=(

Gente, gente…

Foi muito bom brincar com vcs, estar com vcs… Mas tenho que confessar que tá foda.

Amanhã de noite posto a última história aqui, e depois apago o blog.

=*

Tava sem Net Ontemmmm!

Entro no álbum da Laís no Orkut e vejo uma foto dela agarrada a um mamute – uma estátua, gente, uma estátua – e a seguinte legenda:

“Porque gordo logo se identifica”

Puta que pariu e seus pentelhos energéticos, eu ri M-U-I-T-O!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Realmente, gordo e maconheiro se identificam de longe. Os dois têm histórias pra contar sobre a vida sofrida ou seqüelada, cara.

Agora, a Laís não é gorda, ela PENSA que é gorda. Gordo que é gordo… Bom, eu vou dizer o que gordo faz.

Quando eu estava grávida, ficou Deus e o mundo controlando minha alimentação. Na verdade, desde que eu me entendo por gorda Deus e o mundo controlam minha alimentação, mas quando eu tava grávida era pior. Me negavam todas as merdas que eu pedia – só meu irmão me trazia porcarias, e hj eu quero MATÁ-LO por ter me deixado engordar tanto -, e Isabela é a prova viva de que bebê não nasce com cara de bombom, nem de pizza, nem de pimentão com pipoca e leite condensado.

Bom, como boa gorda que sou, eu comia escondido. Comer escondido é uma técnica que todo gordo tem na manga. Só que é foda, pq vc não tem o prazer de SABOREAAAAR o que come… Vc tem que meter goela abaixo e ficar feliz pq conseguiu comer algo doce.

Então, na gravidez eu me controlei até o último fio de cabelo, até a última célula adiposa. Mas tinha hora que não dava, né?

Certo dia eu tava VERDEEEE por chocolate… Ninguém me dava. Pra variar. Eu ia pirar.

A saída foi atacar o Toddy.

Esperei a madrugada, me certifiquei que o Pablo dormia, fui pra cozinha e, com uma colher em punho, ataquei o pote de Toddy. Me delicieeeeei. Uma colher, duas… Lá pela terceira, a Luz acende, do nada, atrás de mim. Eu tava virada pro armário, apoiada na pia, de costas pra porta da cozinha e o interruptor, atracada no Toddy.

Se tivesse uma câmera na minha frente ia me pegar que nem uma estátua, com cara de cú peidando: na EXATA hora em que a luz acendeu, a colher tava na minha boca. Assim eu fiquei, congelada nessa posição.

“Pensa rápido, pensa rápido!”

Pensei. Respirei fundo, tirei a colher da boca, fechei o Toddy, guardei no armário, virei de frente pro Pablo. FINGI que nem percebi direito a presença e a cara de INCRÉDULOOO que ele fazia, abri a geladeira, peguei a caixa de leite e despejei um golão goela abaixo, na maior cara de pau, como se fosse a coisa mais natural do mundo… Tipo, “tô com peguiça de misturar no copo, vou misturar na boca”. Passei por ele, fui ao banheiro escovar os dentes e voltei pra cama.

Se você já fez algo assim, você é um gordo. Mesmo que seja fisicamente magro, é gordo de alma.

Esses dias fiz de novo.

Sabadaço de noite, cheguei da festa da Luli da Bianca e, pra me redimir pq eu comi que nem uma porca, fiz um jantarzinho pro maridóvski (O bichinho depois que casou simplesmente DESAPRENDEU o caminho do fogão, cara. Se eu não fizer e servir, ele come só pão). Como eu me entupi dos salgadinhos mais maravilhosos que já provei na vida, decidi ser boazinha.

Fiz um macarrão com ovo – olha a minha idéia de ser boazinha, HAOUHOUHAOUHAOUHUOAUOA, mas era sábado e não tinha nada em casa, mercado atrasadoooo – e manjericão, que eu adoro, e, de sobremesa, piquei banana e – fiz a merda, A MERDAAAAA – abri o leite condensado pra jogar em cima. O que eu JAMAIS devia ter feito, pq abrir a lata de leite condensado é tiro no pé.

O Pablo só comeu o leite condesado aquele dia, pq eu escondi a lata (escondi de mim mesma) no freezer.

Só que esconder de vc mesma não dá certo. Pq um gordo nunca esquece onde ele escondeu doces. Vã esperança.

Então, no domingo de tarde, enquanto Isabela comia uma banana, eu lembrei da lata. Pq gordo é assim, tem que associar qualquer nome com algo engordativo: banana – COM LEITE CONDENSADO, café – COM CREME, camisinha – DE CHOCOLATE…

Peguei uma banana tb – olha a idéia, vai vendo -, abri o freezer e enfieeeei naquele leite condensado (misteriosamente, ele não congela. Eu não sabia!)!!! Pablo estava aqui no computador.

Na hora em que tirei a banana da lata, escuto Pablo levantar.

Aí a cabeça do gordo – no caso, dA gordAAAA – dispara um alarme, né.
Tipo perú na véspera de Natal quando já desconfia que vai dançar.

Devolvi a lata, fechei o freezer e andei pro outro lado da cozinha, sem saber o que fazer com a banana – não, enfiar no cú não é uma opção.

Quando ele tava quase na porta, apelei. Enfiei a banana na boca e mordi a parte toda que tava com leite condensado. Parte enorme, o troço geladíssimo. Imagino o quanto essas cenas não traumatizem Isabela, tadinha. Vendo que a mãe é uma jamanta.

A parte que tava coberta com o doce deslizou direto pelo céu da boca e foi parar bem em cima dos dentes… Pq gordo merece, a bem da verdade. E bem em cima de um dente que tá com curativo pra tratar canal. Aquele troço GELADO, com 500% de açúcar… Bem em cima do meu dente ferrado.

Na minha mão, ficou a parte “saudável” da banana… Limpinha.

Pablo entra na cozinha, senta na cadeira e começa a brincar com Isabela e a conversar comigo, me perguntando “se é” alguma coisa ou não. Totalmente alheio ao meu sofrimento.

Gente, eu tava vendo passarinhos. Estrelinhas voavam pela cozinha inteira, uma voz ecoava lá no fundo – devia ser o Pablo conversando comigo, ou meu anjo da guarda me avisando que assim eu explodo. Congelei um sorriso no rosto pra disfarçar, mas a merda do leite tava GELADÉRRIMO, o dente numa dor AGUUUUDA, o céu da boca com um ROMBO da parte que o leite, de tão gelado, queimava. Não entendia uma palavra do que ele falava, mas fazia que sim, sorrindo, com a cabeça.

Caralho, que dor. O leite não esquentava. Fiquei com medo da porra do dente trincar. Pqp, pqp. Sem saber o que fazer, continuei enfiando pedaços da banana na boca, na esperança de que o calor se redistribuísse ali por dentro e ficasse menos frio bem no dente. E só pensava “não vem aqui, não vem aqui, não vem aqui que dá pra sentir o cheiro…”…

Tudo sorrindo, é claro.
Depois de alguns minutos, Pablo levanta e diz:

“- Nossa, vc tá com fome, né? Manera na banana que banana engorda e vc só fala em emagrecer!”

E saiu.

Me senti a gorda mais filha da puta do mundo. Parei de sorrir, cospi a banana.

A merda é que, a essas alturas, eu só cospi a BANANA. O leite condensado eu já tinha engolido todo.

Pqp.

Então, ISSO é coisa de gordo.

Se identificar é coisa de magrinho precisando perder 3 kgs. HAOUHAUHAUHAUOHUAHUOHAOUA.

P.S.: O título não tem nada com o que escrevi, mas tenh que ir, depois eu explico!

***********************************

>>>>>>>> Houaouhaouhauohuoaoa, Renata, Roberta e Regiane: HAOUHAOUHUOA, CARALHO, TUDO COM R????

ENFIM “alguéns” me entendem!

E o detalhe: quando eu fodo a parada assim, eu tenho que comer TUDO. Por exemplo, ao invés de comer uns biscoitinhos, eu esvazio o pacote TODO, que é pra não ter chances de achar, sabem?

E ele acha tudo na minha barriga, nos pneus, nas banhas…

100 Posts!!!!!!!!

Êeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!!!!!!!!! Cheguei aos 100 postsssssssss!!!! Que emoçãaaaaaaaaao!!!

Queria agradecer a todos, e mandar um beijo especial ao meu pai, minha mãe, e à Xuxa. Porque ela me ensinou a nunca desistir dos meus sonhos, que tudo o que eu quiser, o cara lá de cima vai me dar!

HOAUOUAHOUAOUHAUOAUHAUOHAU

Que legal. Agora falta só ganhar um bom dinheiro aqui. Houahouhaouhauohuoaoa.

Bom, gente, infelizmente, tô exausta pra escrever abobrinhas hoje… Embora eu já tenha um causo pra amanhã. De domingo, na verdade, que esqueci de incluir no post. Agora nem rola, meu cérebro está entupido de comida… E vai ser mais entupido ainda, porque a partir de amanha eu não como nem ar fora de hora, e eu tenho que acabar com todos os bagulhos que sobraram aqui.

Ah, é FIZEMOS, EM FIM, ENCONTRO DAS CARIOCAS DA BEBÊS DE 2006!!!!!! QUE DELÍCIAAAA! Bagunçamos o dia inteiro. Já que não vou escrever, vou postar fotinhos. Huhuhuhuh.

Bebêsssss acabando com o papel de parede do corredor… HAOUAUHUAOHHAHO!

Cris, eu e Márcia. Careta, claro. De boa, eu não pdoeria ter saído mais feia. HAOUOUAHUOAA.

Enfim, encontro das cariocas. Aluana, eu, Elaine, Luciene, Cris, Márcia, Andréa.

Filhos de cariocas, carioquinhas são!!! Mesmo que tenham nascido em Niterói (no caso da Isabela…)… HAOUHAUHAOUHOA… Minha Isabela, Sofia da Andrea Magnânima – frenética, Sofia da Luciene – MAIS frenética, Nina da Cris Bastos, Bia da Márcia, Micael da elaine – bendito fruto, Nina da Aluana.

E por agora é SÓOOO, que a casa tá um CAOOOOOOOOOOOS, vou arrumar… depois de repente posto mais coisas!!!!!!!

Beijoooooooo!

>>>>>>>> Aaaaaaaah, não, eu tive que voltar… Quando fui visualizar o blog, dei de cara com VINTE comentários no post anterior e tive que abrir de novo pra ver… Tudo bem que tem vários repetidos, mas são vinte, né; HOUIAHOUAHOUAA.

Caralho, me mijei de rir com o comentário da Regiane, TIVE que voltar pra escrver…

Tá.

Dessa vez, Regiane, ela não foi nos meus pentelhos, não.

Mas há algum tempo atrás, aconteceu algo bem legal.

Bom, aqui tomamos banho nós dois com Isabela, às vezes Pablo, às vezes eu. O Pablo agora é mais raro, porque ela tá MUITO pesada pra gente dar banho no colo, então a gente coloca a banheira no espaço do “boxe” (é assim?) e toma o banho enquanto ela brinca. Daí um dá banho e o outro vai buscar, pra levar pro quarto e secar e vestir.

Só que da última vez em que o Pablo deu o banho, quando eu fui buscar o clima não tava legal.

Entro no banheiro e tava ele encolhidinho no canto, na parede, bem na quina, segurando o pirú com as duas mãos, e Isabela muito séria olhando.

Quando perguntei o problema, ele disse, com aquela voz de desespero e aquela cara de quem não sabe o que fazer, todo molhado, as duas mãos segurando o pinto:

“- Neniiiita (Nenita sou eu), ela fica apontando pro meu pirú e fazendo cara de ‘ que?´!!!!”

Me mijei de rir. Mas tadinho, ele ficou com medo!!! Ele tem trauma!

Quando Isabela tinha uns 11 meses e começou a andar, era foda. Não tinha um segundo em que ela ficasse parada. Trocar fraldas era uma Via Crúcis.

Em uma das vezes em que ele deu banho, eu saí com ela e a estava secando em cima de nossa cama, quando ele terminou o banho e saiu também. No quarto, só de toalha, ele se enxugava. Mais especificamente, enxugava os dedos dos pés, apoiando na cama, do lado dele. Eu a estava secando do meu lado da cama. Houahouahuoaa. Se é que vcs entendem. (By the way, meu lado é o lado do berço… Todas as mães ficam com o lado do berço, né?)

Isabela tava tendo crise de desespero e, durante UM SEGUNDOOOO em que me virei pra pegar a fralda, ela ficou em pé e saiu correndo pela cama. Pablo estava lá do outro lado.

Só que ela corria como se a cama não tivesse fim. Ia levar um estabaco DA PORRRRRA se continuasse até depois da beirada.

Num reflexo, Pablo botou o pé no chão e foi, pelado, dar uma “barrigada” nela, fazer uma barreira com o corpo, pra ela não cair.

Jeeeeesus.

Naquele momento a bichinha foi com tudo de tal maneira que segurou o bilau, quicou no Pablo, tombou deitada na cama e só aí soltou a pichonga.

Do outro lado da cama, pude ouvir o “splat!”, da parada voltando, que nem elástico, e o Pablo ficando vesgo, com as perninhas tortas, quase tombando pra trás…

Caralho, ri horrores. Afinal, eu não tinha a mais vaga idéia de que pênis tinham propriedades elásticas assim, tipo crista de galo, tipo estilingue – não estou e nem estada acostumada a lidar com o bicho em seu estado… Mole. Houahouhaouhaouhouahouhaou.

HOAUOUAHOUHAUOHUHAUHAUOHA.

Massssssssssssss… Deus me fez pagar. Ri horrores naquela hora. Uns dias depois, chegou minha vez.

Aconteceu exatamente o mesmo… Exceto que, na minha vez, ela veio com tudo e se pendurou nos pentelhos, só faltando gritas “ôoooo, ôoooooooooooo, ôooooooooo”… Tipo Tarzan.

Minha badalhoca enorme.

Sem comentários.

P.S.: Perdigoto (escrevi badalhoca e lembrei que alguém perguntou o que é perdigoto!) são aquelas gostas de cuspe que escapam quando você fala, e VOAM!!!

Belo Fim de Semana

Fim de semana meio frenético. Na verdade, nada de muito frenético, exceto as cagadas da pessoa que vos escreve. Explico.

Sexta-Feira. 22h.

Isabela se recusava a dormir. Então, a criatura aqui foi brincar (mais) com ela.

Dançamos pela casa, bagunçamos as gavetas, subimos e descemos as escadas, brincamos de susto, de boneca, de girar… E nada da pilha da bichinha acabar. Eu, com todos os ginsengs e pós de guaraná da vida e ainda tomando StressTabs, não agüento o pique da bebê, gente… Minha filha vai ser maratonista, só pode!

O golpe de misericórdia vem sempre quando eu fecho a porta do quarto e fico com ela lá dentro até que, eventualmente, ela canse e caia de sono. Não cansou fácil. Apelei. Brincar de bola dentro de um quarto onde mal cabem uma cama de casal e um berço… LÓGICO que não ia dar certo.

Depois de jogar milhões de vezes a bola de lá pra cá, ela (a bola) foi parar embaixo da cama. Claro. Nada mais previsível.

Tentei de todas as formas tirar a filha da puta de lá, mas ela estava num ponto tal em que nem meus braços, nem minhas pernas, indo por qualquer lado, NADA alcançava a desgraçada. Como a Isabela não parava de gritar “báaaaabáaaaaa, baaaaabáaaaa!”, não tive escolha senão me enfiar lá.

Rastejando naquele carpete nojento debaixo da cama – como eu odeio o carpete desse apartamento, cara!!! ODEIO!!! -, fui entrando com calma. “Nossa, não tinha percebido que a cama era tão baixa!”, pensei comigo mesma, na hora em que meus peitos estavam bem embaixo da madeira da cama, espremidérrimos, quase cruzando o corpo em direção às costas. Mas fui, calma e vagarosamente, porque apressado come cru e todas essas merdas que a gente escuta. Entrei, alcancei a bola e a joguei pra fora da cama. Lindão, fiz a felicidade da Belinha. Ela foi correndo e a pegou, do lado oposto ao que eu estava, jogou-a por cima da cama, e a bola veio parar entre mim, o berço e a parede. Onde, evidentemente, em menos de vinte segundos Isabela estava também. Ela poderia simplesmente pegar a bola e sair dali, mas achou um brinquedo muito mais interessante.

Pausa pra voltar no tempo.

Na sexta de manhã, após tentar depilar a virilha com pinça – o que, só de lembrar, me causa calafrios no cu -, me surgiu um enorme, tremendo, monstruoso pentelho encravado BEM NA LINHA DO ELÁSTICO DA CALCINHA. Ótimo. Como um pirú brotando do nada, como um vulcão de dor sem piedade, aquela merda me infernizou o dia todo, desconfiei até de furúnculo (graças a meu Deus, não era). Conclusão: dei uma de Britney Spears, de Adriane Galisteu, de Juliana Paes, de tantas e tantas já conhecidas pelo esquema e não tive escolha; passei o dia sem calcinha. De vestido (comprido, que fique bem entendido) e sem calcinha. Me senti A LIVRE. Inclusive fui ao mercado, à padaria, ao parque. Confesso que é uma bosta, a sensação de liberdade é totalmente falsa; na primeira vez em que você abaixa pra pegar algo, o vestido “bufa” com o vento e o efeito cogumelo joga um arzinho filho da puta bem no tuín pics, o que te faz ter CERTEZA que todo mundo viu. Não, ninguém viu, mas definitivamente, cú não é feito pra ser uma coisa assim, livre, aos quatro ventos.

Anyway, devido ao puto pentelho encravado, eu tava com um desses vestidos-trapézio (que re-entraram na moda, sabem?) de usar com jeans, só que sem o jeans. Dentro de casa, CLARO, só Isabela e eu.

Voltando pro futuro.

Pois bem. Depois de atirar a bola, eu tentei sair dali. Mas a coisa complicou; meus peitos estavam totalmente espremidos entre o chão e a barra da cama, nossa, cama MUITO pesada, o que me fez, ao invés de sair, voltar pra dentro, pra conseguir respirar.

Então, na hora em que Isabela foi parar ali, entre a cama, a parede e minhas pernas, eu ainda não tinha saído, ainda tava embaixo da cama até a cintura. E, pela posição em que estávamos, eu não podia executar meu plano – que era levantar um pouquinho a cama com as costas e sair -, sob o risco da cama cair no pé dela, né. Então fiquei ali, sem saber o que fazer. Metade pra dentro, metade um grande rabo de baleia, pra fora da cama.

Puta merda. O desespero é algo incrível, mesmo; ele CHAMA mais merdas. Imaginem o ridículo da situação, eu gritando debaixo da cama: “Isabeeeeela, meu amor, sai daí, sai, pra mamãe poder levantar a cama!”, e nada.

E, puta que pariuuuu, justamente nesse momento ela TINHA que demonstrar que aprende as merdas que ensino pra ela, né? Ai…

Quando troco a fralda dela ou a tiro do banho, brinco horrooooooooooores com ela, mordo toooooooda, faço cócegas no bumbum e nas perninhas, mordoooooo aquela bundinhaaaaa lindaaaaaa (que tem uma pinta charmosérrima, a bem dizer! =]), brinco de “cadê a mamãe???”…

Então ali, justamente ali, justamente naquela hora, justamente enquanto eu tava na merda… Ela se ligou que eu também tinha uma bunda. Começou a fazer cócegas em mim e a morder minhas pernas, minha busanfa, MORREEEEEEENDO de rir quando eu me estribuchava lá embaixo. Puta merda. Puta merda.

Vejam bem minha situação: entalada embaixo da cama, busanfa do lado de fora, minha filha me fazendo cócegas na bunda e se mijando de rir da minha situação. Meus cacetes. Quanto mais eu pedia pra ela parar, mais ela ria, mais ela fazia cócegas e apertava minha perna – exatamente como eu faço com ela! ´

Eu só conseguia imaginar a cara do Pablo quando entrasse no quarto e visse a cena. E ele chegaria em uns 20 minutos. Cacetões.

Bom, depois de ela rir horrores e eu comer umas toneladas de ácaros daquela merda de carpete, me ocorreu estender a mão pra fora da cama e pegar a bola, que tava ali do ladinho. Fiz isso e a joguei bem forte do outro lado. Fez barulho, quase derrubou a televisão, mas chamou a atenção da Isabela, que foi correndo pra lá.

Assim que vi aqueles pezinhos lá do outro lado do quarto, bem longe da cama, empurrei com uma “flexão” aquela madeira estúpida e saí. Quase morrendo de asma, espirrando, coçando a garganta como um porco bêbado e agora, com uma hematoma monstruoso nas costas, de tanto me estribuchar. Mas sobrevivi.

Vão dizer que não bolei A ESTRATÉGIA? Hum? Hum??? Quero ver se alguém bolaria algo melhor na situação de CÚ que eu estava! HOUAHOUAHUOHAUO!

O lado bom foi que enquanto eu me estribuchava lá, o pentelhão encravado era devidamente espremido pelo carpete. Argh. No outro dia tava bom. HOAHOUAUOHAUOHAUHUHAO.

Sábado. 19h

Fui pro Rio, pra festa da Luli, da Bianca, da Bebês de 2006. Lindo. Só tinha a família dela, e eu cheguei ANTES da aniversariante. Ai, que vergonha. Houahuahauohao!

A festa foi numa escolinha, e eu cheguei e já fui perguntando onde eu podia trocá-la. Uma prima da Bianca, muito educada, por sinal, me disse que no segundo andar havia um banheiro com um trocador. Mas eu, muito descolada e prática – ô mania filha da puta – olhei pro salão e vi que tinha um espaço com tatames, bem no meio dos convidados. Me auto-ofereci os tatames, né, “ai, posso trocar ali mesmo?”. A prima disse que “claro, ofereci lá em cima porque é mais cômodo, mas se você quiser trocar ali, fique à vontade!”.

Fui andando pros tatames, já esclarecendo:

“- É que eu não vou me arriscar a subir uma escada com ela, estabanada do jeito que eu sou, pra trocar uma fraldinha de xixi!”, disse, já a deitando e abrindo a fralda.

Tcharam. Surpresa.

O xixi era uma diarréia do umbigo até as costas. Mil caralhos sobrevoaram minha cabeça naquele momento. Desgraça pouca é bobagem, né? Já não bastasse o episódio da busanfa no dia anterior? Afff… Enfim, primeira vergonha em público. Não, não era vergonha por ser cocô, criança faz cocô. Era vergonha porque eu sujei os tatames, sujei o vestido da Isabela, sujei meu vestido e SUJEI A PRIMA!!! Com lenço umedecido sujo… BUÁAAAAAAAAAAAA!

Mas, ainda assim, e por mais nojenta que seja, essa não superou a segunda vergonha.

Isabela não toma refrigerante, então eu tava com um copo descartável cheio de Ades (Pêssego, me lembro como se fosse agora) na mão, e ia dando aos poucos.

Isabela cismou com um senhor tio da Bi, muito simpático. Ficava andando bem entre as mesas, brincando de esconde-esconde com ele. De repente, várias pessoas chegaram, e eu fui pegá-la, que ela podia ser pisoteada facilmente, haouhoahouaoha.

Lindão. Maravilhoso. Ai, meu Deus, “acerta-me com seu porrete”, como diz a Eubalena.

O quê que a Carol faz pra pegar a Isabela????

a) Coloca o copo na mesa e abaixa pra pegá-la
b) Coloca o copo no chão e abaixa pra pegá-la
c) Segura o copo com a boca e abaixa pra pegá-la.

Sim, se você respondeu C, você é dos meus. Desastrado e desatento, parabéns. Lógico, pq COMO você segura um copo descartável pela BORDINHA com os dentes e abaixa, do alto dos seus chinelos plataforma, pra levantar uma criança de 13 kg?

Agora, como vc pega um bebê que está em pé no chão?

a) Agacha, segura a criança e levanta
b) Com as pernas retas, abaixa só o tronco, estende os braços, faz um impulso e sobe a criança

Se você respondeu B, parabéns, é tão lerdo quanto eu.

Se você ainda não captou minha digníssima mensagem, eu vou mastigar pra ver se fica claro.

Quando você vai pegar um bebê e faz da maneira que eu descrevi em B, você vira tipo uma catapulta. E, segurando um copo cheio com os dentes, o líquido que está ali dentro é imediatamente impulsionado pra sua cara.

¬¬

Abaixei, peguei Isabela, e quando voltei, dizendo “uuuuupaaaaa!”, quase morri afogada. Um RIOOOO de Ades Pêssego adentrou meu nariz, atingiu meus olhos, meus cabelos, orelhas, colo, vestido. Bem no MEIO do salão. A família da Bianca INTEIRA vendo.

Que vergonha.

O pior é que, durante alguns segundos, você não entende o que está acontecendo; “que isso, que isso, tão jogando suco em mim!!!!!!!!”. Sim, porque a ÚLTIMA coisa que seu cérebro vai admitir é que você seja burra a ponto de jogar 300ml de suco na própria cara. Afff. Ainda fiquei com aquela ardência no nariz, tipo quando você tem oito anos e respira água na piscina, sabe? Arre égua, ninguém merece. ¬¬

Domingo. 13h

Depois da belíssima diarréia da festa, o troço continuou, tadinha, saoltou vários peidos molhados o dia todo.

Lá pelas 13h, fui trocar a fralda e havia, na diarréia, um mar VERMELHO. Apavorada, avisei ao meu marido que Isabela tinha feito cocô com sangue e a meu pai. Saímos correndo pro hospital: filho é FODA, você SE FODEEEEE, SE MATTTTTAAAA, mas não quer nem saber, é por eles e nada mais.

Chegando lá, a médica olha a fralda – sim, eu levei a fralda cagada – e pergunta o que Isabela comeu.

Comecei a dizer, quando Pablo me interrompeu.

” – Puta la wea*, não falei que você tinha que cozinhar a gelatina?”

Explicando: de manhã, ela não aceitou o soro caseiro de jeito nenhum. Na esperança de imitar Pedialyte, coloquei, na mamadeira de soro, pó de gelatina de morango. Pablo passou o dia inteiro me dizendo que a gelatina tinha que levar água fervendo por algum motivo, que não podia dar “crua”.

Preciso explicar mais????

¬¬

Que mico.

Acabou????

Nãaaaaaaaaaaaaaao!

Meu pai tem umas manias chatas. Ele é sério, mas faz umas brincadeiras sem graça, que só ele entende, com QUALQUER UM!

Nas ruas, de carro, passa pelos pontos de ônibus dando tchau pras pessoas. As pessoas, sem saber quem é, dão tchau de volta, imaginando que é algum conhecido.

Ai, cacete, não gosto nem de lembrar; certa vez, tava no ar uma novela de vampiros, na Globo, “O Beijo do Vampiro”, acho, e ele viu um, UM, UUUUM capítulo. Tinha alguém na novela que falava “bando de chupa-chupa”. Meu pai não pode ouvir essas frases, ele as grava na cabeça e fica repetindo por dias, semanas, meses… Qualquer cacofonia, qualquer expressão curiosa, ele repete, repete, repete, repete, apelida os outros, fala pros outros, AAAAAAAAI, É UM SACOOOOOOOOOO. Eu tinha um amigo que se chamava Luís. Meu pai cismava de chamá-lo de RE-LOLÔ. Não podia ver o Luís que começava a berrar, com voz de pombo, “Ó O RE LOLÔOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO, RÊ-LOLOOOOOÔ!”…

Então, voltando à novelinha do vampiro.

Naquela época, no meio da sessão de legumes das Sendas, ele pára, olha bem pro nada, e grita:

“- BAAAAAAAAAAAAANDO DE CHUPA-CHUPA!!!!!!!!!!!”, com sotaque espanhol, não me pergunte por que.

Agora vocês imaginem a cena, meu pai, um playobyzão grisalho de bermudinha, mocassim, camisa pólo, celular e carteira na mão, abrindo os braços e gritando isso. Afff.

Entre outras, ele tem mania de pedir descontos em estacionamento (de sacanagem, mas sempre pensam que é´sério e é um saco), pedir pizza de feijão em rodízios e coisas do gênero. Morro de vergonha. Foi comprar um óculos e, ao ouvir o orçamento, soltou: “Minha filha, eu quero UM par de óculos, não é meia dúzia, não.”

Putz, eu sofro.

Não foi menos pior na volta do hospital, quando ele tinha que parar e pedir Floratil na farmácia.

Ele anda repetindo algo como “trolimbola”, que ele ouviu em algum lugar. Fica chamando Isabela de “trolimbolinha”, olha os cachorros na rua e mostra pra ela: “Olha ali um trolimbola, isabela!”… Bem meu pai, mesmo.

Daí, na hora de pagar o remédio, ele, muito sério, pergunta pra caixa:

“- Aceita trolimbola?”

Puta que pariu futebol e regatas – *Ui, Thaty total, OUAOUHOUAHOUAHA – … A mulher entendeu “trolha e bola” e armou um barraco.

Em tempo: TROLHA aqui é um apelidinho carinhoso pra PIRÚ. Pirúuuuuuuuuuuuu.

Ai, meu Deus. Sem comentários.

Eeeeeei, vcs querem que eu poste mas não comentam, né??? Engraçadinhas. Houahouahouahuah!

COMENTEM! DEPOIS EU RESPONDO! AGORA TENHO QUE CORRER!

O texto não foi revisado pq tô com pressa, depois faço isso!

=*******

O Tempo Passa, o Tempo Voa… E a Poupança Bamerindus nem Existe Mais!

Que curioso. Acabei de me ligar como as coisas mudam de acordo com a época da nossa vida.

Tava o rádio ligado e começou a tocar aquela canção de alguma bandinha dessas genéricas que eu não tenho a mais vaga idéia do nome:

“Entre razões e emoções a saída é fazer valer a pena…
Se não agora, depois, não importa… Por você, posso esperar…”

E que interessante:

Se eu a estivesse escutando há alguns anos, quando a poupança Bamerindus ainda existia, ia pensar na hora que o cara tá falando de sexo. Tipo, namoradinhos, que a menina não quer dar, mas ele vai esperar, se não der agora, vai dar depois, uma hora a rebimboca TEM que ser liberada mesmo, então ele espera. Nem preciso dizer que quando a Poupança Bamerindus existia, meu hímem tb existia, né? ¬¬ Portanto, esperar pro rala e rola seria o máximo em termos de declaração de amor que um cara poderia oferecer a uma menina, na minha cabecinha da época, bem como a Carícia, Querida e Capricho pregavam. Houhaouhouahouhaou.

Mas hoje isso nem me passou pela cabeça. Imaginei que o cara tava pegando uma mulher casada e que eles não podiam ficar juntos, uma merda dessas bem dramáticas, mas que ele vai esperar o divórcio ou a fuga dela.

HOUAHUHAUOHAUAHUOAUHAUOHUAOHUHAUOHUOAHHAUHUOAHOUHAUOHUOAHUOHAUOHUAH

Vejam bem, não tenho nada relativo a isso na minha vida, nem comigo e nem com conhecidos, ninguém tá tomando chifre no momento; mas é que eu não encontrei NADA a que eu pudesse associar o trecho da música. Depois de casar e ter filhos, “esperar pra dar” é sinônimo de RESGUARDO, e SÓOOOO. Uns 40 longos dias. Houahuohauohaouhaua. Aí comecei a viajar sobre que diabos ele quis dizer.

Imaginem. Se eu ouvisse essa música com uns 60 anos, ia pensar que ele tava falando de morte. “Se não agora, eu te encontro no céu, não importa, por você, eu posso esperar”. HOAUHOUAHUOHAOUHAOHOUHAOUHOUAHOUHAUOHOUAHOUHAUOA.

Caralhinhos voadores, hein? Que viaaaaaaaaagem!

A Máquina do Tempo da Padaria da Esquina

Incrível como ir à padaria aqui da esquina é quase uma experiência antropológica. É inacreditável. Quando você pensa que você tá lá só pra comer, se liga em mil coisas e vê que, na verdade, aquilo é simplesmente uma máquina do tempo com você mesma em várias épocas. Huhuhuh, viajei demais, né? Explico.

A padaria da esquina é chique, benhê. É quase um bistrô. De manhã tem coisinhas gostosas no buffet a quilo, de noite tem sopas no buffet também, sempre três tipos e uma sobremesa, que é ou canjica ou arroz doce (os melhores que já comi, juro). O preço do quilo das coisinhas de manhã é tipo 20 reais… E das sopas, uns 15… Por isso é tipo bistrô; caro pra cacete, mesinhas e atendimento personalizado – no meu caso, pelo menos, é personalizado mesmo; é a Jurema ou o Paulo César que me atendem, conheço TODOS os funcionários de cór e salteado, e todos são loucos pela Isabela, por isso é que eu vivo ganhando coisas de graça, HOUAHOUHAUHAUH. A gente chega e é uma festa, TODO SANTO DIA. Adouro, adouro.

Então. Quase todo dia eu vou lá de tardinha com Isabela. Eles fazem uma sopa de legumes maravilhosa, ela ama. E sábados, domingos e feriados é ponto praticamente certo pra nós, porque eu é que não vou pra cozinha gastar os únicos momentos em que poderia estar com o maridóvski, né?

Pois então. Foi no feriado, chegando de viagem. Onde fomos jantar? Lá mesmo.

Chegamos, falamos com toooooodo o staff, que eu sou chique e educada, uhum; ganhei docinho, uhum; ganhei salgadinho, uhum. Vagou nossa mesa, fomos.

Lógico que eu atropelei o pé da atendente com o carrinho, esbarrei com a bunda no copo de um cliente sentado (sorte que tava vazio) e soltei um enorme perdigoto em cima do buffet de caldos quando cheguei perto pra perguntar de que era o creme de ervilha – com essas palavras, “de que é o creme de ervilha?”. Só a Jurema viu o vôo do perdigoto. Ela não vai com a minha cara, maaaaaassss, como ela sabe que o chefe dela vai, ficou quietinha. HOUAOUAHOUHAOHAO. Se eu tivesse de lente eu poderia ter certeza; como não estava, eu SUSPEITO que tenha ido pro creme de abóbora com Catupiry. Anyway, tudo isso antes de chegar à minha mesa, onde já estavam devidamente acomodados, a essas alturas, meu marido e minha filha.

Cheguei à mesa, o Pablo fazendo aquela cara de “tsc, tsc” tradicional extra-forte, como de praxe, diante de todos os esbarrões e tal durante meu árduo caminho. Mandei se foder mentalmente e sentei. Pedi o suco de laranja da Isabela e perguntei o que ele queria. Antes que ele me respondesse, já adiantei:

“- Você só não quer o creme de abóbora com Catupiry.”
“- Por que?”
“- Porque não, ué”, soltei, dando uma visível bronca com os olhos pra ver se ele entendia que não importava o motivo, só era necessário me escutar, já que tinha um casal de velhinhos totalmente ligados no nosso papo sentadinhos como múmias na mesa ao lado e eu não poderia simplesmente dizer o motivo.

Mas seria demais pedir pra ele entender, né.

“- Mas por que??? Era essa que eu queria!”
“- Pablo, você NUNCA quis essa sopa… Deixa de ser chato e escolhe outra, anda!”
“- Puta la wea*, hoje eu quero!”
“- Cacetões flamejantes, você não quer!”
“- Quero!”
“- Porra, NÃO QUER. Tô dizendo que você não quer.”, e dei um chutão por baixo da mesa que parece que o convenceu de que, no mínimo, se ele continuasse me contrariando, ia tomar porrada.

Nisso, ele quieto massageando a canela chutada – HOUAHOUAHUAHOUAHOAH -, ouvi de relance os velhinhos rindo nostálgicos e dizendo algo sobre como eram parecidos com a gente quando eram jovens. Não consegui mais desligar deles o resto do tempo.

Fui lá, busquei a sopinha do Pablo e da Isabela e sentei, um olho na sopa que eu tava dando pra Belinha e outro nos velhinhos.

Primeiro tive que me recuperar do susto: se a mulher se referia a alguma semelhança FÍSICA, eu tô é lascada, porque qualquer referência a demônio de tanga NÃO é mera coincidência. Magrelíssima, o que acho difícil de ocorrer, enrugadíssima, maquiagem definitivíssima, horrorosa, tadinha. Vê-se que foi horrorosa desde sempre. Cabelo curtíssimo preto-arroxeado… Arrrrgh. Deus me perdoe, mas a velhinha nunca deve ter sido bonita. O velhinho não ficava atrás: alto, magrelo e corcunda, calça pescando siri e com o cinto imediatamente abaixo do peito. Casal horroroso “lindo” de se ver, os dois com mais de 80 anos, sem dúvidas, e juntos. Daí comecei a procurar a tal semelhança.

A essas alturas, depois de muitas colheradas na orelha, na bochecha, roupa suja e tal, a sopa já tinha acabado e eu pedi uma “cavaca” – no meu tempo e na minha cidade, era “broa”, a boa e velha broa de milho. Mas aqui é cavaca… Broa, aqui, é um pão de milho normal – pra rachar com o Pablo e entreter a Isabela.

O velhinho, que tinha saído pra pegar alguma coisa, voltou e avisou que “não tem!” pra velhinha. Ela, sentada e sem menção alguma de se levantar, disse pra ele pedir ao gerente, que não precisava ser gelado, certamente havia no depósito. Depois, ela chamou a garçonete e pediu uns mini-salgadinhos de coquetel:

“- Minha filha… Você pode trazer, num pratinho: duas coxinhas, dois risólis de frango, dois pastéizinhos, dois kibes e dois enroladinhos de presunto? Com um guardanapinho no prato, sim?”

Fiquei um tempão pensando. Que parada, né? Ao invés de pedir um salgado grande e comê-lo todo, ela pediu 10 pequenininhos e cada um certamente comeria cinco. “É… Inteligente, porque ela vai poder comer vários, e não um só… Será que essas deduções mágicas vêm com a idade? Pq hoje eu peço o grande mesmo. Será que eu vou mudar e pedir os pequenos quando eu for velha? Será que a semelhança tá nisso?”

Chegou o velhinho. Na mão, uma caixinha pequena de suco de goiaba Del Valle light. Pediu à Jurema dois copos. Pensei que era um pra cada, mas não. A velhinha tirou um guardanapo do treco da mesa, colocou ao lado dela, colocou os dois copos em cima, um ainda dentro do outro. O velhinho sacodiu a caixinha. A velhinha tirou o canudinho e o desprezou. Abriu a abinha como se fosse uma caixa de leite. De repente, o velhinho me tira uma tesoura do bolso e corta o biquinho da caixa. A velhinha, muito organizada, pega um guardanapo, limpa a tesoura, a devolve, serve o suco em seu copo e repousa as duas mãos na mesa, esperando os salgadinhos.

Nessa hora eu olhei bem pra minha própria mesa… Eu, tentando cortar a cavaca com o cabo de uma colher, naquele estilo “metade” pra mim, 1/3 pro Pablo, HOUAUHAOUHAOHUHOHAUOA; guardanapos sujos por todo lado, sujos de sopa, sujos de suco, picados pela Isabela. Ela, por sua vez, estava imunda. O Pablo, tomando um Ice Tea na lata e mordendo a cavaca, um farelão preso na barba e o olhar perdido na vitrine de salgados.

“Caralho, onde essa velha viu semelhança?”

Me deu um certo desespero. Caralho, ou a velha tava doida ou eu ainda ia mudar MUITO nessa vida. Nunca sairia com uma tesoura pra cortar caixinhas que vêm com canudo. Nunca colocaria um guardanapo embaixo do copo plástico. Nunca limparia a tesoura, cacete!

Daí chegaram os salgadinhos.

Cada um se serviu de uma coxinha. Mastigaram, mastigaram… Mastigaram de novo, mastigaram outra vez… Eu acho que não tinham dentes o suficiente pra mastigar o frango, mas, anyway, eventualmente eles acabaram engolindo a parada.

Cada um se serviu de um enroladinho de presunto… Enfim, os dois comiam juntos, salgado por salgado.

Até a hora em que o velhinho ia pegar um kibe. Daí entendi tudo.

A velhinha deu um tapinha na mão dele e disse: “Kibe é o último.”

Ele, muito conformado, esperou que ela escolhesse o próximo e pegou o “par”.

Me liguei, me liguei. A velha é totalmente neurótica e acha que eu sou também só pq preservei meu digníssimo marido de comer um perdigoto. Maluca, só pode.

Aliviada, olhei pro Pablo de novo e ele tava CHEIO de farelo de broa na cara, na roupa, e no carrinho da Isabela tb, pq, enquanto ele viajava na batata, ela ia enfiando pedaços da parada . Irritada, peguei um guardanapo, limpei o farelão, deu uma sacodida nele, “acorda, porra, vc tá se sujando todo, pára de paquerar o hamburguer de forno!”. Ele, muito obediente, saiu do transe e ajeitou a postura.

Como uma ficha caindo, me liguei. Olhei pros velhinhos, olhei pra gente. Olhei de novo, só pra concluir o pensamento.

Apavorada, levantei, “vambora, vambora”, peguei o carrinho, a cavaca – claro – e saí voada.

Eu estava mesmo numa máquina do tempo. O_O

Reflexões de um Feriadão

A Beyoncée tá igual ao que a Shakira era.
A Shakira era igual à Elba Ramalho.
Agora tá igual a Beyoncée. Houaouhaoa.
A Juliana Paes era igual a… Sei lá, uma mistura de Franciele Freduzeski, Carol Castro, Gisele Itié, Síndrome de Down e Bunda. Agora também tá igual à Beyoncée. Inclusive a bunda.

A Suzana Vieira tá igual à Donatella Versace.
A Donatella Versace, eu nem sei se tá viva. Mas a filha dela, se continuar emagrecendo, morre.

A Britney tá igual a uma puta da Atlântica. Mentira, que puta da Atlântica é tosca, mas não deixa o megahair – megahair nada, ENTRELACE, HAOUHOAUHUOAHOUAHAH – aparecer.
A Paris Hilton é uma puta da Atlântica.
Mas elas têm dinheiro e podem ser as putas que quiserem, né?
E a Bebel não tinha nada de puta da Atlântica, tava mais pra puta-scort-universitária. Só convencia como puta da Atlântica pra quem nunca viu uma. Mas deixa quieto, é produção global.

A Angelina emagrece, emagrece, mas a boca continua a mesma. Vai entender.
O Brad Pitt envelhece, envelhece… Mas continua pegando a Angelina, HOUAHOHAOUHAOUHOUAH.

A Madonna já é mãe e, se a filha dela seguir os passos da mamãe, ela pode ser avó em pouquíssimo tempo. O_O
E mesmo com todos os zilhões de dólares que a Madonna tem… Ela não usa UM PUTO pra fazer uma depilação definitiva na sobrancelha da filha, cara!??!?

Quando ela fizer quinze anos, essa sobrancelha vai ter traumatizado mais a essa menina do que O Bicho Comeu e o filho da puta do cabeleleiro da Sandy traumatizaram a mim e meio Brasil. Sim, porque se vocês fingem que nunca tiveram aquele cabelinho cortado estilo fio “reto-franjinha-só-na-frente” que a Sandy tinha quando cantava “Abre a Porta, Mariquinha”, eu não. Eu assumo. E assumo mais: meu cabelo é cacheado, porra, e não tinha Cristo que enfiasse isso na cabeça da minha mãe. Ficava aquele bolo de noiva na frente, mó topetão de cachos, tudo errado. Mais ou menos como eu faço com minha filha hoje. HOUAHUHAOUHOUAHUOHAHUAUOOUAH. Só que eu tinha uns 8, 9 anos.

O Bicho Comeu, então, nem se fala. Daria um tiro no puto estilista que me fez usar um short preto balonê com um elasticão de uns 4 dedos vermelho, suspensórios de veludo, tb vermelho, e patas de coelho no gancho que grudava no short (ARGH!), “bustiê” estilo cigana preto (ARGH!) e um cinto de medalhõezinhos prateados com uma foto da Xuxa em cada um. AAAAAAAAARGH!!! Tudo isso, claro, acompanhado do meu cabelinho ridículo.

Sem comentários.

Back With the Pepper

Oh, yes. Todo esse furdunço em busca de um template melhor pra acabar voltando pro mesmo. Só que SEM os links, que não tive tempo de colocar. ¬¬

Pra falar a verdade, não tive tempo de NADA ainda. Tô aqui nos breves instantes em que minha Xurumela Girl está vendo ILHA RA-TIM-BUM (juro, ela vê) quietinha no berço. Daqui a pouco, tenho que sair pra dar vacina. Só volto quando ela dormir (leia-se: depois das 22h).

Mil coisas pra escrever e sem tempo, pqp. Espero que nada suma da minha cabeça até eu poder descansar a busanfa aqui e digitar umas idéiazinhas.

Té mais! Beijos pra quem comenta!

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

PUTA QUE O PARIOOOOOOO

Depois eu conserto esta bosta, inventei de mudar o layout por um que achei lindo, mas é lindo só na figurinha, na hora do vamovê fica todo desconfigurado.

AAAAAAAAAAAAA, que ódio.

Perdi todos os links!

=[

"Sentada na privada, numa tristeza profunda… A merda batia na água, a água batia na bunda!"

Caracaaaaaaaaaaaa! Descobri o mundo!!!!!

Acabaram de instalar internet wireless aqui em casa. Qual foi a primeira coisa que eu fiz?

Peguei o laptop e corri pro banheiro! AHOUAHAUHAUOHAUOHUOAUHAUHAOU!

Brother, é melhor que cagar lendo jornal. Aliás, é melhor que cagar fumando – e olha que é difícil alguma coisa melhor que cagar fumando (eu não fumo mais, mas é sério, o tabaco faz o troço descer redondo, OUAHAOUAOUOUA).

Tá, tá, eu sei que meninas educadas não falam “cagar”, falam “fazer cocozinho”. Meninas MUITO educadas nem fazer cocô falam, só dizem que estão com uma “ligeira indisposição”. Pode chegar ao cúmulo Sandyístico de se ter a impressão que a menina não tem cu at alllll, mas, porra, como diria o João Gordo: “Pode ser a gostosa que for, turbinada, lipada, maravilhosa: tem cu, caga.”

E é bem por aí, TEM CU NÃO, PORRA??? Cagar é bem melhor que fazer cocô.

Tá, pisando na Terra.

Meu Deus, eu acho que vou comprar um layout. Não agüento mais esse, cruzes, cruzes. Nunca pensei que fosse gastar com isso, mas esta bosta de novo blogger não me deixa uploadear nada que eu quero. E, mesmo que deixasse, não acho nada exatamente do jeito que eu quero.

Aceito recomendações, o cara que fizer tem que ser gênio. Quero um layout que tenha a ver. Amarelo-caganeira, meio ocre… Flicts… Com fundo da área de posts branco e letras pretas… Tipo cor de batata, mesmo. E quero com muitos ícones, muitos. E links, tipo “home”, “fotos”… Que vão estar todos vazios, claro. Mas ainda assim eu quero, simplesmente pelo fato de que quero que as figurinhas-link sejam… Batatas. Batatinhas.

Eu até tinha desenhado mais ou menos uma batata e feito um layout tosco que eu usaria NA BOAAA, mas não consegui fazê-lo funcionar na época, quinhentos anos atrás, imagina agora com esse xml fdp. As batatinhas link têm que ser tipo uma miniatura da batata dessa imagem:

Mas agora eu não tô mais tão carniceira assim não, eu quero um layout punk, cara. Eu sou fashion, eu sou moderna… Eu sou gorda, mas tô na moda. Eu quero um logo. Eu aceito sugestões. Aliás, eu preciso delas.

Eu tinha mil recados de novo, mas já esqueci todos, perem.

Ah, sim, primeiro, que merda, por que vocês abrem aqui, lêem, fecham e vão comentar lá no Orkut? Houaouaouaha! Que cu, porra, comentem aqui, cacete! Aposto que se tivesse uma mini batatinha ao lado da quantidade de comentários, você clicava, né?

Outra: eu tava doida pra ter quinhentos mil blogs e sites linkados aqui, então entrava sempre nos linkzinhos dos comentários. Aí todos davam que “o perfil não pode ser visualizado”. Daí desisti, mas continuo querendo os links: deixem escrito se vocês têm blog, que daí eu entro e linko, e tenho que começar a comentar, tb. UOAHAOUHAUOUAH!

Tipo, não vou sair linkando por aí o de todo mundo porque, sei lá, né, do jeito que doidas se revelaram nos últimos dias, tô com medo de linkar o inimigo e não saber. O_O

OAUHOHOUAHOUAHUOHAOUHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAOHAOUAUOHUOAHAUO

Picadas de mosquito, PORRRRRRRRRRRRA!

Tá, depois eu volto.

Beijos pra quem comenta!

Entradas Mais Antigas Anteriores