A Polêmica

Por favor, eu gostaria da ajuda de vocês pra tentar sanar uma dúvida que vem me corroendo nos últimos tempos:

Por que a palavra “polêmica” assume uma conotação tão pejorativa e ofensiva para algumas pessoas, sendo usada como xingamento por muitas?

Gostaria muito de entender.

Em toda a minha vida “orkutiana” eu venho reparando nesse “fenômeno”. Assim que os tópicos bombam, quinhentas pessoas vêm dizendo”iiih, eu sabia que ia dar polêmica!”. Caralho, se soubessem como isso me irrita…

POLÊMICA não é nada ruim. Criar polêmica não é sinônimo de dar vexame ou baixaria, não tem nada a ver uma coisa com a outra, não sei porque essa ligação entre as duas coisas. Odeio baixaria, adoro polêmica.

Polêmica é simplesmente conseguir dar vida a um debate, fazê-lo fértil, rico, com diversos pontos de vista. Um assunto tabú é um assunto polêmico pois é certeza de que haverá opinião diversa até dizer chega; é polêmico pois gera inúmeras interpretações e formas de vê-lo. E um debate é uma coisa maravilhosa, honestamente, uma das coisas de que mais gosto na vida. Argumentar, posicionar, defender, acusar, contestar… O debate é um exercício maravilhoso para o pensamento e, pra quem sabe usar, para afiar o idioma.

Mas acho que o problema é justamente esse: pouca gente sabe usar o verbo, o debate e os fóruns pra crescer. A maioria quer chamar a atenção e só. O que é uma merda, pq gente burra e incompetente tentando discutir vira um showzinho insuportável de ignorância. Discutir com quem não quer ouvir é pior que discutir com uma parede; a parede pelo menos não te manda de volta tudo o que você disse de forma distorcida quinhenatas vezes: você fala uma vez, ela “escuta” e pronto.

E, realmente, tem gente que simplesmente não sabe discutir. Não sabe. Vide a modinha de apagar tópicos e posts: por deus, eu ODEIO isso, quer prova mais pungente de falta de personalidade e competência pra bancar com suas próprias convicções e peitar as opiniões diferentes da sua? Caralho, pro quinto dos infernos! Apagar o que se escreveu numa discussão no Orkut é o mesmo que querer “retirar” o que se disse numa mesa redonda sem a devida retratação: NÃO EXISTE! Não acontece, não dá, é impossível! Só faz da “retirante” a pessoa mais patética do mundo. E pedir pra apagar tópico tb, é assumir pra quem quiser ouvir: “EU NÃO POSSO COM ESSA ARGUMENTAÇÃO TODA, NÃO TENHO CACIFE PRA ISSO, PRA MIM, JÁ DEU, CHEGOU AO LIMITE DA MINHA RETÓRICA!”

Eu só pedi uma vez, até hoje, pra que um tópico meu fosse apagado. E eu acho que ele NÃO foi apagado, HOAUHUOAHUOAHO. Mas pedi pra apagar quase que gritando exatamente a frase do parágrafo acima, não dava mais pra mim MESMOOOOO! E olha que é difícil eu abrir a boca pra dizer que não dá mais pra eu discutir, hein?! Houahahuaho! Mas eu explico.

Abri um tópico em tom de brincadeira tentando pedir, na esportiva, que nos empenhássemos em promover uma “limpa” na comunidade. Com isso quis dizer pra gente maneirar no miguxês, que já tava chegando num ponto sem volta em que ninguém entende nada, só as miguxas, mesmo; maneirar na caixa alta, pq parecia que estavam GRITANDO os tópicos, e não escrevendo, e tomar cuidado pra não transformar tópicos interessantes em chats. Ainda salientei, no enunciado, que a parte do miguxês não se tratava de corrigir o português alheio, mas sim de SE FAZER ENTENDER, de saber se expressar, porque da maneira que vinham escrevendo estava impraticável.

Cometi a burrada de citar alguns episódios, pois, quando os mesmos aconteceram, eu brinquei com as “protagonistas” na própria hora e a receptividade foi total, acertaram os erros e tudo, e ainda riram da própria gafe. ÓTIMO, assim que se faz, eu tb riria e me usaria de exemplo sem pestanejar; não acho vergonha nenhuma admitir um erro.

Ledo engano meu, pensar que cabecinhas limitadas pensariam assim também.

Primeiro que IMEDIATAMENTE começaram a “fazer questão de fazer barraco” dizendo que era uma falta de educação eu querer consertar português dos outros e que eu ia acabar ofendendo alguém. Como nem uma coisa e nem outra foi minha intenção, estava MUITÍSSIMO claro no tópico, eu fui, com toda a minha paciência, escrever DE NOVO que minha intenção não era corrigir português, mas pedir que escrevam de forma CLARA, pra facilitar o entendimento. Mas já era tarde, fulanas falam sem nem ler o tópico, entendem como querem e, quando vi, as meninas que eu citei estavam chorando pitangas magoadas e eu estava tentando esclarecer pela milionésima vez que eu NÃO QUERO CORRIGIR PORTUGUÊS, porra!!! Mil opiniões de “que falta de tato”, “que ofensa terrível”, “nem todo mundo veio de colégio particular pra saber escrever direitinho” (eu vim de colégio púlbico, by the way), um tal de se doerem e coisa e tal, cansei. Não esperava que as meninas com quem brinquei fossem ficar magoadas, mas paciência, ficaram, pedi mil desculpas, cansei de explicar o enunciado mil vezes pra quem não queria entender e dei o braço a torcer: É DEMAIS PRA MIM, NÃO DÁ PRA EXPLICAR UMA COISA PRA QUEM NÃO QUER ENTENDER.

E foi ali que eu percebi que tem gente que realmente, prefere viver no seu mundinho estúpido e semi-analfabeto do que crescer e fazer um mínimo esforço pra mudar e ser “algo” melhor. Paciência, vou fazer o quê? Discutir com essas mesmas pessoas? PelamordeDeus, dou valor à minha alfabetização, né? HOAUHOUAHOUHA. Essas não lerão direcionadas a elas palavra NENHUMA que saia desses dedinhos aqui, daquele dia em diante.

E nesse mesmo balaio estão também as que não sabem discutir. É batata, no Orkut ou em qualquer outro lugar, quem não sabe discutir se exalta, xinga, perde a pose, não tem argumentação e fica por isso mesmo. Não têm razão e não sabem sequer posicionar a sua santa ignorânciazinha. Sim, pq elas não sabem que não ter razão não significa “perder” e sair feio da história, que pode não ser bonito, mas assumir o erro e explicar seu ponto de vista, quem sabe os motivos da opinião equivocada, é muito digno e honrado, além do que, no meu ponto de vista, um ótimo indício da personalidade da pessoa e de como ela lida com a própria vida no geral.

Geralmente são destas os tópicos do gênero GOSSIP TOTAL e que acabam em fiascos barraquísticos das próprias. Gossip porque, convenhamos, quem não tem massa cinzenta pra elaborar um tópico interessante acha muito mais fácil pegar informações – verídicas ou não, who knows? – chocantes e sensacionalistas e jogar aos tubarões, tubarões estes que iremos destrinchar até o último milímetro do assunto. Afinal, ele está ali pra isso, né? E quando foi postado, foi postado sabendo muito bem o alvoroço que iria acontecer, não? Dizer que nãoa chava que fosse dar ibope é burrice ou “sonsura” (sonsez…sonsidão…haouhaohaouhuoa… DISSIMULAÇÃO seria uma palavra mais correta, né? Houahouhaouha)?

Então, voltando ao fio da meada, isso tudo pra expressar o ódio que sinto pela ignorância de, no meio de um tópico cheio de idéias ou um debate acalorado e fértil, ouvir a famosa frase: “se eu soubesse que geraria essa polêmica toda, não tinha aberto o tópico. E era justamente esse o objetivo, a polêmica é o que faz acontecer o eventinho tão sonhado de todas as invisible people: “Uhu!!! Meu tópico bombou!!!” Sem polêmica o tópico estaria lá com 1 comment até agora.

É pela polêmica que os pensamentos são mudados, os conceitos revistos, os tabús derrubados. É pela polêmica que temos a chance de mostrar nossas opiniões, nossos pontos de vista, nossa inteligência.

Uma pessoa que é conhecida por sempre acabar em confusão não é uma pessoa polêmica, é uma pessoa BAIXA, barraqueira.

Afff… Cansei. Vou beber água. Tchau!

P.S. Tô com preguiça de editar os erros, relevemmm!

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Comercial de Proctyl

Sábado. Dia de sair pra passear com o maridão e a filhota, andar, andar, andar até os pés pedirem arrego. No caminho, ver novidades, namorar vitrines, passar no mercado, procurar apartamentos. Adoro.

Pois bem, sábado passado amanheceu um dia lindo, uma lua maravilhosaaaaaa, praiana certeira se eu não estivesse, neste momento da minha vida, uma gorda asquerosa. Então, conformada às minhas formas arredondadas, coloquei um vestido e um chinelo, peguei marido e filha e fui passear.

Que dia lindo! O céu azuuuuuuullll!!! “Vamos para o lado do Campo de São Bento”, e fomos.

Ignorei o calor da porra e segui em frente, serelepe e saltitante.

“- Olha, amor, um apartamento fechado!”

“- É, parece estar fechado! Vamos perguntar?”

“- Vamos!”, e fomos, tipo uma ceninha de propaganda de margarina: marido e mulher se amando, bebê sorrindo, sol brilhando… Que lindo.

O apartamento já havia sido vendido.

“- Ah, amor, não fica triste, a gente acha outro!”

“- Mas eu tinha gostado taaaanto desse…”

“- Mas o importante é a gente estar junto, seja onde estiver!”

Ai, que emocionante, até saiu uma lágrima. ¬¬

Dois quarteirões à frente, comecei a suar como uma porca parindo cinco filhotinhos ao sol de meio-dia.

“- Vamos parar pra tomar uma água de côco?”

“- Vamos!”

Paramos, abro a carteira (dele), me deparo com 4 míseros reais. Um côco pra Isabela e outro pra gente, pq é mais importante que ela se hidrate do que nós, né?

Demos o dela e fomos tomar o nosso.

Comecei a sugar lindamente, toda feliz, aquele canudinho maravilhosamente perfeito levando até minha boca as gotas da mais pura e gelada água-de-côco.

“- Eeeeei, não bebe tudo, deixa pra mim!”

Eu não tinha bebido nem três goles. Mas, com boa esposa que sou, passei pra ele o côco, pra ele tomar uns golinhos tb.

O filho da puta começou a tomar aqueles goles monstruosos que fazem GLUP, GLUP, GLUP, sem a mínima preocupação em deixar pra mim!

“- Ei, ei, EI!!! Deixa pra mim, porra!”

Ele parou os glups dele de repente.

“- Mas você não já tomou???”

Aaaaah, viadinho desgraçado, eu tomeu TRÊS MÍSEROS MINI-GOLES, enquanto você, até onde eu pude ouvir, tomou, no mínimo, sete!

“- Tomei uns goles, passei o côco pra vc tomar tb e depois me devolver!”

“- Ah, eu não sabia. Toma.”

E me passou o côco. Dentro, menos de meio milímetro de água. Pior que seca no nordeste.

Revoltada e sem um puto pra comprar mais, tomei aquelas GOTAS com a paixão de quem está sorvendo o último pingo d´água de um cantil, em pleno deserto. Não satisfeita, pensei que comer o côco fosse saciar um pouquinho mais a minha sede. Mandei abrir.

Ledo engano.

O côco tava grosso, já, quase maduro.

Burra, lerda e egoísta, quis pagar na mesma moeda: Pablo me pediu um pedaço e eu disse que não, ele já tinha tomado a maior parte do côco.

Juro que, naquela hora, enquanto ele me fuzilava com o olhar, pude escutaá-lo gritar telepaticamente pra mim:”É por isso que você tá gorda!”

Ai, que ódio.

Pois bem, comi a bosta do côco.

Como desgraça pouca é bobagem, aquela merda não tinha nem 0,5% d´água, e minha sede, como qualquer um – menos eu – suspeitaria, só aumentou.

Entalada com meio quilo de côco na garganta, quase sem respirar, dei um sorriso “satisfeito” e tentei passar, pela minha expressão, que agora eu estava TOTALMENTE sem sede. TENTEI passar, né, pq logo em seguida o filho de uma égua, vendo que era total fingimento meu, veio como quem não quer nada e disse:

“- Pronto? Vamos continuar procurando apartamentos?”

… e eu fiquei VERDE, sentindo minha morte chegando, minha boca mais seca que cuspe de múmia. Caralho, que sede.

Mas, como boa taurina, eu não iria dar meu braço a torcer, ah não. Engoli minha própria saliva, pra ver se descia o bolo de côco que tava travado no meu esôfago me proporcionando a sensação de ter engolido um gato persa INTEIRO, e, com uma lágrima de dor presa no cantinho do olho esquerdo, pude sussurrar:

“- Vamos”, no exato momento em que um fiapinho daquele maldito côco voltou à minha garganta e me fez começar a pigarrear.

Lágrimas desciam e aquele fiapo de uma figa não resolvia se ia ou vinha. Ficava ali, na garganta, sem nenhuma finalidade a não ser fazer as malditas lágrimas brotarem.

Mas eu segui, firme e forte, pq sou brasileirafingindo continuar no comercial de margarina. Exceto que, agora, eu me sentia num comercial de sal de frutas. Na parte em que o protagonista ainda NÃO tomou o remédio.

Andamos até umas 11 da manhã, e lá pelas 10 e blau eu consegui, finalmente, juntar uma quantidade elevada de saliva e engolir o côco bastardo.

Minha paz não durou dez minutos.

Depois de dar a volta no bairro INTEIRO, ir e voltar mil vezes em quinhentas ruas, já havíamos caminhado o equivalente a uns 3 quilômetros. E agora, eu começara a me dar conta da merda que fiz saindo de casa de vestido.

Sempre tive as pernas grossas. E sempre que engordo, o lance piora e fico mais assada que tender de natal.

Pois bem. Aquele sábado lindo de comercial de margarina estava em seu apogeu: se eu tivesse segurado uma espiga de milho fervendo entre as coxas, na virilha, não estaria ardendo tanto. Mil cacetes cravejados de cristais Swaróvsky voavam em volta da minha cabeça e o céu já não era tão azul. O elástico da calcinha dava requintes de tortura aoincidente.

Me peguei imaginando, entre outras coisas, que nomes damos à virilha da vaca, num churrasco, por exemplo. “Chuleta” me pareceu muito apropriado. Afinal, fica ali pertinho e rima com “boceta”. Tudo isso num flash.

Estava quase chamando a atenção do Pablo para os cacetinhos com cristais que sobrevoavam minha cabeça quando ele me tirou do transe.

“- Por que vc está andando assim???”

E, quando dei por mim, percebi que eu parecia cavalgar um dromedário.

Ah, porra, minha virilha doía horrores, minhas costas suavam em baldes, meus cabelos ensopados, meu nariz transpirava bolinhas e tinha um côco maldito que eu ainda não tinha esquecido em algum lugar do meu corpo, ainda quer que eu ande que nem uma lady???

Delicadamente, aproveitando que ele estava empurrando o carrinho uns passos à frente, dei o golpe de misericórdia, pq a calcinha tava me machucando MUITO: juntei ela toda e a escondi no meio do “sanduíche”. Fica aí, condenada, mas não volte a encostar na minha virilha! Fui consertando meu caminhar, urrando internamente de dor.

“- Assim como?”
“- Assim, como se tivesse botando um ovo!”

Cara, aquilo doeu. Não me perguntem o motivo, afinal, realmente parecia que eu tava botando um ovo, mas doeu. Então eu decidi me fazer de ofendida.

Olhei pra ele com aqueles olhos sofridos que só mulher sabe fazer, olhos que diziam pra ele “você me magoou profundamente”. Eu sabia que, uma vez olhando assim, ele ficaria com pena. Então preparei o circo pra “um gelo” e comecei a andar ao lado do carrinho, conversando com Isabela, e sem tirar os olhos dela, como se Pablo não estivesse ali.

Vocês podem não acreditar no que vem agora, mas eu JURO que aconteceu.

Pena ou não, uns 20 segundos depois escuto um “CUIDADO!!!!!!!!”.

Sem entender, virei pra frente e só consegui ver uma bordinha cinza.

Era eu atropelando um orelhão.

Aí não agüentei, me fudi, comecei a chorar, era muita coisa pra uma pessoinha só, gente… Meu comercial de margarina tava virando um comercial de pomada pra hemorróidas, cara…

Aí sim, ele veio todo carinhoso ver o que era, eu chorando, parada, com mó dor na testa, com calor, sede, virilha assada, calcinha cravada no Grand Canyon xerequês e absolutamente acabada, contei tudo.

Estávamos a duas quadras de casa.

Ele riu de lá até aqui.

¬¬

Eis meu sábado.

"Calada noite preeeeeta, noite preeetaaaaaaaa…"

Acordei pendurada nos cabelos do sovaco do marido, apavorada, gritando:

“- Você tá bem???? Você tá bem???”

Ele, com os olhinhos apertados de dor, nem se deu ao luxo de responder, HUAHOAHOUHAUO. Eu estava quase promovendo uma depilação da área, pobrezinho.

Daí vieram aqueles três segundos que eu levo pra responder a uma série de perguntas básicas quando acordo: “Quem sou eu? Onde estou? Que lugar é esse? Que que eu tô fazendo? Eu conheço aqui? Tô vestida?”. Tipo, normalmente, quando acordo normal, levo menos de três segundos pra responder pra mim mesma isso; estando na minha cama, no meu quarto, com marido e filha do lado, tudo se responde quase instantaneamente. O bicho pega é quando eu viajo, tipo, no Chile: eu levava quase um minuto pra descobrir que raios de lugar era aquele. Na verdade, até quando, por algum mmotivo, eu acordo com a cabeça nos pés da cama, as respostas já ficam mais difíceis.

Enfim, pouco me disse meu cérebro dormente sobre o que eu estaria fazendo pendurada nos cabelos dos sovacos do meu marido, até que, lentamente, fui me dando conta de que eu devo ter tido um pesadelinho. Fiquei mais tranquila.

“- Já acordou??? Ótimo, então solta, solta!!!!!”, HOAHOAUHOUHAUHA, tadinho, esqueci.

Soltei e cá estou. Aproveitarei pra fazer coisas produtivas, vou responder aos comentários, perem.

Primeiro eu tenho que dizer que eu leio TODOS, aqui e no Orkut, mas que, na maioria das vezes, a preguiça me CONSOMEEEEEEE, e eu fico adiando as respostas, até que elas não saem nunca. HOAUUHAUHAUHAUOHA.

Tá. Agora minha primeira perguntinha: Maria Flávia, o que é BTW???? [:o] Fía, ignorante na área, desligada, ainda por cima!!!HAOUHUOAHUHAUHAOU!!! Tb não entendo quando dizem “IU” na PR. =S

A Camille escreveu: “PS.: como o seu blog sabe o meu nome??? não falei nada pra ninguém qdo entrei, e meu nome tá ali embaixo com uma bolinha verde já selecionado….. (se vc puder me explicar essa dádiva, sou lesada de natureza!!! =P …)”
HOAUHHAUHAUHOUAHAOUAHOHAUOHAHUA!!
Camille, meu blog é MÁGICO! Houahuohauohauohauoha! Ele te reconhece pela córnea!!!
OUAUHUOAHUOAHOUHAOU!! Sacanagem, sei lá como ele sabia seu nome! Às vezes não sei como ele sabe o meu tb, mas ele sabe. O_O. Eu já nem ligo, esses truques todos internéticos são demais pro meu cabeção; mas como as senhas são AINDA PIORES, é muita senha pra uma pessoa só, eu ADORO quando descobrem meu nome e me poupam de ter que escrever mais uma vez. HAOUAHUHAOUHAOHA.

Uma coisa a gente tem que concordar: é um blog muito inteligente, né? HAOUHUAHUHAUOHA!

Ai, ai. É foda, não ia escrever porque o sono me consome.

Maaaaass, como já tô aqui e tô mais dura que pau de tarado, conseqüentemente não tendo grana pra pagar terapeuta- e se tivesse, me recusaria -, é aqui mesmo que vou desabafar.

Comecarei pelo começo, que se eu começar pelo final eu me enrolo.

Sempre pareci um panda de tanta olheira que possuo. É de família, e a família materna, pra piorar a história. Desde que me entendo por gente agüentei como pude, aos trancos e barrancos e SEM maquiagem, que qualquer coisa, ao invés de melhorar, piora o aspecto da minha cara ( juro que tentei comprar um corretivinho da Avon, mas me perguntaram se eu tinha tomado um soco no olho, daí desisti; pelo menos com minhas olheiras normais só perguntam que droga eu usei ou há quantos dias eu não durmo.).

Só que agora tá superando todos os limites do bom-senso, essa olheira. Meus olhos estão parecendo ânus, pequenos, enrugados e escuros. E perdidos no meio da minha cara de pão-árabe, que eu quando engordo fico uma lua cheia e cara de gordo é o que há de mais estranho.

Pausa pra explicação.

Cara de gordo. Não sei se isso acontece com vcs, mas eu, quando engordo, vou perdendo os contornos do rosto e meus olhos vão diminuindo e, pior, vão se deslocando pro meio da cara. O_O . Ficam muito próximos do nariz, pq o resto da cara engorda “pra fora” e fica mó Trakinas, meus zoín lá no meio, minha cara com 10km de bochechas… Acho que, se eu engordar um pouco mais, consigo fazer os dois olhos irem pro mesmo lado da cara e ficar IGUAL a um linguado. Com não pretendo JAMAIS engordar mais do que eu tô enorme agora, vou ficar só no achismo pro resto da vida, HOAHUAHUOA.

Whatever; voltando.

Isso que dá ser mãe full time – não durmo mais de 6h seguidas há exatos 1 ano e 2 meses. E, das únicas vezes em que consegui emendar as 6h, acordei mais cansada do que fui dormir, como se tivesse sido atropelada.

Pois bem, fazendo parte do meu projeto “VERÃO 2008 – PRA NO CHILE PODER COMER BISCOITO” (pq lá eu como pra caralho), que envolve dieta, caminhadas, Dove Summer Tone e anfefoletes do poder e já vem há 15 dias me dando ótimos resultados (ÓTIMOS se eu relevar o fato de minhas pernas terem ficado parecendo uns buquês de couve-flor de tanta pereba, pq raspei e tasquei o autobronzeador e deu alergia… Levando o incidente em conta, o projeto tá só razoável, mas já é melhor que nada) , resolvi dar um passo á frente e ir à dermatologista, pq tb sou filha de Deus.

O real motivo, no final das contas, foi que meu cabelo tá despencando em queda livre, e eu tô morrendo de medo de ficar careca, pq daí sim vou ficar tipo “JayJay o Jatinho”, aquele cabeção da peste com uma cara igualmente mostruosa; aff, tenho tanto medo de ficar daquele jeito que me dá arrepios ver aquele desenho. Então fui, né, resolver meus POBREMA.

Cheguei com papel e caneta e, na sala de espera, fiz minha lista, pq sempre esqueço tudo quando entro no consultório.

Entrei, expliquei de cara que o cabelo tava caindo e que eu tinha uma lista de coisas a saber. A médica riu e disse pra eu começar. Ha-ha-ha, tadinha.

“- Tá. Deixa eu ver aqui na lista. Tá, primeiro tem uns sinais que eu acho que tão feios.”

“- Ótimo, a gente dá uma olhada”, disse ela, preenchendo alguma coisa na minha ficha.

“- Tá. Próximo… Ah, sim, o meu cravo-bumerangue, que me irrita muito”, que é um cravinho MINUSCULO que por mais que eu tire, sempre volta, no mesmo bat-local.

“- Cravo-bumerangue????”, tadinha. Vai ter que aprender tanto sobre minhas nomeclaturas… HAOUHAOUHUAHOA…

Expliquei e continuei a lista. Tenho que especificar aqui que, como era bem novinha, a médica, eu usei meu vocabulário comum, cheio de gírias e palavrões – uhuuuhuhuh – e altamente cheio das ironias.

Sovacos pretos.
Sardas na cara.
Alergia a Dove Summer Tone.
Celulites.
Estrias.
Flacidez.
Pés impronunciavelmente terríveis.
Unhas fracas.
Cabelos, além de caindo, quebrados.
Joelhos escuros.
Pentelhos demais.
Pernas peludas.
Remoção de tatuagem.
Depilação definitiva.

Enfim, minha lista tava naqueles esquemas de apocalipse. Chegou num ponto que ela parou de responder e disse pra eu perguntar tudo de uma vez que ela ia anotando.

Depois de ler o último ítem, ela respirou fundo, soltou a caneta, tirou o óculos e o depositou calmamente na mesa, juntou as duas mãos na altura do queixo, com os cotovelos na mesa, respirou fundo e me perguntou:

“- Você sabia que se alguém me dissesse tudo isso por telefone eu ia imaginar algo entre o Capitão Caverna e o Jô??”, perguntou, muito séria, e eu já pressintindo que vinha bronca no esquema seja-feliz-como-você-é, e, se duvidasse, uma indicação de algum livro de auto-ajuda. Ela devia ter a minha idade. Minha vontade, naquele momento, era de pegar aquelas duas mãos dela e juntar de uma vez só, num tapa estaladíssimo, com a cabeça dela no meio. Argh.

“- Sério? Jô? Que engraçado. Já nas minhas palavras, me sinto mais próxima a um muffin com pentelhos…”

“- Muffin? … Você já procurou um psicólogo?”, muita superioridade no momento.

Ai, meus cacetes flambados, eu tô procurando um DERMATOLOGISTA, pq eu preciso de consertos que cabem aos DERMATOLOGISTAS. Pqp, ODEIO, odeio, odeeeeeio quem fica diagnosticando em outra área que não a sua. E odeio ainda mais quem acha que sabe de todos os problemas do mundo. E odeio mais um pouco quem julga, do alto de sua ignorância, alguém pelas palavras, sei lá, aparência.

Eu nunca vou saber se ela, a essa altura, decidira “me passar pra frente” por ser uma paciente trabalhosa demais, ou estava achando que realmente não era normal eu ter tantas “reclamações” e suspeitado, sei lá, de algum tipo de doença estético-hipocondríaca, ou se era uma médica-recém-formada-pentelhinha que acha que o mundo é dela.

“- Já, já sim. Mas neste momento eu tô procurando MESMO uma dermatologista, pra ver se conserto os danos de um ano de maternidade em tempo integral e conseqüente falta de cuidados para comigo mesma. Meu corpo não agüenta mais tantas coisas a que ele não estava acostumado, não gosto de vê-lo assim. Nunca fui assim, pra lhe falar a verdade. Então, vc há de convir, que são problemas que, apesar de muitos, são de fácil resolução e facilmente justificáveis por este ano alheia a mim mesma, concorda?”

Acho que a bichinha não entendeu nem metade do que eu disse. Mas creio que tenha se dado conta de que eu também sei falar, então começou a me atender, de fato. Me examinou e começou a escrever uma receita enorme.

Enquanto escrevia, me explicava pra que serviria cada coisa e me separava algumas amostras.

Aqui e acolá, me perguntava algo sobre a maternidade, o nome da minha filha, a obstetra, se ela ainda mamava, se estava em escolinha… Fui respondendo.

No final da consulta, eu estava com a bolsa tomada por uma tonelada de amostras grátis e uma receita que incluía dezenas de cremes da Vichy (é assim???), incluindo ÁGUA TERMAL, coisa que eu JAMAIS – escrevam isso, JAMAIS – comprarei NA MINHA VIDA, pq é uma das coisa smais fúteis de que jáouvi falar.

Tipo, uns 400 reais SEM DÚVIDAS. Ha-ha-ha.

Antes de me “despachar”, soltou uma frase lindona.

“- E não esqueça, ter filhos não muda quem vc é; se vc era vaidosa antes, deve continuar vaidosa. Não é pq não tem babá ou escolinha que vai deixar de fazer as unhas, uma escova, um tratamento…”

Ai, ai, ai…

“- Desculpe, doutora, mas a senhora tem filhos?”

“- Não”, disse, “sou noiva, pretendo ter com uns dois anos de casada. Mas quando eu tiver, não pretendo me descuidar nem por um segundo”, completou.

Huohahauohuahuhauhaoa.

Não dei mais nenhuma palavra. Me despedi, virei as costas e saí do consultório com um sorriso satisfeito, prevendo que, dali a algum tempo, ela certamente iria se lembrar muito de mim.

Hhehehehehe.

Thaís: o creme pro sovaco é HIDROQUINONA!!! Solaquin foi a amostra que ela me deu!!! Eu entendi “SOVAQUIM” o tempo todo, “você passa no sovaquim e não vai pro sol”, HAOUUAHUOHAOUHAOUAUO!

Quebradinhos

– Três dias de chuva. Três. Inferno total, aquela chuvinha fina que não pára nunca, jamais. Três dias com minha bb enfurnada neste apto, QUE INFERNOOO, tadinha!!! Três dias comendo que nem uma corna!!! BUÁAAA!!!

– Pq, é claro, minha TPM tinha que acontecer JUSTAMENTE quando tá caindo um dilúvio, que é pra eu comer TUDO o que NÃO HÁ. Poderia aproveitar e passar uma fominha básica, mas preferi fazer PANQUECAS COM CALDA DE CHOCOLATE ontem, como boa gorda que sou. INFERNO, que troço bom.

– O porteiro aqui do prédio se chama ELIZALDO. Ontem, na maior, eu perguntei se a mãe dele se chamava ELIZA e o pai dele RONALDO… Quase acertei, parece que é Eliza e GERALDO… Vcs desconfiam a minha reação?

Esta língua, que merecia ser cortada após uma dessas, não se conteve:

“- Ainda bem que você não nasceu menina, né? Senão seria GERALIZA!”

¬¬

– Não tô agüentando o pique da Isabela, PRECISO urgentemente de uma escolinha!!!

– Meninas, MUITO, MUITO, MUITYO OBRIGADA PELOS COMMENTS, TODOS! Morro de rir aqui com alguns!!! Paulinha, eu ia ADORARRRRR se vc fizesse meu template!!! OUAOUHAOUHUOAHUHAUOA!!!

Esqueci, tinha mil comentários pra responder, mas esqueci, depois respondo!

Beijos!

Axilas

Tá. Fui retocar as mechas do meu cabelo.

Botei a bosta da touquinha de látex na cabeça, me senti um pênis de camisinha, fiz os furos e puxei alguns tufos. No último, é claro, veio mó maçaroca de cabelo e me fodi como só quem faz reflexo sabe. Tooodo trabalho por água abaixo, tira tudo, puxa tudo de novo, prepara o descolorante.

Apliquei a mistura, lavei as mãos e fiquei lá, em pé em frente ao espelho, como sempre fico, esperando pra ver se a cor não passa do ponto.

Na cumbuquinha, sobrou uma bela quantidade, como sempre acontece. E eu sempre a uso pra passar em algum cabelinho corporal que por ventura ou falta de sol esteja escuro.

Procurei, procurei e, fora meus pentelhos, todos estavam ok.

Meus pentelhos são sagrados. Já cometi a burrada de descolorir o bigodão e o resultado foi que parecia que o Curupira estava me fazendo sexo oral constantemente: mó perucão amarelo FOOOOOGO, quase laranja, TERRÍVEL, no meio das pernas. De longe, realmente devia parecer a cabeça do Curupira. Enfim, nos pentelhos eu não ia aplicar o Blondor.Aí foi quando a geriquice começou a acontecer.

Um pouco antes de entrar no banheiro, eu estava vendo Hi-5. Já viram?
Eu fico PUTA com aquela menina loira, ela me dá um complexo animal…Vocês já viram os sovacos dela? São BRANCOS, brancos, BRAAAAAAAAANCOS, translúcidos! Não têm uma marquinha, uma sombrinha, parece sovaco de neném. E eu fico puta, sempre que vejo Hi-5 vou ao banheiro, levanto os braços e fico pensando o que eu fiz de errado pro meu sovaco ser tão preto.

Ta, vai, antes que me achem muito nojenta, eu tenho que explicar: meus sovacos não são pretos, mas ver os da Jen me faz achá-los assim. Qualquer sovaco do mundo é um tição perto do dela.

Eu já pedi pra Deus bloquear um pouquinho o fluxo de sangue pro meu cérebro a fim de evitar a proliferação de idéias estúpidas, mas ele não me ouve. Então, eu lembrei que toda vez que eu uso o resto do Blondor pra descolorir os pelinhos dos braços, por exemplo, eu fico com várias manchas brancas na pele. Exatamente onde encosta a tinta, fica
mais claro que a pele que não recebeu descolorante.

As engrenagens cerebrais aqui começaram a fundir…E eu tive uma idéia. Se meus braços clareavam, pq os sovacos não haviam de clarear?

Toda empolgada, decidi maximizar a experiência para um resultado perfeito. Raspei os poucos cabelos que me habitam ali nas axilas, ficou tudo lisinho. E então, apliquei o Blondor.

Eu podia ver, em minha cabeça, meus sovacos tinindo como os da Jen. Eu ia tirar foto e ir direto ao site da Dove me oferecer pra participar da Campanha pela Real Beleza. Eu ia ter os sovacos lindos, leves, brancos… Eu ia era me foder, minha Via Crúcis estava só pra começar…

Ao terminar de passar o troço nos sovacos, me liguei na primeira estupidez: eu havia recém raspado a região, meu Deus.

Ardor.

Muito ardor.

Suportei, rumo ao triunfo alvo dos sovacos da pessoa aqui.

Abaixei os braços e lavei as mãos.

Na hora em que os braços tocaram meu corpo e o sovaco se juntou, quase delirei de nervoso.Mil agulhinhas cretinas espetavam meus sovacos impiedosamente, e eu tentava me concentrar na lavagem das mãos para não sair gritando. Dois minutos mais tarde, coceira, muita coceira. Meu Deus, como coçava. Lembrei o motivo pelo qual eu andava fazendo tanto esforço pra ir tomar sol: eu ODEIO passar Blondor no corpo, pinica demaaais.

Com a concentração de um buda, tentei abstrair.Mais três minutos e eu tinha certeza que tava com sarna.

Tentei resistir, mas não consegui.

Com a concentração de uma bunda que tenta deter um peido, fracassei.

Com o desespero que só os que têm fé possuem, abri as torneiras e comecei a lavar meus sovacos ali mesmo, aflita por alívio! Tentava a todo custo tirar o Blondor, que desgraça pouca é bobagem, e a substância parece não sair JAMAIS.

Só nesse momento foi que, por sentir escorrer uma gota até a minha sobrancelha esquerda, me lembrei que ainda tava com aquela porra na cabeça.Olho pro espelho e os fios estão amarelo OVO, ainda bem que tirei pouquíssimas mechas.

Sem agüentar mais, peguei a toalha do marido, que era a única que tava no banheiro, e comecei a esfregar freneticamente nas axilas, aquilo fez um bem danado; coçou e limpou ao mesmo tempo.Corri pro banho, pra tirar a tinta da cabeça.

Assim que passei o shampoo, sem tirar a touca ainda, marido me bate à porta avisando que a bebê tá cagada (a gente limpa bem ela e depois lava no banheiro pra tirar o lenço umedecido, que ela tem alergia).

Vou eu abrir a porta.

Ele olha bem pra minha cara e em minha volta, meu estado deplorável, e avisa que vai lavá-la no tanque.

Repulsa, ele deve ter sentido, pois a imagem do espelho era estarrecedora: a criatura pelada, molhada, com uma touca de latex amarela na cabeça, uns 10 tufinhos mínimos loiros do lado de fora, mó cabeção da porra, uma mancha LOIRA no meio da sobrancelha esquerda, olheiras monstro, toda suja de blondor. Atrás de mim, toalha DELE manchada de descolorante. A pia molhada. O banheiro um caos.

Ai, ai.

Alguém, um dia, me disse que eu tenho um vírus chamado VÍRUS DA PÉSSIMA IDÉIA. Se trata de um vírus que começa com um simples “por que não?”. Sabonete íntimo, Blondor no sovaco… É, alguém duvida?

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Essa eu já tinha postado em vários lugares, mas precisava contá-la aqui pra dar continuidade à saga. Enfim, achei algo que funcione, mas só conto no próximo post. HAOUHOUAHOUAHUOAHHU.

Garantindo audiência, né?

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P.S.: Gente, tem alguém que saiba fazer templates aí??? Eu ODEIO esse template, e antes de ter filho eu até fuçava um pouco nos HTML da vida e conseguia, com muito custo, fazer o meu próprio. Só que agora o tempo é HIPER escasso, não dá messssmo! E eu tô doida por um layout exclusivo, pq todo blog tem a mesma cara no blogspot. Se alguém puder dar um help, agradeçooo!!!

O Preço de se Viver

Lendo assim parece até texto profundo, né? “O preço de se viver… Quanto você acha que vale sua vida? Nos dias de hoje, quando o mais precioso presente de Deus pode, de repente, ser tirado de você assim, num momento, num semáforo… Por um Rolex. “

Não, não, deixo ao Luciano Huck a profundidade das coisas; a MINHA profundidade literária nunca ultrapassou os 5 cm. E pretendo continuar aqui por cima, bem na superfície, só boiando. Quando você me vir chegando aos 4 cm de profundidade, pode se segurar na cadeira, pois aconteceu alguma tragédia no mundo, ou estou em depressão, ou faltou chocolate na cidade. Anyway.

Não é de nada disso que eu quero falar, é do preço de se viver MESMO: tô procurando um apartamento. E, puta merda, como é caro viver nesta cidade, meu Deus!

Faz MEEEEEEEEEESES que eu tô procurando um apartamento, mas agora que a dead line tá chegando e o meu vai entrar na reta, apertei a busca. E que merda, que merda. Que coisa cara, que coisa inestimulantemente cara.

Tô procurando um 2 quartos. No meu bairro, um dois quartos custa, no barato, 700 contos. EEEEE o condomínio, uns 300 a 500. Caralhos siameses, IMPOSSÍVEL. Não raro você até encontrar um de 500… Mas com o condomínio a uns 400 e IPTU a uns 200. Ah, pelos escórnios do profeta, tem dó.

Aí, a pessoa já desesperada por moradia, vai ampliando os horizontes. Por isso que preconceito é tudo de errado na vida; para os preconceituosos só resta viver passando fome pra pagar aluguel – e nem é raro achar gente que vive exatamente assim, e, para os não preconceituosos, só resta, realmente, ampliar os horizontes. Literalmente.

A idéia começa procurando apartamentos num perímetro tal. Depois de não achar NADA, NECAS, NOTHING, você expande esse perímetro pra um pouco além do que você gostaria. Mas, com a cabecinha ainda contaminada pelo environment de morar num bairro chique no úrtimo, todos os que você vê naquela área da expansão são, ainda, caros demais pra o que são. E você simplesmente não gosta, pq, afinal, não era a idéia inicial alugar ali, coisa decadente. Argh!

Ah, a capacidade de adaptação do ser humano!!! Inigualável capacidade!!! Só ela faz com que você, depois de alguns meses buscando naquele perímetro expandido decadente sem sucesso, amplie seus horizontes ainda mais e daí a mágica aconteça: a primeira expansão deixa de ser repugnante e passa a ser o objetivo! Houahuhauhauo! Na primeira vez que vc teve que rever seus conceitos e jogar pra mais adiante as margens da sua busca, o espaço entre o campo inicial e a nova margem é asquerosa. Agora, depois de expandir DE NOVO, o espaço entre o campo de busca inicial e a primeira expansão é que parece realmente maravilhoso! Afinal de contas, nada tão “cuico” (como diria meu marido, quer dizer “metidinho”, algo assim) é legal, e aquela expensãozinha é o que dá os ares de intelectualidade a area. OUAAUOHUAHOHAHA! E o novo perímetro ainda é MUITO pra sua cabeça, é o novo “Argh!” da história, a bem da verdade.

O problema é que nem no novo você encontra o que você quer pelo preço que você quer. Na verdade, vamos combinar, o que eu quero pelo preço que eu quero, só nas portas das favelas. Mas agora nem quero mais o que eu quero e pelo preço que eu quero; tô procurando é o que eu menos NÃO quero e pelo preço que eu menos reclame. UOHAOHAUOHAUHUOA.

Aí vem a grande merda. Quando o apartamento é bom, é no quinto andar e não tem escada. O que, com um bebê e planejando outro, não é bacana.

Quando o apartamento é mediano, é num lugar TERRÍVEL. Tem um aqui que dá totalmente pro gasto. Acontece que tem uma boca de fumo na frente e a esquina é dormitório de mendigo. Buá! Com todo o altruísmo que meu ser é capaz de possuir, ainda assim não arrisco viver com minha filha de 1 ano ali.

E, quando o preço é, finalmente, BOM, o apartamento é uma bosta. Um cu, um cu mesmo.

Em alguns, em plena luz do dia você não vê um palmo à frente do nariz.
Em outros, na cozinha cabe OU o fogão, OU a geladeira.
Em outros mais, você pode tranquilamente cagar tomando banho, porque o chuveiro é exatamente em cima do vaso. Poderia ser um plus, né, porque apressa sua vida: “Cague e manhe-se ao mesmo tempo, ALL IN ONE!”. Em outros banheiros, você entra de frente ou de costas, de acordo com o que você quiser fazer lá dentro. Pq, uma vez que você entrou, lá dentro você não se mexe. Se for peidar, saia, senão você é expelido a propulsão de dentro do banheiro.

Alguns apartamentos são tão ridiculamente decorados que você se pega perguntando pro corretor, “você tem certeza que isso não era um puteiro???”.

Enfim, quebra-se mais a cara procurando apartamentos do que com relacionamentos de uma vida inteira.

Paciência. Paciência.

Quando não é pra ser, não é!

Eu poderia dizer algo como “o que é do homem, o bicho não come”, ou “o que tiver de ser, será”. Mas hoje eu tô o cúmulo do mau humor, portanto, vou dizer a mesma coisa, só que com discurso daqueles que vêem o copo metade vazio: quando NÃO é pra ser, não adianta; não adianta forçar, não adianta sorrir amarelo, não adianta fazer das tripas coração, não tem diabo, nem santo, nem pai-de-santo, não tem macumba e nem promessa que faça acontecer. Tem dias, realmente, que Murphy acorda do teu ladinho, sussurrando” hoje eu sou todo seu, babe!”.

Affffffffffff.

Acordei irritadíssima, insuportável. Aliás, voltarei um pouco mais, tive uma noite TERRÍVEL, minha filha insistiu em acordar de tempos em tempos, eu com um travesseiro terrível, as costas em frangalhos, acordei parecendo Bebel depois de uma noite de trabalho intenso, Deus do céu… Até os pentelhos doíam.

Eu tinha o DIREITO de estar mal-humorada. E usei muito bem este direito: acordei já desejando um “vai pra casa do caralho, porra” no lugar do “bom dia”, pro marido. Huhuuhuh. Pobrezinho.

Irritada, querendo que fosse todo mundo se foder. Paciência, só pra minha filha, que não tem culpa de nada – na verdade, ninguém tem, mas eu jogo a culpa toda no pablo, que, afinal, marido serve pra isso. Houhaohauohhaua.

Maaaaaaaaaas, decidida a ver o copo metade cheio, botei na cabeça que ia fazer as coisas normalmente. E o nosso normal de todo sábado é sair pra passear de manhã e só voltar de tarde.

Assim fizemos.

Café na padaria. Delícia.

Mas como gorda tem mais é que sofrer, decidi pegar um pacotinho de cereal Crunch, que afinal, hj é sábado e eu mereço. Caralho, gorda com cárie é pior ainda que gorda de vestidinho balonê e legging, é visão dos infernos. Gorda com cárie e mal-humorada, sai de perto, que periga ela sentar em você!

Eu tô NO MEIOOO de um tratamento dental pós retirada de aparelho ortodôntico inassistida – leia-se: no banho -, TODOS os meus dentes estão sensíveis.

Saí da padaria já com dor de dente.

Ponto pra Murphy.

Rua, o tempo tava horrível quando saí, e mesmo assim, coloquei uma blusa de alça e calça jeans. Dez passos fora da padaria, me abre um sol de rachar, minha bunda suando condenadamente, que nem uma corna, que gorda merece. Vejam bem, gorda merece a ira divina, é verdade: eu não comi o Crunch cereal??? Porra, desde quando uma magra faz isso, sai da padaria comendo depois de um café da manhã??? Mereci, cara, eu mereci.

Eu mereci que minha bunca gigante ficasse assada dentro daquela calça jeans grossa. Eu mereci. Suei em bicas, nos sovacos, debaixo dos peitos. Odeio suar assim, odeio. E também suei na cara, que suo em bolinhas, meu nariz fica parecendo uma lata de Coca gelada, cheio de gotas.

Ponto pra Murphy.

Marido querendo comprar uma calça, fomos pro miolão de Icaraí procurar.

Andar dia de sábado no miolão de Icaraí é pedir pra se aborrecer, é muita gente, a calçada empaca… Affffffff.

De loja em loja fui com ele, paciente, fazendo um esforço sobre humano pra não ser grosseira – além de tudo, não mencionei, tô de TPM.

Meu esforço de nada adiantou, ele não achou nada que gostasse e termonou dizendo que eu não o apóio: aaaaaaaaaaaah, muleque, se fode, se foooooooooooode!

Irada, impacientíssima, ainda aceitei ir com ele ao cabeleleiro cortar o cabelo.

Chego lá, na espera, Isabela faz cocô. Eeeee, como eu sou muito filha de Deus, o cocô vaza em mim. NUNCA acontece isso, tinha que ser hoje?

É qie Murphy é eficiente. Ponto pra Murphy.

Depois de muito esperar o corte terminar, Isabela tooooda cagada, viemos embora. Ainda passei na padaria, peguei um frango, que não tinha feito almoço… Chego em casa, no elevador, puf.

MINHA SANDÁLIA, que tinha acabado de voltar do sapateiro, ARREBENTA.

Porque Murphy é fiel. Ponto pra ele.

Planejava fazer uns legumes e servir com arroz e o frango. Os legumes acabaram e o frango tava CRU por dentro.

Ponto pra quem, pra quem???

Lá pelas 5, fomos procurar a bendita calça no shopping.
Dor de dente, cabelos no sovaco e nas pernas, que não tive tempo nem pra depilar, andei aquele shopping pra cima e pra baixo com ele pra escolher a maldita. Deu 9 da noite, Isabela começa a soar o alarme do desespero de sono e da chatice, quem agüenta e tem que enrolar até em casa, quem, quem, queeum???

As fraldas em casa tinham acabado, tinha o tamanho dela nas Americanas???

Quando chegamos, as farmácias ainda estavam em horário de entrega????

SE FUDER. queria ter dormido hoje o dia TOOOODOOOO. Caralho.

Mas UMA coisa foi legal: o comentário da Karina, da PR, no post da maconha. Confirmou direitinho a minha tese de que a liberdade é sempre o melhor caminho. =]

Brigada, Karina, salvou meu dia!!!

Brigada pelos coments de todas as meninas, é ótimo saber que alguém lê aqui!!! =]

Que é Isso, Mamãe?

Que há de ser isto?

Eu já tinha visto coisa parecida. Onde minha mãe lava meu bumbum tem um negócio desses. Mas ela nunca me deixa mexer. Até porque minha poupança é que está virada para essa coisa, na maioria das vezes. Só quando a mamis vai escovar meus dentes é que eu vejo mesmo, de frente… E é parecido sim! A mamãe não me deixa mexer porque, por algum motivo, quando eu mexo, ela troca de roupa. Eu ainda não entendi o que uma coisa tem a ver com a outra.

* Ela abre a torneira. Sai água, cara de exclamação. Dez segundos depois, um sorrisinho surge *

Aaaaaah!!! É essa coisa molhada aí que lava meu popô!!!

* A água gelada atinge a perninha e ela leva um susto *

Quando é no pompis, nunca é feia assim, essa coisa aí. Dá frio na perna da neném.

* Tira a perna da água. Põe a perna na água. Tira a perna da água. Observa que a água caindo forma uma “corda” *

Sabe que essa coisa aí me parece interessante? Olha, que bacana… É uma corda! .

* Tenta pegar a água. Tenta pegar a água. Tenta pegar a água. Não consegue, então ajoelha no chão e tenta pegar a água empoçada. Vai ficando com raiva e dá tapas no chão. A água voa pro rostinho, ela leva susto. Fica enfurecida. Senta no chão de uma vez. Quando senta, a cabeça fica bem embaixo da torneira. Se molha toda. Toma outro susto. Levanta, irada, e parte pra cima da torneira. *

Boba, chata e feia. Entendi o motivo de a mamãe trocar a roupa sempre, você faz molhado. Molhou a cabeça da neném. Agora a cabeça da neném ta com frio. A neném vai desligar você que nem desliga o monitor do computador da mamãe.

* Enfia o dedinho na torneira, a água espirra na cara dela. Se assusta, mas fica com ÓDIO da torneira. Parte pra cima com mais violência. Bate o rostinho, cai sentada, chora, olha pra mamãe, a mamãe ri dela, ela pára de chorar. *

Mamãe estúpida, não tá vendo que essa coisa ta irritando a neném? Como é que se desliga isso? Não tem botão! MAMÃE, ESSE NÃO TEM BOTÃO!!! Como é que eu faço?…

* Depois de muito tentar, olha bem aquela água caindo… Coloca a boca na torneira, TOMA UM GOLE… E sai dali sorrindo e dando tapinhas na própria barriguinha. A mamãe poderia jurar que ela, naquele momento, mandava um recadinho telepático pra água que tanta raiva a fez passar. *

Bem feito! Te comi!

Eu e meus Enea… Eneagra… Ene o quê??

Acabei de fazer meu “horóscopo eneagramês”, direto lá do tópico da PR. Deu sete e oito.

Uhu.

NUNCA vi algum teste falar TANTO de mim. Geralmente eu DETESTO coisas de auto-análise, auto-ajuda, auto qualquer coisa; acho tudo estúpido´, até pq eu tenho a mania podre de ficar tentando fazer com que o horóscopo dê certo, quando leio. Melhor não ler, né?

Mas desse teste eu gostei tanto, que até me darei ao luxo de fazer uma auto-reflexão-introspecta-espiritual . HOAUHUOAUOHAUHAUHAUHUOA. LétsGôu.

Sete

Otimistas, alegres, os 7 são “gulosos”, divertem-se compulsivamente. Na verdade, eu como compulsivamente também! O que, é claro, não deixa de ser numa majestosa diversão para a obesinha que vos fala. ¬¬

São pessoas que tendem a ser enérgicas, encantadoras (ah, que isso, são seus ói!) e imaginativas. Só um tiquinho! ;]

Orientados para o trabalho, assumem muitos compromissos ao mesmo tempo e têm dificuldade em completá-los. Aqui devia haver um parentese: assumem muitos compromissos QUANDO AINDA NÃO AMADURECERAM. Quando passei da fase “eu tenho a força, sou invencível e juntos venceremos a semente do mal”, resolvi delegar compromissos aos outros, sabendo que eu não vou completar nada, mesmo… haouaouhuoauahhu!

Enquanto o 3 e o 1 planejam e são persuasivos, os 7 são mais manipuladores. COMPRE BATOM… COMPRE BATOM…

Oferecem sonhos como realidade, é a idéia que se tem daqueles que podem ser considerados “levemente” charlatões. Sim, sim, meus planos são os mais mirabolantes, inviáveis…

Limites serão definidos pelo conjunto de valores aceito por eles. Quer verdade mais porreta? Vide a última postagem, sobre maconha!!!

Entediam-se ou saciam-se facilmente com as coisas. Por isso que a merda do livro não sai nunca. ¬¬

Inventar e iniciar algum tipo de atividade que envolva outras pessoas, é muito divertido para eles. Uma vez que sua imaginação seja estimulada, já estão satisfeitos. É, é pena que imaginação não tem proteína e o estômago não é cheio por ela, senão eu podia IMAGINAR que eu trabalhava, né?

Se um projeto parece com chances de falhar, partem facilmente para outro. Ahouahahuoa! E pq continuar em algo que não vai dar certo???

Os 7 têm também dificuldade para lidar com o sofrimento e procuram sempre uma maneira de ajudar e minimizá-lo. (!!!!) Nem sempre consigo minimizá-lo…

Analíticos e intelectualmente estimulantes, têm impressão que seu estoque de pensamentos é inexaurível e dão valor a este fato. Não, isso eu já não acho mais não… Meu estoque de pensamentos ultimamente acaba junto com o estoque de fraldas.

Sentem-se capazes de resolver qualquer coisa em que ponham as mãos, se acham o máximo. EU SOU FERA-NENÉM!!!

Vêem a si mesmas como pessoas confiáveis, mesmo podendo ter segundas ou terceiras intenções, devido à quantidade de seus interesses. Ou quartas, ou quintas, ou décimas, e isso não significa de maneira NENHUMA que eu não seja confiável.

Confiam nos outros e que as coisas darão certo para eles. Positividade, né… Não tá na moda?

Refletem muito pouco sobre o que os outros pensam e, assim, ficam transparentes, podendo ser considerados presunçosos e arrogantes em suas demonstrações de bem estar. Nossa, eu ouço o adjetivo “arrogante” associado à minha pessoa desde que eu nem sabia qual era seu significado!!! Incrível!!! Houahahuoahuha!!!

Para eles, entusiasmo e abandono é a constante. Uma das suas dificuldades é tornarem-se “adultos”, parar de evitar as coisas mais sérias e estáveis da vida. CARALHOOOOO. CACETES CRAVEJADOS DE BRILHANTEEEES. CULHÕESSSSS! VERO, VERDADE, VERDADÍSSIMA!!!

Nada a declarar. Incrível.

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Veio na IstoÉ de hoje: a Fernanda Lima tá grávida de gêmeos. Gente, eu juro que sou uma pessoa boa, mas não consegui me segurar e confesso que estive pensando MUITO nas probabilidades de o corpo dela embarangar com a gravidez… Me faz me sentir menos baranga, HOAUHUOAHUOAHUOHAUHAHU!!!

Vindo do Orkut pra falar sobre maconha

O debate na BBs de 2006 me colocou a seguinte pergunta: “O que você faria se sua filha dissesse que quer fumar maconha?”. E eu respondi que a deixaria fumar em casa, na minha presença, e que, quem sabe, com os amigos, fizéssemos roda de viola e fumaríamos unzinho… Houaohuaoha…

Sobre mim, choveram posts sobre o quão errado isto é, que isso incentiva o tráfico e tal.

Realmente, eu não contava com esta parte na hora de escrever. Ficou parecendo que eu sou uma irresponsável que quer incentivar o uso de uma substância ilegal e tal. E não é nada disso.

Todos sabemos que a prática é MUITO diferente da teoria, e minha resposta partiu do princípio que eu prefiro que ela faça comigo do que sozinha, que ela seja orientada, que esteja protegida. “Ah, que absurdo, que inversão de valores!”. Não, não. Não se trata de inversão de valores, mas sim de viver em um mundo real e saber como são as coisas lá fora: ela tem MUITAS chances de ter esta curiosidade de provar SIM, como a maioria dos jovens têm, e a maioria FAZ, e muitos pais NUNCA saberão. E, enquanto algumas mães se mostram radicalmente contra experiências como esta, eu estou, SIM, aberta.

Na verdade, quando vejo alguém dizendo que não quer que os filhos tenham sequer contato com quem use maconha, me lembro, irremediavelmente, do Vaticano, que proibiu camisinha em pleno século XXI. Não faz o menor sentido, isto não é uma opção de trabalhe com a realidade, isto não é uma opção que considere a vida como ela é: eu acho q os padres, por não poderem transar, desconhecem como é aqui fora, só pode. “Ah, mas a Igreja Católica diz isso pq condena TAMBÉM o sexo antes do casamento”. Oras, mas e daí? Eles podem condenar até depois, a realidade é diferente desta e pronto, os jovens NÃO esperam (falando da grande maioria, claro), ponto! Nesta realidade, é RIDÍCULO condenar a camisinha. E eu vejo a questão da maconha da mesma maneira.

Num plano geral, quando eu penso em maconha eu não penso na violência, mas sim num estilo de vida. Diga-se de passagem: eu nunca fui uma usuária pesada, eu nunca gostei de fumar demais, eu ODIAVA os amigos que exageravam, me afastei deles com repulsa desde o início, ao ver que eram más influências, e eu NUNCA fiz besteira por fumar. A Jú citou a experiência dela e foi TOTALMENTE diferente da minha: ODEIO esses idiotinhas que tiram onda, que fumam pra ficar sem papo nenhum, DETESTO. Argh.

Eu parei de fumar há tempos, de uns 2 pra 3 anos pra cá foram raríssimas as ocasiões; e, quando eu comecei a cogitar parar de fumar, eu só conseguia pensar que aquele bagulho havia passado por mãos de gente ruim, que estava cheio de “energias ruins e bad vibes”, e já me deixava deprimida. Daí, então, deixei de lado. Mas sonho com o dia em que consiga uma maconha totalmente limpa, de uma planta LEGAL, em que nem as sementes tenham vindo do tráfico. Haouhouahaa.

Quando eu falo de maconha eu não estou falando do tráfico. Eu estou falando dela, da planta, de seu efeito, que pra mim é proveitoso, e de seus efeitos, prós e contras e etc., eu, na verdade, abstraio toda a questão legal (da lei) da coisa. Sob esta visão, tráfico é uma coisa, maconha outra, que INFELIZMENTE é adquirida por esse meio na maioria das vezes. Se conheço traficantes, se sei da realidade das favelas e tal? Conheço, sei, e é por isso que não uso mais, porque, como estou dizendo deeeesde a PR, É ILEGAL, não tem pra onde correr, e É CRIME. Usuários de maconha ficam com raivinha quando chamados de criminosos, mas é verdade, é crime.

Mas essa “raivinha” tem motivo de ser. É, no mínimo, injusto que, perante a lei, um usuário de maconha seja detido e classificado criminoso da mesma maneira que um traficante, ou que um cocainômano. Ainda mais porque temos o álcool e o tabaco aí, matando milhões diariamente… E quem souber de UM indivíduo que já tenha morrido por usar maconha – e SÓ maconha -, por favor, avise às autoridades.

Quando eu me refiro a maconha NESTE DEBATE, eu não estou me referindo ao tráfico, e nem à vida desregrada, e nem a exageros, e nem a outras drogas. Eu estou me referindo à maconha em si, que oferece menos malefícios que o cigarro, por exemplo (na verdade, os mesmos malefícios, sendo que um fumante fuma 20 cigarros diários e o usuário esporádico de maconha, um baseado a cada, sei lá, 7 dias), que não causa dependência química na maioria das pessoas, que não causa nenhum tipo de violência deliberada e que é uma ótima opção de droga.

Sim, uma ótima opção de droga. Me estapeiem e apredejem com falso puritanismo ou demagogia barata, mas não há verdade mais arrebatadora do que esta: O SER HUMANO NECESSITA DE DROGAS. A dor, o sofrimento, a alegria, tudo isso é minimizado ou potencializado através das drogas, o homem não resiste à pressão cotidiana sem o auxílio delas. Toda a humanidade, desde sempre, necessita de válvulas de escape, e quem inventou o “pode-não pode”, o legal e o ilegal foi, no fim das contas, o capitalismo.

“Dai bebida forte ao que está para perecer, e o vinho ao que está em amargura de espírito. Bebam e se esqueçam da sua pobreza, e da sua miséria não se lembrem mais.” Provérbios 31,6s

O álcool é, talvez, a droga amplamente usada mais antiga de que se tem notícia. Ninguém se assusta quando alguém que levou um pé na bunda toma um porre, ou quando alguém feliz toma champanhe. Mais que não se assustar, isso é CULTURAL, passa de geração pra geração a idéia de “afogar as mágoas”, os “tintins” no ano-novo; e tudo isso é uso de drogas. Uma droga que rapidamente rouba os sentidos, desnorteia a consciência, trai o mais “resistente” dos homens.
O problema do álcool é que ele, hoje, envolve muito mais carros do que antigamente, carros esses MUITO mais velozes; muito mais facilidade de encontrar do que nunca antes houve, e, pior, UMA PUBLICIDADE MASSIVA QUE INSISTE PARA QUE VOCÊ COMPRE, que vende um ideal de vida em que o álcool é protagonista e mocinho, como se uma cerveja deixasse qualquer biquini perfeito, os cabelos instantaneamente louros e o corpo bronzeado, ou te proporcionasse quantas loiras peitudas você fosse capaz de abocanhar em qualquer happy hour da vida. O álcool hoje não é uma simples válvula de escape; ele é um poderoso caça-níquel, um trunfo de sucesso garantido e uma arma branca, com a qual, respectivamente, o governo ganha dinheiro, grandes empresas ganham muito dinheiro e um monte de gente sofre as conseqüências desse jogo todo. Assim como era com o cigarro, que, graças a Deus, comaçou a dar mais prejuízo do que lucro ao governo e, então, enfim, medidas foram tomadas.

Fala-se da maconha, querem se ver afastados do grande perigo que é a Canabis. Mas e as propagandas de cerveja, que em quase qualquer horário são veiculadas e deixam até um bebê com vontade de sorver um gole de seja lá o que for aquilo amarelo e gelado que aparece nas tulipas suadas??? Ninguém vai tapar os olhos deles? E os cigarros, que podem ser fumados em lugares comuns e às vistas de todos, e cuja fumacinha, mesmo em lugares abertos, pode ir correndo pra dentro dos pulmões do próximo? Eu ODEIO quem fuma perto de mim. Argh.

Fica mais do que claro que, no final das contas, o dinheiro SEMPRE vai falar mais alto, e, portanto, o capitalismo aqui, mais uma vez, escolheu as drogas a serem permitidas e as que não serão permitidas, de maneira que essa escolha atenda aos interesses de ninguém mais, ninguém menos, do que os malditos grandes atores do cenário bilhardário empresarial mundial.

A maconha era permitida, antes de ser vetada. Hoahuoahuhauo. E vários episódios históricos nos dão uma boa idéia do motivo deste veto.

No comeeeeço do mundo capitalista que conhecemos hoje, ali pelos primórdios do século XX, a maconha era usada pelos imigrantes árabes e indianos que “invadiam” a Europa, pelos negros que, recém livres, nas Américas, tinham por hábito consumir a erva e pelos mexicanos, que tinham o hábito não só de seu consumo para o fumo, mas tb o uso de sua fibra para a fabricação de tecidos, remédios e inúmeras outras coisas.

Quem tiver um pouquiiinho de rebolado pra botar pingos nos is, já pode ter uma idéia do motivo de seu consumo incomodar tanto.

Na década de 20 ou 30, se não me engano, os EUA decretaram a Lei Seca. Não me lembro dos motivos. Mas eu sei que, com esta lei, a maconha, que era produzida em alguns loicais dos EUA e no México, tomou rapidamente o lugar de bola da vez, o que irritou profundamente a elite americana. Ligue os pontinhos e entenda: maconha era “droga de mexicanos e negros”. Da mesma maneira que, hoje, funk é música “de pobre”, ou então “tomar sol na lage” é coisa de suburbanos… Houahuohauha… Ou burrice é coisa de português, ou trapalhadas são “baianadas” ou “paraibadas”… Isso tem um nome (que não é relativismo e nem etnocentrismo), eu estudei isso, e é um fenômeno social comumente visto… Mas eu esqueci. Haouhauhuahoha. Na Europa, maconha é era coisa de árabes e indianos, os imigrantes indesejáveis. No Brasil, maconha é coisa dos negros também, os ex-escravos.

Taí a origem da antipatia pela droga.

Agora, a gota d´água: no ano de 1929, houve a tão terrível quebra da bolsa nos EUA, que mergulhou o país numa crise horrorosa, quando milhões foram pras ruas sem emprego, haviam saques, mortes, estupros e tudo mais. A ogeriza aos imigrantes tornou-se, então, mais forte ainda; eles começaram a ser acusados de “roubar” os parcos empregos dos americanos, de praticar barbaridades com mulheres e crianças e toda uma sorte de calamidades. LÓGICO, não precisa ser muito inteligente pra se dar conta de que não eram todos estes, necessariamente, atos dos imigrantes, mas de qualquer um, no caos que a Grande Depressão gerou. Tem um filme ótimo que mostra isso muito bem, com a Nicolle Kidmann e a Renée Zelwegger, mas eu não lembro o nome.

Enfim, o bode expiatório da vez foi o povo mexicano.

Corriam rumores no sul dos EUA de que a maconha dava poderes sobre humanos aos mexicanos… E não demorou até, num golpe de marketing, o governo americano decidir intervir na história, somando o útil ao agradável: banindo a maconha, além dos mexicanos e negros, estariam banindo tb o uso do cânhamo e suas fibras na indústria norte-americana, que já possuía gigantes têxteis e tal, cagados de medo de que a fibra da maconha substituísse o recém desenvolvido náilon e isso levasse o investimento pras mãos de outros empresários, possivelmente, MEXICANOS, que eram os que detinham a expertise na plantação de Canabis.
Quando eu digo golpe de marketing, eu REALMENTE me refiro a um GIGANTESCO GOLPE.

Os EUA são craques nisso, bem sabemos.

Primeiro, batizaram a maconha com um nome que fosse facilmente identificado como de língua castellana: MARIJUANA. Inconfundível, e estava feito o link-preconceito entre mexicanos e a droga. Depois, veicularam matérias descrevendo crimes terríveis e violentérrimos praticados por mexicanos sob o efeito da droga. (Aqui preciso dizer que, pra me lembrar de todas essas informações, recorri a uma SuperInteressante e umas outras revistas que tenho em casa. Na Super, eles citam um trecho de alguma matéria e dizem NÃO SER VERÍDICA, mas não citam de onde confirmaram que não é verdade. Eu não vou reproduzir o trecho se eu não tenho certeza da fonte. Mas uma coisa é fato: a maconha NÃO confere força descomunal a ninguém, só fome; NÃO deixa ninguém violento, por mais que a “viagem” seja ruim, muito pelo contrário, bota pra dormir. Haviam outras fontes de matérias comprovadamente falsas, mas eu não me lembro e não os tenho aqui agora. )

Enfim, armaram o circo, difamaram a maconha e deixaram a população apavorada com tal ameaça, falavam de homens com olhos vermelhos violentíssimos estuprando, matando, roubando… E a ignorância é mãe do preconceito, claro. Hoje, mesmo alguém sem o menor contato com a droga, pode ler estudos que dizem por A + B os efeitos da maconha, e a última coisa que ela faz é o descrito acima.

Depois de instaurado o pânico, o governo proibiu a PLANTA. Não o consumo, não o seu uso, mas PROIBIU A PLANTA DE EXISTIR.

Dali, os EUA disseminaram no mundo tooodos os mitos sobre a maconha que hoje conhecemos, e, através do medo, conseguiram, sob o pretexto de reprimir o tráfico, ter acesso ARMADO a inúmeros países. Não é genial?

Outro fato é que, além de associada aos grupos segregados, outro grupo que absorveu rápido o costume de usar maconha, no mundo todo, foram os artistas, intelectuais e bohêmios. Um pouquinho à frente na história, sabemos que estes são justamente os grupos rotulados de socialistas e comunistas, os grandes inimigos e impecilhos do capitalismo durante a Guerra Fria. Precisa explicar mais?

Abaixo – e aí sim, retirados da revista na íntegra – algumas verdades e mentiras sobre a maconha:

Maconha faz mal?

Taí uma pergunta que vem sendo feita faz tempo. Depois de mais de um século de pesquisas, a resposta mais honesta é: faz, mas muito pouco e só para casos extremos. O uso moderado não faz mal. A preocupação da ciência com esse assunto começou em 1894, quando a Índia fazia parte do Império Britânico. Havia, então, a desconfiança de que o bhang, uma bebida à base de maconha muito comum na Índia, causava demência. Grupos religiosos britânicos reivindicavam sua proibição. Formou-se a Comissão Indiana de Drogas da Cannabis, que passou dois anos investigando o tema. O relatório final desaconselhou a proibição: “O bhang é quase sempre inofensivo quando usado com moderação e, em alguns casos, é benéfico. O abuso do bhang é menos prejudicial que o abuso do álcool”.

Em 1944, um dos mais populares prefeitos de Nova York, Fiorello La Guardia, encomendou outra pesquisa. Em meio à histeria antimaconha de Anslinger, La Guardia resolveu conferir quais os reais riscos da tal droga assassina. Os cientistas escolhidos por ele fizeram testes com presidiários (algo comum na época) e concluíram: “O uso prolongado da droga não leva à degeneração física, mental ou moral”. O trabalho passou despercebido no meio da barulheira proibicionista de Anslinger.

A partir dos anos 60, várias pesquisas parecidas foram encomendadas por outros governos. Relatórios produzidos na Inglaterra, no Canadá e nos Estados Unidos aconselharam um afrouxamento nas leis. Nenhuma dessas pesquisas foi suficiente para forçar uma mudança. Mas a experiência mais reveladora sobre a maconha e suas conseqüências foi realizada fora do laboratório. Em 1976, a Holanda decidiu parar de prender usuários de maconha desde que eles comprassem a droga em cafés autorizados. Resultado: o índice de usuários continua comparável aos de outros países da Europa. O de jovens dependentes de heroína caiu – estima-se que, ao tirar a maconha da mão dos traficantes, os holandeses separaram essa droga das mais pesadas e, assim, dificultaram o acesso a elas.
Nos últimos anos, os possíveis males da maconha foram cuidadosamente escrutinados – às vezes por pesquisadores competentes, às vezes por gente mais interessada em convencer os outros da sua opinião.

Câncer

Não se provou nenhuma relação direta entre fumar maconha e câncer de pulmão, traquéia, boca e outros associados ao cigarro. Isso não quer dizer que não haja. Por muito tempo, os riscos do cigarro foram negligenciados e só nas últimas duas décadas ficou claro que havia uma bomba-relógio armada – porque os danos só se manifestam depois de décadas de uso contínuo. Há o temor de que uma bomba semelhante esteja para explodir no caso da maconha, cujo uso se popularizou a partir dos anos 60. O que se sabe é que o cigarro de maconha tem praticamente a mesma composição de um cigarro comum – a única diferença significativa é o princípio ativo. No cigarro é a nicotina, na maconha o tetrahidrocanabinol, ou THC. Também é verdade que o fumante de maconha tem comportamentos mais arriscados que o de cigarro: traga mais profundamente, não usa filtro e segura a fumaça por mais tempo no pulmão (o que, aliás, segundo os cientistas, não aumenta os efeitos da droga).

Em compensação, boa parte dos maconheiros fuma muito menos e pára ou reduz o consumo depois dos 30 anos (parar cedo é sabidamente uma forma de diminuir drasticamente o risco de câncer). Em resumo: o usuário eventual de maconha, que é o mais comum, não precisa se preocupar com um aumento grande do risco de câncer. Quem fuma mais de um baseado por dia há mais de 15 anos deve pensar em parar.

Dependência

Algo entre 6% e 12% dos usuários, dependendo da pesquisa, desenvolve um uso compulsivo da maconha (menos que a metade das taxas para álcool e tabaco). A questão é: será que a maconha é a causa da dependência ou apenas uma válvula de escape? “Dependência de maconha não é problema da substância, mas da pessoa”, afirma o psiquiatra Dartiu Xavier, coordenador do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Escola Paulista de Medicina. Segundo Dartiu, há um perfil claro do dependente de maconha: em geral, ele é jovem, quase sempre ansioso e eventualmente depressivo. Pessoas que não se encaixam nisso não desenvolvem o vício. “E as que se encaixam podem tanto ficar dependentes de maconha quanto de sexo, de jogo, de internet”, diz.

Muitos especialistas apontam para o fato de que a maconha está ficando mais perigosa – na medida em que fica mais potente. Ao longo dos últimos 40 anos, foi feito um melhoramento genético, cruzando plantas com alto teor de THC. Surgiram variedades como o skunk. No último ano, foram apreendidos carregamentos de maconha alterada geneticamente no Leste europeu – a engenharia genética é usada para aumentar a potência, o que poderia aumentar o potencial de dependência. Segundo o farmacólogo Leslie Iversen, autor do ótimo The Science of Marijuana (A ciência da maconha, sem tradução para o português) e consultor para esse tema da Câmara dos Lordes (o Senado inglês), esses temores são exagerados e o aumento da concentração de THC não foi tão grande assim.

Para além dessa discussão, o fato é que, para quem é dependente, maconha faz muito mal. Isso é especialmente verdade para crianças e adolescentes. “O sujeito com 15 anos não está com a personalidade formada. O uso exagerado de maconha pode ser muito danoso a ele”, diz Dartiu. O maior risco para adolescentes que fumam maconha é a síndrome amotivacional, nome que se dá à completa perda de interesse que a droga causa em algumas pessoas. A síndrome amotivacional é muito mais freqüente em jovens e realmente atrapalha a vida – é quase certeza de bomba na escola e de crise na família.

Danos cerebrais

“Maconha mata neurônios.” Essa frase, repetida há décadas, não passa de mito. Bilhões de dólares foram investidos para comprovar que o THC destrói tecido cerebral – às vezes com pesquisas que ministravam doses de elefante em ratinhos -, mas nada foi encontrado.
Muitas experiências foram feitas em busca de danos nas capacidades cognitivas do usuário de maconha. A maior preocupação é com a memória. Sabe-se que o usuário de maconha, quando fuma, fica com a memória de curto prazo prejudicada. São bem comuns os relatos de pessoas que têm idéias que parecem geniais durante o “barato”, mas não conseguem lembrar-se de nada no momento seguinte. Isso acontece porque a memória de curto prazo funciona mal sob o efeito de maconha e, sem ela, as memórias de longo prazo não são fixadas (é por causa desse “desligamento” da memória que o usuário perde a noção do tempo). Mas esse dano não é permanente. Basta ficar sem fumar que tudo volta a funcionar normalmente. O mesmo vale para o raciocínio, que fica mais lento quando o usuário fuma muito freqüentemente.
Há pesquisas com usuários “pesados” e antigos, aqueles que fumam vários baseados por dia há mais de 15 anos, que mostraram que eles se saem um pouco pior em alguns testes, principalmente nos de memória e de atenção. As diferenças, no entanto, são sutis. Na comparação com o álcool, a maconha leva grande vantagem: beber muito provoca danos cerebrais irreparáveis e destrói a memória.

Coração

O uso de maconha dilata os vasos sangüíneos e, para compensar, acelera os batimentos cardíacos. Isso não oferece risco para a maioria dos usuários, mas a droga deve ser evitada por quem sofre do coração.

Infertilidade

Pesquisas mostraram que o usuário freqüente tem o número de espermatozóides reduzido. Ninguém conseguiu provar que isso possa causar infertilidade, muito menos impotência. Também está claro que os espermatozóides voltam ao normal quando se pára de fumar.

Depressão imunológica

Nos anos 70, descobriu-se que o THC afeta os glóbulos brancos, células de defesa do corpo. No entanto, nenhuma pesquisa encontrou relação entre o uso de maconha e a incidência de infecções.

Loucura

No passado, acreditava-se que maconha causava demência. Isso não se confirmou, mas sabe-se que a droga pode precipitar crises em quem já tem doenças psiquiátricas.

Gravidez

Algumas pesquisas apontaram uma tendência de filhos de mães que usaram muita maconha durante a gravidez de nascer com menor peso. Outras não confirmaram a suspeita. De qualquer maneira, é melhor evitar qualquer droga psicoativa durante a gestação. Sem dúvida, a mais perigosa delas é o álcool.

Maconha faz bem?

No geral, não. A maioria das pessoas não gosta dos efeitos e as afirmações de que a erva, por ser “natural”, faz bem, não passam de besteira. Outros adoram e relatam que ela ajuda a aumentar a criatividade, a relaxar, a melhorar o humor, a diminuir a ansiedade. É inevitável: cada um é um.

O uso medicinal da maconha é tão antigo quanto a maconha. Hoje há muitas pesquisas com a cannabis para usá-la como remédio. Segundo o farmacólogo inglês Iversen, não há dúvidas de que ela seja um remédio útil para muitos e fundamental para alguns, mas há um certo exagero sobre seus potenciais. Em outras palavras: a maconha não é a salvação da humanidade. Um dos maiores desafios dos laboratórios é tentar separar o efeito medicinal da droga do efeito psicoativo – ou seja, criar uma maconha que não dê “barato”. Muitos pesquisadores estão chegando à conclusão de que isso é impossível: aparentemente, as mesmas propriedades químicas que alteram a percepção do cérebro são responsáveis pelo caráter curativo. Esse fato é uma das limitações da maconha como medicamento, já que muitas pessoas não gostam do efeito mental. No Brasil, assim como em boa parte do mundo, o uso médico da cannabis é proibido e milhares de pessoas usam o remédio ilegalmente. Conheça alguns dos usos:

Câncer

Pessoas tratadas com quimioterapia muitas vezes têm enjôos terríveis, eventualmente tão terríveis que elas preferem a doença ao remédio. Há medicamentos para reduzir esse enjôo e eles são eficientes. No entanto, alguns pacientes não respondem a nenhum remédio legal e respondem maravilhosamente à maconha. Era o caso do brilhante escritor e paleontólogo Stephen Jay Gould, que, no mês passado, finalmente, perdeu uma batalha de 20 anos contra o câncer (veja mais sobre ele na página 23). Gould nunca tinha usado drogas psicoativas – ele detestava a idéia de que interferissem no funcionamento do cérebro. Veja o que ele disse: “A maconha funcionou como uma mágica. Eu não gostava do ‘efeito colateral’ que era o borrão mental. Mas a alegria cristalina de não ter náusea – e de não experimentar o pavor nos dias que antecediam o tratamento – foi o maior incentivo em todos os meus anos de quimioterapia”.

Aids

Maconha dá fome. Qualquer um que fuma sabe disso (aliás, esse é um de seus inconvenientes: ela engorda). Nenhum remédio é tão eficiente para restaurar o peso de portadores do HIV quanto a maconha. E isso pode prolongar muito a vida: acredita-se que manter o peso seja o principal requisito para que um soropositivo não desenvolva a doença. O problema: a cannabis tem uma ação ainda pouco compreendida no sistema imunológico. Sabe-se que isso não representa perigo para pessoas saudáveis, mas pode ser um risco para doentes de Aids.

Esclerose múltipla

Essa doença degenerativa do sistema nervoso é terrivelmente incômoda e fatal. Os doentes sentem fortes espasmos musculares, muita dor e suas bexigas e intestinos funcionam muito mal. Acredita-se que ela seja causada por uma má função do sistema imunológico, que faz com que as células de defesa ataquem os neurônios. A maconha alivia todos os sintomas. Ninguém entende bem por que ela é tão eficiente, mas especula-se que tenha a ver com seu pouco compreendido efeito no sistema imunológico.

Dor

A cannabis é um analgésico usado em várias ocasiões. Os relatos de alívio das cólicas menstruais são os mais promissores.

Glaucoma

Essa doença caracteriza-se pelo aumento da pressão do líquido dentro do olho e pode levar à cegueira. Maconha baixa a pressão intraocular. O problema é que, para ser um remédio eficiente, a pessoa tem que fumar a cada três ou quatro horas, o que não é prático e, com certeza, é nocivo (essa dose de maconha deixaria o paciente eternamente “chapado”). Há estudos promissores com colírios feitos à base de maconha, que agiriam diretamente no olho, sem afetar o cérebro.

Ansiedade

Maconha é um remédio leve e pouco agressivo contra a ansiedade. Isso, no entanto, depende do paciente. Algumas pessoas melhoram após fumar; outras, principalmente as pouco habituadas à droga, têm o efeito oposto. Também há relatos de sucesso no tratamento de depressão e insônia, casos em que os remédios disponíveis no mercado, embora sejam mais eficientes, são também bem mais agressivos e têm maior potencial de dependência.

Dependência

Dois psiquiatras brasileiros, Dartiu Xavier e Eliseu Labigalini, fizeram uma experiência interessante. Incentivaram dependentes de crack a fumar maconha no processo de largar o vício. Resultado: 68% deles abandonaram o crack e, depois, pararam espontaneamente com a maconha, um índice altíssimo. Segundo eles, a maconha é um remédio feito sob medida para combater a dependência de crack e cocaína, porque estimula o apetite e combate a ansiedade, dois problemas sérios para cocainômanos. Dartiu e Eliseu pretendem continuar as pesquisas, mas estão com problemas para conseguir financiamento – dificilmente um órgão público investirá num trabalho que aposte nos benefícios da maconha.

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Disso tudo, algumas palavrinhas e conclusões minhas:

1 – O que você pensa sobre a maconha (e sobre qualquer tabú, a bem da verdade) e a imagem que você faz dela, se você nunca experimentou, NÃO é um pensamento genuíno seu, mas sim de uma sociedade que, desde o começo, optou pelo preconceito na hora de decidir o que pode e o que não pode, o que é bom ou não. A maconha sempre foi vista com maus olhos pois sempre foi associada a grupos indesejáveis, e é por essa herança discriminatória que VOCÊ, sim, VOCÊEEE, a vê da maneira que vê. Por isso eu afirmo de novo: pra falar de qualquer coisa, CONHEÇA.

2 – Se é algo bom ou ruim, se você gosta de ter o pensamento alterado ou não, isso é totalmente pessoal. Qualquer substância de que fizermos uso, terá reações diferentes de pessoa pra pessoa, de corpo pra corpo. O que foi abordado aqui foi se ela faz ou não mal à saúde num geral, prevendo que o usuário seja são, não tenha transtornos mentais e nem doenças que o tornem sensível à substância.

3 – Eu escrevi lá em cima que a humanidade precisa de drogas. Eu sei que muitas pessoas vão fazer aquela questão de não entender e contestar. Portanto, quero lembrar outras droguinhas: a sua Novalgina/Aspirina de cada dia, é droga, e hoje usada por bilhões de pessoas sem a menor necessidade, viciados em analgésicos por sabe-se lá Deus o motivo. A sua cervejinha, é droga. O seu Sorine, é droga, e é o mesmo caso da Aspirina. Calmantes e remédios pra emagrecer, são drogas, e perigosíssimas. Cigarro de tabaco, nem preciso me manifestar. E, em última instância, se vc não consome nada disso, dessa você não escapa: AÇÚCAR É DROGA, já dizia meu médico, Dr. Arnaldo Baptista.

O açúcar é, para algumas pessoas, tão nocivo quanto o álcool, e eu sou uma delas, e mais da metade dos americanos também são: eu não consigo parar, sou totalmente compulsiva. E isso dá diabetes, causa obesidade, e n outras doenças. Coca-Cola é droga e vicia, e assim causa doenças tb. Isso sem falar nos inúmeros componentes químicos que hoje são usados na indústrria alimentícia para, LITERALMENTE, viciar o consumidor. Tudo droga, e tudo liberado. É como eu sempre digo: TUDO EM EXAGERO É NOCIVO, TUDO.

4 – Nada do que eu escrevi ameniza o fato de que maconha É ILEGAL, e seu uso, CRIME. Consideremos injusto ou não, sendo a história manipulada ou não, na lei vigente de hoje, em nosso país, MACONHA É PROIBIDA.

Pois é, pois é, pois é.