INTELECTUAL? NÃO, EU SOU BANAL!

Gente, esse texto está postado no Overmundo . Se quiserem me dar uma força, estou postando mais textos lá, tentando re-divulgar meu trabalho… Quem se interessar pelo site, administrado por ninguém menos que Hermano Vianna, pode entrar, se cadastrar e comentar meus textos por lá também. não linquei meu blog lá ainda, mas em breve vou, assim que tiver mais material por aqui. =]

Eu nunca li Kafka. Não consegui terminar nem “Romeu e Julieta” em prosa, me cansou. Larguei a faculdade de filosofia logo no primeiro semestre, não porque não gostasse, mas porque com 16 anos entrar no IFCS – Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ , e ver aquele MONTE de gente em transes filosóficos e viagens terrivelmente psicodélicas e barbas, cabelos, bigodes – em MENINAS, leia-se bem -, e metafísica, e falar sobre o “ser e o nada” e coisa e tal me apavorou. Odeio palavras muito difíceis e detesto gente que insiste em usá-las como maneira de aparentar mais cultura. Isso me aflige, me dá nervoso no fundo da alma. Zilhares de futuros filósofos achando o máximo o tal do “o que seria de mim se eu não existisse?”, mas na verdade sem entender bulhufas. Também não entendo muito bem esses “artistas” conceituais, esses “sons” que não são sons de nada, na verdade… Eu não gosto muito de intelectualidade forçada, não.

Um arame retorcido, para mim, sempre será um arame retorcido. Não encontro significado nenhum e não consigo ler nas “entrelinhas” da obra o estado de espírito do artista plástico. Não entendo a maioria das “obras de arte” gigantes que vejo pelas ruas, essas que colocam nas praças… Sei lá, tipo um arco de ferro com um pino gigante, ou vários quadrados empilhados… Não entendo e ainda acho perigoso, pois se alguém tropeça e cai ali, morre com uma quina de um dos quadrados cravada na testa. Vejo uma “escultura” dessas com os mesmos olhos com que vejo um escorregador num parquinho, sendo o escorregador muito mais divertido, cRaro.

Minhas questões sempre foram mais práticas e mais válidas. Por exemplo, a grande dúvida da minha vida, durante aaaanos, foi saber o motivo de o Seu Madruga jamais ter dado uma basta nos tapas sem nenhuma razão da Dona Florinda. Entre outras. Por que diabos a Xuxa saía de uma nave espacial, ela era alienígena? Como, de que maneira, meu Deus, fazer gelatina sem aquela casquinha nojenta no fundo? E por que, se todo mundo queria só o recheio dos biscoitos, não faziam um pacote só de recheio? E por que, de que maneira, de que forma, OLHAR purpurina me dá uma sensação tão boa?

Artista, pra mim, é o carinha que fica fazendo aqueles desenhos alucinantes com latinhas de spray e pratos em cartolinas… É o outro na praia de Ipanema que faz mini-filmadoras, toda sorte de objetos desse tipo em miniatura com ARAME, vejam só… Ou o carinha láaa em Valparaíso, no Chile, que faz bonequinhos de todas as formas com PREGOS, porcas e parafusos… Um bonequinho sentado na privada lendo jornal, feito de um parafuso, três porcas, dois pregos e um pedacinho de lata. Isso pra mim é arte.

Inteligente, pra mim, é aquele que não força uma tendência, que não tenta ser mais do que é, que não fala sobre coisas sobre as quais não sabe. Que não finge, que não inventa viagens pra fazer o ouvinte se perder e assim “ganhar” o debate. Isso não cola comigo. Isso não me serve. Inteligente é o cara que fala menos e mais simples e explica mais coisas. Taí. É exatamente isso: explica, não complica.

E, bom, essa volta toda foi pra “responder” a um comentário que deixaram no “PIREX, LASANHEX, PORCALHEX”, o primeiro texto que publiquei aqui no Overmundo. Simplesmente escolhi o texto mais ridículo, em termos de conteúdo – aliás, como a maioria dos meus textos – pra estrear. E alguém comentou que não havia nada, absolutamente nada de informação nele, que era merda, mas que tinha que confessar que riu muito lendo. E eu não poderia querer melhor elogio!!! =]

Praticamente TUDO que escrevo é composto da mesma coisa: NADA. E o que há de melhor pra mim é saber que alguém se divertiu lendo minhas merdas. =]

Sobre assuntos relevantes, eu não sei falar nada por dizer… Então eu escuto.

1 comentário (+adicionar seu?)

  1. natuza
    maio 30, 2006 @ 06:48:00

    É Carol ainda existem pessoas no mundo que querem fazer regras e esquecem do livre arbitrio de cada um de fazer o que quizer… Ainda mais em assuntos que não prejudicam ninguém e não interferem na vida de ninguém…
    esse idiota que escreveu isso de vc com certeza deve ser um ser que não vive com medo de morrer, não arrisca com medo de errar, não faz nada que alguém já não tenha feito…
    Viva suas merdas que alegram minhas tbm historias de merdas, pq por mais que vc diga que escreve sobre nada minha vida tbm é cheia delas…

    Responder

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