos e cada um!!!

Eita, que sentimental.

Agora vamos ao que interessa.

-> A BRITNEY TÁ DOIDA

Saiu pra fazer compras assim:

Cacetes, e olha que geralmente a defendo, acho que ninguém merece não ter a liberdade de soltar um peido sem sair nos jornais, mas porra, hein, Britney? Cruzes…

-> IRIS STEFANELLI GANHA PRÊMIO DE PERSONALIDADE 2007!

… Tá de sacanagem, né???

O prêmio nem tem nome, mas, porra, PRÊMIO??? Cês já viram essa mulher apresentando o TV Fama? Né por nada não, mas COMO, gente, COMO??? Caralho, a mulher é PÉSSIMAAAAAAAA!!!

Cruzes…

Se bem que, parei pra pensar. O prêmio não tem nome. Qualquer um pode dar um prêmio. ANUNCIO NESTE MOMENTO QUE ESTOU ME PREMIANDO COM O TÍTULO DE MAIS GOSTOSÍSSIMA DE 2007. OUAHUOUAHOUAHUOHAUOHAUOUOAHUHAUAO. O prêmio é meu e eu premio a quem quiser, ninguém tem nada com isso. Oras. A Íris pode, eu tb tenho que poder.

Duas coisinhas que me deixaram pasma e eu TINHA que comentar.

A terceira foi estar zapeando na noite e parar no “maravilhoso” programa do Amaury Jr… E me deparar com ARIADNE COELHO apresentando quadro… Aaaaaah, eu ria incontrolavelmente… Aliás, a Íris só supera uma apresentadora: ARIADNE COELHO.

Pqp, vai vender quentinha, minha filha!

Affff.

Pronto, desabafei.

Um dia de Porcaria

Vocês devem achar que eu invento as coisas, que “ninguém faz tanta merda assim na vida” ou “não acontece tanta coisa a uma só pessoa dessa maneira”.

Caralho, acontece sim. Eu não invento não.

Eu ia começar já falando o que me aconteceu, mas é foda, neguinho ia achar que tô de sacanagem. Por isso, tomei o cuidado SUPREMOOO de arriscar minha santa buzanfa em nome do fotojornalismo – OUHAUHOAHUOAHUOHAUHA – pra dar credibilidade a mim mesma. Houahauooahuoahoauoauha. Tá certo que não sou nenhum “as” da fotografia jornalística, tanto que eu mesma demorei a identificar onde estava o objeto das fotos abaixo, mas foi o que eu pude fazer pra que vocês acreditassem no que eu vou contar agora.

Depois de uma germofóbica no mercado ontem, pensei estar “saraváaaaada” de todo e qualquer acontecimento bizarro pelo menos pelo fim de semana. Mas o barbudão lá em cima é que sabe, né? Vou discutir com ele??? Neeeeem, não sou idiota, né?

Acordei hoje, sabadaço de dia de vento delicinha, peguei marido e filha e saí pro programaaaaaço de passeio sabadal que vocês já conhecem: padaria-caminhar-comprinhas-caminhar-e-por-aí-vai.

Agora imaginem a linda surpresa que foi eu descer, abrir o portão e me deparar com um lindo casal de PORCOS CRUZANDO na calçada EM FRENTE AO MEU PRÉDIO, do outro lado da rua. Porcos SELVAGENS (na verdade, não tenho a maior idéia se era selvagens ou cosmopolitas, mas eram escuros, pareciam javalis)

O_O



As fotos são de celular, era tudo que tinha na mão. O que vcs virem que mais se assemelhar a um cachorro marrom são, na verdade, dois porcos. Na segunda e terceira fotos eles já tinham terminado e um deles estava deitadãaaaao no chão – certamente o macho, claro.

Gente, eu moro na cidade grande. Meu bairro é um ótimo bairro, cara. Eu pago um condomínio caríssimo. Como diabos PORCOS vieram parar aqui, cara? Até MACACOS eu entenderia, porque moro perto de um parque, mas PORCOS???

Bom, depois que vimos que eram porcos mesmo, eu não quis passar por ali. Vai que me atacam. Lá em Pato Branco tinha uma tia que foi atacada por porcos selvagens. Os bicho não comiam há séculos e minha tia era gorda e tava toda suja de milho porque tinha feito um panelão de pamonha, chamou atenção daí, né (Hoauhhuauohauoa. Sacanagem). Não, sério, não quis passar por ali. Sei lá se os bichos iam me dar uma carreira, imagina a cena, rapá, tá doido?

Então ficamos por uns instantes discutindo o que fazer e observando os bichos se amando loucamente, lá. Na verdade, achei a cena fenomenal, não queria dizer nada pq meu marido e o porteiro poderiam me achar doida, mas achei uma chance incrível: finalmente eu poderia saber se o que dizem sobre orgasmo de porcos durar 30 minutos é verdade!!! Fiquei pianinha, daí.

Mas a Isabela não. Esquecemos dela, gente. Do carrinho, a bichinha via tudo. Acordamos do transe com ela apontando e gritando “aaaaaaaa aaaaaaaaaaaaaaaaa”.

Pablo, que nem é supersticioso, se desespera e diz logo pra ela não apontar que senão nasce terçol. Nunca ouvi falar nisso. Perguntei pra ele pq diabos os porcos iam ter terçol se ela apontasse, que não fazia sentido nenhum. Ele respondeu que ELA teria terçol. Porra, fazia menos sentido ainda!!! Ele disse que olhar pra bicho fazendo cocô ou “fuc-fuc-I-love-you” dá terçol. Caralho, foi a coisa mais nonsense que já ouvi… Só comparável ao lance de ter verrugas apontando pra estrelas. Maaaaaas, pelo sim e pelo não, tb não a deixei apontar mais.

Eu tava mais preocupada com ela vendo aquela cena dantesca mesmo. Já tava imaginando o orgasmo e, se fosse do jeito que pregam, ia ter tanto “oinc” que capaz de até eu ficar excitada – o porteiro parece que já tava, tadinho.

Enfim, discutimos tanto sobre o terçol que os bichos desistiram. Ou então, terminaram e não foi nada que eu esperava; um deitou e só faltou acender um cigarro. Mais parecido com sexo humano, impossível.

Pra corroborar minha afirmação, um cheiro repentino de maconha tomou conta da rua. O que me leva a crer que porcos fumam, sim, depois do sexo. E maconha. Os bichinhos sabem o que fazem.

Então, depois desse belo filminho matinal, demos a volta pela minha calçada e fomos tomar café da manhã.

O Paninho da Madama

Ai, meu Deus.

Tô com um pé aqui e outro na cozinha, com bolo no forno. Mas tenho que contar.

Cheguei agora há pouco do supermercado, onde fui comprar uns trecos pra fazer um bolo de aniversário pro meu pai. Império da Banha, o mercado. E ainda dizem que qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência. ¬¬

Pois bem. Peguei os troços que precisava e me dirigi ao caixa, com aquele ar de “gente que faz” que só os comentários sobre o bolo de coração do aniversário da Belinha me proporcionam, OUAHOUHAUOHAUOHAH! Crente que sei!

Tá.

Uma senhora, com seus 40 e poucos anos e muito esnobe, estava no caixa antes de mim. Já tinha passado as compras todas e tava no lenga-lenga do cartão. Eu, muito prática, coloquei as coisas da minha cestinha na esteira, já adiantando. Ela estava parada já perto da embaladora, conferindo nojentamente suas sacolinhas.

A caixa e a embaladora conversavam sobre docinhos de festa. Uma dizia que era melhor comprar uma lata de Moça Fiesta, outra perguntava se o leite condensado e o brigadeiro feito em casa não seriam mais baratos. Eu, muito intrometida e cheia de mim, abri a beiçola pra falar da minha experiência; afinal, a festa a Belinha foi há pouco mais de dois meses e eu fiz todos os docinhos e o bolo.

Comecei a explicar, “olha, eu fiz todos os doces da festa da minha filha em agosto, usei cinco latas de leite condensado, 1kg de amendoim torrado e moído, 300g de côco, achocolatado e granulado e fiz uns 500 docinhos”. A moça gostou do que ouviu, “nossa, é mesmo?! Quantos!!!”, e pronto, virou papo de comadre.

Sem perceber, fui me apronchegando naquele “pit-stop” do meio do caixa, onde fica o leitor de códigos de barra e a maquininha de passar o cartão… Sabem? Ali, no meio da esteira: antes de passar pela “corcova” que lê os códigos, as compras ainda são do mercado; depois, já podemos até abrir a Ruffles… Entendem? Bom, visualizem, não é difícil. Foi ali que apoiei o braço enquanto falava. Apoiei assim, o cotovelo, e fiquei gesticulando e explicando.

A “madama” tava longe de mim. Tipo, ela tava no final da esteira, onde as compras são embaladas, e eu, no meio.

Finalmente saiu a notinha dela, o cartão passou.

E aí começou o episódio.

Esticou o braço, pegou a notinha. Eu continuava conversando e explicando as paradas dos doces, onde comprar o amendoim no centro, que é mais barato e tal.

De repente, a dona madama interrompe meu super-papo:

“- Com licença, sim?”, apontando pra corcovinha lá onde eu estava apoiada. Do lado de lá, virada pra caixa, fica o leitor, mas, do lado de cá, do comprador, é uma proteção de vinil ou metal, hoje era vinil e tinha umas propagandas dentro. Era ali que meu braço repousava.

Não entendi o “com licença”, porra, a mulher já tinha passado o cartão. Mas, como sou muito educadinha – até certo ponto, OUHAOUHAOUHA -, dei a licença que ela tanto queria. Continuei meu papo.

Gente… Eis que a mulher me tira um paninho de dentro da bolsa, LIMPA o lugar onde meu braço tava encostado, guarda o paninho, bota os óculos e simplesmente APÓIA A NOTINHA ALI. Nada mais. Ela queria minha corcova pra APOIAR UMA NOTINHA.

Eu tentei continuar conversando, mas meus olhos não me obedeceram. Olhei aquilo não entendendo nada… A mulher nem tchuns. Então tentei continuar meu papo com a mulher do caixa.

A essa altura, minhas compras já estavam “do lado do comprador”, ou seja, depois da corcova. E eu tava falando de alguma receita que tinha acabado de ver na lata do creme de leite. Daí, me debrucei sobre a madama, apioando, de novo, na corcova, pra alcançar a lata.

Continuei explicando, toda empolgada.

Eis que a madama me tira de novo o paninho e limpa o singelo “spot” em que eu encostei.

Caralho. Olhei aquilo, incrédula. Olhei pra mulher do caixa. Olhei de novo pra madama. Olhei de novo pra mulher do caixa, que tava segurando o riso. A madama continuava a ler sua notinha como se nada tivesse acontecido.

Ahhhhh, brother, sou o ser mais pacífico do universo, mas, pelos meus pentelhos, que porra é essa? Tenho eu, por acaso, the flash eating bacteria e não sei???

Madama, a senhora conseguiu a proeza de pisar no meu calo; proezíssima, ainda mais em se tratando dos meus dedos, que são curtérrimos: raríssimamente alguém pisa! HAOUAHUOAHUAHOU! Podem varar 10cm de sapato que, ainda assim, não alcançarão os dedos! OUAHUAHUOAHUHAUO!

Tá, voltando.

Que madama descarada, rapá.

Não agüentei.

“- Com licença, senhora… A senhora limpou o lugar em que eu encostei?”

Se fazendo de desentendida, talvez pra que soasse normal, deu um mini-sorrisinho amarelo, daqueles com a boca em forma de cu, pra não dar rugas, e disse:

“- Uuuu, sim, é que estava sujinho!”

Vendo minha cara embasbacada, a mulher do caixa abaixou a cabeça e mordeu o lábio inferior, tadinha, morrendo de medo de soltar uma gargalhada e ser despedida.

“- Minha senhora… Onde estava sujo, me explique?”

“- Tava sujinho sim, não importa, eu já limpei.”

Minha Santa Margarida da Escócia, não pode ser. Não pode ser. Eu só tinha visto alguma referência a algo parecido em Seinfeld, quando a Elaine namorou um cara que tinha fobia a germes… Só podia ser isso.

Eu não fedo, não tenho perebas, não sou suja, nem meus saudosos dreads estão na minha cabeça, mais. A mulher tava limpando os lugares onde eu encostava, cacete!

Comecei a me sentir meio esquisita, né? Fazendo movimentos peristálticos, conferi se por algum acaso estava menstruada ou havia me cagado e não percebi: quem sabe, né? Não, nada, tudo na mais perfeita ordem.

Aí comecei a ficar com raiva.

Dei um passo mais perto da mulher e perguntei de novo:

“- Senhora, onde a senhora está vendo sujeira em mim???”

Quando dei este passo em direção à ela, ela deu um passo pra trás. Assim, do nada.

Ah, maluco. Me invoquei. Aí já é sacanagem, que merda é essa???

” – Minha senhora, a senhora sabe que tem uma doença, né? Tá se tratando???”

A senhora fazia cara de nojo, de desespero! Gente, o que é isso?! Me senti um monstro! Pegou o paninho e tapou a boca!!! O_O!!!!!!!

CARALHOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!

Já tava me sentindo uma bosta, pq não tava vendo a madama ter “nojo” de mais ninguém. A essas alturas, todas as caixas tinham parado, todo mundo olhando. Porra, fala sério, imagina alguém com NOJO de você na rua, do nada?!??!

Nessas horas, se você NÃO tem culpa no cartório, você tem duas alternativas: ou processa, ou leva na esportiva e faz um show.

Processar ia ser uma maldade, a mulher já devia ter muitos problemas com as paranóias dela.

Ah, avacalhei. Vai tomar banho de cuia, madama, eu sou pobre, mas sou limpinha.

“- Senhora, a senhora sabe que está tapando a boca com o paninho com que limpou os lugares onde encostei, né? Tá imundo, o paninho. Tá botando tudo pra dentro, eca!”

Me olhou horrorizada. Tirou o paninho da boca e jogou dentro da bolsa.

“-Iiiiih, jogou dentro da bolsa?!!! Contaminou tudo!!!”

A essas alturas, a madama tinha guardado a notinha, o cartão e a carteira e organizado todas as bolsas em fila pra levar embora.

Botou a bolsa no ombro e se preparou pra pegar tudo.

Eu já tava com pena, mas, como ela continuava fazendo aquela cara de nojo, não me contive.

“- Caraca, se eu tivesse encostado o sovaco na senhora, tu morria, né?”, e levantei o braço, onde jazem meus parcos sovaquelhos de meio mm, que serão depilados hoje à tarde.

As caixas não agüentaram e não seguraram os risinhos, o povo na fila, idem.

Quando foi pegar as sacolas, a embaladora fez menção de ajudar, ia levar algumas até o carro, sei lá. A senhora, apavorada, gritou um “NÃO!” antes que ela encostasse nas alças, pegou tudo de qualquer jeito e se foi.

Porra, que merda. Fui má, percebi que não era só comigo, pq ela não deixou a embaladora ajudar, mas que bosta, cara! Que coisa terrível! Não tenho sarna, cacete!

Depois que ela saiu, o buxixo tomou conta do mercado. A embaladora me contou que a madama não a deixara encostar em nada, que ela mesmo tinha embalado suas compras; mas que não havia se preocupado pois era pouca coisa: cloro, Veja Desengordurante, Veja Multi-Uso, Sapóleo, detergente, sabão em pó, Pato Purific.

O_O

Olho do Tempo


Hoje eu quero falar de um certo livro.

=]

Ganhei um livrinho tem cerca de um mês. Chegou pelo correio. Veio lá do “CCCCCCerrado”. =] – MAIS VÉIA, BRIGADAAAAAAAA!!! MORRIA SEM SABER, E NEM PERCEBI!!! Não sei pq ela me escolheu pra ganhar o tal livro, ela mal me conhecia – o que fica bem claro pela dedicatória e o pacote, que vieram endereçados à CARLA DA BELINHA. OUaohouahouahoua. Mas, além de Carol e Carla serem realmente de fácil confusão, letra de médico será sempre um enigma. O_O

Pois bem, me senti honrada, claro. E com medo: eu nunca compraria um livro de crônicas que não fosse do Veríssimo, e acho que justamente por isso não consigo terminar de escrever o meu; não conseguia entender pra que público escrever! Eu achava que seria dificílimo eu gostar de um livro de crônicas.

Uns dias depois, chegou o pacote. A Carla da Belinha aqui, abriu. Hehehehe.

Minha primeira reação foi pensar: “Que ódio, ela é médica e conseguiu terminar um livro! Eu, jornalista, empaco que nem mula de carga e não há quem me faça seguir!”

A segunda foi admitir pra mim mesma que o livro estava lindo, muito bem feitinha, a arte dele.

E a terceira foi ler. Com desdém, claro, pensando: “Humpf, o que uma médica vai escrever de interessante? Que não pode dar açúcar? Que não pode dar antibiótico? Humpf, humpf e mais humpf.” Invejinha? Nãaaaaaaaaaaaao, imagina!!!

Aí passei o primeiro conto, o segundo, o terceiro… E pela Viuvinha, me apaixonei. Daria outro livro, eu pensei comigo.

Passei pelo Cerrado, onde tinha fogueira, lua, café e pão de queijo. Eu estive lá, juro. Senti até o cheirinho do café e quase queimei a mão em uma canequinha de alumínio veeeelha que só. Vi uma “menina brincar lá fora com seus malabares” e lembrei da minha filha.

Pude visualizar uma carta pra ela. Já grande, ela estava na Europa. Chorei e corri pra junto do meu bebê, com medo de que ela acordasse já no dia de sua festa de 15 anos.

Conheci uma menininha tão criança e já mamãe. Imaginei seu futuro, desanimada… Mas quem sabe, quem sabe ela não acabe em Codisburgo? O futuro é de Deus, o mundo gira, gira, ou vai que daqui a uns anos ela tá melhor que eu, né?

Quase dormi com o cafuné das mucamas. Lembrei de quando era pequena e ODIAVA que minha vó me fizesse carinho na cabeça, pq ela ficava passando as unhas em círculos sempre no mesmo local e eu tinha a impressão de que ia furar meu crânio, paranóia que tenho até hoje. Queria pedir que as mucamas a explicassem como fazer um bom cafuné, desses que, só de ler, dão sono.

Conheci uma Eva que, se duvidar, vai apresentar o “Saia Justa” ano que vem. Quem sabe eu não apresente com ela?… OUAOUHAOUHAUOAUO! Quem dera…

Morri de rir dos meus medos quando minha filha tem febre! Finalmente desencaneim (espero)!

Me liguei que também sou uma mulher totalmente fora de mercado, e corri pra ver algumas revistas, rindo a cada referência encontrada. Casulos de maquiagem, elas mostram. Houahhuaoua.

Quis contar o que faço aqui em casa, juntando toda a comida que faço em excesso e colocando em quentinhas pra dar na rua, minha iniciativa pra combater o latifúndio. Por sinal, um dos preferidos, o do latifúndio. É muito latifúndio nesse mundo.

Lembrei de quantas aspirantes a modelóides esquálidas conheço, e quantas e quantas mães se projetam nas pobrezinhas pra sanar suas frustrações… Conheço algumas, até, que, orientais, não hesitariam em fazer a tal cirurgia de “deschinalização” dos olhos. Sem dúvidas.

Concordei que Brasília precisa de urubus. Urgentemente. Aquela cumbuca gigante lá, a que está virada pra cima, serviria perfeitamente de ninho.

Aqui tem urubu, mas não tem onça: tem pombo em hospital. Centenas deles, andando no corredor que dá para o centro cirúrgico. Acreditem – Hospital Universitário Antônio Pedro.

Cheguei à conclusão de que sou uma pulha e deveria ter movido umas quinhentas ações que deixei de lado, a começar pela Gol, que não avisa, ao vender passagens Rio-SP, que você tem que medir, no máximo, 1m38 e pesar 15 kg para que suas pernas caibam no espaço destinado a elas. Superei em muitíssimos kgs e centímetros estas medidas. O lado B, C, D, Z da viagem.

Li MEU MARIDOOO em Pânico! Por sinal, outro dos preferidos! Lembrei do tempo em que eu tinha que convencê-lo todos os dias de que ele NÃO IA MORRER assim, do nada, quinhentas vezes por dia. Se fosse hoje, incluiria em meu discurso que, se ele morresse, eu o enterraria no Père Lachaise!

Tive vontade de ser mineira. Uma semana depois, corri pra fazer exame de sangue, pois comi pão de queijo todos os dias, naquela semana. Pensei que meu colesterol estivesse nas alturas, explodindo mais que fogos de artifício no ano-novo de Copa.

Lembrei que, além de jornalista, eu já fiz curso de cabeleleira. Portanto, sou quase tão perigosa quando a doutora pode ser! Houahuahuohauo! Perigosa como uma cabeleleira!

Pensei em ser personal friend só pra ganhar dinheiro. Outro dos meus preferidos, esse tá demais!!! Mas, como sou politicamente (quaaase) correta, desisti.

Comecei a entender tudo quando eu morri. E, finalmente, depois de umas tantas páginas, virei a 127.

Encontrei num livro tão simples zilhares, trilhares de referências culturais a toneladas de coisas que eu nem de longe tinha conhecimento! Meu Deus!

E me tornei mais uma admiradora! =]

Miss Whitman, que minha honesta ignorância e confessa preguiça não me deixam saber exatamente de quem se trata (o Walt), a senhora é realmente, um poço de cultura. Credo. Da Bíblia ao Orkut, raras vezes eu vi alguém ter tanta informação junta. Isso sem levar em conta a medicina – eu sempre fui da opinião que médico não precisaria saber mais NADA, porque é tanta coisa, mas TANTA coisa… -, que é, no final, o assunto menos abordado. Nada de guerra ao antibiótico, muito menos ao açúcar. Nada de tão radical que não se possa entender, nada infundado, nada.

Só uma delícia de apanhado de experiências várias, que, de alguma maneira, moram todas, todas, TOOOODAS, dentro de uma única pessoa.

É bom aprender, sempre. Agora entendo que nem só de Veríssimo vive o homem.

HAOUOAUHOUAHOUAHOUAHOA!!!

=***

http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-63007511-livro-de-crnicas-olho-do-tempo-by-dr-relva-_JM

Eu até queria escrever uma coisa significativa, mas se eu precisar pensar agora, eu pifo.

Então vou escrever inutilidades.

TOP 10 COISAS QUE EU ODEIO NO ORKUT

10 – Gente que fica com 129841097649871491526 scraps
9 – Babadores de ovos de artistas (que chegam a ser tão banais que deixam recados apaixonados para perfis fakes, que isso…)
8 – Debates em que os participantes NÃO LÊEM O TÓPICO E OS POSTS PRÉVIOS ao deles
7 – Pedidos pra adicionar de desconhecidos
6 – Erros bárbaros de português
5 – Gente com perfil “LOTADO”
4 – Comunidades pessoais
3 – Gente feia, muito feia, com fotos modelóides nos álbuns – não me pergunte o motivo, eu devia achar bonito, pois a auto-estima de uma pessoa é, na verdade, um dos maiores atributos que ela pode ter, mas, na prática, rola aquela vergonha pela pessoa. Me chamem do que for, tô sendo sincera.
2 – Miguxês
1 – Pedófilos

Só por diversão.

Mais tarde, se eu tiver pilha, venho responder alguma coisa…

AH! O texto do último post é das REDATORAS DE MERDA, do http://www.redatorasdemerda.blogspot.com! Obrigada, Flávia!

Depois vou dar uma booooa lida nesse blog! =]

P.S.: Perceberam que fiz caca, né? Fui tentar mudar o layout, perdi os links todos e agora tô com preguiça. Huhuhu.

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